Semiotica da Cultura

 

TEÓRICOS FUNDADORES DA SEMIÓTICA DA CULTURA

(Disponível na rede desde 12/98)

 

Lingüistas: Viacheslav Ivanov, Isaak Revzin, Vladimir Toporov
Folcloristas: Eleazar Mieletinski, Dmitri Segal, Zara Mints
Orientalistas: Aleksandr Piatigorski, Boris Ogibenin
Teóricos da literatura: Iurii Levin, Iuri Lotman, Boris Uspenski

É possível distinguir quatro períodos na história do grupo:

  1. 1958-64: introdução de modelos matemáticos, cibernéticos e lingüísticos nos estudos culturais, sobretudo no nível programático.
  2. 1964-1970: intensivo desenvolvimento de modelos semióticos para sistemas culturais particulares.
  3. 1970-1973: formulação de modelos globais de cultura e de universais culturais.
  4. 1973-: refinamento de detalhes sobre teorias culturais e aplicações à história e tipologia da literatura e cultura russas.

Também o conjunto teórico abrange quatro conjuntos de problemas:

  1. conceitos de modelo, sistemas dinâmicos, invariantes-variações; hierarquia; oposições binárias e equivalências; signo; expressão e conteúdo; função; código e mensagem; informação e comunicação.
  2. desenvolvimento de uma metalinguagem semiótica unificada a partir da qual foi possível formular teorias, modelos e tipologias para a cultura e para os textos culturais em geral, isto é, uma semiótica da cultura.
  3. usando o mesmo vocabulário teórico, modelos e teorias, procurou-se especificar as ciências semióticas para esferas culturais específicas como: cinema, mito, literatura.
  4. modelos descritivos baseados nos dois estágios anteriores foram estabelecidos para fenômenos e formações históricas individuais.

As pesquisas de Tártu entraram numa fase nova quando a criação cultural, a criação textual e a criação de linguagem foram consideradas processos relacionados, passíveis de modelização psicofisiologica, partindo-se da estrutura do cérebro, isto é, dos hemisférios cerebrais. As descobertas referentes a topografia do cérebro abrem caminho, para uma concepção planetária da cultura.


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