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Corpo Docente 

Programa de Filosofia

Apresentação 

Programa de Filosofia

O Curso de Filosofia da PUC-SP, na sua configuração atual, resulta da confluência, por assim dizer, de três trajetórias: a da Faculdade de São Bento, a da Faculdade "Sedes Sapientiae" e a da instituição da Universidade.

Em 1970 iniciam-se estudos para implantação da reforma universitária exigida por lei federal. Simultaneamente, decide-se a incorporação definitiva da Faculdade "Sedes Sapientiae" à Pontifícia Universidade Católica e, no começo da década, fundem-se então a Faculdade São Bento e a Faculdade "Sedes Sapientiae". Basicamente, é da reunião dos seus cursos de Letras e de Filosofia que nasce a nova Faculdade denominada "de Comunicação e Filosofia", cujas unidades constitutivas são os Departamentos, dentre eles o de Filosofia.

O Departamento recém-criado ocupa-se então, quase que exclusivamente, do curso de graduação em Filosofia, remodelando-o, fundamentalmente, segundo os rumos já traçados nos últimos anos da Faculdade "Sedes Sapientiae"; garantir espaço para abrigar a pluralidade de abordagens filosóficas, assegurar a mobilidade de conteúdos programáticos, reforçar o rigor no contato com os textos filosóficos, estas, talvez, as diretrizes mais acentuadas na recomposição e condução do curso. Contudo, por volta de meados da década de 70, é ele sucessivamente atingido por ameaças de extinção. Em 1974, um episódio é mais alarmante: a reitoria prenuncia o fechamento do curso, por razões de ordem orçamentária, suspendendo as vagas para o vestibular-75. 0 Departamento reage, elabora relatórios, consegue a realização do vestibular e sustenta a existência do curso. A partir de 1977, aproximadamente, vai adquirindo gradual segurança e ampliando suas atividades; o quadro docente se altera, inclui professores renomados e novos professores; cresce o número de alunos; é criado o Programa de Estudos Pós-Graduados em Filosofia, em nível de Mestrado.

Em setembro de 2000, o Conselho Técnico Científico (CTC) da CAPES decidiu recomendar a implantação do Doutorado em Filosofia da PUC-SP e o mesmo foi avaliado com o conceito " 4 ". Em outubro do mesmo ano ocorreram as inscrições para o processo seletivo da primeira turma de doutorandos da PUC-SP.

O curso de Doutorado em Filosofia da PUC-SP é o segundo curso de Doutorado, da mesma área, em São Paulo - capital (o outro é o da Universidade de São Paulo) e desde sua implantação contou com o auxílio de bolsas da CAPES.

No triênio 2007-2009 o curso de Filosofia da PUC-SP (Mestrado e Doutorado) foi avaliado com o conceito " 5 ".

 

Por que estudar Filosofia na PUC-SP?

Breve apresentação 

Programa de Filosofia

O Curso de Filosofia da PUC-SP, na sua configuração atual, resulta da confluência, por assim dizer, de três trajetórias: a da Faculdade de São Bento, a da Faculdade "Sedes Sapientiae" e a da instituição da Universidade.

Em 1970 iniciam-se estudos para implantação da reforma universitária exigida por lei federal. Simultaneamente, decide-se a incorporação definitiva da Faculdade "Sedes Sapientiae" à Pontifícia Universidade Católica e, no começo da década, fundem-se então a Faculdade São Bento e a Faculdade "Sedes Sapientiae". Basicamente, é da reunião dos seus cursos de Letras e de Filosofia que nasce a nova Faculdade denominada "de Comunicação e Filosofia", cujas unidades constitutivas são os Departamentos, dentre eles o de Filosofia...

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Linhas de pesquisa 

Compreende três linhas de pesquisa, que articulam o conjunto das atividades. São elas:

  • História da Filosofia: Estudo da constituição histórica das doutrinas e dos problemas filosóficos.
  • Questões Temáticas da Filosofia das Ciências Humanas: Reflexão interdisciplinar sobre as Ciências Humanas contemporâneas, da perspectiva da Filosofia
  • Lógica e Teoria do Conhecimento: Análise das linguagens formais e ordinárias, sua fundamentação filosófica e seu desenvolvimento histórico.

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Nível 
Duração 
Mestrado: 3 semestres (min.) e 5 semestres (max.)
Doutorado: 4 semestres (min.) e 8 semestres (max.)
Campus 
Campus Perdizes
Situação 
Matrículas encerradas
História 

Programa de Filosofia

O Curso de Filosofia da PUC-SP, na sua configuração atual, resulta da confluência, por assim dizer, de três trajetórias: a da Faculdade de São Bento, a da Faculdade "Sedes Sapientiae" e a da instituição da Universidade.

Em 1970 iniciam-se estudos para implantação da reforma universitária exigida por lei federal. Simultaneamente, decide-se a incorporação definitiva da Faculdade "Sedes Sapientiae" à Pontifícia Universidade Católica e, no começo da década, fundem-se então a Faculdade São Bento e a Faculdade "Sedes Sapientiae". Basicamente, é da reunião dos seus cursos de Letras e de Filosofia que nasce a nova Faculdade denominada "de Comunicação e Filosofia", cujas unidades constitutivas são os Departamentos, dentre eles o de Filosofia.

O Departamento recém-criado ocupa-se então, quase que exclusivamente, do curso de graduação em Filosofia, remodelando-o, fundamentalmente, segundo os rumos já traçados nos últimos anos da Faculdade "Sedes Sapientiae"; garantir espaço para abrigar a pluralidade de abordagens filosóficas, assegurar a mobilidade de conteúdos programáticos, reforçar o rigor no contato com os textos filosóficos, estas, talvez, as diretrizes mais acentuadas na recomposição e condução do curso. Contudo, por volta de meados da década de 70, é ele sucessivamente atingido por ameaças de extinção. Em 1974, um episódio é mais alarmante: a reitoria prenuncia o fechamento do curso, por razões de ordem orçamentária, suspendendo as vagas para o vestibular-75. 0 Departamento reage, elabora relatórios, consegue a realização do vestibular e sustenta a existência do curso. A partir de 1977, aproximadamente, vai adquirindo gradual segurança e ampliando suas atividades; o quadro docente se altera, inclui professores renomados e novos professores; cresce o número de alunos; é criado o Programa de Estudos Pós-Graduados em Filosofia, em nível de Mestrado.

Em setembro de 2000, o Conselho Técnico Científico (CTC) da CAPES decidiu recomendar a implantação do Doutorado em Filosofia da PUC-SP e o mesmo foi avaliado com o conceito " 4 ". Em outubro do mesmo ano ocorreram as inscrições para o processo seletivo da primeira turma de doutorandos da PUC-SP.

O curso de Doutorado em Filosofia da PUC-SP é o segundo curso de Doutorado, da mesma área, em São Paulo - capital (o outro é o da Universidade de São Paulo) e desde sua implantação contou com o auxílio de bolsas da CAPES.

No triênio 2007-2009 o curso de Filosofia da PUC-SP (Mestrado e Doutorado) foi avaliado com o conceito "5 ".
 

Corpo Discente 

Programa de Filosofia

Em breve.

Áreas de concentração e linhas de pesquisa 

Programa de Filosofia

O Programa de Estudos Pós-Graduados em Filosofia é constituído por uma única área de concentração: Filosofia.

Compreende três linhas de pesquisa, que articulam o conjunto das atividades. São elas:

História da Filosofia:

Estudo da constituição histórica das doutrinas e dos problemas filosóficos. Análise dos eixos sistemáticos e temáticos no conjunto de uma obra particular, como também no contexto histórico cultural ou ainda numa linha diacrônica comparativa.
 

Questões Temáticas da Filosofia das Ciências Humanas:

Reflexão interdisciplinar sobre as Ciências Humanas contemporâneas, da perspectiva da Filosofia, privilegiando questões específicas de cada uma delas (éticas, estéticas, políticas, etc.)
 

Lógica e Teoria do Conhecimento:

Análise das linguagens formais e ordinárias, sua fundamentação filosófica e seu desenvolvimento histórico. Análise dos pressupostos lógicos, ontológicos e epistemológicos dos sistemas filosóficos singulares. Reflexão epistemológica sobre a constituição e a metodologia das ciências particulares. Lógicas clássicas e não-clássicas.

 

Mestrado 

Programa de Filosofia

Para a obtenção do título de Mestre em Filosofia, os mestrandos deverão cumprir a seguinte estrutura curricular:

  1. 05 (cinco) disciplinas obrigatórias
  2. 02 (duas) disciplinas optativas (para os alunos com graduação em Filosofia)
    ou nas 02 (duas) disciplinas de nivelamento (para os alunos com graduação em outras áreas)
  3. Elaboração de dissertação (mínimo três semestres)
  4. Aprovação em exame de proficiência em língua estrangeira: (inglês, francês, alemão, italiano, latim ou grego)
  5. Aprovação em exame de qualificação
  6. Aprovação na argüição e defesa da Dissertação

 

Disciplinas obrigatórias:

As disciplinas obrigatórias estão diretamente vinculadas às linhas de pesquisa e são as seguintes:

  1. História da Filosofia I
  2. História da Filosofia II
  3. Filosofia das Ciências Humanas I
  4. Filosofia das Ciências Humanas II
  5. Teoria do Conhecimento

 

Disciplinas de nivelamento:

As disciplinas especiais são destinadas a suprir lacunas de formação e/ou informação de alunos que ingressam no Programa na condição de alunos especiais. Os alunos nessa condição deverão cursá-las até o final do primeiro ano de curso, sendo que sua continuidade no Programa ficará condicionada à aprovação nas mesmas. A aprovação destes alunos nestas disciplinas resulta na sua passagem para a situação de alunos regulares. São elas:

  1. Fundamentos da História da Filosofia
  2. Seminário de Pesquisa I

 

Disciplinas optativas:

As disciplinas optativas são destinadas a completar a formação do aluno e/ou escolhidas de acordo com a vinculação mais próxima à temática da sua dissertação. A fim de cumprir o mesmo objetivo, as disciplinas optativas podem ser substituídas pela disciplina "Seminários de Pesquisa".

Além das disciplinas oferecidas pelo Programa, o mestrando poderá escolher outras oferecidas pelos demais Programas de Pós-Graduação da PUC-SP, após consulta aos professores do Programa que estejam mais diretamente ligados aos seus interesses de pesquisa.

 

Elaboração de dissertação:

A elaboração da dissertação compreende um programa individual de atividades preparado juntamente com o Professor Orientador, cuja execução é por ele acompanhada durante um período mínimo de dois semestres letivos.

Obs.: Cada disciplina equivale a 03 (três) créditos e cada semestre de elaboração da dissertação equivale a 02 (dois). O total de créditos para o mestrado é, portanto, de 27 (vinte e sete), sendo 21 (vinte e um) em disciplinas e 06 (seis) na elaboração da dissertação.

Disciplinas 

Programa de Filosofia

2016 

1º Semestre de 2016

  • Filosofia das Ciências Humanas I

     

    Professor: Sonia Campaner Miguel Ferrari

    Tema: Modernidade Crítica e Crítica da Modernidade no Pensamento de Wlater Benjamin e Adorno

    Dia e Horário: 2ª feira, 16h00 – 19hh00

    Ementa

  • Teoria do Conhecimento

     

    Professor: Mario Ariel Gonzalez Porta

    Tema: Introdução à "Crítica da Razão Pura" de Kant

    Dia e Horário: 2ª feira, 19h00 – 22h00

    Ementa

  • Seminário de Pesquisa I

     

    Professor: Ivo Assad Ibri

    Tema: Estética, Ética e Lógica - As Relações Entre as Ciências Normativas na Filosofia de Charles S. Peirce

    Dia e Horário: 3ª feira, 09h00 – 12h00

    Ementa

  • Fundamentos da História na Filosofia

     

    Professor: Jeanne Marie Gagnebin

    Tema: Narração de Si e Constituição do Sujeito.

    Dia e Horário: 3ª feira, 16h00 às 19h00

    Ementa

  • Filosofia das Ciências Humanas II

     

    Professor: Yolanda Glória Gambôa Muñoz

    Tema: A Problemática Relacional em Aurora de Nietzsche

    Dia e Horário: 3ª feira, 19h00 às 22h00

    Ementa

  • História da Filosofia II

     

    Professor: Antonio José Romera Valverde

    Tema: Princípio Responsabilidade, Princípio Esperança: Hans Jonas, Ernst Bloch

    Dia e Horário: 5ª feira, 9h00 – 12h00

    Ementa

  • Seminário Avançado de Pesquisa

     

    Professor: Marcelo Perine

    Tema: Ética E Crise da Modernidade. Uma Análise a Partir da Obra de Henrique C. de Lima Vaz

    Dia e Horário: 5ª feira, 19h00 – 22h00

    Ementa

2º Semestre de 2016

 

  • Fundamentos da História da Filosofia

     

    Professor: Sonia Campaner Miguel Ferrari

    Tema: Teoria crítica - crítica da dominação social e da dominação da natureza

    Dia e Horário: 2ª. feira - Das 16:00 às 19:00 horas

    Ementa

    Filosofia das Ciências humanas II

     

    Professor:Antonio José Romera Valverde

    Tema: Marcuse e o horizonte de negação da ordem

    Dia e Horário: 2ª feira - Das 19:00 às 22:00 horas

    Ementa

  • Filosofia das Ciências humanas I

     

    Professor: Ivo Assad Ibri

    Tema: O ESTATUTO DO MAL NA FILOSOFIA DE SCHELLING

    Dia e Horário: 3ª. feira - Das 09:00 às 12:00 horas

    Ementa

  • Seminário de Pesquisa I

     

    Professor: Jeanne Marie Gagnebin

    Tema: A filosofia da história de W. Benjamin, narração e historiografia.

    Dia e Horário: 3ª. feira - Das 16:00 às 19:00 horas

    Ementa

  • História da Filosofia I

     

    Professor: Yolanda Glória Gamboa Muñoz

    Tema: NIETSZCHE e a História da Filosofia.Relações com o cenário GRECO ROMANO.

    Dia e Horário: 3ª. feira - Das 19:00 às 22:00 horas

    Ementa

    Teoria do Conhecimento

     

    Professor: Mario Ariel Gonzalez Porta

    Tema: Metodologia da Leitura de Textos Filosóficos

    Dia e Horário: 4ª. feira - Das 19:00 às 22:00 horas

    Ementa

  • Seminário Avançado de pesquisa

     

    Professor: Antonio José Romera Valverde

    Tema: Liberdade e natureza humana.

    Dia e Horário: 5ª feira -Das 09:00 às 12:00 horas

    Ementa

2015 

1º Semestre de 2015

  • Filosofia das Ciências Humanas I

     

    Professor: Sonia Campaner Miguel Ferrari

    Tema: Problemas estético-filosóficos contemporâneos

    Dia e Horário: 2ª feira, 13h00m – 16h:00m

    Ementa

  • História da Filosofia I

     

    Professor: Maria Constança Peres Pissarra

    Tema: Espetáculos e representação: a virtude recompensada?

    Dia e Horário: 2ª feira, 16h00m – 19h:00m

    Ementa

  • Teoria do Conhecimento

     

    Professor: Mario Ariel Gonzalez Porta

    Dia e Horário: 2ª feira, 19h00m – 22h00m

    Ementa

  • Filosofia das Ciências Humanas II

     

    Professor: Peter Pal Pelbart

    Tema: Deleuze, leitor de Nietzsche

    Dia e Horário: 3ª feira, 13h00m – 16h:00m

    Ementa

  • Seminário Avançado de Pesquisa

     

    Professor: Ivo Assad Ibri

    Tema: Sobre uma filosofia da contemplação: Peirce e Schopenhauer

    Dia e Horário: 3ª feira, 09h00m – 12h:00m

    Ementa

  • Fundamentos da História da Filosofia

     

    Professor: Marcelo Perine

    Tema: Os conceitos centrais da Metafísica de Aristóteles e as referências às doutrinas não escritas de Platão.

    Dia e Horário: 5ª feira, 19h:00m – 22h:00m

    Ementa

  • História da Filosofia II

     

    Professor: Antônio José Romera Valverde

    Tema: Política e Utopia

    Dia e Horário: 5ª feira, 09h00m – 12h00m

    Ementa

  • Seminário de Pesquisa I

     

    Professor: Rachel Gazolla de Andrade

    Tema: Sobre Éthos/Ética

    Dia e Horário: 5ª feira, 16h00m – 19h00m

    Ementa

 

2º Semestre de 2015

 
  • Seminário De Pesquisa I

     

    Professor: Pedro Proscurcin Júnior

    Tema: O Ethos Na Épica, Tragédia E Filosofia Grega Antiga

    Dia e Horário: 2ª feira, 13h00m – 16h00m

    Ementa

  • Seminário Avançado De Pesquisa

     

    Professor: Mario Ariel González Porta

    Tema: Do Platonismo À Fenomenologia: O Realismo Lógico Do Século XIX E O Surgimento Da Ideia Fenomenológica De Intencionalidade

    Dia e Horário: 2ª feira, 19h00m – 22h00m

    Ementa

  • História Da Filosofia II

     

    Professor: Yolanda Glória Gamboa Muñoz

    Tema: Distância E/Ou Desconstrução Da “História Da Filosofia”: Nietzsche E Derrida

    Dia e Horário: 2ª feira, 16h00m – 19h00m

    Ementa

  • Teoria Do Conhecimento

     

    Professor: Ivo Assad Ibri

    Tema: A Dupla Face Dos Hábitos – Crenças Dogmáticas E Crenças Científicas Na Filosofia De Peirce

    Dia e Horário: 3ª feira, 09h00m – 12h00m

    Ementa

  • Fundamentos Da História Da Filosofia

     

    Professor: Jeanne Marie Gagnebin

    Tema: A Emergência Da Filosofia Em Relação A Outras Formas De Discurso Na Grécia Antiga

    Dia e Horário: 3ª feira, 16h00m – 19h00m

    Ementa

  • Filosofia das Ciências Humanas I

     

    Professor: Peter Pál Pelbart

    Tema: Deleuze, Leitor De Nietzsche

    Dia e Horário: 3ª feira, 13h00m – 16h00m

    Ementa

  • Filosofia Das Ciências Humanas II

     

    Professor: Salma Tannus Muchail

    Tema: Filosofia E Ciências Humanas: De M. Merleau-Ponty A M. Foucault

    Dia e Horário: 5ª feira, 16h00m – 19h00m

    Ementa

  • História Da Filosofia I

     

    Professor: Antonio José Romera Valverde

    Tema: Ideologia, Mercadoria, Espetáculo

    Dia e Horário: 5ª feira, 09h00m – 12h00m

    Ementa

2014  

1º Semestre de 2014

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  • Filosofia das Ciências Humanas I: A razão da história na história da razão

     

    Professor: Profª Maria Constança Peres Pissarra

    Linha de Pesquisa: Questões temáticas da filosofia das ciências humanas

    Dia e Horário: Segunda, 9h-12h

  • Seminário Avançado de Pesquisa: Estética, ética e lógica – As relações entre as ciências normativas na Filosofia de Charles S. Peirce

     

    Professor: Profº Ivo Assad Ibri

    Linha de Pesquisa: Lógica e teoria do conhecimento

    Dia e Horário: Terça, 9h-12h

  • Seminário de Pesquisa I: Arte moderna, arte contemporânea: vanguarda, modernidade e totalitarismo

     

    Professor: Profª Sonia Campaner Miguel Ferrari

    Linha de Pesquisa: Questões temáticas da filosofia das ciências humanas

    Dia e Horário: Quarta, 9h-12h

  • Seminário Avançado de Pesquisa: Alienação, Ideologia, Mercadoria, Política

     

    Professor: Profº Antonio José Romera Valverde

    Linha de Pesquisa: História da Filosofia

    Dia e Horário: Quinta, 9h-12h

  • Filosofia das Ciências Humanas II: Vontade e liberdade na filosofia e na política

     

    Professor: Profª Dulce Mara Critelli

    Linha de Pesquisa: Questões temáticas da filosofia das ciências humanas

    Dia e Horário: Terça, 13h-16h

  • Historia da Filosofia I: Nietszche e o cenário Greco-Romano

     

    Professor: Profª Yolanda Glória Gamboa Munoz

    Linha de Pesquisa: Questões temáticas da filosofia das ciências humanas

    Dia e Horário: Segunda, 16h-19h

  • Seminário Avançado de Pesquisa: A filosofia da história de W. Benjamin, narração e historiografia

     

    Professor: Profª Jeanne Marie Gagnebin de Bons

    Linha de Pesquisa: Questões temáticas da filosofia das ciências humanas

    Dia e Horário: Terça, 16h-19h

  • Historia da Filosofia II: Visão cósmica de Platão e a possível proximidade com a visão cósmica de Nietzsche

     

    Professor: Profª Rachel Gazolla de Andrade

    Linha de Pesquisa: História da Filosofia

    Dia e Horário: Quinta, 16h-19h

  • Teoria do Conhecimento: O Problema da “Crítica da Razão Pura”

     

    Professor: Profº Mário Ariel Gonzáles Porta

    Linha de Pesquisa: Lógica e teoria do conhecimento

    Dia e Horário: Segunda, 19h-22h

  • Fundamentos da História da Filosofia: Platão e a concepção dialética da política: Uma leitura do Político a partir do paradigma da tecedura.

     

    Professor: Profº Marcelo Perine

    Linha de Pesquisa: História da Filosofia

    Dia e Horário: Quarta, 19h-22h

 

2º Semestre de 2014

 

  • Filosofia das Ciências Humanas I

     

    Professor: Yolanda Gloria Gamboa Muñoz

    Tema: As duas perspectivas da linguagem em Nietzsche e a discursografia em M.Foucault

    Dia e Horário: 5ª feira, das 16h00 às 19h00

    Ementa

  • Filosofia das Ciências Humanas II

     

    Professor: Peter Pal Pelbart

    Tema: Deleuze, leitor de Nietzsche

    Dia e Horário: 3ª feira, 13h00m – 16h:00m

    Ementa

  • Fundamentos da História da Filosofia

     

    Professor: Marcelo Perine

    Tema: Os conceitos centrais da Metafísica de Aristóteles e as referências às doutrinas não escritas de Platão.

    Dia e Horário: 5ª feira, 19h:00m – 22h:00m

    Ementa

  • História da Filosofia I

     

    Professor: Antonio José Romera Valverde

    Tema: Liberdade Cívica e Republicanismo nos discorsi, de Maquiavel

    Dia e Horário: 4ª feira, das 09h00 às 12h00

    Ementa

  • História da Filosofia II

     

    Professor: Rachel Gazolla de Andrade

    Tema: Visão Cósmica de Platão e a Possivél Proximidade com a visão cósmica de Nietzsche.

    Dia e Horário: 3ª feira, das 16h00 às 19h00

    Ementa

  • Seminário Avançado de Pesquisa I

     

    Professor: Ivo Assad Ibri

    Tema: Pragmatismo e Ontologia da Arte – O Diálogo de Peirce Com Schelling

    Dia e Horário: 3ª feira, das 09h00 às 12h00

    Ementa

  • Seminário Avançado de Pesquisa II

     

    Professor: Marcelo Perine

    Tema: Platão não Estava Doente

    Dia e Horário: 4ª feira, das 19h00 às 22h00

    Ementa

  • Teoria do Conhecimento

     

    Professor: Mario Ariel Gonzalez Porta

    Tema: Acrítica ao psicologismo em Frege

    Dia e Horário: 2ª feira, 19h00m – 22h00m

    Ementa

2013  

1º Semestre de 2013

  •  

    HISTÓRIA DA FILOSOFIA I

     

    Professor: Silvia Saviano Sampaio

    Nível de créditos: ME / DO (3 créditos)

    Dia / Horário: 2ª feira, das 13h00 às 16h00

    Ementa

  •  

    FILOSOFIA DAS CIÊNCIAS HUMANAS II

     

    Professor: Márcio Alves da Fonseca

    Nível de créditos: ME / DO (3 créditos)

    Dia / Horário: 2ª feira, das 16h00 às 19h00

    Ementa

  •  

    SEMINÁRIO DE PESQUISA I

     

    Professor: Mário Ariel Gonzalez Porta

    Nível de créditos: ME / DO (3 créditos)

    Dia / Horário: 2ª feira, das 19h00 às 22h00

    Ementa

  •  

    TEORIA DO CONHECIMENTO

     

    Professor: Ivo Assad Ibri

    Nível de créditos: ME / DO (3 créditos)

    Dia / Horário: 3ª feira, das 9h00 às 12h00

    Ementa

  •  

    FILOSOFIA DAS CIÊNCIAS HUMANAS I

     

    Professor: Jeanne Marie Gagnebin de Bons

    Nível de créditos: ME / DO (3 créditos)

    Dia / Horário: 3ª feira, das 16h00 às 19h00

    Ementa

  •  

    FUNDAMENTOS DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA

     

    Professor: Carlos Arthur Ribeiro do Nascimento

    Nível de créditos: ME / DO (3 créditos)

    Dia / Horário: 3ª feira, das 19h00 às 22h00

    Ementa

  •  

    SEMINÁRIO AVANÇADO DE PESQUISA

     

    Professor: Edélcio Gonçalves de Souza

    Nível de créditos: ME / DO (3 créditos)

    Dia / Horário: 4ª feira, das 9h00 às 12h00

    Ementa

  •  

    SEMINÁRIO AVANÇADO DE PESQUISA

     

    Professor: Rachel Gazolla

    Nível de créditos: ME / DO (3 créditos)

    Dia / Horário: 5ª feira, das 19h00 às 22h00

    Ementa

Doutorado 

Programa de Filosofia

Para a obtenção do título de Doutor em Filosofia, os doutorandos deverão cumprir a seguinte estrutura curricular:

  1. 02 (duas) disciplinas para os que têm Mestrado em Filosofia ou
  2. 03 (três) para os que têm Mestrado em outras áreas. (Devem ser escolhidas no Programa de Mestrado)
  3. 02 (dois) seminários avançados de pesquisa, sendo que um deve ser na linha de pesquisa do projeto de Doutorado
  4. 02 (dois) semestres de atividades programadas
  5. Elaboração de tese (mínimo três semestres)
  6. Aprovação em exame de proficiência em 2 (duas) línguas estrangeiras (inglês, francês, alemão, italiano, latim ou grego)
  7. Aprovação em exame de qualificação
  8. Aprovação na argüição e defesa da Tese

 

Disciplinas:

Em número de 02 (duas) para os que têm o título de Mestre em Filosofia e de 03 (três) para os que têm o título de Mestre em outras áreas.
Devem ser escolhidas no Programa de Mestrado, com exceção das disciplinas especiais, e o aproveitamento nelas deve equivaler, no mínimo, à categoria B (avaliação: 8 a 9)

 

Seminários Avançados de Pesquisa:

Os seminários avançados, pensados especificamente para os alunos do Doutorado, são concebidos menos como cursos convencionais e caracterizados, principalmente, pelo envolvimento dos alunos na leitura e exposição dos textos e no tema de estudos. Os alunos deverão fazer dois seminários avançados.

 

Atividades Programadas:

As atividades programadas têm por função encorajar a pesquisa e a produção intelectual do aluno. Elas consistem na redação de artigos, resenhas, na apresentação de conferências e comunicações, na participação efetiva em ciclos de conferências, palestras, seminários extracurriculares, etc.. Os alunos deverão fazer dois semestres de atividades programadas.

 

Elaboração da Tese:

A elaboração da tese compreende um programa individual de atividades preparado juntamente com o Professor Orientador, cuja execução é por ele acompanhada durante um período mínimo de três semestres.

Obs.: Cada disciplina, cada seminário avançado e cada semestre de atividade programada equivale a 03 (três) créditos e cada semestre de elaboração da tese equivale a 02 (dois). O total de créditos para o Doutorado é, portanto, de 24 (vinte e quatro) para os que têm título de Mestre em Filosofia e de 27 (vinte e sete) para os que possuem título de Mestre em outras áreas.

Grupos de pesquisa certificados pelo CNPq 

Programa de Filosofia

Em breve.

Centros e Núcleos 

Programa de Filosofia

Em breve.

Pesquisas dos Docentes 

Programa de Filosofia

Em breve.

Pesquisas Concluídas 

Programa de Filosofia

Em breve.

Publicações 

Programa de Filosofia

ARTIGOS (ARTICLES)

Encomium Gorgiae ou Górgias versus Parmênides
Encomium Gorgiae or Gorgiae versus Parmenides
Peter P. Simpson 

Epiménides: sábio ou filósofo?
Epimenides: wise man or philosopher?
Giovanni Casertano

Sólon de Atenas – cidadania e paidéia
Solon of Athens – citizenship and paideia
Gilda Naécia Maciel de Barros

Pensando o ser, no Poema de Parmênides
Thinking the Being in the Parmenides' poem
José Gabriel Trindade dos Santos

Quem são os inimigos de Filebo? (Fil. 44 B6)
Who are the enemies of Philebus? (Phil. 44 B6)
Marcelo Perine

O que é um filósofo demasiado poeta?
What is an all too poetic philosopher?
Fernando Santoro

Unité du composé et séparation de la forme en Aristote
Unity of the Composite and Separation of Form in Aristotle
Barbara Botter

Pístis, dóxa y epistéme. Un análisis de la relación entre el Gorgias y el Menón
Pístis, dóxa and epistéme. An analysis of the relation between the Gorgias and Meno
Malena Tonelli


COMUNICAÇÕES (COMUNICATIONS)

Dificuldade e beleza em um parricídio que não há (Platão, Sofista, 236e-237a)
Difficulty and beauty in a parricide that did not happen (Plato, Sophist, 236e-237a)
André Luiz Braga da Silva

Os conceitos de nobreza, riqueza e valor em Homero
The concepts of nobility, wealth and values in Homer
Adriana Santos Tabosa

 

RESENHA CRÍTICA (CRITICAL REVIEW)

Studies in Ancient Socratic Literature (L. Rossetti – A. Stavru)
Francesca Pentassuglio

 

Processo Seletivo 

Programa de Filosofia

O curso de Filosofia (Mestrado/ Doutorado) é destinado aos profissionais da área de filosofia com interesse em ensino no magistério superior dispostos a elaborar trabalho de reflexão filosófica e crítica. Também é destinado a profissionais ou estudantes de outras áreas com interesse na elaboração de uma reflexão interdisciplinar ligada à problemática filosófica.

Edital para o processo seletivo 2°/2014

  •  

    ALUNO OUVINTE

     

    Como ouvinte o aluno não aproveita os créditos e tem apenas uma autorização para permanecer em sala de aula. Nesse caso, é necessário retirar o formulário de autorização para permanência em sala de aula na Secretaria Acadêmica da Pós-Graduação, nas duas primeiras semanas de aula, e pagar uma taxa.

  •  

    ALUNO ESPECIAL

     

    Aluno Especial é aquele que não prestou seleção por ter perdido o processo seletivo ou aquele que deseja cursar algumas disciplinas para levar os créditos para outra Instituição de Ensino Superior. O aluno nesta condição, caso seja aprovado no processo seletivo, poderá aproveitar as disciplinas cursadas das quais obtiver aprovação.

    Como especial o aluno deverá realizar a matrícula, com os documentos abaixo especificados, na Secretaria Acadêmica da Pós-Graduação e poderá se matricular em até duas disciplinas, pagando a mensalidade integral do curso.

     

    Documentos para Matricula de Aluno Especial Mestrado:

     

    1. (*) Cópia do Cadastro de Pessoa Física (CPF)
    2. (*) Cópia da Certidão de Nascimento ou Casamento
    3. (*) Cópia da Cédula de Identidade (RG)
    4. (*) Cópia do Registro Nacional de Estrangeiro (RNE) – Candidato
    5. Estrangeiro (vide item 3 deste edital)
    6. (*) Cópia do Diploma de Graduação registrado pelo MEC, quando expedido por Instituição brasileira, ou reconhecido legalmente por Instituição brasileira, quando expedido por Instituição estrangeira. Na falta do diploma de graduação, a inscrição pode ser feita com cópia do Certificado de Colação de Grau acompanhada do atestado de reconhecimento do curso pelo MEC.
    7. (*) Cópia do Histórico Escolar da Graduação

     

    Documentos para Matricula de Aluno Especial Doutorado:

     

    1. (*) Cópia do Cadastro de Pessoa Física (CPF)
    2. (*) Cópia da Certidão de Nascimento ou Casamento
    3. (*) Cópia da Cédula de Identidade (RG)
    4. (*) Cópia do Registro Nacional de Estrangeiro (RNE) – Candidato
      Estrangeiro (vide item 3 deste edital)
    5. (*) Cópia do Diploma de Graduação registrado pelo MEC, quando expedido por Instituição brasileira, ou reconhecido legalmente por Instituição brasileira, quando expedido por Instituição estrangeira. Na falta do diploma de graduação, a inscrição pode ser feita com cópia do Certificado de Colação de Grau acompanhada do atestado de reconhecimento do curso pelo MEC.
    6. (*) Cópia do Histórico Escolar da Graduação
    7. (*) Cópia do Diploma de Mestrado registrado pelo MEC, quando expedido por Instituição Brasileira, ou reconhecido legalmente por Instituição Brasileira, quando expedido por Instituição estrangeira.
    8. (*) Cópia do Histórico Escolar do Mestrado

    *As Cópias deverão ser autenticadas ou cópias simples sendo, neste caso, obrigatória a apresentação dos originais para confrontação, no momento da inscrição

  •  

    MESTRADO

     

    Documentação (Favor entregar na ordem elencada)

     

    1. A documentação para inscrição no processo seletivo deverá, obrigatoriamente, conter:
    2. Ficha de inscrição (impressa e assinada)
    3. Comprovante de pagamento da taxa de inscrição
    4. 1 foto 3x4 recente e previamente colada na ficha de inscrição
    5. (*)Cópia do Cadastro de Pessoa Física (CPF)
    6. (*)Cópia da Certidão de Nascimento ou Casamento
    7. (*)Cópia da Cédula de Identidade (RG)
    8. (*)Cópia do Registro Nacional de Estrangeiro (RNE) – Candidato
      Estrangeiro (vide item 3 deste edital)
    9. (*)Cópia do Diploma de Graduação registrado pelo MEC, quando expedido por Instituição brasileira, ou reconhecido legalmente por Instituição brasileira, quando expedido por Instituição estrangeira. Na falta do diploma de graduação, a inscrição pode ser feita com cópia do Certificado de Colação de Grau acompanhada do atestado de reconhecimento do curso pelo MEC
    10. (*)Cópia do Histórico Escolar da Graduação
    11. 02 vias do Projeto de Estudo
    12. Declaração expondo as razões de escolha deste curso de Pós-Graduação e área de pesquisa. (máximo de 25 linhas).
      Os candidatos deverão, no ato da inscrição, optar por Inglês, Francês, Italiano ou Alemão para o exame de Língua Estrangeira.
    13. Cópia de Comprovante de Residência

    *As Cópias deverão ser autenticadas ou cópias simples sendo, neste caso, obrigatória a apresentação dos originais para confrontação, no momento da inscrição.

     

    - BIBLIOGRAFIA PARA PROVA ESCRITA

     

    A bibliografia abaixo é apenas indicativa das áreas filosóficas a serem estudadas para o exame. Serve de amostragem aos candidatos, mas não será retirado, necessariamente dela, o tema dissertativo. Não será solicitado o conhecimento dos filósofos apontados, mas uma redação que indique o conhecimento do candidato a respeito do tema proposto, sua articulação na exposição e na língua portuguesa.

    1. HORKEIMER, Max. Eclipse da Razão. 7ª edição 2007. São Paulo: Editora Centauro,1ª reimpressão 2010.
    2. FOUCAULT, Michel. A Verdade e as Formas Jurídicas. Rio de Janeiro: Nau Editora, 2008.
    3. DESCARTES, Rene. Meditações Metafísicas (As três primeiras Meditações). Editora Abril. 1982. (Os Pensadores)
    4. RUSSELL, Bertrand. Os Problemas da Filosofia. 2ª edição, Florianópolis: Editora Oxford UniversityPress. 2005
    5. ARISTÓTELES. Metafísica - volume I. 2ª edição. São Paulo: Editora Loyola, 2005
    6. SANTO AGOSTINHO, A Vida Feliz. 2ª Edição. São Paulo: Editora Paulus, 1998 (Coleção Patrística)

     

    - MODELO DO PROJETO

     

    ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE ESTUDO

    1. Objeto de Estudo
    - Deve-se indicar de modo mais claro possível a questão que se deseja trabalhar na dissertação de mestrado.

    2. Justificativa e relevância do tema
    - Discorrer de forma articulada, demonstrando conhecimento, sobre alguns aspectos que julgue importante a respeito do tema e que justifiquem a elaboração de uma pesquisa específica.

    3. Bibliografia
    - Fazer um levantamento preliminar dos textos escolhidos para a pesquisa realçando os de maior relevância para com o tema.

     

  •  

    DOUTORADO

     

    Documentação (Favor entregar na ordem elencada)

     

    1. A documentação para inscrição no processo seletivo deverá, obrigatoriamente, conter:
    2. Ficha de inscrição (impressa e assinada)
    3. Comprovante de pagamento da taxa de inscrição
    4. 1 foto 3x4 recente e previamente colada na ficha de inscrição
    5. (*)Cópia do Cadastro de Pessoa Física (CPF)
    6. (*)Cópia da Certidão de Nascimento ou Casamento
    7. (*)Cópia da Cédula de Identidade (RG)
    8. (*)Cópia do Registro Nacional de Estrangeiro (RNE) – Candidato Estrangeiro
    9. (*)Cópia do Diploma de Graduação registrado pelo MEC, quando expedido por Instituição brasileira, ou reconhecido legalmente por Instituição brasileira, quando expedido por Instituição estrangeira. Na falta do diploma de graduação, a inscrição pode ser feita com cópia do Certificado de Colação de Grau acompanhada do atestado de reconhecimento do curso pelo MEC
    10. (*)Cópia do Histórico Escolar da Graduação
    11. (*) Cópia do Diploma de Mestrado registrado pelo MEC, quando expedido por Instituição Brasileira, ou reconhecido legalmente por Instituição Brasileira, quando expedido por Instituição estrangeira.
    12. (*)Cópia do Histórico Escolar do Mestrado
    13. 03 vias do Projeto de Estudo
    14. Declaração expondo as razões de escolha deste curso de Pós-Graduação e área de pesquisa. (máximo de 25 linhas).
    15. Declaração com aprovação no exame de proficiência em língua estrangeira realizada no mestrado (caso não conste no Histórico Escolar).
    16. Os candidatos deverão, no ato da inscrição, optar por Inglês, Francês, Italiano ou Alemão para o exame de Língua Estrangeira.
    17. Cópia de Comprovante de Residência

    *As Cópias deverão ser autenticadas ou cópias simples sendo, neste caso, obrigatória a apresentação dos originais para confrontação, no momento da inscrição.

     

    - BIBLIOGRAFIA PARA PROVA ESCRITA

     

    Os candidatos dissertarão sobre um dos temas:

    1. Aparência e Realidade
    2. Ciência e Verdade
    3. Ética e Filosofia Política
    4. Linguagem e Significado
    5. Moral e Existência

     

    - MODELO DO PROJETO

     

    ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE ESTUDO

    1. Objeto de Estudo
    - Delinear o objeto de estudo do projeto, levando-se em conta que, por se tratar um projeto de Doutorado, exige-se originalidade de abordagem de temática a partir de problemas que devem ser precisados, bem como análise exaustiva de textos e temas pertinentes..

    2. Justificativa e relevância do tema
    - Discorrer de forma articulada, demonstrando conhecimento, sobre alguns aspectos que julgue importante a respeito do tema e que justifiquem a elaboração de uma pesquisa específica.

    3. Metodologia de Ensino
    - Definir a estratégia de desenvolvimento da pesquisa a partir do levantamento de textos e comentários correlatos ao tema escolhido

    4. Planejamento e cronograma
    - Estabelecer metas e etapas do trabalho conforme o prazo disponível apresentando um cronograma da distribuição dessas etapas.
    5. Bibliografia
    - Fazer um levantamento preliminar dos textos escolhidos para a pesquisa realçando os de maior relevância para com o tema.

Bolsas 

Os alunos do curso poderão pleitear bolsas de estudos oferecidas pelas seguintes instituições: CAPES e CNPq.

Para pleitear uma bolsa, o candidato deverá:

  • apresentar projeto de pesquisa ( dowload do arquivo); 
     
  • preencher formulário para pedido de bolsa ( download do arquivo ); 
     
  • ter cursado todos os créditos em disciplinas ou, pelo menos, grande parte deles; 
     
  • ter um orientador definitivo; 
     
  • dedicar-se integralmente às atividades do Programa; 
     
  • comprovar desempenho acadêmico satisfatório; 
     
  • estar liberado das atividades profissionais, quando possuir vínculo empregatício, sem percepção de vencimentos (este item aplica-se somente aos bolsistas CNPq ou CAPES - bolsa integral); 
     
  • estar liberado de qualquer relação de trabalho com a promotora do programa de pós-graduação; 
     
  • não acumular a percepção da bolsa de uma modalidade com qualquer modalidade de auxílio ou bolsa de outra agência de fomento pública nacional, ou qualquer entidade nacional, estrangeira ou internacional; 
     
  • não ser aluno em programa de residência médica; 
     
  • não ser aposentado ou encontrar-se em situação equiparada; 
     
  • carecer, quando da concessão da bolsa, do exercício laboral por tempo não inferior a dez anos para obter aposentadoria compulsória; 
     
  • ser classificado no processo seletivo especialmente instaurado pelo Programa; 
     
  • realizar estágio docente (este item se aplica apenas aos bolsistas CAPES - Doutorado); Vide normas do estágio docente
     
  • ressarcir as mensalidades no caso de abandono ou de desistência da bolsa, sem motivo de força maior (este item aplica-se apenas aos bolsistas CNPq); 

    Os pedidos deverão ser encaminhados ao Programa durante período a ser definido pela Comissão de Bolsas e divulgado previamente. Os projetos passarão pela análise de uma Comissão de professores e as bolsas serão distribuídas de acordo com a oferta das agências CAPES e CNPq.

    As bolsas de estudos têm duração de 24 (vinte e quatro) meses para Mestrado e 48 (quarenta e oito) meses para Doutorado, mas poderão ser cortadas antes deste prazo, por decisão do Colegiado, caso o aluno-bolsista não cumpra as exigências devidas.

    A PUC/SP também oferece bolsa restituível, por um semestre, que poderá ser de até 50% de desconto. Para a concessão da bolsa, será levado em conta: carência financeira comprovada, rendimento acadêmico satisfatório, não gozar de qualquer outro sistema de bolsa, estar regularmente matriculado no 2º ano do curso ou no 2º período letivo. A solicitação passará pela análise da Comissão Geral da Pós-Graduação (CGPG).

    O aluno deverá inscrever-se nos prazos e locais indicados pela CGPG. A bolsa deverá ser restituída um ano após a utilização da bolsa.

    Além das bolsas CAPES e CNPq, a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa) recebe pedidos de concessão de bolsas, em períodos pré-determinados, em sua sede, em São Paulo (maiores informações poderão ser adquiridas no site:www.fapesp.br ou pele telefone: 3838-4000).

Avaliação da Capes 
Triênio 2010-2011-2012 - Conceito 5 (Mestrado e Doutorado)
Coordenação e vice-coordenação 
  • Coordenador 
    Prof. Dr. Peter Pál Pelbart

  • Vice-coordenadora
    Profa. Dra. Sonia Campaner Miguel Ferrari

Revistas 

Programa de Filosofia

  •  

    COGNITIO: Revista de Filosofia (ISSN 1518-7187)

     

    Centro de Estudos do Pragmatismo
    Programa de Estudos Pós-Graduados em Filosofia
    Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
    ISSN 1518-7187

    Correspondência editorial/assinatura: Cognitio - Revista de Filosofia
    Centro de Estudos do Pragmatismo/PUC-SP
    Endereço: Rua Ministro Godoy, 969/4º andar/sala 4E16, Perdizes
    CEP 05015-901 - São Paulo - SP - Brazil

    E-mail: revcognitio@uol.com.br

    Link da revista: http://www.pucsp.br/pragmatismo/cognitio/cognitio_folha_rosto.html

  •  

    Cognitio-Estudos: revista eletrônica de filosofia (ISSN 1809-8428)

     

    A Cognitio-Estudos, editada pelo Centro de Estudos do Pragmatismo do Programa de Estudos Pós-Graduados em Filosofia, da PUC-SP, é direcionada a temas relacionados ao Pragmatismo, em campos diversos da filosofia. A revista publica comunicações apresentadas nos Encontros Internacionais sobre o Pragmatismo, realizados anualmente, além de artigos, resenhas e traduções inéditas de estudantes, professores e pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Contribui, desta forma, para manter o diálogo entre a comunidade filosófica nacional e internacional.

    Link da revista: http://revistas.pucsp.br/index.php/cognitio
     

  •  

    Hypnos. Revista do Centro de Estudos da Antiguidade (ISSN 2177-5346)

     

    A Hypnos é, qualitativa e quantitativamente, uma revista de Filosofia Greco-romana. Busca ampliar, também, o diálogo com outros saberes da Antiguidade Clássica, hoje bem delineados em nossas Universidades: Literatura Clássica, História Greco-romana, História das Religiões, Línguas Clássicas etc. Acreditamos que a cultura Greco-romana deve ser assumida pelos estudiosos em Filosofia com o máximo de abrangência. A Editoria persegue esse objetivo e procurará publicar, sempre que possível, não só os textos sobre Filosofia Greco-romana mas as pesquisas literárias, linguísticas, históricas, psicológicas, antropológicas e outras condizentes com esse período histórico. A extensão da cultura grega e romana antigas faz com que as atuais divisões acadêmicas sejam uma necessidade, mas não uma regra que venha a limitar o investigador, filósofo ou não. Por isso, a Hypnos apresenta largos limites para a recepção desses estudos. Basicamente, esta revista é um veículo de auxílio para a interação dos estudos Greco-romanos brasileiros e não brasileiros.

    Sobre a Revista Hypnos

     

    Link da revista: http://www.institutohypnos.org.br/?page_id=186

    A revista Hypnos é uma publicação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Dep. e Programa de pós-graduação em Filosofia, e do Instituto Hypnos. É uma revista acadêmica de Filosofia que contempla estudos greco-romanos e parte da modernidade. Tem o auxílio do Instituto Hypnos, da editora Paulus, da editora Triom e da Educ (editora da PUC-SP).Para adquiri-la, além das livrarias em São Paulo (Livraria Paulus, Triom, Cultura, Cortez e outras), os pedidos podem ser feitos pelo nosso email e para o email do programa de pós-graduação da PUC-SP: posfil@pucsp.br

    Atenção: faça aqui o download das normas de publicação na Revista Hypnos

    Para enviar seu artigo à Hypnos, por favor, sigam as seguinte normas exigidas pelos indexadores:

    1. Os artigos devem ser originais;
    2. Os artigos devem contemplar a área da revista (filosofia antiga) no todo ou em parte;
    3. Os artigos passarão pelo seguinte trâmite:
      1. Recebimento pelo editor responsável;
      2. Envio a pareceristas;
      3. Decisão de publicação do conselho editorial;
    4. Todos os artigos deverão apresentar a data de envio, o e-mail do autor, a instituição em que trabalha e/ou investiga, cidade e país;
    5. Os artigos devem conter uma bibliografia sumária ao final;
    6. A hypnos não tem fins lucrativos, de modo que damos por aceito que o autor não espera recebimento algum quanto a direitos autorais;
    7. Todo artigo deve ter um pequeno resumo de, no máximo, 8 linhas, com até quatro palavras-chaves (tnroman, letra 11, espaço simples).

    Enviar por correio eletrônico para parecer: revista@hypnos.org.br, a/c Prof. Dra. Rachel Gazolla

    Revista Hypnos
    Números Avulsos e Artigos

     

    Preços:

    Para números avulsos = R$ 25,00 (despesas de correio inclusas)
    Para artigos avulsos = R$ 20,00 (despesas de correio inclusas)

    Como comprar:

     

    Max Limonad (Livraria da pós da PUC-SP, 4o Andar)
    Livrarias Paulus
    Solicitar por e-mail, em revista@hypnos.org.br

    Por depósito

    Banco Bradesco – Ag. 0301 / C.C. 141600-6
    Instituto Hypnos, o prazer de saber
    CNPJ 05533755/0001-75
    Enviar comprovante por e-mail para revista@hypnos.org.br

    PARA QUALQUER OUTRO MODO DE INTERESSE DO COMPRADOR, FAVOR ENVIAR UM E-MAIL EXPLICATIVO PARA: revista@institutohypnos.org.br. Por favor, especifique no assunto do e-mail que se trata de dúvida referente à Revista Hypnos.

    Revista Hypnos – Edições anteriores:

     

    http://revista.institutohypnos.org.br/?cat=3

  • Revista de Filosofia Aurora (ISSN 0104-4443)

     

    Informações básicas

     

    A Revista de Filosofia: Aurora é uma publicação semestral realizada em conjunto pelos Cursos de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Com tiragem de 500 exemplares e disponível online, vem divulgando desde 1998 resultados de pesquisas com o intuito de colaborar com a formação e atuação de filósofos e demais profissionais das áreas afins. A revista publica artigos científicos e resenhas adotando o processo de revisão (peer review) entre os membros do Conselho Editorial ou da comunidade científica especializada, em sistema duplo de revisão anônima (blind review), ou seja, tanto os nomes dos pareceristas quanto os dos autores permanecerão em sigilo. O título abreviado da revista é Rev. Filos., Aurora e deve
    ser utilizado em bibliografias, referências, notas de rodapé e legendas bibliográficas.

    Missão

     

    Publicar trabalhos da área de Filosofia que contribuam para a reflexão contemporânea no aperfeiçoamento do processo de humanização.

    Número atual:

     

    http://www2.pucpr.br/reol/index.php/RF?dd99=atual

Egressos 

Programa de Filosofia

Em breve.

Dissertações e teses defendidas 

Programa de Filosofia

2011  

2011 - Dissertações

  •  

    Nome do autor: ALESSANDRO DE LIMA FRANCISCO

    Data: 28/02/2011

    Título: RELAÇÃO COM O OUTRO E CUIDADO DE SI: UM ESTUDO SOBRE A NOÇÃO DE MESTRIA NO CURSO L´HERMENÊUTICA DU SUJET, DE MIGUEL FOUCAULT

    Orientador: SALMA TANNUS MUCHAIL [PUC-SP]

    Resumo: Este estudo busca reconstituir a elaboração de Michel Foucault ao longo do curso proferido em 1982, denominado L'herméneutique du sujet, a partir do tema da mestria, relação entre mestre e discípulo, realizando uma leitura sistemática de suas aulas e, ao final, levantando reflexões concernentes à Filosofia e à Educação, bem como ao entendimento do pensamento de Michel Foucault. O presente estudo possibilita abrir uma perspectiva de leitura dos escritos deste pensador a partir da noção de mestria, recolocando o tema da relação com o outro em destaque no quadro geral do "cuidado de si"

     

  •  

    Nome do autor: CARLOS ROBERTO TEIXEIRA ALVES

    Data: 17/05/2011

    Título: TARSKI ANOTADO: ESTUDO DOS § 2º E § 3º DO ARTIGO. ´O CONCEITO DE VERDADE NAS LINGUAGENS FORMALIZADAS´

    Orientador: EDELCIO GONCALVES DE SOUZA [PUC-SP]

    Resumo: Em 1929 Alfred Tarski escreveu o artigo O Conceito de Verdade nas Linguagens For-mais o qual apresenta a questão sobre a atribuição de 'verdade'. Sua hipótese é que 'verdade' ou 'falso' não são predicados de coisas, mas atributos de expressões – mais precisamente de sentenças. Por isso Tarski constrói um modo de predicar esses atributos sem chegar a uma auto-referência contraditória em que a 'verdade', ou o 'falso', é e não é predicado ao mesmo tempo: o uso de uma linguagem formal e da metalinguagem para essa linguagem formal. O presente trabalho tem o objetivo de explicitar a Teoria Tarski-ana de Verdade. Uma geral exposição prévia na introdução desta dissertação mostra a limitação da definição para as linguagens naturais. O corpo central deste trabalho é de-dicado uma análise cuidadosa, minuciosa e exaustiva do corpo principal do artigo O Conceito de Verdade nas Linguagens Formalizadas, §2 e §3 (até o Teorema 7), esclare-cendo os pontos principais, para situar-se com rigor diante do que era para Tarski o sig-nificado semântico da palavra 'verdade'

     

  •  

    Nome do autor: CELSO EDUARDO MENDES GONÇALVES

    Data: 03/11/2011

    Título: A VERTENTE VICO

    Orientador: ANTONIO JOSÉ ROMERA VALVERDE [PUC-SP]

    Resumo: A Scienza nuova de Vico apresenta uma proposta para a ciência – a Vertente Vico – que é notadamente diversa da vertente prevalente, ou da ciência moderna como a entendemos hoje, baseada no mecanicismo de Newton e no racionalismo de Descartes, firmada no iluminismo do século XVIII e sacramentada no positivismo de Comte. Em Vico, a metafísica deixa de ocupar-se com a contemplação e especulação sobre Deus para trazer seu foco para a terra e buscar na história aquilo que buscava até então na mente divina. O conhecimento das coisas humanas é que pode responder à questão característica de todas as épocas sobre o que é o homem. O mundo civil da Scienza nuova, desenvolve-se no âmbito metafísico, para cujo estudo é desenvolvida a nova arte crítica: uma sinergia entre a crítica filosófica e a investigação filológica, constituindo-se na hermenêutica viquiana, que se vale tanto da razão, como, igualmente, das faculdades do espírito. Nessa hermenêutica, microcosmo e macrocosmo, homem e sociedade, particular e universal, são sintetizados em analogias constantes; a teoria do verum ipsum factum é originalmente aplicada e o senso comum da humanidade é alçado como princípio objetivo da evolução histórica (manifestação da providência divina) e como fundação subjetiva de uma compreensão histórica. Para situar as nações no desenvolvimento da "historia ideal eterna", avaliar seus graus de civilidade e os riscos a que estão submetidas, a Scienza nuova propõe, também, uma arte diagnóstica, a partir da qual são empreendidas críticas à maneira como o conhecimento (ciência e a educação) é considerado pelos modernos de sua época. Tais críticas não se detém em observações e considerações, mas lançam as bases de uma ação – numa ciência também política, portanto – através da proposta de um enfoque que supere o império da Mathesis Universalis para contemplar, igualmente, a possibilidade de conhecimento dos universos ético, político e humano, interagindo numa mesma ciência. A Vertente Vico não é apenas uma via preterida no caminho do desenvolvimento da ciência; algo que poderia ter sido. Mas é uma orientação filosófica que privilegia a vida prática, a compreensão do comportamento humano e o viver civil, que pode ser estendida até pensadores posteriores a Vico, cujas ideias permitem a identificação com aspectos destacados do pensamento viquiano; uma orientação filosófica que, identificada com a ênfase de Pico dela Miràndola sobre a dignidade do homem, pode representar a emancipação da humanidade.

     

  •  

    Nome do autor: CÉSAR GOMES BONFIM DIAS 

    Data: 03/11/2011

    Título: A EXPERIÊNCIA DA INDIVISÃO NA FILOSOFIA DE MERLEAU-PONTY 

    Orientador: SALMA TANNUS MUCHAIL [PUC-SP]

    Resumo: A Scienza nuova de Vico apresenta uma proposta para a ciência – a Vertente Vico – que é notadamente diversa da vertente prevalente, ou da ciência moderna como a entendemos hoje, baseada no mecanicismo de Newton e no racionalismo de Descartes, firmada no iluminismo do século XVIII e sacramentada no positivismo de Comte. Em Vico, a metafísica deixa de ocupar-se com a contemplação e especulação sobre Deus para trazer seu foco para a terra e buscar na história aquilo que buscava até então na mente divina. O conhecimento das coisas humanas é que pode responder à questão característica de todas as épocas sobre o que é o homem. O mundo civil da Scienza nuova, desenvolve-se no âmbito metafísico, para cujo estudo é desenvolvida a nova arte crítica: uma sinergia entre a crítica filosófica e a investigação filológica, constituindo-se na hermenêutica viquiana, que se vale tanto da razão, como, igualmente, das faculdades do espírito. Nessa hermenêutica, microcosmo e macrocosmo, homem e sociedade, particular e universal, são sintetizados em analogias constantes; a teoria do verum ipsum factum é originalmente aplicada e o senso comum da humanidade é alçado como princípio objetivo da evolução histórica (manifestação da providência divina) e como fundação subjetiva de uma compreensão histórica. Para situar as nações no desenvolvimento da "historia ideal eterna", avaliar seus graus de civilidade e os riscos a que estão submetidas, a Scienza nuova propõe, também, uma arte diagnóstica, a partir da qual são empreendidas críticas à maneira como o conhecimento (ciência e a educação) é considerado pelos modernos de sua época. Tais críticas não se detém em observações e considerações, mas lançam as bases de uma ação – numa ciência também política, portanto – através da proposta de um enfoque que supere o império da Mathesis Universalis para contemplar, igualmente, a possibilidade de conhecimento dos universos ético, político e humano, interagindo numa mesma ciência. A Vertente Vico não é apenas uma via preterida no caminho do desenvolvimento da ciência; algo que poderia ter sido. Mas é uma orientação filosófica que privilegia a vida prática, a compreensão do comportamento humano e o viver civil, que pode ser estendida até pensadores posteriores a Vico, cujas ideias permitem a identificação com aspectos destacados do pensamento viquiano; uma orientação filosófica que, identificada com a ênfase de Pico dela Miràndola sobre a dignidade do homem, pode representar a emancipação da humanidade.

     

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    Nome do autor: CLÁUDIA REGINA LOCOSELLI DE ALMEIDA

    Data: 18/10/2011

    Título: A CONTEMPLAÇÃO POÉTICA NA PRIMEIRIDADE EM CHARLES SANDERS PEIRCE

    Orientador: IVO ASSAD IBRI [PUC-SP]

    Resumo: O foco principal desta pesquisa é investigar o conceito de Primeiridade, cuja característica principal no plano da fenomenologia de Peirce desenha-se na interioridade dos sentimentos. É esta categoria que define a experiência típica do poeta, a saber, aquela que Peirce define como 'olhar para o mundo como ele se apresenta em sua presentidade, sem mediações', mergulhando os sentidos na diversidade de qualidades que surgem. A Primeiridade nos sugere variedade, espontaneidade, ruptura com o continuum temporal, nos proporcionando uma experiência estética como algo que se dá num ambiente fenomenológico altamente marcado pelas possibilidades de criação de signos novos: o artista movimenta-se dentro desta liberdade que é, em sua essência, fundamentalmente heurística.

     

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    Nome do autor: CLÁUDIO APARECIDO DUARTE

    Data: 17/06/2011

    Título: REFLEXÕES ACERCA DA CATEGORIA TRABALHO NA ONTOLOGIA SOCIAL DE GYÖRGY LUKÁCS

    Orientador: ANTONIO JOSÉ ROMERA VALVERDE [PUC-SP]

    Resumo: O objeto do presente estudo se insere em uma reflexão acerca da categoria trabalho na ontologia de György Lukács. Assim, como se situaria a categoria trabalho em nível da concepção materialista da história? Tal é a situação problema que se abordará nesse estudo. Pois, para o pensamento lukacsiano a categoria modal do trabalho teria nessa concepção a gênese do ser social, assim como todas as demais categorias. Destarte, é também fundamento das teleologias primárias oriundas da relação direta do homem com a natureza à medida que ele produziria as condições concretas de sua existência assim como as teleologias secundárias, ou seja, sua consciência, ou aquilo que sua consciência viria a produzir. Ao se estudar o complexo modal do trabalho, ainda em Lukács, duas importantes categorias se fazem presentes, ou seja, a alienação (Entäussaerung) e estranhamento (Entfremdung). Alienação (Entäussaerung) enquanto exteriorização/objetivação, muito embora a objetivação seja distinta da exteriorização ambos os conceitos seriam indissociáveis. Quanto ao estranhamento (Entfremdung) em seu processo sócio-histórico diria respeito ao modo de ser do gênero humano num momento específico do desenvolvimento das forças produtivas. Assim sendo, o trabalho seria o eixo estruturador da obra marxiana o que, fica evidente quando Lukács toma contato com os manuscritos econômico-filosóficos e tal contato viria a transformar radicalmente seus estudos. Destarte, o pensamento de Karl Marx estaria fundamentado, sobretudo em uma dimensão necessariamente ontológica, ou seja, a partir da própria coisa, ou seja, da essência ontológica da matéria tratada.

     

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    Nome do autor: EDIMAR GONÇALVES FERREIRA

    Data: 04/07/2011

    Título: VOLTAIRE E A TOLERÂNCIA

    Orientador: MARIA CONSTANÇA PERES PISSARRA [PUC-SP]

    Resumo: Este estudo procurou dissertar sobre a ideia de tolerância na ótica de Voltaire, pensador e escritor francês do século XVIII. No referido século, a tolerância e seu projeto filosófico foram arquitetados por Voltaire com a pretensão de combater os erros do inicio da modernidade que eram o fanatismo e a intolerância religiosa. Antes de Voltaire outros pensadores e teóricos investiram igualmente ao bem da nação, no que diz respeito à tolerância, como Bayle e Locke, porém em se tratando desse curto período que representa o século da luzes, percebe-se que foi ele quem mais dedicou esforços para eliminar o fanatismo religioso. O Tratado Sobre a Tolerância é apenas uma obra a mais na produção literária de Voltaire quando se trata desse combate contra o fanatismo religioso. A história sobre a família Calas assunto tratado no Capitulo segundo dessa dissertação, nos informa sobre a violência contra a alteridade; o outro em questão, Jean Calas, protestante,é o alvo perfeito dos católicos intolerantes. A tolerância para que fosse estabelecida e vivida pelas pessoas era necessário em primeiro lugar o uso amadurecido da razão; somente essa seria capaz de reformar os costumes insanos de um povo vivendo a deriva das superstições. No terceiro capitulo desse estudo a razão é expressa como um penhor desse combate que avança contra o fanatismo religioso. Cabe ,portanto, perceber que não era a religião em si mesma, o mostro funesto a ser combatido. Essa como dizia Voltaire é um excelente freio moral aos homens que não eram capazes de, sem a religião, terem a autonomia em suas vidas. O que, porém precisava ser obtido acima de tudo era o bem supremo da nação. As leis deviam ser respeitadas, a igreja precisava submeter-se ao poder do Estado a fim de que uma tolerância social pudesse existir. Voltaire, no entanto compreende que uma nova moral devia conduzir a sociedade; uma moral que fosse iluminada não pela religião, mas pela razão. É ,essa, acima de tudo que devia produzir no espírito dos homens a preservação do bem físico e moral da sociedade.

     

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    Nome do autor: ERICO DE LIMA AZEVEDO

    Data: 20/05/2011

    Título: ´A CRISE DAS CIÊNCIAS EUROPÉIAS E A FENOMENOLOGIA TRANSCENDENTAL´ DE EDMUND HUSSERL: UMA APRESENTAÇÃO

    Orientador: MARIO ARIEL GONZALEZ PORTA [PUC-SP]

    Resumo: Este trabalho tem por objetivo apresentar uma das mais importantes e intricadas obras do filósofo alemão Edmund Husserl: "A crise das ciências européias e a fenomenologia transcendental", de 1936. Trata-se de uma obra significativa no desenvolvimento de Husserl por causa da elaboração do conceito de "mundo-da-vida" (Lebenswelt), mas, além disso, o texto contém uma dimensão adicional, igualmente inovadora: é a primeira publicação na qual Husserl toma expressamente uma posição sobre a história e na qual trata o problema da historicidade da filosofia, empreendendo longas análises "histórico-teleológicas". Porém, antes de compreender porque é possível falar de uma crise das ciências, porque, para Husserl, a lógica, a matemática e a física ainda precisassem de um fundamento último, e, finalmente, porque, para ele, a filosofia seja a ciência capaz de prover este fundamento, o primeiro passo é compreender a sua noção de "ciência". As análises histórico-teleológicas ocupam uma posição de destaque na última grande obra de Husserl, correspondendo ao próximo passo "lógico": demonstrar "como", historicamente, tenham-se construído os equívocos da filosofia e da ciência. Husserl analisa a teleologia ínsita no percurso histórico da filosofia na busca de um fundamento definitivo, o qual, não fora corretamente capturado pelas duas principais posições da filosofia moderna: o objetivismo fisicalista e o subjetivismo transcendental. Tal percurso conduz a filosofia à necessidade de uma tarefa específica, que é a fenomenologia. Esta é chamada a realizar o empreendimento de uma análise intencional da consciência constitutiva do mundo, a qual desvelará pela primeira vez como tema filosófico o "mundo-davida", o qual surge como fundamento de todas as ciências: filosofia, lógica, matemática, ciências naturais etc. O trabalho faz então uma revisão de parte da vasta literatura acerca da noção de "mundo-da-vida", seguindo as minuciosas considerações de alguns autores: segundo a perspectiva da evolução da idéia de "mundo" na obra de Husserl, segundo a constituição intersubjetiva do mundo e o relativismo histórico, mas também segundo a consideração do problema filosófico do "mundo-da-vida" enquanto um universo de ser e de verdade, apresentando, por fim, uma análise segundo a perspectiva da totalidade da vida intencional. No que se refere ao problema das "vias" para a redução fenomenológica transcendental, que ocupa a terceira parte da obra, analisamos apenas a via por meio da reconsideração do "mundo-da-vida" já dado, deixando a via da "psicologia" para uma investigação futura.

     

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    Nome do autor: FABRINA MOREIRA SILVA 

    Data: 21/12/2011

    Título: O ESTATUTO EPISTEMOLÓGICO DO CONCEITO DE IDEOLOGIA CIENTÍFICA SEGUNDO GEORGES CANGUILHEM 

    Orientador: EDELCIO GONCALVES DE SOUZA [PUC-SP]

    Resumo: Considerando a intenção de Canguilhem em reunir Epistemologia e História da Ciência, como alternativa metodológica diante de programas de historiografia científica contemporâneas, objetiva-se neste trabalho que esta levou à formulação do conceito de ideologia científica (1969), para suprir justamente deficiências apontadas pelo epistemólogo, presentes na prática dos historiadores da ciência contemporânea. O projeto epistemológico de Canguilhem consiste em dar à história da ciência um aspecto filosófico, ou seja, um aspecto de enfrentamento das dificuldades que dizem respeito às relações entre o verdadeiro e o falso ou aparente, dos estatutos respectivos da verdade e do erro. Este trabalho se constitui na investigação dos meandros históricos e epistemológicos que levaram Canguilhem à proposição do seu projeto epistemológico no âmbito da historiografia científica. O objetivo não é simplesmente fornecer bases históricas para a exposição, mas indicar, através do detalhamento do seu projeto, o estatuto epistemológico do conceito de ideologia científica. Delimita-se, o estudo de três textos metodológicos de Georges Canguilhem, não tanto como figura imposta do conhecimento acadêmico, mas especialmente como expressão de uma reflexão constante: O objeto da história da ciência (1966), O que é uma ideologia científica? (1969) e O papel da epistemologia na historiografia científica contemporânea (1970). Estes textos reunidos indicam, de certa forma, o alcance de suas reflexões filosóficas no campo da historiografia científica. São três estudos que abordam no sentido ontológico de sua caracterização, a temática da história das ciências no âmbito da constituição das ciências da vida. Canguilhem reage, nesses três estudos, de forma direcionada, contra uma ordem historiográfica pulverizada a partir de uma filosofia da história positivista na tradição de A. Comte. Sinteticamente, o postulado epistemológico que governa a história da ciência positivista segundo Canguilhem é "a anterioridade cronológica é uma inferioridade lógica". Ou seja, a história das ciências é apenas uma injeção de duração na exposição dos resultados científicos. O grande problema que se coloca por Canguilhem frente a esse aforismo histórico – que busca saber por que caminho a continuidade pode estabelecer e constituir, para tantos espíritos diferentes e sucessivos, um horizonte único – não é mais a tradição e o rastro, mas o recorte e o limite. A mudança de perspectiva da tradição e do rastro para o recorte e o limite contém uma inversão no modo de fazer história das ciências, que implica em uma mudança de objeto e de método. A história das ciências deve ser a análise descritiva e a teoria das diferentes transformações que valem como fundação e renovação dos fundamentos científicos, e por isso deve, portanto, ocupar-se das questões epistemológicas concernentes à ciência que o historiador se dispõe a discorrer. Esquematicamente, o alcance deste trabalho é apontar que: (i) o conceito de ideologia científica está ligado intimamente ao problema epistemológico concernente ao modo permanente da constituição dos conhecimentos científicos; (ii) o entrelaçamento entre ideologia e ciência deve impedir a redução da história da ciência à insipidez de um quadro sem sombra de relevo, e a separação entre ciência e ideologia deve impedir que se considerem em continuidade na história da ciência os elementos que aparentemente se conservaram de uma ideologia.

     

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    Nome do autor: FELIPE STIEBLER LEITE VILLELA

    Data: 28/02/2011

    Título: O CAMINHO DA NOSSA VIDA, UMA APROXIMAÇÃO ENTRE SER E TEMPO E DIVINA COMÉDIA

    Orientador: PROFA. DRA. DULCE MARA CRITELLI

    Resumo: O presente estudo pretendeu uma aproximação entre o pensamento heideggeriano de Ser e tempo e a poética dantesca da Divina comédia. A aproximação partiu da constatação de que ambas as obras, cada uma ao seu modo, realizam uma compreensão da existência humana. Para tal tarefa foi necessária uma leitura não dogmática da Divina comédia, isto é, uma leitura que não estivesse determinada por nenhum dogmatismo religioso. A aproximação foi dividida em quatro pontos principais nos quais foi possível encontrar correspondências entre as obras. São eles: "Cuidado e Caminho", "Queda e Perdição", "Temporalidade e Eternidade" e "Apropriação e Salvação". Em cada um desses tópicos foi possível, a partir da aproximação entre as obras, uma ampliação da leitura tanto das imagens dantescas quanto dos conceitos heideggerianos. Notamos, com o desenvolvimento da aproximação, que o elemento da culpa é central tanto na Divina comédia quanto em Ser e tempo. A aproximação entre as obras, assim como a leitura que tivemos de cada uma delas, é uma dentre tantas outras possíveis. Este trabalho não pretendeu ser mais que um início do diálogo entre o pensamento de Martin Heidegger e a poesia de Dante Alighieri.

     

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    Nome do autor: HELDERSON MARIANI PIRES

    Data: 18/10/2011

    Título: A MENTIRA-VERDADE DO ATOR. O OFÍCIO DO ATOR NA LETTRE À D´ALAMBERT SUR LES ESPECTACLES, DE JEAN-JACQUES ROUSSEAU

    Orientador: MARIA CONSTANÇA PERES PISSARRA [PUC-SP]

    Resumo: No Iluminismo Francês, o teatro era um dos principais temas discutidos entre seus pensadores – os chamados philosophes, que expressavam de forma acirrada suas ideias sobre o fenômeno da representação teatral e sua possível eficácia pedagógica, bem como acerca de suas implicações sociais e políticas na França do século XVIII. Jean-Jacques Rousseau – dramaturgo, músico, poeta, romancista, enfim: um philosophe – encontrava, na sua visão sobre o teatro, a metáfora do dilaceramento humano, que se deu na passagem do homem do estado de natureza para aquele da vida em sociedade. O conflito entre o ser e o parecer, tanto quanto o duelo travado entre o amor-de-si, presente no homem natural, e o amor-próprio, que artificializa o homem social, são questões fundamentais para a compreensão do philosophe genebrino. Ainda que este tema percorra toda a sua obra, é na Lettre à d'Alembert sur les spectacles que Rousseau se dedica exclusivamente a realizar sua crítica a respeito dos espetáculos. Além disso, o texto traz também uma definição sobre o talento e o ofício do comédien que é igualmente válida para o acteur, isto é, o artista da cena de modo geral, seja ele um cantor da Ópera Royal de Paris ou um ator trágico da Comédie Française. Assim, esta pesquisa optou pela adoção do termo ator, na medida em que ele proporciona a vantagem de atualizar para os nossos dias tanto o comédien quanto o acteur do contexto francês da época. Publicada em 1758, a Lettre constituía resposta a d'Alembert, que, em seu verbete Genève, da Encyclopédie, fazia uma defesa do teatro e de seus atores, então vistos como socialmente inferiores e desprovidos de direitos políticos e religiosos. Por esta razão, o filósofo propunha a montagem de uma companhia de teatro em Genebra, de modo a auxiliar na educação do gosto dos cidadãos genebrinos, ideia que será recusada forte e radicalmente por Rousseau. Na Lettre, é abordada de forma direta a relação entre os espetáculos, a representação do ator e a corrupção do homem na sociedade, na qual torna a se fazer presente o conflito supracitado entre o ser e o parecer. Tal oposição é focalizada no âmbito dos espetáculos parisienses, concebidos como sinais de uma sociedade afeita a aparências e futilidades que tornavam o homem cada vez mais artificial e, portanto, distanciado de sua essência e das virtudes necessárias para a formação do digno cidadão. 5 A obra oferece ainda uma sintética definição acerca do talento do comediante e sua arte de imitar, isto é, de adotar um caráter diferente daquele que se tem. Assim, o ofício do ator constitui a simulação, a clara expressão do conflito entre o ser e o parecer, uma vez que vive de sua capacidade de enganar, de seduzir a platéia, parecendo ser o que não é, se dando como espetáculo em troca de dinheiro. Rousseau, portanto, critica os hábitos luxuosos e a moral do ator, principalmente porque este pode servir-se daqueles artifícios para corromper a juventude. Para o autor da Lettre, o intérprete, em razão de sua capacidade de trocar de personagens no jogo cênico, torna-se uma metáfora da condição paradoxal do homem, que se distanciou da natureza e criou o espetáculo da cultura. A paixão que Rousseau tinha pelo teatro não o impediu de criticá-lo de modo tão implacável, pois nele enxergava não apenas um tipo específico de representação artística, como também a representação da condição do dilaceramento humano. Fazia-se necessário, pois, um novo teatro, com novos atores capazes e verdadeiros no seu ofício de mentir. Eis a crítica da representação que percorreu a Lettre à d'Alembert e que fez do teatro um paradigma essencial do pensamento de seu autor. Há de se notar, por fim, que o ofício do ator pode ganhar eficácia cênica a partir da crítica processada por Rousseau naquela obra. As festas que ele oferece em substituição aos espetáculos franceses têm como centro a figura do cidadão – ator e espectador de si mesmo. O personagem – o outro que o ator representa, muitas vezes enquanto mera projeção de si mesmo – deve ganhar verdade para que o teatro ganhe força. Esse novo ator, com sua faculdade de iludir a partir de sua verdade cênica, está relacionado com o philosophe e o artista que foi Rousseau. Isto porque buscou, obsessivamente, na prática de seu pensamento a coerência deste, fazendo de sua vida o palco de sua imaginação inflamada.

     

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    Nome do autor: JADIR MAURO GALVÃO

    Data: 07/10/2011

    Título: A PRERROGATIVA DO INUSITADO. O ESTATUTO DA AÇÃO EM BERGSON

    Orientador: PETER PAL PELBART (Orientador) [PUC-SP]

    Resumo: Ao escavar por debaixo da idéia que em geral temos sobre o tempo, Bergson encontra o peculiar modo de funcionamento de nossa inteligência, bem como descobre que esse funcionamento exerce profunda interferência sobre nossa visão do mundo. Seja em termos de nossas ações ou nossas decisões cotidianas. Ocorre como um estreitamento de nosso ângulo de visão que impõe uma redução de nosso campo de ação, tanto quanto um encurtamento dos nossos horizontes. Representamos o mundo em nossa consciência, mas apenas o tanto de mundo que faz coerência com nossos conceitos, bem como só o que conseguimos traduzir pela linguagem. A partir disto nossas ações terão por base sempre os mesmos conceitos já firmados no passado, como também sempre poderão ser descritas pela linguagem. Não teremos com isso mais do que repetições. Ao eleger a intuição como modo de contato com a realidade, Bergson busca a remoção dos obstáculos que a inteligência introduziu apenas por comodidade para suas operações de cálculo, medição e previsão e que se transformaram em um filtro da realidade. Removidas as mediações simbólicas teremos diante de nos uma visão mais completa do mundo que nos cerca, tanto quanto um campo francamente aberto para nossas ações. Se para Bergson a idéia de duração traduz de modo mais fiel a realidade do que o conceito de tempo, não é menos verdade para ele que o passado se consubstancia com o presente numa interpenetração indissociável que culmina num presente único e singular. Assim também, mais do que apenas outro elemento distinto da trama conceitual, o futuro não está ai para ser descoberto, mas sim para ser inaugurado, para ser criado, preenchido com algo inusitado. Não apenas com a massa já moldada pelas nossas experiências passadas, mas como uma tela em branco, pronta para receber os traços criadores dos artistas que somos todos nós.

     

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    Nome do autor: JOSIANE BEATRIZ PICCIN BARBIERI

    Data: 20/05/2011

    Título: RELAÇÃO ENTRE PSICOLOGIA E FENOMENOLOGIA A PARTIR DA OBRA ´PSICOLOGIA E FENOMENOLOGIA´ (1917) DE EDMUND HUSSERL

    Orientador: MARIO ARIEL GONZALEZ PORTA [PUC-SP]

    Resumo: Relação entre Psicologia e Fenomenologia foi um tema relevante na obra do filósofo alemão Edmund Husserl (1859-1938), considerado o fundador da Fenomenologia e um dos pensadores expoentes do século XIX que influenciou, através de sua obra, tanto as correntes filosóficas de seu tempo como as ciências de forma geral. A psicologia foi uma das disciplinas mais abordadas em seus escritos, tornando possível a fundação de uma nova corrente, a designada Psicologia Fenomenológica. A finalidade desta dissertação é contribuir com os estudos sobre a fenomenologia e seu contraponto prático na ciência psicológica, a partir da revisão e análise da obra intitulada Fenomenologia e Psicologia (1917), um breve escrito de Husserl que se constitui, a um só tempo, numa introdução à fenomenologia e ao método fenomenológico. O trabalho inicia abordando a crítica husserliana ao Psicologismo – termo empregado para caracterizar as posições filosóficas que reduzem o conteúdo cognoscitivo aos mecanismos psicológicos e aos fenômenos subjetivos da consciência – e introduz a visão husserliana da psicologia e da própria fenomenologia. Para definir a fenomenologia, é dado enfoque particular ao conceito de "fenômeno", dando-lhe a devida amplitude, clarificando o seu sentido na ótica fenomenológica e relacionando-o com o conceito de "objeto". Fenômeno, na abordagem fenomenológica, não é a verdade objetiva da natureza, que é objeto de estudo das ciências da natureza. Para o estabelecimento das relações entre fenômeno e objeto, Husserl retoma o conceito de "consciência", o que dará origem a duas diversas ciências: a ciência da consciência em si mesma e a totalidade das ciências objetivas. Uma vez apresentadas as características da fenomenologia, ciência da consciência em si mesma, explicita-se sua estreita relação com a psicologia, em especial com aquela que Husserl nomeia "psicologia pura". Desta relação, o trabalho deriva na relação entre a psicologia e fenomenologia transcendental, abordando o problema da distinção entre subjetividade psicológica e subjetividade transcendental. Para concluir, é apresentada a proposta husserliana da fenomenologia como realizadora da ideia de uma psicologia racional ou fenomenológica e da abertura de um enorme campo de conhecimento racional e não de menor, mas de maior peso para a possibilidade de conhecimento psicológico-empírico.

     

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    Nome do autor: LAEZ BARBOSA DA FONSECA

    Data: 19/10/2011

    Título: EDUCAÇÃO ESCOLAR – UNIDADE E MULTIPLICIDADE: CRISE, PARADIGMA, DIALÉTICA E PEDAGOGIA INACIANA

    Orientador: MARCELO PERINE [PUC-SP]

    Resumo: A presente dissertação tem como ponto de partida a constatação de que a educação escolar vive um momento de tensão e crise. A origem e a explicação desse fenômeno encontram-se na coexistência, no ambiente escolar, de dois paradigmas, opostos e divergentes: o da unidade, e o da multiplicidade, com suas características próprias, tecidos em cenários culturais distintos. O primeiro, na Modernidade; o segundo, na Pós-modernidade. Partindo de uma compreensão antropológica que entende o ser humano como constituído pelo desejo e busca, ao mesmo tempo, de unidade e de multiplicidade, propomos o método dialético, como ferramenta, para a análise dos dois paradigmas, superando os aspectos nocivos e conservando as conquistas de cada um deles para a prática educativa. Em seguida, apresentamos algumas reflexões, a partir da dialética, buscando nelas a síntese entre unidade e multiplicidade. Ao término do trabalho, investigamos alguns aspectos da Pedagogia Inaciana - proposta pedagógica da educação jesuíta - demonstrando, a partir de seus documentos e da sua tradição educativa, como ela procede, dialeticamente, no enfrentamento, encaminhamento e superação das tensões e da crise, características do dinamismo presente na educação escolar.

     

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    Nome do autor: LEILA SÍLVIA LATUF SEIXAS TOURINHO

    Data: 28/09/2011

    Título: A ALIENAÇÃO DO INDIVÍDUO EM MAX HORKHEIMER

    Orientador: JEANNE MARIE GAGNEBIN DE BONS (Orientador) [PUC-SP]

    Resumo: O presente trabalho busca analisar os fenômenos da alienação do indivíduo nas obras de Max Horkheimer, tomando como alicerce os fenômenos da alienação descritos por Karl Marx em Manuscritos econômico-filosóficos. O objetivo do estudo é mostrar que as relações de produção descritas por Marx repercutem sobre outras relações que permeiam a vida social do indivíduo. Essa hipótese é analisada à luz do pensamento horkheimeriano, e apoiada nas transformações sociais e históricas nas quais o indivíduo viu-se inserido. Primeiramente, analisam-se alguns ensaios da década de trinta, que, ao pontuar tais ocorrências, retratam as contradições sociais, mas também a esperança de que os conhecimentos efetivos pudessem alavancar a transformação da sociedade. Posteriormente, debruçado sobre a barbárie ocorrida na década de quarenta e no Estado cada vez mais fortalecido, Horkheimer lança um olhar mais pessimista em seus novos ensaios, traduzindo em reflexões a racionalização dominante do pensamento e a indiferenciação do indivíduo no mundo moderno. Nesse sentido, a questão que direciona o desenvolvimento deste trabalho é mostrar o estatuto filosófico que o conceito de indivíduo e sua consequente alienação ocupam no pensamento do filósofo, bem como mostrar a contradição da razão, cada vez mais confiante, fortalecida e servindo aos interesses do indivíduo e, ao mesmo tempo, tornando-o enfraquecido na tarefa de servir à humanidade. Enfatizar que a razão encontra-se eclipsada e não destruída permite creditar ao autor a confiança que deposita no indivíduo, na condução de uma vida humana digna.

     

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    Nome do autor: MARIA CONCEIÇÃO ZULIANI 

    Data: 23/11/2011

    Título: O CONCEITO DE CONSCIÊNCIA SOCIAL NA TESE DE SINEQUISMO DE CHARLES S. PEIRCE 

    Orientador: IVO ASSAD IBRI [PUC-SP]

    Resumo: O tema desta dissertação é o conceito de consciência social, na filosofia do pensador norte americano Charles Sanders Peirce (1839-1914). Propomo-nos, neste trabalho fazer um recorte, através do estudo de diversos textos de Peirce e seus comentadores, que nos leve a um conceito de consciência social. Supomos, como justificativa para esta pesquisa, trazer uma contribuição, além da tradução para o português do texto Imortalidade à luz do Sinequismo1, por meio de uma seleção de artigos traduzidos e comentados, contemplando o desenvolvimento ontológico, lógico e fenomenológico de sua doutrina da continuidade e da semiótica.

     

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    Nome do autor: MARTA SOUZA SANTOS

    Data: 28/02/2011

    Título: IMAGENS DO PENSAMENTO: A PINTURA DE ÉDOUARD MANET E GÉRARD FROMANGER NA OBRA DE MICHEL FOUCAULT

    Orientador: SALMA TANNUS MUCHAIL [PUC-SP]

    Resumo: Este trabalho teve como propósito investigar o lugar e o papel da imagem nos escritos de Michel Foucault, avaliando seu uso não somente como recurso narrativo, mas também como elemento de sua metodologia – da qual a pintura seria componente – além de indagar sobre a possível constituição de uma estética em sua obra. Inicialmente esta dissertação contextualiza a inserção de Michel Foucault na tradição da historiografia e da crítica de arte ocidentais. Em seguida, após um breve panorama sobre a posição e função da imagem na obra de Michel Foucault (com uma descritiva de seus escritos, privilegiando a presença da pintura), segue com a leitura de dois de seus textos, através da perspectiva de sua trajetória metodológica; a dimensão do saber na arqueologia com a leitura de La peinture de Manet, texto pronunciado como conferência entre os anos de 1967 e 1971, no qual Foucault realiza uma análise de treze pinturas de Édouard Manet; e a dimensão da genealogia com a leitura de A pintura fotogênica, de 1975, texto no qual Foucault avalia diversas pinturas-fotografias do artista francês Gérard Fromanger. A questão da imagem é articulada com algumas noções fundamentais para a demonstração de sua importância na obra de Michel Foucault, tais como as questões do dispositivo, da resistência política e da estética da existência. Ademais, a divisão da leitura nesta pesquisa, dos textos de Michel Foucault sob o recorte de sua arquegenealogia, considera os três domínios (ou eixos) de trabalho percorridos pelo filósofo ao longo de sua obra – o saber, o poder e a ética – além de valorizar o projeto geral foucaultiano de uma investigação histórico-filosófica das relações entre sujeito e verdade, posicionada sob a perspectiva de uma ontologia do presente. A ontologia do presente, ou ontologia histórica, considera o trabalho crítico que a filosofia deve empreender na atualidade, reunindo tanto a arqueologia do saber – ou dos discursos – que constituíram o homem como objeto e sujeito do conhecimento, como a genealogia – como produção de saberes e de práticas – do poder que intervêm sobre o sujeito e da ética acionada por ele em sua auto-constituição. Assim, o problema da modernidade, recorrentemente elaborado por Foucault em suas investigações históricas, é também dimensionado a partir da compreensão do filósofo do que constitui a criação artística e sua participação nos jogos e lutas políticas.

     

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    Nome do autor: PRISCILA SANSONE BENEDETTI

    Data: 11/11/2011

    Título: PELA LEGITIMAÇÃO DA TOLERÂNCIA: UMA LEITURA DA OBRA TRATADO SOBRE A TOLERÂNCIA DE VOLTAIRE

    Orientador: MÁRCIO ALVES DA FONSECA [PUC-SP]

    Resumo: O objetivo da presente dissertação é analisar o percurso adotado pelo pensador Francês Voltaire, no que diz respeito à idéia de tolerância, em sua célebre obra Tratado sobre a Tolerância. Para tanto, foi utilizado o mesmo método adotado pelo pensador, qual seja, olhar para a história como uma forma de refletir sobre o presente, e projetar o futuro na busca de uma possível legitimação da tolerância, sem uma cronologia rigorosa como mecanismo de análise. Primeiramente, foi abordado o sentido da palavra tolerância e suas diversas formas de interpretação, passando entre as civilizações da Antiguidade, a saber, Grécia e Roma. Após, algumas razões possíveis que colaboraram para as reflexões da idéia de tolerância na dita modernidade em âmbitos correlacionados, a saber, educação e religião como possibilidade de legitimar uma vida social-política e econômica. Ao final, cumpre o objetivo de uma análise referente aquilo que podemos entender como um reflexo que nos chega das idéias ilustradas.

     

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    Nome do autor: RAQUEL EFRAIM

    Data: 11/10/2011

    Título: AS RELAÇÕES ENTRE OS CONCEITOS DE NATUREZA E FEMININO NA DIALÉTICA DO ESCLARECIMENTO

    Orientador: JEANNE MARIE GAGNEBIN DE BONS [PUC-SP]

    Resumo: A presente dissertação teve como objetivos principais a compreensão da hipótese apresentada por Adorno e Horkheimer, em seu livro A Dialética do Esclarecimento, sobre as relações entre os conceitos de natureza e feminino, bem como, buscar por meio da tecelagem, atividade comum a todas as figuras femininas da obra analisada pelos autores frankfurtianos, a Odisseia, um segundo caminho viável para a participação das mulheres na Antiguidade. Para tanto dois eixos principais foram desenvolvidos. O primeiro consiste em uma aproximação em relação à teoria de Adorno e Horkheimer, assim como da interpretação que os autores fazem da epopeia homérica. Ao escreverem a D.E., os autores tinham como objetivo principal investigar o vínculo entre razão e dominação e fizeram uso da Odisseia para fundamentar a sua teoria; entretanto, por meio da interpretação alegórica que fazem da obra, findam por inserir a dominação nas bases do pensamento racional. Fazendo de Ulisses modelo do homem burguês, que deve dominar a natureza, bem como a si mesmo em nome da autoconservação, Adorno e Horkheimer estabelecem uma teoria tão rígida quanto à rigidez conceitual que criticam. No liame estreito que criam entre razão e dominação, as mulheres, representadas na D.E. por duas figuras essenciais, a esposa e a prostituta, também não encontram nenhuma outra via de atuação que não a de dominada. O segundo eixo do trabalho trata da tecelagem como saída para o esquema proposto por Adorno e Horkheimer. Por meio desta atividade (cultural), apresentada como um dom feminino, foi possível encontrar uma abordagem diferenciada daquela que vincula natureza e feminino. O tecer, que contém um vínculo etimológico com a palavra texto, aparece, portanto, como uma possibilidade de palavra feminina, uma amplificação da voz das mulheres na antiguidade, assim como, uma forma de participação exterior ao âmbito doméstico – ambiente em que essas são usualmente ligadas.

     

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    Nome do autor: ZENEIDE GOMES DA COSTA

    Data: 10/11/2011

    Título: DO VERDADEIRO E DO FALSO - MEDITAÇÃO QUARTA - NA TEORIA DO CONHECIMENTO DE RENÉ DESCARTES

    Orientador: MARCELO PERINE

    Resumo: O objetivo desta pesquisa é analisar a teoria do conhecimento na obra Meditações sobre Filosofia Primeira do filósofo René Descartes. O estudo compreende uma sucinta análise do conjunto da obra filosófica de Descartes. Posteriormente, procedeu-se o exame do conjunto das seis Meditações, seguido da análise específica da Meditação Quarta – do verdadeiro e do falso e da causa do erro humano – em seus aspectos epistemológicos e ontológicos.

     

2011 - Teses

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    Nome do autor: ANDREI VENTURINI MARTINS 

    Data: 11/11/2011

    Título: AMOR PRÓPRIO E VAZIO INFINITO: UMA ANÁLISE DO HOMEM SEM DEUS EM BLAISE PASCAL 

    Orientador: LUIZ FELIPE DE CERQUEIRA E SILVA PONDE [PUC-SP]

    Resumo: O principal objetivo desta pesquisa é analisar a condição humana depois da Queda Adâmica em Blaise Pascal, tendo como objeto central a Lettre de 17 de outubro de 1651. Este texto não pode ser considerado um texto marginal na obra do filósofo francês, mas sim o início de inúmeras reflexões temáticas como a morte, a compaixão, a providência, a consolação, o sacrifício, o pecado original, o amor próprio, o vazio infinito, o horror da morte antes e depois da queda, o amor pela vida antes e depois da queda. A hipótese que norteia este trabalho é que o homem tenta desviar-se e preencher esse vazio infinito causado pela queda através do divertissement, mas só o Cristo Mediador pode ocupar o vazio que Deus deixou. Para demonstrá-la, são investigados dois conceitos capitais na Lettre – o Amor Próprio e o Vazio Infinito –, ao longo das duas partes que compõem este trabalho: "Teoria do pecado original e suas consequências" e "O Vazio Infinito do homem sem Deus". Na primeira, é investigado o contexto da direção espiritual jansenista no século XVII e seus ecos na Lettre, o que constitui o capítulo I; é trabalhado o conceito de Amor Próprio e Vazio Infinito, no capítulo II, com o intuito de saber se para Pascal o amor próprio desligado de Deus está na raiz de todos os males e de todos os vícios, assim como a causa do vazio infinito no homem sem Deus, pois, além do amor próprio e do vazio infinito, encontra-se na Lettre o desejo de dominação e a preguiça como consequências da queda; e, para finalizar a primeira parte, no capítulo III, são mostradas as consequências da queda expressas nos Écrits sur la Grâce, como a ignorância, a concupiscência, culpa e morte eterna, para que se possa ter, assim, uma visão mais completa, o que foi denominado, neste trabalho, "colagem subjetiva", em função da aproximação da Lettre aos Écrits sur la Grâce. Na segunda parte, elaborada em dois capítulos, a fim de refletir a condição humana a partir do conceito de vazio infinito, é estudada, de forma específica, a relação do vazio infinito e o divertissement e, no último capítulo, o mesmo conceito de vazio infinito é aproximado ao Cristo Mediador. 

     

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    Nome do autor: APARECIDO DE ASSIS 

    Data: 18/10/2011

    Título: EDUCAÇÃO E MORAL NA FILOSOFIA DE ÉRIC WEIL 

    Orientador: MARCELO PERINE [PUC-SP]

    Resumo: Esta tese tem por objetivo analisar o tema "educação e moral" nas três obras filosóficas de Éric Weil: Lógica da Filosofia, Filosofia Moral e Filosofia Política. Para Weil, a educação só se justifica se estiver fundada na moral, em função do fim a que ela se destina, que consiste em conduzir o homem a uma reflexão moral pela via da razão. Essa reflexão procura resolver o conflito do homem com o seu caráter empírico, pelo qual ele se apresenta como um ser imoral e violento. Weil caracteriza a violência como contrária à razão, ou seja, como negação do discurso coerente. No entanto, a violência é compreendida em dois sentidos: o negativo e o positivo. No sentido negativo, ela é violência pura, radical, que precisa ser combatida. Nesse sentido, ela é compreendida como violência contra os princípios morais, humanitários e comunitários das pessoas vivendo em comunidade. No sentido positivo, ela é o uso da razão visando a transformação do homem violento em um ser razoável. Como educador, o filósofo serve-se da violência positiva para eliminar a violência negativa e, assim, promover a não-violência na sociedade. Este é o sentido último da educação moral.

     

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    Nome do autor: DANER HORNICH 

    Data: 24/11/2011

    Título: VESTÍGIOS DA REVOLUÇÃO E O ESQUECIMENTO DA LIBERDADE POLÍTICA, EM HANNAH ARENDT 

    Orientador: ANTONIO JOSÉ ROMERA VALVERDE [PUC-SP]

    Resumo: Na perspectiva de Hannah Arendt, a Revolução e o esquecimento da liberdade política se configuram a partir da reflexão sobre a Revolução, o problema do novo e do social, e a possibilidade de se localizarem alguns vestígios filosóficos da liberdade e da Revolução nas obras de Maquiavel, Rousseau e Montesquieu. A Revolução, a liberdade e a felicidade pública são pensadas como elaboração de um novo rumo no domínio político, enquanto experiência de um novo começo. Este é constituído e instituído pela atividade humana na história a partir da experiência de ser livre, que nasce da participação espontânea da população que se organiza para criar o novo enquanto um novo sentido para a política, contrária aos mecanismos de opressão e violência do Estado centralizador. 

     

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    Nome do autor: DAVIS MOREIRA ALVIM 

    Data: 13/05/2011

    Título: FOUCAULT E DELEUZE. DESERÇÕES, MICROPOLÍTICAS, RESISTÊNCIAS 

    Orientador: PETER PAL PELBART [PUC-SP]

    Resumo: A lista de hipóteses sobre a pós-modernidade é extensa. De forma geral, aqueles que a pensam como um período histórico – e não apenas uma tendência estética – indicam ao menos dois traços importantes: primeiro, a vitória do efêmero e da banalidade sobre a potência crítica e contestatória existente na modernidade e, segundo, a nova modulação ou mutação do capitalismo do período pós-guerra. Outra direção tomada pelo debate contemporâneo caracteriza nossos tempos pela emergência de um novo poder soberano, que faz do estado de exceção uma regra e transforma o campo de concentração em um paradigma de governo. Em um caso como no outro, as resistências foram submetidas ao silêncio ou colocadas em segundo plano. Para começar a enfrentar o problema, propõe-se a seguinte questão: como se dão as resistências no pós-moderno? Contudo, seria preciso acrescentar ao problema certa inflexão inspirada em Deleuze: como pensar uma resistência em si mesma, independente das categorias do negativo? Assim, foi preciso investigar a noção de resistência, especialmente em alguns escritos de Michel Foucault e Gilles Deleuze e, dessa maneira, averiguar suas contribuições, divergências e encontros em torno do conceito. Busca-se pensar as resistências em si mesmas, livrando-as de condicionantes externos que determinem sua dinâmica, observando sua potência afirmativa, sua força ativa e criadora. Concluímos que as resistências possuem, por um lado, aspectos desertores e micropolíticos que são primordiais em relação ao poder e, por outro, características conectivas e inventivas.

     

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    Nome do autor: JOSÉ DE RESENDE JÚNIOR 

    Data: 29/06/2011

    Título: EM BUSCA DE UMA TEORIA DO SENTIDO: RICKERT, HUSSERL E LASK 

    Orientador: MARIO ARIEL GONZALEZ PORTA (Orientador) [PUC-SP]

    Resumo: Chamado neokantismo de Baden e a fenomenologia husserliana. Mais propriamente, procura-se remontar o impacto de algumas teses das Investigações Lógicas de Husserl na filosofia dos valores de Rickert e Lask. Na primeira parte, mostra-se como a fenomenologia influencia a elaboração e o amadurecimento da filosofia dos valores de Rickert em relação ao projeto original de Windelband. Na segunda parte, mostra-se como Lask se apropria da fenomenologia transformando completamente a filosofia dos valores e abrindo novos caminhos para a pesquisa filosófica no século XX, tal como aqueles trilhados por Heidegger. Em termos gerais, procura-se mostrar que o pano de fundo dessas discussões entre fenomenologia e filosofia dos valores gira em torno do problema do sentido (e/ou significação), não só no que diz respeito ao conhecimento e às ciências, mas a todas as dimensões da experiência humana, como a ética, a estética, o direito e a religião.

     

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    Nome do autor: LUIS CARLOS SILVA DE SOUSA 

    Data: 30/08/2011

    Título: A NOÇÃO DE EXCESSUS EM TOMÁS DE AQUINO (STH. Q. 84, A. 7 AD 3) SOBRE A CRÍTICA DE CORNELIO FABRO A KARL RAHNER 

    Orientador: CARLOS ARTHUR RIBEIRO DO NASCIMENTO [PUC-SP]

    Resumo: O objetivo da tese consiste em analisar a noção de excessus na Suma de Teologia (Ia, q. 84, a. 7 ad 3) de Tomás de Aquino, através da crítica de Cornélio Fabro a Karl Rahner. O problema de fundo se refere à possibilidade do conhecimento de Deus. Argumentamos que a noção de excessus como ultrapassamento ou transcendência em Tomás de Aquino provém de Dionísio, na linha da tradição da "teologia negativa". A hipótese que levantamos, inicialmente com Cornelio Fabro, é a de que o repensamento da noção de excessus como antecipação (Vorgriff), tal como Rahner a interpreta, não preservaria a transcendência de Deus. O compromisso de Karl Rahner com a reviravolta antropocêntrica deturparia o sentido original de excessus como transcendência, porque a mediação da subjetividade transcendental acabaria por imanentizar o esse de Deus no pensar. Não é nossa intenção analisar, porém, se o "princípio de imanência", proposto por Fabro, se aplica ou não a Rahner, mas apenas constatar que Rahner reinterpreta Sto. Tomás. Na verdade, Fabro e Rahner partem de perspectivas diferentes quando se aproximam do texto de Tomás de Aquino, a "pedra de toque" da nossa investigação. Não pretendemos examinar se Karl Rahner, a seu modo (isto é, com recursos inclusive não extraídos do texto de Tomás de Aquino), de fato preserva a transcendência divina. Do ponto de vista histórico (que é o nosso), Fabro tem razão em acentuar que a noção de excessus em Tomás de Aquino provém de Dionísio, mas está equivocado por não reconhecer o papel legítimo que o juízo negativo exerce no conhecimento não-quididativo de Deus. Concluímos com uma crítica à crítica de Fabro, porque, ao criticar o que ele entende por pseudo-tomismo em Rahner, acaba por atingir o próprio Tomás de Aquino.

     

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    Nome do autor: RICARDO ROSSETTI 

    Data: 25/10/2011

    Título: JUSTIÇA EM PAUL RICOEUR: UMA HERMENÊUTICA DO HOMEM JUSTO 

    Orientador: JEANNE MARIE GAGNEBIN DE BONS [PUC-SP]

    Resumo: Esta tese fala de uma hermenêutica do homem justo a partir de uma teoria da justiça presente na filosofia de Paul Ricoeur. Trata-se da compreensão da figura do homem capaz de julgar o outro a partir de parâmetros éticos fundados na solicitude, no respeito e na responsabilidade. O objetivo é o de estabelecer os sentidos da justiça nos três planos de compreensão da individualidade humana do sujeito que julga, a partir da compreensão do eu julgador enquanto um sentido próprio do ato de julgar. Então, a visada ética de uma vida boa com e para os outros em instituições justas torna-se a pedra fundamental para identificação de quem é o homem justo, tanto no plano da mesmidade, como no plano da ipseidade e da alteridade do sujeito que julga uma ação. Essa busca encontra sua justificativa na necessidade lógica e dialógica de compreender como se dá o julgamento de uma ação quando o que está em jogo é saber quando ela será considerada injusta ou justa. Para tanto, segue-se a leitura dos textos ricoeurianos, principalmente, a dos escritos dos últimos trinta anos, para verificar quais as reflexões que Paul Ricoeur desenvolveu acerca do tema: espera-se encontrar, ao menos, o fio condutor de uma reflexão que possa levar o leitor a compreender quem é o sujeito moral de imputação e quais são suas responsabilidades pelos atos praticados, quando estes implicam em um poder de decidir e agir sobre vidas, vontades e desejos. Ao final, encontra-se a trilha de uma reflexão sobre quem é aquele que julga e age sobre o outro, sob a perspectiva de uma visada ética que compreende o sujeito que julga uma ação como um homem capaz de justiça, mas falível em seu empreendimento.

     

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    Nome do autor: RUY DE CARVALHO RODRIGUES JUNIOR 

    Data: 15/06/2011

    Título: SCHOPENHAUER: UMA FILOSOFIA DO LIMITE 

    Orientador: IVO ASSAD IBRI [PUC-SP]

    Resumo: A presente tese tem por objetivo apresentar e justificar a hipótese de que a noção de Vontade na filosofia de Schopenhauer é melhor compreendida quando considerada como uma hermenêutica da Representação. Ela defende que o diálogo com a parte teórica da filosofia kantiana, assim como a distinção operada por Schopenhauer entre ser subjetivo e objetivo e consideração subjetiva e objetiva são fundamentais na construção do pensamento único de Schopenhauer. Analisando a relação entre filosofia e sabedoria no pensamento deste último propõe-se, através da noção de passagem (Übergang) e do que chamamos de tese da inteligibilidade inversa na Metafísica da Natureza e no processo de objetivação da Vontade no mundo, interpretar a filosofia de Schopenhauer como uma filosofia do limite. Esta deve, então, tornar possível a articulação tanto da relação entre Vontade e Representação quanto da filosofia com aquilo que se poderia chamar de sabedoria.

     

2010  

2010 - Dissertações

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    Nome do autor: Juliano de Almeida Oliveira

    Data: 27/04/2010

    Título: Levinas fenomenólogo? investigação a partir do conceito intencionalidade da consciência

    Orientador: Prof. Dr. Mario Ariel González Porta

    Resumo:  presente trabalho deseja investigar os escritos de Levinas, a partir do prisma da intencionalidade da consciência, a fim de se verificar a plausibilidade de considerá-lo vinculado ou não ao pensamento fenomenológico, iniciado por Husserl. Nos três capítulos em que se articula, busca-se apresentar: a) o pensamento de Husserl, matriz da fenomenologia contemporânea, em seu contexto histórico e teórico, ressaltando o conceito fundamental de intencionalidade que anima a consciência; b) os primeiros contatos de Emmanuel Levinas com a fenomenologia e sua interpretação de Husserl presente na tese doutoral que defendeu em 1930, em que se destacam sua leitura ontológica do projeto husserliano e, em particular, a compreensão da intencionalidade – essência da subjetividade – como transcendência; c) o desenvolvimento e amadurecimento da filosofia levinasiana, sempre em diálogo com a fenomenologia, em que a visão ética da alteridade, fundada sobre o rosto do outro, passa a exercer papel de primeira grandeza e serve de critério para avaliar o conceito de intencionalidade, sobretudo aquela teórica, cuja primazia vem ceder espaço a uma dimensão pré-teórica da consciência – a consciência não-intencional. Chega-se à conclusão de que, ainda que não no aspecto visado por Husserl, o dinamismo primeiro da intencionalidade – saída de si como próprio elemento constitutivo originário – permanece como ponto forte do pensamento de Levinas e permite afirmar uma posteridade levinasiana de Husserl, para além de toda aparente ruptura total

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    Nome do autor: Emerson Ginetti

    Data: 10/05/2010

    Título: A crise dos valores éticos segundo Max Scheler

    Orientador: Prof. Dr. Mario Ariel González Porta

    Resumo: O presente trabalho tem como objetivo tecer uma análise da crise dos valores éticos, considerando-a como uma crise de valores históricos, segundo o pensamento de Ferdinand Max Scheler. Há uma explicação da crise que também poderá ser ainda uma possível solução: o resgate de uma ética material dos valores objetivos, que não se molda nas configurações predominantes no seio do homem moderno, carente de referenciais capazes de sustentar uma ética que o conduza à perfeição moral e à sua própria realização. Nota-se que a crise é marcada pelo secularismo, relativismo e subjetivismo, no campo axiológico. Na crise atual dá-se uma inversão na hierarquia dos valores. Tal tendência é a subordinação dos valores mais altos aos mais baixos, passando, estes, a serem considerados superiores. Esta inversão na hierarquia dos valores, segundo Scheler, é motivada pela moral daqueles que se encontram acometidos pelo "ressentimento" e pelo "humanitarismo". Nota-se a necessidade de uma moral sustentada por valores que sejam mais estáveis, duradouros, não impregnados de interesses ou elaborações subjetivas onde o ato moral, que deve orientar a conduta humana, é sustentado nos paradigmas apresentados pela modernidade. Os valores mais altos estão submetidos aos que estão ligados à sensibilidade, à matéria. Desse modo, Scheler propõe sua ética objetivista como possível substituto para o subjetivismo predominante na ética da sociedade moderna, aspirando-se a algo que sustente o ser e o agir humanos e dê razão aos mesmos.

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    Nome do autor: Felipe Stiebler Leite Villela

    Data: 13/05/2010

    Título: O caminho da nossa vida, uma aproximação entre Ser e tempo e Divina comédia

    Orientador: Profa. Dra. Dulce Mara Critelli

    Resumo: O presente estudo pretendeu uma aproximação entre o pensamento heideggeriano de Ser e tempo e a poética dantesca da Divina comédia. A aproximação partiu da constatação de que ambas as obras, cada uma ao seu modo, realizam uma compreensão da existência humana. Para tal tarefa foi necessária uma leitura não dogmática da Divina comédia, isto é, uma leitura que não estivesse determinada por nenhum dogmatismo religioso. A aproximação foi dividida em quatro pontos principais nos quais foi possível encontrar correspondências entre as obras. São eles: "Cuidado e Caminho", "Queda e Perdição", "Temporalidade e Eternidade" e "Apropriação e Salvação". Em cada um desses tópicos foi possível, a partir da aproximação entre as obras, uma ampliação da leitura tanto das imagens dantescas quanto dos conceitos heideggerianos. Notamos, com o desenvolvimento da aproximação, que o elemento da culpa é central tanto na Divina comédia quanto em Ser e tempo. A aproximação entre as obras, assim como a leitura que tivemos de cada uma delas, é uma dentre tantas outras possíveis. Este trabalho não pretendeu ser mais que um início do diálogo entre o pensamento de Martin Heidegger e a poesia de Dante Alighieri.

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    Nome do autor: Marcos da Silva e Silva

    Data: 17/05/2010

    Título: O sofrimento: uma abordagem kierkegaardiana

    Orientador: Profa. Dra. Silvia Saviano Sampaio

    Resumo: A dissertação tem por tema o conceito de Pathos na filosofia de Kierkegaard. Ressalta a importância da paixão (pathos) pelo Absoluto relacionado ao sofrimento (pathos) nos diferentes modos de existência: estético, ético e religioso. O sofrimento, vivido em profundidade, é entendido pelo dinamarquês como condição necessária para que o homem se torne um "indivíduo" e possa, assim, relacionar-se ao "Inteiramente Outro".

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    Nome do autor: Sérgio Eduardo Carvalho Fonseca

    Data: 19/05/2010

    Título: A ruína da tradição em Walter Benjamin e a prosa poética de Charles Baudelaire

    Orientador: Profa. Dra. Jeanne Marie Gagnebin

    Resumo: Esta dissertação aborda o declínio da tradição na modernidade como ponto de partida para a busca de outras expressões adequadas a um novo tempo. A constatação desse cenário por Walter Benjamin no ensaio O narrador, tendo em vista a superação da experiência tradicional pela vivência, abre caminho para sua análise sobre a "experiência do choc" em Charles Baudelaire. Por meio desta, o filósofo expõe diversas facetas inerentes ao pensamento do poeta, tanto no âmbito da crítica de arte quanto em sua produção poética, como recomendações a um ideal de postura para o indivíduo a fim de que este possa se relacionar de maneira frutífera com a cidade moderna. Tal postura o faria abandonar a passividade de seu caráter, dando-lhe instrumentos para se inserir na multidão de maneira plena, sem ter como único respaldo a própria vivência. Como exemplo dessa nova postura na própria obra do poeta francês, encontra-se os Petits Poèmes en Prose. Considerados complementares a Les Fleurs du Mal, ao contrário de cantarem o fim de uma era, porém, seus cinqüenta fragmentos dão um passo adiante rumo à inserção da poesia no cotidiano da cidade, livrando-a de antigas contingências; mais precisamente, da rima e do verso.

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    Nome do autor: Alexandre Sedlmayer de Santi

    Data: 21/05/2010

    Título: Sobre o duplo como categoria mental na Grécia Antiga

    Orientador: Profa. Dra. Rachel Gazolla de Andrade

    Resumo: A pesquisa tem como propósito recolher e estudar o termo eidolon, e seus adjacentes oneiros, skia e phasma, bem como compreender os fenômenos que significam, no âmbito dos textos da antigüidade grega, situados entre o período designado como arcaico e a época das tragédias, por meio de trechos escolhidos de Homero, Hesíodo, Ésquilo, Sófocles e Eurípides. A tarefa é estudar os fundamentos dos termosfenômenos, reunidos sob a "categoria psicológica do duplo", pertinente ao homem da época, acompanhando o trajeto de permanências e modificações nos usos e sentidos dos termos, uma vez que serão elaborados pela Filosofia, especialmente por Platão. No percurso da Épica à Tragédia, que pode ser considerado um trecho do caminho que conduzirá o homem do âmbito mítico originário ao pensar e dizer filosófico, vemos afigurar-se um rico espectro, que, embora novo e distinto, guarda e expressa a sua herança mítica.

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    Nome do autor: Luiz Gustavo Onisto de Freitas

    Data: 21/05/2010

    Título: Kierkegaard e Bergman: autores éticos

    Orientador: Profa. Dra. Silvia Saviano Sampaio

    Resumo: Este trabalho consiste em um estudo do cinema do diretor sueco Ingmar Bergman segundo o ponto de vista dos conceitos do filósofo dinamarquês Soeren Aabye Kierkegaard. De acordo com um eixo ético comum aos dois autores, observa-se como a linguagem cinematográfica utilizada por Bergman apresenta conceitos importantes da filosofia kierkegaardiana, como o desespero, a angústia, o paradoxo e a fé.

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    Nome do autor: Frederico Moreira Guimarães

    Data: 14/06/2010

    Título: Literatura e engajamento em Sartre: um estudo de Que é a literatura?

    Orientador: Prof. Dr. Peter Pál Pelbart

    Resumo: O presente trabalho consiste em analisar a concepção de literatura expressa em Que é a Literatura?, procurando elucidar o que Sartre entende por literatura engajada. Pretende-se mostrar que a posição do autor está ancorada em seu projeto filosófico maior, a saber, a compreensão do homem no mundo a partir de sua condição como existente, cujo fundamento único é a liberdade. Tendo sua origem e fim na liberdade, a literatura se dirige ao próximo naquilo que ele possui de mais humano, a sua própria liberdade, e se efetiva num exercício dialético de gratuidades – a leitura. Nesse sentido, a principal função da literatura engajada é a de fazer-se espelho da sociedade para si mesma, a fim de que os homens possam tomar consciência de si próprios e da realidade e fazerem suas próprias escolhas. A literatura engajada, portanto, não pode ser compreendida como uma panfletagem ideológica, mas como uma ação do escritor comprometido com a liberdade e com o seu tempo.

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    Nome do autor: Vicente Claudio Jannarelli

    Data: 01/10/2010

    Título: As novas formas de controle em One Dimensional Man, de Herbert Marcuse

    Orientador: Prof. Dr. Antonio Jose Romera Valverde

    Resumo: One-Dimensional Man trabalha com certas tendências básicas da sociedade industrial avançada que parecem indicar uma nova fase de civilização. Tais tendências geraram uma forma de pensamento e comportamento que minou a base da cultura tradicional. A principal característica dessa nova forma de pensamento e de comportamento é a repressão de todos os valores, aspirações, e idéias que não podem ser definidas em termos de operações e atitudes validadas pelas formas prevalecentes de racionalidade. A conseqüência é o enfraquecimento e mesmo o desaparecimento de toda crítica genuinamente radical, a integração de toda oposição no sistema estabelecido. Herbert Marcuse desenvolve, em One-Dimensional Man, não apenas um modelo de crítica social, como também sua filosofia crítica inspirada por seus estudos filosóficos e por trabalho desenvolvido junto à Escola de Frankfurt. Descreve também os mecanismos através dos quais a sociedade industrial avançada integra indivíduos em seu mundo de pensamento e comportamento. Identificar esses mecanismos – "as novas formas de controle", conforme Marcuse – sua origem, o relacionamento e sinergia entre eles são os principais objetivos da presente dissertação.

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    Nome do autor: Auro Key Honda

    Data: 13/10/2010

    Título: Elementos para um estudo do conceito de causação na filosofia de Charles S. Peirce

    Orientador: Prof. Dr. Ivo Assad Ibri

    Resumo: Esta dissertação se propõe a efetuar uma versão para o português do ensaio ―Causation and Force‖, incluído nas conferências de Peirce proferidas em Cambridge em 1898, bem como oferecer elementos teóricos para sua leitura e compreensão. Para tanto, apresentamos diferentes formas sobre como a questão da causalidade tem sido considerada historicamente, em particular a visão crítica do próprio autor acerca de um mundo determinado. Discutimos as principais questões levantadas por Peirce sobre a desconstrução do determinismo e sua defesa do acaso como princípio ontológico atuante na constituição da realidade.

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    Nome do autor: Wagner Cipriano Araujo

    Data: 15/10/2010

    Título: A via média: política e religião em Rousseau

    Orientador: Profa. Dra. Maria Constança Peres Pissarra

    Resumo: Este estudo busca apresentar a posição na obra de Rousseau com relação às implicações políticas da religião nas ações políticas dos povos. Essa apresentação será feita a partir do exame dos textos do autor em que podemos localizar uma discussão especifica sobre o tema. Para chegar ao objetivo, o trabalho trata primeiro da relação política e religiosa nos povos antigos; depois passamos à crítica feita por Rousseau ao cristianismo enquanto forma política dissolvida nas religiões nacionais e por fim apresentamos a saída dada pelo autor para resolver as contradições apresentadas pelas modalidades religiosas citadas. Essa solução foi chamada por ele de religião civil.

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    Nome do autor: Luisa Magoulas de Castro Duarte

    Data: 19/10/2010

    Título: Um copo de mar para navegar: arte nos anos 2000 sob um ponto de vista pós-utópico

    Orientador: Profa. Dra. Jeanne Marie Gagnebin

    Resumo: O objetivo da dissertação é analisar uma parcela da produção em artes visuais dos anos 2000 e pensá-la à luz da temporalidade contemporânea, marcada pelo eclipse das utopias. A partir disso, buscou-se ressaltar as suas relações com as noções de presente, micro-política e possível, em contraposição a uma modernidade marcada pelas noções de futuro, utopia, impossível e macro. Ao analisar este corpo de questões se pretendeu pensar como a arte reage a uma situação de mundo contemporânea, nos fazendo olhar este mesmo mundo de maneira diferente.

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    Nome do autor: Marcelo Maghidman

    Data: 22/10/2010

    Título: Sêfer Yetsiráh: a natureza da linguagem na criação do mundo e sua manutenção através do alfabeto hebraico

    Orientador: Prof. Dr. Marcelo Perine

    Resumo: Em lugar de a linguagem haver sido criada pelo homem, o Misticismo Judaico acredita que o mundo e tudo o que nele existe foi criado e é mantido por Deus por meio da linguagem, especificamente através das infinitas combinações do Alfabeto Hebraico (as vinte e duas letras e os dez primeiros números). Dessa forma, todo o universo constitui-se em um fenômeno da linguagem. O presente texto discute a importância da linguagem e uma classe de Metafísica do Alfabeto Hebraico, comparando distintas visões entre a tradição filosófica representada aqui pelos textos: Crátilo, de Platão e De Magistro, de Agostinho, pela tradição judaica, especificamente por meio de sua mística, o Sêfer Yetsiráh, de autoria desconhecida. Como parte da análise o texto apresenta, sobretudo, a Teoria da Linguagem de Gershom Scholem e a Metafísica do Alfabeto Hebraico de Elias Lipiner, bem como uma aproximação à Filosofia da Linguagem por meio da visão mística judaica, mais especificamente da Cabaláh.

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    Nome do autor: Renan Evangelista Silva

    Data: 26/10/2010

    Título: O surgimento da ética da libertação em Enrique Dussel

    Orientador: Prof. Dr. Marcelo Perine

    Resumo: O filósofo Enrique Dussel vem buscando ao longo de seu pensamento e de suas obras, fazer uma nova abordagem e releitura do processo colonizador na América Latina. Nosso autor parte da tese de que o ano de 1492 foi o começo do encobrimento do ameríndio por um éthos dominador e violento trazido pelos europeus. No primeiro capítulo da dissertação, apresenta-se o contexto histórico latinoamericano a partir de 1492 com a chegada de Colombo, e o início da implantação do processo colonizador europeu, a partir da ideia de que a cultura e a vida dos nativos não possuíam nenhum valor ético e cultural, obrigando a cultura indígena a dar lugar à cultura dos colonizadores. No segundo capítulo, faz-se a crítica ao conceito do eurocentrismo, principalmente à visão hegeliana da história, partindo da prática libertadora de Frei Bartolomeu de Las Casas, que soube entender e respeitar as diferenças entre índios e colonizadores e desenvolver uma "Boa Colonização", respeitando as diferenças e os costumes dos nativos. No terceiro capítulo vê-se como o filósofo Enrique Dussel apresenta uma nova maneira de se conceber a ética latinoamericana, um novo éthos chamado libertação, em que a alteridade perdida do latinoamericano é retomada através do despertar das vítimas, por meio de sua tomada de consciência da situação de opressão. Esse princípio de libertação encontrará na ética do filósofo E. Lévinas o seu apoio necessário para entender a dimensão da alteridade e do respeito para com as vítimas do processo do eurocentrismo.

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    Nome do autor: Francisco Antonio Marques Viana

    Data: 29/10/2010

    Título: Marx e o labirinto da utopia

    Orientador: Prof. Dr. Antonio Jose Romera Valverde

    Resumo: Em Marx, o fio condutor do vir a ser é a práxis da emancipação humana pelo socialismo e comunismo. Construção universal, intrínseca à ruptura do capitalismo, a argumentação se faz presente, na obra marxiana, ao longo de quatro décadas. Envolve, no conjunto, a realidade objetiva da necessidade do trabalho como mercadoria e fonte de alienação, e da propriedade privada como alicerce do estranhamento originado pela sociedade de classes e da preponderância do indivíduo sobre a espécie. Engloba todas as formas de pensar, a começar pela utopia social, que ressurge no alvorecer do século XIX, com o pensamento reformista ao resgatar a filosofia como caminho para a antecipação do futuro da felicidade humana. Na argumentação de Marx, a revolução burguesa de 1789 rompeu com a sociedade feudal, mas não aboliu a exploração do homem pelo homem. Gerou duas classes antagônicas e irreconciliáveis: a burguesia e o proletariado. Argumentava que no século XIX a revolução proletária emergia como a negação da negação, abolindo a propriedade privada e inauguraria a verdadeira história da humanidade. O pensamento utópico, que germina com Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen, considerava o vir a ser como prolongamento da Revolução Francesa, construído pela consciência, a reforma gradativa da sociedade. Negava a ruptura, pela violência, com a sociedade vigente, e afirmava o conceito de ordem. Em lugar da revolução proletária, pregava a união de classes, lastreada pelas boas leis, os bons governos e a educação para a verdade e o bem. Esvaziava a sociedade vigente para construir, paulatinamente, uma nova ordem. Em ambas as visões do vir a ser, o centro é o homem. A utopia, nesse contexto, deixa de ser um não lugar, como foi originalmente no século XVI, pelo livro homônimo de Tomas More. Torna-se uma geografia de dimensões universais ou, no mínimo, europeia, um conhecimento e uma possibilidade de superação dialética da sociedade burguesa. Foi o que Marx buscou realizar ao unir a filosofia da práxis com a economia política e a teoria revolucionária. Foi o que o pensamento utópico procurou dar forma pelo caminho da consciência pelo convencimento. O ponto de interseção encontra-se no primado do coletivo sobre o indivíduo, afirmando o descartar de uma civilização que se consumiu nas suas próprias contradições para semear uma sociedade em que pensamento e ação fossem coincidentes. Uma 7 sociedade em que o humanismo não fosse apenas um instrumento retórico, mas o real do vir a ser, em que o homem fosse uma totalidade, não um ser fragmentado, ilusória representação do real. Uma sociedade em que o fim do império da necessidade fosse o princípio do reino da liberdade. São horizontes de construção que se movimentam por caminhos distintos – um pela práxis revolucionária, a organização do proletariado, outro pela consciência, as boas leis, a educação e a união de classes –, mas que se encontram dialeticamente nos domínios da produção de ideias, mobilizações e organização do proletariado e da sociedade. Convergem, sobretudo, no pensamento e ação de antecipar o vir a ser do socialismo e do comunismo. Dois caminhos, um mesmo fim?

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    Nome do autor: Francisco Valdério Pereira da Silva Júnior

    Data: 29/10/2010

    Título: Dialética do Estado: ação política na filosofia de Éric Weil

    Orientador: Prof. Dr. Marcelo Perine

    Resumo: A presente dissertação reflete sobre alguns aspectos do pensamento político de Éric Weil, particularmente a sua teoria do Estado em debate com Hegel e Marx. O marxismo, compreendido como corrente político-filosófica centrada no problema da libertação do homem no plano histórico, é incorporado no projeto da filosofia política de Weil. A teoria weiliana do Estado busca responder aos problemas da oposição entre Sociedade e Estado de maneira diferente da que foi empreendida por Marx. No pensamento weiliano o que dilacera o indivíduo é a sua situação numa comunidade histórica em conflito com a sociedade moderna progressiva. Essa dualidade atinge seu ponto máximo na tensão entre comunidade, sociedade e Estado. É nesse quadro que o Estado é concebido dialeticamente como agente mediador e revolucionário por concretizar a liberdade na estrutura racional do mundo moderno. Cabe à filosofia pensar a realidade política no horizonte do sentido da ação humana, de modo que a ação política concreta tenha em vista a realização da liberdade dos indivíduos no interior do Estado e ao aperfeiçoamento da moral da comunidade.

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    Nome do autor: Bruno Loureiro Conte

    Data: 04/11/2010

    Título: Mythos e logos no poema de Parmênides

    Orientador: Profa. Dra. Rachel Gazolla de Andrade

    Resumo: Como é bem sabido, o poema de Parmênides, considerado uma das obras fundamentais do pensamento filosófico grego, apresenta uma pluralidade de elementos míticos, seu esclarecimento constituindo um problema para os intérpretes. Trata-se, neste trabalho, de investigar o significado histórico-filosófico do mythos e do logos no poema, a partir da inserção da obra em seus contextos culturais. Nossa análise inicia-se destacando a presença do mythos, entendido em seu sentido original de maneira autorizada de falar, mostrando-o de tal modo entrelaçado ao logos que o "argumento", sem ele, sequer seria compreensível. De outro lado, procuramos determinar a especificidade do logos de Parmênides: trata-se de um logos reflexivo, "refutativo", mas não, como pretendem alguns intérpretes, de uma estrita "demonstração". Estabelecido esse ponto, surge a obra de Parmênides como produtora de agenciamentos míticos diversos, apropriando-se das imagens do poeta tradicional inspirado, da iniciação nos cultos de mistérios, de figuras de divindades e da concepção da existência humana presente na Lírica arcaica, efetuando-se o poema em múltiplas configurações discursivas (narrativa, argumento, fala oracular). Nesse sentido, introduzimos a hipótese interpretativa da associação da fala da deusa no poema a um tipo específico de oráculo, similar ao do médico-adivinho. Tais associações ou agenciamentos, todavia, não se revelam como simples reproduções de aspectos presentes na cultura grega: eles são mesmo subvertidos em direção à instauração filosófica de uma reflexão radical, que recolhe "sinais" do visível e do invisível, conduzindo ao "pensar".

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    Nome do autor: Aldo Botana Menezes

    Data: 11/11/2010

    Título: Vigilância eletrônica no direito processual penal: uma reflexão a partir de Michel Foucault

    Orientador: Prof. Dr. Marcio Alves da Fonseca

    Resumo: O trabalho analisa a vigilância eletrônica de indivíduos-condenados, precisamente no âmbito do direito processual penal, a partir da leitura de alguns escritos de Michel Foucault e Gilles Deleuze. A vigilância eletrônica sugere um singular interesse filosófico que gravita em torno da análise de temas referentes ao poder, à prisão, à lei, à norma, à sociedade da disciplina e à sociedade de controle. A analítica do poder em Foucault constitui o fio condutor desta pesquisa, na medida em que permite investigar os procedimentos vinculados à vigilância eletrônica que incidem sobre a conduta de cada indivíduo condenado pelo Estado. A análise do tema reporta-se à moderna atividade administrativa penitenciária, cuja forma de reprimenda penal conta com uma significativa transformação: o cumprimento da pena criminal pode se efetivar à distância, isto é, fora do ambiente da prisão. A partir das aludidas incursões filosóficas, reconhece-se que a vigilância eletrônica consiste numa forma disciplinar de exercício do poder, em que os efeitos de suas relações recaem sobre o corpo de cada condenado e se estendem para além da população carcerária. A existência de uma sociedade de controle sugere que os mecanismos disciplinares sejam ampliados, de maneira que se encontra inacabada a constituição dessa nova sociedade, desse novo quadro social que valoriza o "avanço" da tecnologia.

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    Nome do autor: Paulo Eduardo Rodrigues Ruiz

    Data: 23/11/2010

    Título: Ambiguidades no "lápis da natureza"

    Orientador: Profa. Dra. Dulce Mara Critelli

    Resumo: O objetivo deste trabalho é refletir a respeito da questão da ambiguidade fotográfica no século XIX a partir do pressuposto teórico de que a fotografia era considerada, em seus primórdios, uma espécie de "lápis da natureza". Este conceito foi concebido pelo pesquisador e fotógrafo inglês William Henry Fox Talbot, na obra ThePencilofNature, publicada entre os anos de 1844 e 1846. O fio condutor de nossa discussão parte da hipótese de que ThePencilofNature já apresentava uma série de ambiguidades e ambivalências características da prática fotográfica do século XIX e, em parte, até os dias de hoje, em relação ao apelo técnico-científico, comercial e artístico de uma sociedade industrial. Para tal reflexão, utilizaremos alguns exemplos da produção fotográfica da época, fazendo uso de alguns conceitos de filósofos e de pensadores da fotografia tais como Martin Heidegger, Walter Benjamin, Roland Barthes, Susan Sontag, Philippe Dubois, André Rouillé e Boris Kossoy, relacionados a alguns preceitos básicos sobre a linguagem fotográfica: a questão da técnica e da verossimilhança fotográficas, a transformação da percepção do real por meio da fotografia e a presença da morte no registro fotográfico.

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    Nome do autor: Ingrid Bianchini Samczuk

    Data: 26/11/2010

    Título: Kierkegaard e Guimarães Rosa: ressonâncias

    Orientador: Profa. Dra. Silvia Saviano Sampaio

    Resumo: Esta dissertação propõe-se a analisar ressonâncias da filosofia de Søren Kierkegaard na literatura de João Guimarães Rosa, abordagem ainda carente na fortuna crítica do literato. A hipótese da plausibilidade de aproximação entre os dois autores pauta-se por registros de Rosa em cartas e entrevistas a respeito de seu interesse pessoal por Kierkegaard, também demonstrado pela presença de obras do filósofo e de um livro sobre a língua dinamarquesa em sua biblioteca pessoal. Somado a isso, são dois os pontos fulcrais para a aproximação de ambos: a preocupação com o Indivíduo e a importância que a religião possui tanto em suas vidas quanto para a elaboração de suas obras. A partir disso, optou-se pela análise de cinco narrativas de Primeiras estórias, a saber: As margens da alegria, Os cimos, A menina de lá, A terceira margem do rio e O espelho, nas quais foram analisados os protagonistas com o objetivo de demonstrar em que medida cada um representaria os estágios da existência teorizados pelo pensador dinamarquês: estético, ético e religioso. Após a análise, identificou-se o Menino de As margens da alegria e Os cimos, juntamente de Nhinhinha de A menina de lá, com o esteta kierkegaardiano. Ao estágio ético, pertence o narrador de A terceira margem do rio, e ao religioso pertencem tanto o pai de A terceira margem do rio quanto o narrador de O espelho. Sobre essa última personagem, vale a ressalva de que, dentre os elencados para esse trabalho, é o único que percorre os três estágios, de modo a completar seu movimento de subjetivação existencial.

2010 - Teses

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    Nome do autor: José Aparecido Pereira

    Data: 23/02/2010

    Título: Teoria da percepção e crítica à teoria das idéias no pensamento de Thomas Reid

    Orientador: Prof. Dr. Mario Ariel González Porta

    Resumo: Influenciado por Newton e pelas grandes realizações científicas de seu tempo, Thomas Reid acreditava ser possível empreender um estudo análogo no que diz respeito à natureza humana, ou seja, fundamentá-la através da base segura da observação e do método do raciocínio experimental. Um esboço bem definido desse projeto o encontramos em suas Investigações na qual ele procura analisar os componentes envolvidos na percepção, tendo como suporte os nossos cinco sentidos. O objetivo principal desse trabalho consiste em refletir e analisar uma parte importante do seu pensamento, especificamente, a sua teoria da percepção e a sua crítica à teoria das idéias, visto que elas constituem o cerne de todo empreendimento filosófico estabelecido por ele, ocupando-o em todo o seu itinerário acadêmico e intelectual. Uma análise das obras de Reid nos mostrará que essas duas temáticas mantêm, entre si, uma estreita relação, impondo uma exigência metodológica importante para quem queira investigar ou discorrer sobre a sua epistemologia: a abordagem sobre uma, implica, necessariamente, fazer referência à outra. Foi constatando essa exigência e implicação necessárias que circunscrevemos a nossa pesquisa em torno desses dois temas. Assim, duas questões constituem o objeto principal a ser discutido nesse trabalho: como Reid sistematizou em suas obras os elementos que compõem a sua teoria da percepção? Como, a partir desses elementos, encontra-se formulada a sua crítica à teoria das idéias? Ao responder essas duas questões pretendemos, ainda, verificar estas duas interpretações que atribuímos ao pensamento de Reid: a) a suposição segundo a qual a sua teoria da percepção fora determinante para a construção da sua crítica à teoria das idéias, ou seja, quando ele sistematizou os ingredientes que fundamentam a sua crítica à teoria das idéias, ele já tinha bem claro quais os elementos deveriam compor o processo perceptivo. E isso foi determinante para as suas objeções ao sistema ideal a ponto de torná-lo originário e decorrente da sua visão da percepção; b) as investigações de Reid sobre a natureza humana explicitam fortes convicções em torno das condições adequadas para a aquisição e a justificação de nossas crenças, não pelas vias do raciocínio, mas mediante processos naturais, instintivos, regulados por princípios inatos da mente, ou seja, a tese de que a natureza humana é regulada mediante princípios que não se enquadram nas exigências da filosofia apriorista tradicional. Nesse sentido, Reid estava empenhado em mostrar que a aquisição e justificação delas passam a depender de princípios que, embora considerados naturais, possuem peso e autoridade análogos àqueles tradicionalmente conferidos ao entendimento. Em relação aos procedimentos metodológicos adotados para essa pesquisa, levamos em conta o fato de ela estar configurada predominantemente no âmbito teórico ou teorético. Isso naturalmente nos impôs a necessidade de conduzi-la através da leitura analítica, expositiva, interpretativa, reflexiva e sistemática a partir, sobretudo, das obras de Reid. Os resultados obtidos nessa investigação nos levaram, dentre outras conclusões, à constatação de que esse filósofo é relevante porque realiza uma profunda e interessante análise sobre a cognição humana.

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    Nome do autor: Carlos Roberto da Silveira

    Data: 07/05/2010

    Título: O humanismo personalista de Emmanuel Mounier e a repercussão no Brasil

    Orientador: Prof. Dr. Carlos Arthur Ribeiro do Nascimento

    Resumo: O personalismo de Emmanuel Mounier (1905-1950) surgiu diante de uma condição histórica permeada por grandes desordens. Dentro do contexto de humanidade em crise, Mounier promoveu sempre a pessoa. Defendeu uma retomada dos inalienáveis direitos humanos, abriu vias para o universo ético da pessoa em seu tempo e lugar. Propôs um despertar, um desabrochar de existência verdadeiramente humana feita de imanência e transcendência. Assim desperta, a pessoa, ser-no-mundo e com-o-mundo, assume a humanidade, recusa a passividade e o conformismo diante das ameaças alienantes de qualquer natureza. Elegendo-se, compromete-se numa luta permanente para humanizar a humanidade. Sua filosofia, que une reflexão e ação, chegou às "outras margens do Atlântico" e teve progressivamente repercussão no Brasil a partir da década de 50. Momentos de grande produção intelectual, cultural, filosófica, política e social foram vividos como jamais visto na História do Brasil. Tudo foi interrompido pelo "Golpe Militar" de 1964: chegava ao fim a primavera dos tempos de libertação, de educação e de cultura centrada na dignidade da pessoa humana. Ao furtar a lógica das estações, iniciava-se um longo período de inverno sombrio. Período que jamais pode ser esquecido, embora atualmente, tudo se faça para rejeitar este passado vergonhoso. Ainda que sob o punho de ferro da ordem totalitária (desordem estabelecida), o personalismo no Brasil na década de 70 conseguiu manter a centelha acessa, através de uma incoativa trincheira de um pensar mais especificamente filosófico. Com o passar do tempo, ao sintonizar os dias atuais, nota-se que novos episódios contra a dignidade humana ocorrem diariamente. Não é estranho pensar que, aludindo no início do século XXI ao enfoque defendido por Mounier, venha-se a redescobrir que a idéia de pessoa pode contribuir muito para o nosso tempo. O pensamento de Mounier sobre a pessoa pode fornecer subsídios para um despertar pessoal que abarque os outros, promova uma ética de responsabilidade e traga consigo, nas estruturas de seu universo pessoal, a novidade, tão necessária a uma comunidade (comum-unidade) que precisa urgentemente entender-se como planetária.

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    Nome do autor: Nilo Henrique Neves dos Reis

    Data: 27/05/2010

    Título: Hume and Machiavelli: borders and affinities

    Orientador: Prof. Dr. Antonio Jose Romera Valverde

    Resumo: Procura-se identificar a presença do pensamento de Niccolò Machiavelli nos escritos de David Hume, ambos teóricos do realismo político. Tendo os escritos de Maquiavel circulado na Inglaterra do século XVIII, torna-se plausível afirmar que os pósteros do Florentino tenham se inspirado em novas construções políticas a partir de suas leituras. No caso de Hume, os conceitos dos humanistas e renascentistas serviram como ferramentas necessárias para embasar suas críticas ao sistema político britânico. Como um moderado em assuntos de política, ele estava em desacordo com as características do modelo monárquico republicano, denominado misto, vigente na nação inglesa que, segundo ele, favorece crises recorrentes à medida que oscila entre duas formas, monarquia e república, sem se fixar em uma determinada. Tal sistema permite que os interesses particulares justaponham aos coletivos, através dos parlamentares. Hume parte das interpretações dos autores de sua época e aprofunda com originalidade a política. De modo semelhante ao Florentino, aponta a monarquia efetiva como o caminho para findar as deficiências do sistema. É preciso, contudo, identificar estes traços (natureza humana, história, facção, comércio), pois ele não deixou estas marcas evidentes. Em verdade, Hume parece "disfarçar" o itinerário conceitual que o associava ao seu interlocutor privilegiado. Tinha, todavia, "consciência" de que essa ligação dificultaria, de algum modo, a leitura profícua de seus escritos, em virtude do preconceito e da crítica negativa que estava adstrita ao pensador italiano.

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    Nome do autor: Pedro Monticelli

    Data: 07/06/2010

    Título: A relação ao objeto: um estudo a partir do pensamento de Francisco Suárez

    Orientador: Prof. Dr. Mario Ariel González Porta

    Resumo: Esta tese tem como objetivo estudar, sob a perspectiva da problemática contemporânea da intencionalidade, a relação ao objeto no pensamento de Francisco Suárez. Ainda que se trate de uma pesquisa que busca explicitar e conectar alguns trechos da obra do referido autor, não se tem como enfoque uma visão meramente histórica, mas se procura ressaltar certos aspectos conceituais estruturantes que permanecem vivos em noções contemporâneas sobre a intencionalidade e objetividade. Esse tipo de pesquisa justifica-se na medida em que traz clareza acerca de pressuposições conceituais nem sempre discutidas. A fim de realizar essa tarefa, dentro dos limites restritos de uma tese de doutorado, foi feita uma divisão em quatro etapas, que correspondem aos quatro capítulos do trabalho. Primeiramente, trata-se do conceito de relação categorial em geral. São explicados a natureza dessa relação e também seus requisitos com o propósito de mostrar as peculiaridades da noção de relação na tradição aristotélica. Em seguida, trata-se da relação de razão e do ente de razão em geral. Isso para, por um lado, mostrar que a relação ao objeto não é uma relação de razão, mas uma relação real e, por outro lado, mostrar que a relação de razão pode ser um tipo de objeto. Num próximo passo, passa-se à relação transcendental, posto que a relação ao objeto, numa de suas significações, é uma relação desse tipo. Por fim, chega-se à relação ao objeto numa segunda significação, a saber, a de relação categorial de conhecimento. Discute-se, a título de conclusão, acerca da posição de Suárez com respeito às posturas realista e idealista do conhecimento.

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    Nome do autor: Luciano da Silva Façanha

    Data: 11/06/2010

    Título: Poética e estética em Rousseau: corrupção do gosto, degeneração e mimesis das paixões

    Orientador: Profa. Dra. Maria Constança Peres Pissarra

    Resumo: Rousseau foi um filósofo que praticou uma variedade de gêneros possíveis; segundo o próprio, todos objetivando atingir os mesmos princípios, apenas mudando o tom e variando na escrita, passando por obras de política, romance de formação, peças musical e teatral, contos, romance de amor, além de seus intensos monólogos e uma vasta prática epistolar que, juntamente com os textos de apologética, compõe o gênero da memória. Aliás, característica exercitada por Rousseau com exímia proeza, pois, no século XVIII, os filósofos, com quase nenhuma exceção, exercem uma multiplicidade de gêneros literários, ocasionando a valorização da Literatura, do paradigma da arte em geral, em que a filosofia reconheceu a autonomia em todo discurso artístico. Ressaltando-se que há uma inexistência de fronteiras precisas entre a Literatura e a Filosofia, daí a diversidade de gêneros praticados pelos homens de letras do período da ilustração. Contudo, Rousseau informa que, quando o gosto ainda não havia se corrompido, nem as paixões degeneraram, e, 'antes que a arte polisse nossas maneiras e ensinasse nossas paixões a falarem a linguagem apurada desses diversos gêneros, nossos costumes eram rústicos, mas naturais, e a diferença dos procedimentos denunciava, à primeira vista, a dos caracteres.' Assim, a partir de conjecturas toleráveis a respeito do nascimento dessa "arte sublime" de comunicar os pensamentos, o filósofo remete a questão à origem das línguas, que, mesmo estando a uma distância tão longe de sua perfeição estética, pois, natural, as paixões com que eram expressadas constituíam a mais direta manifestação do homem e, de forma correlata, as inflexões emocionais importavam mais do que a significação racional das palavras, afinal, foram os sentimentos que arrancaram as primeiras vozes, daí a natureza poética da linguagem em que a língua original se assemelhava a que os Poetas utilizavam, onde havia o privilégio da eloquência ao invés da exatidão; a linguagem dos primeiros homens era de uma forma "Figurada e Poética", pois, não começou por raciocinar, mas, por Sentir; e, embora o filósofo tivesse consciência que uma língua, jamais poderia representar por completo os sentimentos que suscitam as paixões, pois, não podem ser ditas com a mesma intensidade com que são sentidas, nem recuperar inteiramente a pureza e a leveza das expressões eloquentes, no entanto, o filósofo parece apontar uma saída: reconduzi-las "ao bom caminho", pois, Rousseau acaba realizando a tarefa, da linguagem poética em sua plena estética, seja transmitida sob a forma do romance, de um ensinamento, um tratado político, uma peça, seja agindo mais misteriosamente por meio de um exemplo de si mesmo, de certa forma contagiante, seja intervindo na vida ao revelar seus recônditos mais ermos; são os melhores meios encontrados para 'fazer falar as paixões', e as maneiras mais eficazes para a mimesis das paixões, como a escrita, que parece bem representar a Estética rousseauniana, ao reproduzir a mais "perfeita imagem original", sendo esse meio que torna possível o futuro retorno à imediação, como nos primórdios, em que a linguagem era mais poética e livre, pois, mais próxima das paixões, logo, mais original e mais verdadeira.

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    Nome do autor: Samuel Antonio Merbach de Oliveira

    Data: 17/06/2010

    Título: A era dos direitos em Norberto Bobbio: fases e gerações

    Orientador: Prof. Dr. Antonio Jose Romera Valverde

    Resumo: A tese tem como objetivo responder reflexivamente à conjugação filosófica entre as fases e as gerações de direitos do homem. Por sua vez, os objetivos específicos são: estudar a evolução histórica dos direitos do homem desde a antiguidade até os tratados contemporâneos; mostrar que a escolha da pessoa humana como novo sujeito de direito internacional pode garantir a proteção da dignidade do ser humano; examinar o desenvolvimento e a efetivação dos direitos do homem na sociedade contemporânea à luz dos ensinamentos de Norberto Bobbio. O tema A Era dos Direitos em Norberto Bobbio: Fases e Gerações é de grande relevância, pois, seguindo a tendência da filosofia contemporânea, o reconhecimento e a proteção dos direitos do homem estão presentes nas Constituições dos Estados democráticos modernos, bem como no sistema internacional de direitos do homem, representando um meio para se almejar o ideal da coexistência pacífica entre as nações. Para Bobbio os problemas mais importantes do nosso tempo referem-se aos direitos do homem e à paz, no sentido de que da solução do problema da paz depende a nossa sobrevivência,e a solução do problema dos direitos do homem é o único sinal certo de progresso civil. Bobbio entende que a razão, o diálogo e a moderação são elementos específicos e válidos da cultura e da condição humana para minimizar o desrespeito e a violação dos direitos do homem na sociedade contemporânea,mesmo numa época histórica de grandes violências e não de menores injustiças. À filosofia de Bobbio os direitos do homem desenvolvem-se em quatro fases: a primeira fase -Direitos Natos Universais momento em que o direito natural não se encontrava positivado; a segunda fase - Direitos Positivos Particulares caracteriza-se pelo fato do Estado reconhece parte dos direitos naturais em Cartas Constitucionais (positivação particular); a terceira fase -Direitos Positivos Universais examina a ampliação do reconhecimento dos direitos naturais e sua conseqüente positivação que ocorre por meio, dos Tratados Internacionais (positivação universal) e, a quarta fase denominada de Especificação-trata da passagem gradual para uma ulterior determinação dos sujeitos titulares de direitos. De modo complementar, as fases anteriormente elencadas tem-se cinco gerações oriundas do desenvolvimento histórico dos direitos do homem: 1a Geração- Os Direitos Individuais: pressupõem as liberdades individuais e a igualdade formal perante a lei; 2a Geração - Os Direitos Coletivos: estabelecem sobre os direitos sociais que têm por objetivo garantir aos indivíduos condições materiais tidas como imprescindíveis para o pleno gozo dos seus direitos, em que se destaca o direito ao trabalho; 3 Geração - os Direitos de Fraternidade ou de Solidariedade: tratam dos direitos coletivos e difusos, que basicamente compreendemo direito ambiental e do consumidor; 4a Geração: Os Direitos de Manipulação Genética: relacionam-se à biotecnologia e à bioengenharia, refletem eticamente acerca de questões da vida e da morte. Embora a filosofia bobbiana não tenha colocado a paz como elemento da quinta geração, Bobbio deu especial atenção ao tema da paz. De fato, se Bobbio estivesse presente nos dias atuais, certamente teria reposicionado a paz da terceira para a quinta Geração dos Direitos do Homem, por considerá-la como pressuposto necessário para o reconhecimento e a efetiva proteção dos direitos do homem em cada Estado. Por fim, a conclusão trata dos principais argumentos salientados no curso da tese ante os óbices referentes aos direitos do homem. Nesta seara, tomou-se uma posição acerca dos diversos problemas e as soluções viáveis para debelá-los, imprimindo avaliações dos escopos almejados na tese.

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    Nome do autor: Jairo Ferrandin

    Data: 08/10/2010

    Título: Faticidade e historicidade: a proto-religiosidade cristã como chave interpretativa da experiência fática da vida

    Orientador: Profa. Dra. Salma Tannus Muchail

    Resumo: O presente trabalho pretende retomar o projeto de uma explicação fenomenológica das cartas paulinas referentes à experiência originária do cristianismo primitivo, elaborado por Heidegger em seu curso Einleitung in die Phänomenologie der Religion, de 1920-21. Nele, o filósofo procura desenvolver nova modalidade de acesso ao fenômeno religioso partindo da noção de experiência fática da vida em sua historicidade. Trata-se de nova reapropriação da tradição, não no sentido de repetição de objetividades e conteúdos, de teorias e doutrinas, mas pela destruição, que permite reaproximar-se das experiências geradoras do sentido. A noção de faticidade perpassa o conjunto das características peculiares que circunscrevem o pensamento inicial de Heidegger, especialmente no período de suas primeiras atividades acadêmicas. Possibilitará também a construção de novo conceito de filosofia, denominada como ciência originária ou como hermenêutica da faticidade, com sentido e conceitos próprios - os indícios formais - que a distinguirá dos ideais da objetivação científica. A retomada deste projeto heideggeriano tem também o intento de salientar como a dimensão religiosa e a teologia cristã ocuparam lugar central no desenvolvimento inicial da questão do sentido do ser, e quais suas possíveis contribuições e indicações decisivas para a discussão de temas fundamentais geradores das ideias básicas de Sein und Zeit. 

2009  

2009 - Dissertações

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    Nome do autor: Alberto Antonio Santiago

    Data: 13/05/2009

    Título: Tradição – um caminho na contramão da história?: Contribuições para o esclarecimento do conceito de tradição na obra Wahrheit und Methode de Hans-Georg Gadamer Profa. Dra. Jeanne Marie Gagnebin

    Resumo: O texto tem a ver com hermenêutica e tradição. O problema tratado é o conceito de tradição, que englobou novos elementos ao longo dos séculos, condicionando a sua aceitação ou rejeição. Este trabalho se propõe pontualizar alguns momentos dos últimos 500 anos de história ocidental, observando as reações assumidas diante do fenômeno da tradição, na mesma medida em que seu conceito ia assumindo novos matizes. A pesquisa é de vivo interesse para a atualidade como demonstrou a ainda recente polêmica Gadamer versus Habermas. A hipótese de trabalho é que os matizes assumidos pela palavra tradição foram expressos por Gadamer em Wahrheit und Methode com as palavras alemãs Tradition e Überlieferung. Entender essa sutileza é fundamental para compreender um conceito de tradição que possa sobreviver no mundo atual. Os métodos empregados foram revisão bibliográfica e análise semântica. A busca da solução segue, no primeiro capítulo, a proposta do filósofo alemão Hans-Georg Gadamer de reabilitar a tradição, partindo de dois caminhos: a ética de Aristóteles e a Filosofia da linguagem. Apresenta também as objeções de Jürgen Habermas, da Escola de Frankfurt, e as respostas de Gadamer. No segundo capítulo, apresenta algumas considerações sobre a oscilação entre acolhida ou rejeição da tradição nos últimos 500 anos de história ocidental. Repassa a formação da tradição cristã enfatizando o período patrístico; comenta a contestação dos reformadores e a elaboração das primeiras hermenêuticas; apresenta as objeções do Iluminismo com a criação do preconceito contra o preconceito, até o auge na Revolução Francesa com o projeto de renovar todas as coisas à luz da razão. Termina com a tímida reação do romantismo que, porém, não consegue superar as objeções que faz o Iluminismo à tradição. No terceiro capítulo apresenta uma detalhada análise semântica do emprego das palavras Tradition e Überlieferung na obra Wahrheit und Methode (Verdade e Método) de Hans-Georg Gadamer. A intenção é mostrar que a distinção no uso de uma e outra palavra confere uma compreensão particular à obra e isso permite contornar as objeções à tradição que se costumam apresentar. O conceito de tradição resta enriquecido na sua extensão e compreensão, mas não tão delimitado como o autor gostaria.

     

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    Nome do autor: Ari Gordon

    Data: 09/11/2009

    Título: Lukács e Marcuse: um debate sobre a estética Prof. Dr. Peter Pál Pelbart

    Resumo: Este trabalho tenta mostrar duas concepções estéticas opostas através da análise estrutural do livro Introdução a uma Estética Marxista de Lukács, G., e da Dimensão Estética de Marcuse, H. Na Introdução apresentaremos a origem do pensamento de cada um deles e suas diferentes visões de mundo, apesar de serem relativamente contemporâneos. O Capítulo 1 analisa as idéias de Lukács, principalmente a Organicidade, isto é, a necessidade da tensão na obra e que receberá atenção especial nas observações finais. Já o Capítulo 2 mostra as idéias de Marcuse, especialmente a autonomia da arte, que também receberá atenção especial nas observações finais por sua capacidade de provocar a desalienação na sociedade de consumo. Se aparentemente na Introdução tem-se a impressão que as idéias de ambos eram irreconciliáveis, as observações finais se esforçarão para mostrar que o mundo mass-midiático os aproximará, pois há, mais do que nunca, uma necessidade que a arte nos desperte do mundo da repressão, e ao mesmo tempo, para que isso ocorra, não pode deixar de existir uma tensão no interior da obra para que ela exerça esse papel.

     

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    Nome do autor: Daniel William da Silva Santos

    Data: 30/09/2009

    Título: Machiavelli e Castiglione: reflexos do Speculum Princeps no apogeu do renascimento Prof. Dr. Antonio Jose Romera Valverde

    Resumo: A presente pesquisa busca investigar as razões das disparidades que afloram do confronto entre Il Principe, de Niccolò Machiavelli, e o Livro Quarto de Il Cortegiano, de Baldassare Castiglione, no que concerne à conduta indicada aos governantes com vistas à posse e exercício do poder; fator em virtude do qual tais obras inscrevem-se igualmente no interior do gênero literário Speculum Princeps. Esse gênero, por seu turno, também constitui objeto de análise, por meio da qual é possível evidenciar as razões pelas quais, mesmo possuindo uma ascendência comum, as referidas obras encerram perspectivas distintas quanto ao aconselhamento dos governantes. Com efeito, tal distinção parece fundar-se nas diferentes interpretações dos elementos teóricos que se articulam na história do gênero Speculum Princeps desde a Antiguidade. Portanto, como o estudo ora empreendido pretende mostrar, o que se engendra entre as reflexões expressas por Machiavelli e Castiglione não é uma ruptura, como suas particularidades poderiam sugerir, senão uma tensão, posto que o cotejo de suas obras permite vislumbrar certa contigüidade.

     

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    Nome do autor: Daniela Silva Mourani

    Data: 21/08/2009

    Título: Michel Foucault e A vontade de saber Profa. Dra. Salma Tannus Muchail

    Resumo: Este trabalho é um estudo sobre A vontade de saber, primeiro volume de História da sexualidade, de Michel Foucault. Através de uma análise genealógica, Foucault aborda a história da sexualidade, nas sociedades ocidentais, para compreender os motivos que sustentaram, ao longo dos séculos, a hipótese da sexualidade enquanto objeto de mecanismos repressores, daí falar em "hipótese repressiva". Neste sentido, este estudo evidenciará, no primeiro capítulo, que Foucault combateu a "hipótese repressiva" à medida que se apoiou em outra hipótese: a do desenvolvimento, nestas sociedades, de procedimentos, técnicas e estratégias de poder que tiveram como característica produzir e intensificar verdades, saberes e discursos. Neste caso, estaremos observando a produção de saberes sobre o sexo, que se evidenciou pelo desenvolvimento de uma ciência sexual. Deste modo, perceberemos que não houve uma busca de métodos para se intensificar o prazer sexual, mas de métodos para se buscar a verdade, que os mecanismos de poder fizeram acreditar, através de discursos científicos, existir no sexo. Através deste percurso, perceberemos que a história da sexualidade, concebida por Foucault, é a história da "vontade de saber" sobre o sexo, na qual os discursos com efeitos de verdade tiveram um papel fundamental. Pode-se dizer que para realçar a importância assumida pelos discursos na questão do sexo, Foucault recorreu, inclusive, ao discurso literário através de uma fábula de Diderot, as Jóias indiscretas. Assim, no segundo capítulo, faremos uma breve reconstituição da fábula e levantaremos as considerações de Foucault sobre a noção de ficção, a fim de refletirmos acerca do discurso ficcional. Além disso, a compreensão de alguns aspectos da escrita diderotiana nos possibilitará relacionar a inserção deste discurso de ficção dentro de um estudo histórico. De todo modo, mostraremos que o sexo, independente de estar atrelado à realidade ou à ficção, tem sido, historicamente, posto em discurso.

     

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    Nome do autor: Edison Silvestre Petenussi Silva

    Data: 30/04/2009

    Título: O estatuto da imagem fotográfica: uma abordagem da Bibliotheca de Rosângela Rennó Profa. Dra. Sônia Campaner Miguel Ferrari

    Resumo: O presente trabalho possui como objetivo a discussão sobre o estatuto da imagem fotográfica, seus usos e características a partir da análise da obra da artista plástica Rosângela Rennó e das abordagens de dois pensadores, Walter Benjamin e Roland Barthes. Tratamos inicialmente de um breve histórico do nascimento da fotografia e posteriormente uma introdução ao pensamento de Walter Benjamin, especialmente suas considerações acerca da obra de arte e sua técnica de reprodução. Posteriormente a isso introduzimos as considerações sobre fotografia elaboradas pelo pensador francês Roland Barthes em seu célebre livro "A Câmara Clara". Examinamos a obra da artista plástica Rosângela Rennó sob a luz das teorias dos pensadores em questão. A análise destina-se a uma obra específica, a "Bibliotheca", um compilado de imagens resgatadas pela artista e reutilizadas como suporte para o desenvolvimento do seu universo artístico. A questão da fotografia como possibilidade de resgate da memória, a massificação das imagens fotográficas e a apropriação de imagens existentes ressignificadas na arte pautam a presente dissertação.

     

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    Nome do autor: Estela Sahm

    Data: 21/10/2009

    Título: Bergson e Proust: sobre a representação da passagem do tempo Profa. Dra. Sônia Campaner Miguel Ferrari

    Resumo: O trabalho tem por intuito fazer o confronto entre algumas teorias da filosofia de Bergson e a obra literária de Proust "Em busca do tempo perdido". Para tanto, recorre a alguns comentadores de ambas as obras, com os quais estabelece diálogos. Por se tratar de discursos de finalidades e gêneros distintos, a saber, o filosófico e o literário, o trabalho pesquisa também as origens de cada um deles, e a suposta distância que se estabeleceu entre os mesmos. No discurso filosófico, prevalece uma linguagem conceitual, enquanto que no discurso literário prevalece a linguagem metafórica, pautada pelas imagens; teremos a oportunidade de verificar de que maneira estas diferentes formas de expressar pensamento podem se aproximar e se iluminarem mutuamente. Assim, no capítulo I, o trabalho se detém sobre algumas idéias fundamentais do pensamento de Bergson, acompanhadas de alguns de seus comentadores; no capítulo II, analisa e comenta passagens significativas do romance proustiano, sobretudo tendo em vista a aproximação com alguns conceitos de Bergson, a saber, memória, duração e intuição; também neste caso, as observações serão acompanhadas dos comentários de alguns estudiosos da obra de Proust. E finalmente, no capítulo III, o trabalho busca aprofundar as questões relativas às separações estabelecidas historicamente entre os discursos ditos filosófico e literário, onde encontra as aproximações que julga possíveis entre as obras de Bergson e de Proust.

     

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    Nome do autor: Fernando Luís do Nascimento

    Data: 18/11/2009

    Título: Um estudo sobre a ética de Paul Ricoeur a partir de alguns de seus conceitos de origem aristotélica Prof. Dr. Marcelo Perine

    Resumo: O objetivo central deste texto é mostrar como os conceitos aristotélicos foram incorporados à ética de Paul Ricoeur e apontar alguns possíveis distanciamentos entre a filosofia prática de Aristóteles e a proposição ética de Ricoeur. Para tanto, procuraremos mostrar em que medida os conceitos da ética aristotélica, especialmente aqueles apresentados na Ética a Nicômaco, estão presentes na elaboração da ética da ipseidade de Ricoeur tal qual desenvolvida nos capítulos sétimo, oitavo e nono de O si mesmo como um outro.

     

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    Nome do autor: Gabriel Ferreira da Silva

    Data: 16/04/2009

    Título: 'Esculpir em argila': Albert Camus – uma estética da existência Profa. Dra. Rachel Gazolla de Andrade

    Resumo: Este trabalho tem por objetivo explicitar a análise existencial empreendida por Albert Camus em vista da constituição, em seu pensamento, de um éthos que seja correspondente aos termos da demanda humana por sentido que se reconhece como frustrada. Dado que seu ensaio Le mythe de Sisyphe postula como problema fundamental o suicídio como possível atitude derivada da pergunta pelo sentido da existência, devemos acompanhar o desenvolvimento da construção do discurso antropológico camusiano – que possui como seu centro a noção de Passion em suas três manifestações –, bem como sobre a condição humana que se mostra oposta à efetivação completa do desejo humano, configurando a experiência do homem como Absurda. Assim, a pergunta pela legitimidade do suicídio se radicaliza ainda mais. Entretanto, a marca do pensamento camusiano é justamente a descrença para com a condição do homem mas uma afirmação do valor do desejo humano por sentido. Dessa forma, após a refutação do suicídio como práxis correlata à constatação de absurdidade existencial, há a necessidade de se elaborar um éthos de simultâneo enfrentamento da condição humana a partir de uma aceitação profunda da Passion. Com isso, seguimos as análises dos tipos ou figuras que manifestam tal postura até aquela que para Camus encarna propriamente todas as exigências e limites da Revolta humana: o Artista-Criador cujo fazer se identifica plenamente com o do revoltado na tarefa de modelar assintoticamente sua experiência existencial a fim de corrigir, dentro de seu limites próprios, a condição absurda, fazendo da proposta de éthos camusiana por excelência uma autêntica estética da existência.

     

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    Nome do autor: Jairo de Sousa Melo

    Data: 23/09/2009

    Título: Retificando uma interpretação: o uso de um artigo de Gaston Bachelard como pretexto para a crítica a interpretação de um experimento 'crucial' Prof. Dr. Edelcio Goncalves de Souza

    Resumo: Basicamente este trabalho versa sobre as origens da Teoria da relatividade. Mas, sobretudo, busca interpretar como e de que forma o experimento de Michelson pode ter contribuído ou não para as idéias que conduziram Einstein no desenvolvimento de sua teoria seminal. Mais especificamente, o trabalho debruça-se sobre um texto de 1949, do filósofo Gaston Bachelard no qual o mesmo, em concordância com o senso comum de sua época, afirma ter sido o experimento realizado por Michelson em 1881 o ponto de partida para o desenvolvimento da Relatividade. Finaliza este trabalho, uma analise comparativa das declarações do próprio Einstein e uma demonstração de que, embora o experimento tenha sido crucial para o fechamento do problema do éter, ele, ou melhor, seu resultado não tem peso significativo nas teorias desenvolvidas pelo físico, e, muito mais, ao contrário do que se postulava, a teoria explica o insucesso do experimento, seu resultado nulo; e o resultado nulo do experimento não remeteu, em sua época, a nenhuma postulação sobre os princípios subjacentes à Teoria da Relatividade

     

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    Nome do autor: Joana Pinheiro Gomes Arêas

    Data: 28/10/2009

    Título: A alegoria na lírica baudelairiana: uma leitura a partir de Walter Benjamin Profa. Dra. Jeanne Marie Gagnebin

    Resumo: Almeja-se, com esta dissertação, analisar como Walter Benjamin reabilita a forma alegórica da poesia das Fleurs du mal de Charles Baudelaire e, com isso, possibilita uma outra abordagem do poeta, revelando o seu caráter crítico. Através das noções de tempo e de história, Benjamin articula as imagens alegóricas do spleen com as imagens simbólicas do ideal, que, ao se justaporem na poesia baudelariana, oferecem uma imagem crítica da modernidade. É, justamente, a apresentação desta interpenetração de imagens, alegóricas e simbólicas, que evidencia a ambigüidade do tempo na modernidade. O resgate da forma alegórica de Baudelaire é, antes de tudo, o resgate de uma historicidade e de uma temporalidade, que revela o tempo em sua caducidade. A discussão da reabilitação da alegoria moderna de Baudelaire, vem acompanhada do estudo benjaminano da alegoria também presente no teatro do drama barroco. Tanto no barroco quanto na modernidade, a alegoria lança luz a essa dimensão da temporalidade histórica, que se contrapõe à eternidade e a plenitude do símbolo.

     

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    Nome do autor: José Eudes Silva de Lima

    Data: 14/10/2009

    Título: A sustentação do poder em Norberto Bobbio Prof. Dr. Antonio Jose Romera Valverde

    Resumo: A presente dissertação apresenta a sustentação do poder em Norberto Bobbio. O objetivo principal é discutir quais poderes vigentes mais influenciam na sociedade contemporânea. Político, econômico, de comunicação e do direito são os principais, além da sustentação com o poder ideológico exercida pelos intelectuais. A pesquisa utilizou principalmente obras de Bobbio, e também suas fontes filosóficas, quando se discutiu o poder político. Buscou-se fazer um recorte específico sobre o tema poder, mas sempre como horizonte, a discussão do poder político. O trânsito por variados temas, próprio do filósofo Bobbio, foi importante para a construção da dissertação que objetiva dar conjunto às ações de poder e governabilidade. Reconhecer a necessidade de integração entre as várias fontes de poder e saber como utilizá-las, tornando-se um legítimo representante dos ideais da população é o que se propõe para o exercício eficaz da política. Retirar o enfoque do uso da força como característica principal do poder político é outro importante elemento. O resultado é ter no poder político contemporâneo outras características como: convencimento, decisão e ação.

     

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    Nome do autor: Joy Nunes da Silva Barros

    Data: 08/12/2009

    Título: Herbert Marcuse: utopia e dialética da libertação Prof. Dr. Antonio Jose Romera Valverde

    Resumo: A presente dissertação tem como objetivo principal analisar o conceito de utopia na obra de Herbert Marcuse, tomando como hipótese norteadora a asserção de que a fé ostentada pela Modernidade no progresso trazido pelo esclarecimento parece ter se esmorecido e com isso os grandes projetos de emancipação social passam a não encontrar mais lugar no direcionamento das lutas políticas no tempo hodierno. Essa hipótese será analisada à luz do pensamento marcusiano, entendendo-a como uma consequência daquilo que o autor denominou sociedade unidimensional, uma configuração social, produto do desenvolvimento da Modernidade, que se tornou capaz de absorver todas as formas de pensamento que lhe são contrárias e impor-se como única realidade possível. Neste sentido, a questão que direciona o desenvolvimento desta dissertação é a de buscar esclarecer o estatuto filosófico que o conceito de utopia ocupa no pensamento de Herbert Marcuse, que mantém estreito vínculo com a dialética hegeliana, assim como a correlação entre o pensamento utópico e a ação política a partir da obra do filósofo frankfurtiano.

     

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    Nome do autor: Maria Aparecida Gomes da Silva

    Data: 02/12/2009

    Título: A luta de classes como "horror e escândalo" da materialidade capitalista em Marx Prof. Dr. Antonio Jose Romera Valverde

    Resumo: O presente manuscrito aprofunda o dilema atual sobre a categoria luta de classes, em Marx: as alterações oriundas da nova fase técnico-científica do capitalismo promoveram a desaparição da luta de classes nas formações sociais contemporâneas? Em princípio, esse dilema é exposto a partir dos teóricos Kurz, Negri e Hardt que, embora envoltos na tradição marxista e dispostos a compreender as transformações da modernidade, não consideram mais a relevância da luta de classes nas relações sociais do capital globalizado. A intenção desta exposição foi, portanto, fazer um exame da categoria luta de classes em O Capital e revelar as linhas fundamentais de sua dimensão lógico-histórica, então proferidas por Marx. Neste exame recorreu-se aos pensadores Fausto e Benoit, os quais debruçam-se sobre a obra e acentuam a inerência da contradição capital-trabalho nas configurações sociais do capitalismo. A violência do contrato desigual – apropriação de trabalho alheio, sem troca – segundo os intérpretes de Marx, coloca as classes em oposição. Assim, a experiência de espoliação vivida pelo trabalhador possibilita a existência da luta de classes. Marx expõe o segredo da forma-valor: a riqueza do capital é a extração de mais-trabalho. A luta de classes é recomposta nos esboços marxistas como possibilidade real de fim do capital e princípio de uma nova ordem social – a negação da negação. A inquietude do trabalho contida nas mercadorias leva Marx a confidenciar a transitoriedade do sistema. Como em face do humano o trabalho é, para Marx, um pressuposto inalienável dos homens ativos, a investigação também resgata a ontologia do trabalho no seu pensamento. De posse dessas reflexões, este manuscrito estabelece o debate com Kurz sobre a perda de centralidade do trabalho e da luta de classes na modernização capitalista. Para os objetivos da pesquisa, foi importante delinear alguns aspectos do desenvolvimento das novas tecnologias na esfera fabril e da reestruturação produtiva a fim de compor um painel provisório da forma social do capital na atualidade. O impacto das transformações na sua moldura produtiva indica um redirecionamento das formas de exploração do trabalho para a incessante revalorização do valor. Com base na herança de Marx, o texto reitera que o capital não sobrevive sem o trabalho, mesmo nas formas produtivas reorganizadas em que houve o avanço da técnica e da ciência. O capitalismo é a contradição em processo: de um lado, põe em movimento todas as forças da natureza para diminuir trabalho; de outro, continua medindo a riqueza pelo trabalho. No término do texto, o debate reinstala-se com os autores Negri e Hardt, para os quais a luta de classes foi substituída, na era pós-moderna, pela multidão. Por fim, das aquisições de Marx, ressalta-se a permanência da pulsão vital do capitalismo – extração de mais-trabalho – e a luta de classes como possibilidade real de compor "o horror e o escândalo" da moldura atual do capital.

     

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    Nome do autor: Maria Paula Ferreira Curto

    Data: 26/05/2009

    Título: Biopolítica e as organizações: um estudo sobre a noção de biopolítica em Michel Foucault e uma reflexão sobre os mecanismos de poder na "população organizacional" Prof. Dr. Marcio Alves da Fonseca

    Resumo: Este trabalho de pesquisa tem como objetivo analisar a noção de biopolítica desenvolvida pelo pensador francês Michel Foucault ao longo dos seus trabalhos, principalmente no que diz respeito ao seu eixo: segurança, população e governo e, a partir dessa análise sobre a biopolítica, propor algumas possíveis relações entre os mecanismos do "biopoder" e aquilo que aqui se designou por "população organizaciona. Assim sendo, o intuito dessa pesquisa é não somente percorrer a trajetória de Foucault no desenvolvimento do seu "modelo de poder biopolítico", mas propor uma reflexão sobre as relações de poder em um tipo especial e bastante atual de população: a população das organizações empresariais. Inicia-se o trabalho com uma visão geral sobre os mecanismos de poder segundo a ótica de Michel Foucault, buscando ressaltar suas principais diferenças com relação aos modelos tradicionais de análise do poder. A investigação prossegue com uma análise mais detalhada sobre a biopolítica, abordando aspectos sobre os dispositivos de segurança e sua relação com o espaço, a gestão dos fenômenos aleatórios e a normalização; a questão da população e também sobre a governamentalidade, passando pelo poder pastoral cristão, pela razão de Estado e pelo neoliberalismo alemão e americano. Por fim, conclui-se a investigação procurando verificar se as organizações empresariais - mais especificamente as "populações" dessas organizações - constituem um campo possível e propício para a manifestação dos mecanismos de poder anteriormente analisados.

     

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    Nome do autor: Ranis Fonseca de Oliveira

    Data: 04/03/2009

    Título: O desespero e a angústica na filosofia de Kierkegaard Profa. Dra. Silvia Saviano Sampaio

    Resumo: A presente dissertação propõe-se a investigar, com esteio em pesquisa teórica e bibliográfica, o desespero e a angústia, tendo como base a filosofia de Kierkegaard (1.813-1.855). O desespero é analisado por ele em La Maladie a La Mort, sob o pseudônimo de Anti-Climacus, e angústia em Le Concept d'Angoisse, sob o pseudônimo de Vigilius Haufniensis. Tanto o desespero, quanto a angústia são problemas existenciais reais, que, cedo ou tarde, o indivíduo, por ser possuidor de espírito, experimentará irremediavelmente; são, portanto, aspectos inerentes à condição humana. Kierkegaard entende o desespero como uma doença mortal e identifica-o com o pecado, cujo antídoto é a fé. Já a angústia é entendida como o sentimento que acompanha todas as decisões humanas.

     

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    Nome do autor: Rogério Hetmanek

    Data: 18/08/2009

    Título: Apologia de Sócrates: uma defesa do cuidado da alma Prof. Dr. Antonio Jose Romera Valverde

    Resumo: O presente trabalho pretende mostrar que Sócrates, na Apologia, escrita por Platão, mais do que uma defesa das acusações que lhe foram imputadas por seus adversários, ou mesmo uma defesa da própria vida, priorizou a defesa do "cuidado da alma". Quando Sócrates considerou a alma como essência do ser humano – sua verdadeira natureza –, em que se encontra oculta a causa ou o real sentido de sua existência –, ele mostrou-se coerente com sua habitual busca da verdade, άληθειa / alêtheia. E ao identificar na alma o próprio "eu" racional com capacidade intelectiva, Sócrates indicou no "cuidado da alma" o caminho para o ser humano conhecer a si mesmo.

     

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    Nome do autor: Wesley Rodrigues Athayde

    Data: 03/11/2009

    Título: As artes liberais e mecânicas: uma via para o conhecimento da sapiência, segundo Hugo de São Vítor Prof. Dr. Carlos Arthur Ribeiro do Nascimento

    Resumo: Esta dissertação de mestrado descreve os resultados da pesquisa realizada durante o período de dois anos e meio (2007 – 2009). Na primeira fase deu-se o levantamento de publicações científicas relacionadas à pesquisa, que poderiam ser encontradas tanto no Brasil, como no exterior. Realizou-se um trabalho de leitura, extensiva do Didascálicon de Hugo de São Vítor. O trabalho de leitura estendeu-se também ao livro "A doutrina Cristã" de Santo Agostinho, pois se percebe que o Didascálicon é uma retomada dessa obra. Finalmente, a apresentação do Didascálicon, em seu conjunto, abordando a composição dos seis livros; três dedicados ao conhecimento das obras do homem e três dedicados ao conhecimento das coisas de Deus. Na segunda fase da dissertação foi investigado o problema envolvido na pesquisa: no século XII, Hugo de São Vítor apresenta nova divisão das artes que constituem a filosofia. O trívio, composto pela gramática, dialética e retórica e o quadrívio, composto pela aritmética, música, geometria e astronomia, deixam de ser o todo que constitui a filosofia e o conhecimento da época e passam a ser parte dessa filosofia. Nessa nova constituição do ensino organizada pelo mestre, a filosofia é dividida em quatro ciências: teórica, prática mecânica e lógica. A ciência teórica, que se divide em teologia, matemática e física, recebe como subdivisão da matemática o quadrívio (astronomia, música, aritmética e geometria). Ainda nessa divisão da filosofia, a ciência prática se divide em individual, privada e pública; a ciência mecânica em fabricação da lã, armamento, navegação, agricultura, caça, medicina e teatro; finalmente, a ciência lógica, que contém as artes do trívio, divide-se em gramática e raciocínio, sendo o raciocínio dividido em demonstração, sofística e prova, contendo esta as outras duas ciências que pertencem ao trívio: dialética e retórica. Nossa pesquisa foi investigar – segundo Hugo de São Vítor – qual a razão de o quadrívium junto com a teologia e a física constituir uma via especial para se chegar à Mente de Deus. Nesse sentido, Hugo de São Vítor diz que, essas ciências têm o objetivo de investigar a verdade das coisas e tal verdade pertence a Deus; descobrindo-a, chega-se ao conhecimento da Sapiência. Por que Hugo não inclui na constituição dessa via a gramática que pertence à ciência lógica, a dialética e a retórica que pertencem à teoria da argumentação e também à lógica? A tríade prática e as artes mecânicas também são excluídas por ele. Aqui, Hugo responde que tanto a ciência prática, como a mecânica e a lógica, não têm o objetivo de investigar a verdade das coisas, mas sim, de cuidar da vida do homem, ou seja, preservar seu corpo, e tornar mais fácil sua vida na terra. Portanto, a investigação da verdade das coisas é a característica mais importante da tríade teórica que se destaca tanto das outras ciências, de tal maneira que, torna possível àquele que as conhece chegar aos segredos da Sabedoria Divina. Ainda, qual seria o motivo de suma importância para o homem ter de conhecer as ciências e suas respectivas artes? Como observa no decorrer da dissertação, tal conhecimento se faz necessário para que o ser humano possa com conhecimento interpretar os diversos trechos obscuros das Sagradas Escrituras.

     

2009 - Teses

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    Nome do autor: Alberto Antonio Zvirblis

    Data: 28/10/2009

    Título: John Rawls: uma teoria da justiça e o liberalismo

    Orientador: Dulce Mara Critelli          

    Resumo: A presente tese é alicerçada na justiça equitativa de JOHN RAWLS. Tem a finalidade a destacar, na atualidade, que a teoria da justiça como equidade procura maximizar a distribuição dos bens primários, essenciais à dignidade humana, em favor dos menos afortunados, que estão na pior posição da escala social, sem prejudicar a inviolabilidade da individualidade, que para RAWLS é de suma importância: ―cada pessoa possui uma individualidade fundada na justiça que nem mesmo o bem-estar da sociedade como um todo pode ignorar‖. A justiça equitativa tem sua origem na posição original, posição esta contratualista, em que as partes são colocadas sob o véu de ignorância, com desconhecimento total do mundo externo e da posição social de cada participante, a fim de que sejam estabelecidos os princípios de justiça de forma imparcial. Portanto, a presente tese tem o escopo contributivo de que a teoria da justiça estabelece, na posição original, os princípios de justiça com os quais todos concordam e passam a conviver em um sistema cooperativo liberal democrático, convictos de que os bens primários, cada vez mais escassos em frente de uma demanda cada vez maior, por ninguém se contentar com uma fatia menor, serão distribuídos equitativamente, maximizando a distribuição aos menos favorecidos.

     

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    Nome do autor: Ana Claudia Lima Monteiro

    Data: 23/04/2009

    Título: As tramas da realidade: considerações sobre o corpo em Michel Serres

    Orientador: Peter Pál Pelbart

    Resumo: Este texto tem como objetivo refletir sobre a possibilidade de pensar o corpo a partir dos trabalhos do filósofo francês contemporâneo Michel Serres. Este trabalho se apresenta numa proposta de pensar o corpo que comporte as novas perspectivas sobre ele. Para tanto, serão utilizadas três possibilidades de pensar o corpo a partir de suas conexões: o corpo-textura, o corpo-potência e o corpo-narrativa. Desta forma, nosso trabalho não se apresenta de uma maneira linear, nem mesmo excludente, na medida em que, acreditamos que estas são apenas três possibilidades de reflexão e não consideramos estas as únicas maneiras de se pensar o corpo. A partir do trabalho de Serres, enfatizo nossos estudos em cinco livros específicos: Os Cinco Sentidos, Variações Sobre o Corpo e três livros de sua quadrilogia sobre a humanidade: Hominescência, O Incandescente e Ramos. As reflexões apresentadas aqui se inserem um contexto contemporâneo, no qual as fronteiras entre o que é humano e o que é não-humano encontram-se cada vez mais tênues, são, a cada momento, transpassadas, móveis. Pensar sobre o corpo, nesta perspectiva, nos traz novas possibilidades de ação, e não apenas de reflexão, na medida em que nossa proposta, longe de ser uma imposição teórica, se apresenta como provocação prática, por nos incitar não a pensar sobre o corpo, mas a ter, efetivamente, um corpo.

     

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    Nome do autor: José Assunção Fernandes Leite

    Data: 23/10/2009

    Título: A República de Platão: relação entre os livros I, II, III, IV e VIII

    Orientador: Rachel Gazolla de Andrade

    Resumo: Uma das críticas feitas ao Livro I de A República é o fato de ele ser um livro desvinculado do restante da obra por apresentar uma aporia no final, característica dos diálogos considerados da juventude de Platão, conhecidos também como socráticos por lidarem com questões compreendidas como éticas. Esse modelo de diálogo produzido por Platão na juventude e suas semelhanças com o Livro I eferido levam alguns comentadores a acreditarem que ele seja anterior aos demais e até descontextualizado da obra. Sabemos da complexidade dessa obra e, por isso, fomos verificar se realmente esse primeiro livro é ou não desvinculado do restante. Para tanto, tivemos que escolher um caminho, já que, dependendo do objetivo, A República se pode trilhar por percursos distintos. Nesse caso, recolhemos as teses dos personagens do Livro I e II para verificarmos se Platão abandona ou não o que é apresentado por Céfalo, Polemarco, Trasímaco, Glauco e Adimanto. Dadas essas teses, constatamos, logo ao início, as diferenças "metodológicas" nos diálogos entre os personagens. Em seguida, detectamos uma relação entre as três primeiras teses do Livro I com os estamentos, as três potências da alma e o mito das raças. Por fim, dada a cidade justa e seus fundamentos, fomos verificar a relação das teses dos primeiros personagens com os modelos de constituições consideradas decadentes no Livro VIII, se estão ou não presentes quer na totalidade, quer parcialmente. Nesse processo de observação das constituições, verificamos a educação adotada em cada um dos modelos das poleis. Nossa reflexão, no presente trabalho, foi a de demonstrar que o Livro I de A República se encontra vinculado ao restante dos outros livros, tanto que as primeiras teses reaparecem de algum modo no Livro VIII.

     

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    Nome do autor: Marcelo Martins Bueno

    Data: 21/05/2009

    Título: A gênese do conceito de liberdade no pensamento de Thomas Hobbes

    Orientador: Maria Constança Peres Pissarra

    Resumo: Pretende-se, com o presente trabalho, oferecer uma análise e uma interpretação da origem do conceito de liberdade no pensamento de Thomas Hobbes, à luz da ciência nascente do século XVII. O texto se inicia dando um panorama da história da ciência, destacando os principais pontos da física aristotélica, que será o grande alvo da nova ciência, passando pelos medievais até culminar com a Revolução Científica. Neste aspecto, realizar-se-á um recorte exclusivamente no campo da física e, mais precisamente ainda, na conceituação de movimento no pensamento de Galileu Galilei e Descartes que Hobbes tomará como paradigma para sua filosofia. Da apropriação da tradição da ciência moderna, mais objetivamente das reflexões sobre o movimento que resultou no princípio de inércia, serão identificados os principais pontos na teoria política do filósofo inglês, principalmente no que se refere à concepção de liberdade, como sendo moldada nos ideais daquela nova maneira de encarar o conhecimento. Para tanto, a partir da leitura de comentadores do autor, verificar-se-á, num primeiro momento, se Hobbes foi ou não influenciado pelas novas descobertas da ciência setecentista, que em tese admite-se que sim, e desta premissa compreender como foi tratado o problema da liberdade nas obras do teórico político inglês. Tendo a nova ciência como paradigma, será demonstrado como o conceito de liberdade está em sintonia com a concepção de movimento daquele período, uma vez que liberdade, para Hobbes, significa a ausência de oposição, identificando, desta forma, a gênese deste conceito como resultado das reflexões que ocorreram sobre o movimento no século XVII. Destacando o conceito de liberdade e entendendo-a como um tema complexo, objetivase compreender como o autor dará conta da vida dos homens em sociedade, com todas as limitações impostas por um Estado, que necessariamente precisa ter seus poderes ilimitados para garantir a paz e a segurança e mesmo assim assegurar as liberdades individuais. E nesta perspectiva, compreender que, para Hobbes, o Estado é fruto da criação humana, ou seja, artificial, e necessariamente precisa-se ter um poder maior para que de fato a sociedade seja organizada e a liberdade garantida. Assim, o poder monárquico e ilimitado proposto por Thomas Hobbes deve ser entendido como resultado de uma vontade geral, isto é, não se trata aqui de realizar a vontade dos indivíduos, mas que os representantes políticos agissem para realizar a vontade da unidade dos indivíduos, ou seja, o Estado deve ser compreendido como criação dos indivíduos para sua representação. Por isso, a teoria política proposta pelo pensador deve ser entendida não simplesmente como absolutista, pois trata-se de uma verdadeira teoria da soberania.

     

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    Nome do autor: Maria Celeste de Sousa

    Data: 19/10/2009

    Título: Comunidade ética: reconhecimento, consenso e sociedade em Henrique Cláudio de Lima Vaz

    Orientador: Marcelo Perine

    Resumo: A tese "Comunidade Ética (Reconhecimento, Consenso e Sociedade) em Henrique Cláudio de Lima Vaz" objetiva mostrar a reflexão vaziana sobre a relação intersubjetiva em sua expressão ontológica, reflexiva e ética. Ela é uma interpretação da categoria da Intersubjetividade em seus desdobramentos social, político, democrático e ético. A questão filosófica central é: como devemos conviver? Lima Vaz retoma esta questão clássica na atualidade por estar consciente da revolução profunda que nos últimos dois séculos está transformando as sociedades humanas. Lima Vaz reflete sobretudo a respeito dos fenômenos do solipsismo e do niilismo ético que se expandem vertiginosamente a todos os campos de ideias e valores da tradição ocidental, numa sociedade que se tornou predominantemente científico-tecnológica. Ele pensa essa realidade conforme o modelo hegeliano, em vista de superar o círculo finito em que se encontra a razão moderna e retomar a concepção analógica do ser da tradição filosófica. Na Antropologia Filosófica e na Introdução à Ética Filosófica ele atualiza a categoria lógico-ontológica de natureza humana com sua sociabilidade constitutiva, focalizando a Ideia de Comunidade e desenvolvendo-a segundo a lei da circularidade dialética, para demonstrar a totalidade da experiência relacional humana nos três círculos lógicos do reconhecimento (ser), do consenso (essência) e da sociedade (existência), de maneira semelhante à Filosofia do Espírito Objetivo de Hegel. A tese expõe sistematicamente as determinações lógicas da experiência relacional pela qual, segundo Lima Vaz, o homem se reconhece como ser essencialmente comunitário.

     

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    Nome do autor: Rita de Cássia Oliveira

    Data: 22/04/2009

    Título: O poema O Guesa, de Sousândrade, à luz da hermenêutica de Paul Ricoeur

    Orientador: Jeanne Marie Gagnebin

    Resumo: O presente escrito filosófico tem como título "O poema O Guesa, de Sousândrade, à luz da Hermenêutica de Paul Ricoeur" e pretende ser uma interpretação que tem como paradigma a Hermenêutica Fenomenológica de Paul Ricoeur no que visa o mostrar do sentido da existência presente no simbolismo da criação poética. Tematizo a questão da linguagem poética em seu aspecto narrativo no poema O Guesa e a correlação deste com a filosofia e a literatura que lhe são pertinentes, para destacar a metaforicidade como uma condição da linguagem poética por se constituir num modo diferenciado de pensar o mundo. Ricoeur recorre a Aristóteles, propriamente às obras Poética e Retórica, como ponto de partida da sua investigação sobre o poder de sentido da metáfora ao possibilitar que algo seja dito de modo indireto pela junção de imagens descontínuas possuindo, entretanto, uma verdade contida. Sigo o mesmo procedimento de Ricoeur em La métaphore vive, e busco Aristóteles um entendimento acerca da teoria da metáfora em adequação com a análise do poema O Guesa. O desdobramento desse estudo alcança a correlação entre hermenêutica e teoria da narratividade quanto à interpretação do ato de narrar como originário de uma racionalidade que conta ações e acontecimentos segundo uma ordenação que se caracteriza como tessitura da intriga. Os livros de Ricoeur que fundamentam essa investigação são, mormente, La mémoire, l'histoire, l'oubli, Du texte à action e Temps et récit que revelam a reflexão de Ricoeur sobre a identidade narrativa como resultante do entrecruzamento da história com a ficção. A identidade narrativa, tema desenvolvido em Soi-même comme un Autre, exige que Ricoeur pense o sujeito em suas mediações reflexivas interpessoais e institucionais, fazendo aparecer a ética e a moral como conhecimentos imprescindíveis para uma filosofia que reconhece ser a literatura um vasto laboratório de experiência humana.

     

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    Nome do autor: Sybil Safdie Douek

    Data: 03/06/2009

    Título: Sujeito e alteridade em Paul Ricoeur e Emmanuel Lévinas: proximidades e distâncias

    Orientador: Jeanne Marie Gagnebin

    Resumo: A presente tese se propõe a confrontar as filosofias de Paul Ricoeur e Emmanuel Lévinas, a partir de uma questão essencial: a relação do sujeito com a alteridade. Questão cuja relevância se coloca de modo dramático após a experiência histórica das duas Guerras Mundiais, em particular da Shoah: que sentido dar, hoje, às palavras: sujeito, homem ou ética? Conscientes da necessária e incontornável crítica ao humanismo clássico e, desejosos de retirar o sujeito da posição central que vem ocupando na filosofia, desde Descartes, ambos parecem querer reabilitar o sujeito, fazer-lhe novamente confiança, sem por isso, render-lhe irrestritas homenagens. O resultado é uma concepção de sujeito que inclui em si próprio a alteridade: "si mesmo como um outro", diz Ricoeur; "o outro no mesmo", diz Lévinas: mas que lugar dar a outrem? Lévinas insiste na prioridade absoluta do outro, propondo a deposição do sujeito em favor de outrem: o sujeito se substitui ao outro, é refém do outro, sendo absolutamente passivo na relação; Ricoeur, por seu lado, defende a importância dos dois pólos e prefere falar em reciprocidade da relação e em receptividade do sujeito. As diferentes perspectivas na relação sujeito-outrem implicam em duas concepções de ética: em Lévinas, ética da responsabilidade e da eleição; em Ricoeur, ética da promessa, do bem viver-junto e da mutualidade. Como também em duas atitudes diferentes, no que diz respeito a uma questão nem sempre considerada filosófica: a transcendência ou o nome de Deus. Se para ambos Deus é uma questão que merece atenção, Ricoeur O exclui de seu discurso filosófico, construindo uma hermenêutica do si que não necessita da transcendência para se sustentar; enquanto para Lévinas, o problema da subjetividade e o da transcendência caminham juntos. Nasce uma questão: a presença ou a ausência do nome de Deus nas filosofias do sujeito de Ricoeur e Lévinas poderia ter conexões ou correspondências com suas respectivas tradições religiosas - o protestantismo de Ricoeur e o judaísmo de Lévinas? Tradições que eles nunca negaram, embora as tenham mantido afastadas, cada um a seu modo, de suas reflexões filosóficas.

     

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