Filosofia



Apresentação 

filosofia.jpg

O curso de Filosofia é a mais antiga graduação em atividade no Brasil 


Ao mesmo tempo em que vivemos enormes desafios na atualidade, que exigem da Universidade respostas, consideramos que em diferentes momentos a Filosofia foi capaz de fornecer aparato crítico tanto para que a situação como tal fosse compreendida, quanto para que fosse possível produzir a crítica ao estabelecido e a criação do novo.

O Projeto Pedagógico Institucional da PUC-SP (PPI-PUCSP) reconhece, de maneira geral, a importância desse papel da Filosofia ao afirmar que o legado que a PUC-SP criou teve como base “valores ético-humanistas”, e que, no cenário atual, trata-se de repensar a Universidade tendo como referência esses mesmos valores, ou seja, trata-se de pensar a Universidade de modo que possa responder aos desafios referidos acima sem modismos, mas segundo os mesmos princípios: “valores ético-humanistas, sensibilidade política, compromisso social e vivência democrática”.

A idéia de rumos inovadores para a formação superior na PUC-SP nada mais é do que a idéia de reafirmar rumos anteriormente definidos e que perderam em algum momento sua direção. O que para nós, do Departamento de Filosofia, significa manter a firmeza em relação a certos princípios que estão sempre correndo o risco de serem solapados por exigências como “mercado de trabalho”, “produtividade”, eficácia, “respostas a exigências externas”.

O PPI ainda afirma que as reformas requeridas neste momento devem traduzir-se na “formação de profissionais adequados aos nossos tempos e às atuais demandas da sociedade” (p.8). É necessário que reflitamos cuidadosamente sobre o que significa um profissional “adequado aos nossos tempos e às atuais demandas”. Certamente não podemos esquecer que o papel da Universidade é também o de intervenção social. Essa intervenção pode se dar tanto de forma direta, com a elaboração de propostas cuja aplicação se destina claramente a um campo de problemas, quanto de forma indireta, na formação de profissionais competentes e críticos. A contribuição que a Universidade pode dar em relação à atuação dos egressos fora dela é a de fomentar nos alunos uma postura criativa e desestimular a idéia da aplicação prática imediata como critério de ensino. Nossos cursos devem criar nos alunos a disposição para a atuação crítica e criadora, e não para a atuação mecânica, isto é, a aplicação instrumentalizada dos conceitos aprendidos na Universidade.

O centro de nossa atuação deve ser o de fazer florescer nos alunos a capacidade de tornar o aprendizado e o aprendido em algo útil relativamente a valores éticos, e de fazer florescer também a percepção de que o mundo não cabe dentro de nossos conceitos, e não se reduz às “nossas” práticas tecnicistas. É com base nesses princípios que entendemos o curso de Filosofia da PUC-SP. É isso que consideramos que devemos oferecer aos nossos alunos, e o projeto ora apresentado pretende tornar palpável tal concepção.

Sabemos que nossos currículos têm especificidades de que não podemos abrir mão, no entanto essas especificidades devem ser vistas como partes esperando por uma maior integração. Não devemos dar ao aluno a falsa idéia de que as questões estão resolvidas na técnica de aplicação dos saberes. Isto os coloca numa certa desvantagem em relação às próprias exigências do mercado. Ele deve ir além dele.

Para nós isso põe em relevo o papel que a Filosofia tem no ensino na atualidade: mais uma vez a Filosofia deve retomar o seu rumo no sentido de trazer à tona aquilo que tem sido a sua tarefa, isto é, ser a memória da história humana, de suas esperanças e valores.

Desde o seu surgimento a Filosofia tem como vocação tomar o homem como centro de suas reflexões. Essa é a lição que Sócrates nos deixou. Segundo os relatos dos que foram seus contemporâneos, Sócrates circulava pelas ruas e mercados de Atenas disposto a encetar discussões com seus concidadãos a respeito daquilo que eles pensavam que sabiam para levá-los a concluir que nada sabiam, e então estarem disponíveis a aprender. Seu discípulo, Platão, dedica-se na República à discussão do que deve ser a educação no estado ideal, educação essa voltada para a realização dos fins últimos do estado e de seus cidadãos conforme a orientação do filósofo. Na sua origem, filosofia e educação (pedagogé) estão unidas por laços estreitos e, na sua origem, a educação, enquanto atividade estava voltada para a formação do cidadão. Ela é uma prática ligada a outra prática, a da reflexão. Essas atividades foram desvinculadas, de tal maneira que a educação passou a ser tanto a produção de hábitos conforme os costumes e a moral (Locke, em Alguns pensamentos sobre a educação, defende essa concepção), conceito esse criticado tanto por Descartes, em nome da posse da razão, quanto por Rousseau, em nome de algo que ele chamará de natureza.

A interface entre a filosofia e a educação adquiriu diferentes facetas ao longo dos séculos. Hoje nos encontramos diante de um afastamento da Filosofia em face da educação tal como ela é praticada nos diversos níveis de ensino por se configurar como uma atividade que pretende transmitir conteúdos sem que, ao mesmo tempo, se dê ao aluno uma formação que possa contribuir para sua independência intelectual e autonomia de ação. Trata-se, portanto, de estabelecer o ponto de cruzamento entre os temas filosóficos por excelência, grosso modo aqueles voltados para questões existenciais e epistemológicas, e o significado posto hoje para a educação na LDB, presentes também no Projeto Institucional de Formação de Professores da Educação Básica (PIFPEB) da PUC-SP, que é a da formação do cidadão. Acreditamos que tal articulação só possa ser feita sob a égide da compreensão de que educar, ensinar, não é inculcar conteúdos e nem doutrinar, mas levar o outro a aprender. Dessa forma, por meio de discussões voltadas para esse tema nas disciplinas do núcleo de formação de professores, o departamento considera poder contribuir para uma reflexão da educação sobre si mesma.

Formas de Ingresso 
  • Processo seletivo por meio de exame vestibular aberto a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente;
  • Processo seletivo específico para portadores de diploma de graduação, sob condição de existência de vagas abertas pela Faculdade, obedecendo ao calendário da Universidade;
  • Matrícula por transferência sob a condição de existência de vaga, obedecendo ao calendário da Universidade ;
  • Prouni, obedecendo ao calendário da Universidade;
  • Reopção de curso, aberta pela Faculdade, obedecendo ao calendário da Universidade.
 
Gestão 

As Faculdades são compostas por: Departamentos, Cursos de Graduação, Programas de  Pós-Graduação stricto sensu e lato sensu, Cursos e Atividades de Educação Continuada, Unidades Suplementares e Núcleos Extensionistas.

Compete à Câmara de Graduação:
I - desenvolver estudos que subsidiem o CEPE na elaboração ou alteração da política educacional da PUC-SP, a ser submetidos à apreciação e aprovação do CONSUN e CONSAD;
II - desenvolver estudos, no âmbito do ensino, de forma articulada com a Câmara de Pós-Graduação e Pesquisa, que subsidiem a elaboração dos Projetos Institucionais da PUC-SP, a ser submetidos à apreciação e aprovação do CEPE;
III - propor ao CEPE plano de implementação da política educacional e do desenvolvimento do ensino nas Faculdades, definindo as prioridades;
IV - propor ao CEPE as normas e as orientações técnicas para elaboração e tramitação de programas e projetos de ensino das Faculdades;
V - dar parecer sobre Projetos Pedagógicos de Cursos e propostas de alterações a serem submetidos à aprovação do CEPE;
VI - apreciar os relatórios das avaliações institucionais e de cursos;
VII - promover a auto-avaliação dos Cursos de Graduação das Faculdades, encaminhando ao CEPE relatórios;
VIII - promover estudos das demandas socio-ocupacionais e das transformações na esfera do conhecimento, orientando as Faculdades para a proposição de mudanças curriculares, ou de novas modalidades de Graduação;
IX - subsidiar e supervisionar o desenvolvimento dos Projetos Pedagógicos dos Cursos, zelando pela observância dos mesmos;
X - acompanhar a implementação de novos Projetos Pedagógicos de Cursos;
XI - subsidiar o CEPE nas políticas de extensão referentes à Graduação;
XII - emitir pareceres de mérito sobre projetos de extensão ligados à Graduação;
XIII - exercer outras atribuições previstas em normas ou decididas pelos Colegiados competentes e inerentes à natureza do órgão.

Laboratórios 
O curso conta com uma estrutura de laboratórios de informática administrada pela Divisão de Tecnologia da Informação (DTI) da PUC-SP. Com um total de 31 laboratórios de informática, divididos entre os campi Marques de Paranaguá (8), Monte Alegre (19) , Santana (2), Barueri (1) e Sorocaba (1), todos conectados em rede à uma velocidade de 100Mps.

Esses mais de 1000 computadores integram os cerca de 2300 computadores da grande rede PUCSPNet, totalmente conectada à Internet, onde utilizamos um link principal de acesso com velocidade de 1Gbps.

Contamos ainda com uma política de licenciamento de software através de programas educacionais e parcerias com empresas como IBM (IBM Rational), Microsoft (MSDN Academic Alliance), CorelDraw, Adobe (Flash, Dreamweaver, InDesign, Photoshop, Director),  além de softwares específicos como Vue, Cinema 4D, SPSS, SolidWorks, entre outros.
Avaliação do aluno 
Em cada disciplina ou outro componente curricular previsto no PPC, é atribuída apenas uma nota final resultante do processo de avaliação determinado pelo professor no início do semestre letivo.

A média necessária para a promoção do aluno é 5,0 (cinco).

No processo de avaliação determinado pelo professor ao menos uma das notas deverá ser resultante de uma prova individual feita em sala de aula.

É obrigatório, entretanto, que existam ao menos duas modalidades de avaliação (prova e trabalho, prova e exercício, prova e seminário, entre outras combinações possíveis).
TCC 

O TCC é obrigatório e compreende 86 horas/aula dentro da carga horária do curso de Filosofia. O aluno deverá se inscrever na modalidade Trabalho de Conclusão de Curso por dois períodos letivos regulares e consecutivos, ou , no máximo, com um de intervalo de um semestre entre os dois períodos. Tem por objetivo propiciar ao aluno: estímulo à investigação científica, oportunidades de aprofundamento de estudos na área de conhecimento escolhida pelo aluno, conhecimento dos procedimentos de produção científica, desenvolvimento do pensamento crítico.

a) Forma de realização:
Trata-se de trabalho apresentado sob a forma de monografia individual e escrita. Deverá ser orientado por um professor do curso escolhido pelo aluno, em conformidade com as Linhas de Pesquisa dos professores.

b) Atribuições do professor-orientador:
Faz parte das atribuições dos professores orientar TCC’s conforme estipular a Comissão Didática do curso. Fica limitado o número de 05 (cinco) alunos para cada orientador. As substituições de orientadores só poderão ser feitas nos casos de desligamentos, licenças e outros afastamentos, ou por motivo justificado, reconhecido pela Comissão Didática do Curso, ouvidas as partes, ou seja, o próprio professor e o aluno.

c) Deveres do aluno
O aluno deve organizar as atividades necessárias ao desenvolvimento do TCC. Além disso deve também: comparecer às reuniões de orientação, entregar os relatório solicitados, cumprir os prazos estabelecidos.Ao final do processo deverá entregar à comissão didática do curso 03 (três) cópias encadernadas da versão final de seu trabalho; a ainda apresentar e defender seu TCC perante banca examinadora, em dia, hora e local estabelecidos pela Comissão Didática.

d) Avaliação
Será considerado aprovado o aluno que, cumprindo todas as exig6encias mencionadas acima, obtiver nota mínima de 7.0 (sete) atribuída pela banca Examinadora.

Atividades de formação 

Entendemos como atividades complementares no curso aquelas realizadas pelos alunos fora do horário de aulas. Todas essas atividades são acompanhadas pela coordenação e podem ser propostas pelo professor responsável por determinada disciplina, pela coordenação didática ou pode ser realizada pelo aluno e validada segundo tabela proposta pela coordenação. Vale lembrar que as horas relativas às Atividades acadêmico-científico-culturais integralizam a carga horária total do curso e estão dessa forma previstas no projeto.

Em todos os semestres são realizadas pelo menos duas atividades, como palestras, colóquios e seminários pelos diferentes grupos de pesquisa vinculados ao Departamento de Filosofia. Além disso, há a tradicional Semana de Filosofia organizada pelos professores do Departamento. A participação dos alunos nessas atividades será considerada como horas em atividades complementares. Essa participação não deverá ser meramente formal, mas deverá ser avaliada sua contribuição para a formação do aluno, na forma da comprovação da presença por meio de inscrição e discussão em sala de aula dessas atividades.

Pretende-se ainda incentivar uma tradição existente na Universidade da participação paritária ou da responsabilidade co-participativa. Desta forma, aluno e professor podem manter uma relação de co-produtores e executar uma avaliação constante e participativa nas atividades. Uma parte das atividades complementares realizadas no curso poderá partir de solicitação dos próprios alunos. Elencamos abaixo algumas atividades que podem compor esse rol das complementares:

Monitoria, Iniciação Científica, Cursos de Extensão

São diversas as modalidades de participação de alunos em investigação científica no Curso de Filosofia, com relevo para os projetos de Iniciação Científica e Monitoria. São duas as modalidades de Bolsa acadêmica na PUCSP: a Bolsa Monitoria e a Bolsa de Iniciação Científica.

Segundo o exposto acima serão consideradas atividades acadêmico científico-culturais aquelas que contribuirem para a formação do aluno na área específica e afins e em sua interface com o ensino e a pesquisa. Tais atividades poderão ser propostas pelos professores nas respectivas disciplinas que ministrarem no curso, e também poderão constituir-se em atividades como congressos e seminários que discutam temas específicos da área. O reconhecimento dessa participação para integralização da carga horária do aluno deverá ocorrer somente mediante a comprovação da participação nas atividades com as qualidades acima expostas. Segue abaixo tabela em que constam essas atividades e suas respectivas que elas integralizam na carga horária do aluno:

  • Participação em congressos e/ou seminários - 10 horas (no máximo 2 por semestre)
  • Participação em congressos e/ou seminários com apresentação de trabalho – 20 horas ( no máximo 1 por semestre)
  • Monitoria - 40 horas ( no máximo 2)
  • Iniciação Científica - 100 horas ( no máximo 1)
  • Cursos de extensão – conforme a carga horária do curso (máximo 1 por ano)
  • Palestras – 3 horas (máximo 2 por semestre)
  • Participação nas atividades organizadas pelas diversas unidades da Universidade que incluem a discussão das questões de inclusão – conforme a natureza da atividade
Estágio curricular 

Bacharel

Não há no projeto de Reforma Curricular do Curso de Bacharelado em Filosofia previsão de realização de estágio curricular.


Licenciatura

A LDB trouxe à discussão a flexibilização curricular, a valorização da experiência extra escolar e a vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais. Entre os objetivos das novas diretrizes curriculares três, especialmente, traduzem e explicitam essas orientações:

a) encorajar o aproveitamento do conhecimento, habilidades e competências adquiridas fora do ambiente escolar, inclusive as que se referiram à experiência profissional julgada relevante para a área de formação considerada;

b) fortalecer a articulação teoria - prática, valorizando tanto a pesquisa individual como a coletiva, os estágios e a participação em atividades de extensão, que poderão ser incluídas como parte da carga horária;

c) orientar as atividades de estágio e demais atividades que integrem o saber acadêmico à prática profissional, incentivando o reconhecimento de habilidades e competências adquiridas fora do ambiente escolar.

Pensar a prática do aluno fora da Universidade é também um dos desafios para o curso de Filosofia, em primeiro lugar porque o profissional da área encontra dificuldades de colocação no mercado de trabalho tal como está estruturado atualmente, e em segundo lugar porque é característica da área não se prestar à definição de uma prática imediata, não definir “estratégias de ação”, mas refletir sobre as “práticas” e seus significados.  Levando-se em conta certas linhas de pesquisa do Departamento, pode-se pensar em estágios em galerias ou museus para alunos interessados em artes plásticas ou cinema, para alunos que tenham gosto pela discussão filosófica e possam levá-la para o centro de debates acerca da ética ou da política.

Os estágios supervisionados obrigatórios para o aluno do curso de Licenciatura são feitos preferencialmente em escolas e instituições previamente determinadas e ligadas a um projeto de trabalho elaborado por uma equipe de professores envolvidos com cursos de licenciatura. Os projetos elaborados poderão envolver professores de diversas unidades ou disciplinas. Para além da integração entre os conteúdos teóricos e as atividades de estágio, o objetivo dessa iniciativa deve ser o de, gradativamente renovar a própria organização dos programas das disciplinas de formação de professores. O estágio supervisionado deve portanto ter um papel de elemento integrador na formação do professor, oferecendo ao estudante de licenciatura oportunidade  de ampliar e utilizar as habilidades e os conhecimentos adquiridos no curso para responder às necessidades e aos desafios da realidade escolar.

A meta do estágio será portanto o desenvolvimento de um saber teórico-prático que exija uma postura investigativa e problematizadora da realidade escolar, integrando suas ações à proposta pedagógica da instituição. O aluno só poderá cumprir o estágio supervisionado após Ter completado a metade da carga horária do curso. As atividades de estágio constituem-se em : leitura e análise de textos que discutam a prática do ensino de Filosofia no ensino médio, a presença e o significado da Filosofia no ensino médio, a produção de textos preparatórios à prática e de projetos destinados à prática em sala de aula; visitas às escolas; observação de aulas que serão acompanhadas e avaliadas pelo professor supervisor através da discussão de relatórios de avaliação elaborados pelos alunos.
 

Grade Curricular 
Campus Monte Alegre
Selecione o periodo:
Manhã     Noite
Mensalidades 

A Universidade adota o Regime Financeiro semestral ou anual de cobrança, de acordo com o Projeto Pedagógico do curso, sendo a semestralidade ou anuidade paga em até 06 (seis) ou em até 12 (doze) parcelas mensais sucessivas, conforme o caso.
 
O cálculo das mensalidades é feito com base em todas as atividades (disciplinas e outros componentes curriculares) relativas a cada período letivo do curso, de acordo com seu Projeto Pedagógico.

Valor da mensalidade
O Edital de Mensalidades é publicado nos quadros de aviso da Universidade e os valores de cada curso são calculados com base nas atividades pedagógicas previstas.

Aproveitamento de Estudos
O estudante que ingressar através do processo de Transferência ou pelo processo de Portador de Diploma e tiver aproveitamento de estudos e/ou adaptação curricular, realizará a matricula nas atividades pedagógicas de acordo com o plano de estudos elaborado pela coordenação do curso.

Reajustes de mensalidades
Os valores das mensalidades estão sujeitos aos reajustes conforme Contrato de Prestação de Serviços Educacionais.

Data do vencimento
A data de vencimento de cada mensalidade ocorrerá sempre no dia 5 (cinco) de cada mês.

Pagamento
Os pagamentos efetuados até o dia 1º do mês serão - por mera liberalidade - objetos de um desconto por antecipação, conforme discriminado no boleto. Este desconto pode ser suspenso sem prévio aviso.

Reconhecimento 

Reconhecimento – Dec. Federal nº 6.526, 02/11/1940
Renovação de Reconhecimento - Licenciatura - Portaria nº 286, de 21/12/2012 .
Bacharelado - Portaria nº 286, de 21/12/2012.

Duração 

4 anos (Bacharelado)
3 anos (Licencenciatura)

Avaliação do curso 
Sistema de Avaliação do PPC:

A autoavaliação do curso tem como propósito o aprimoramento de seu Projeto Pedagógico (PPC).

Trata-se de um processo contínuo que, por meio de diferentes fontes de informação, analisa a coerência e a efetividade entre princípios da proposta pedagógica e sua dinâmica de funcionamento.

Sua realização está a cargo do Núcleo Docente Estruturante (NDE), da Coordenação Didática do Curso, do Conselho de Faculdade e da Câmara de Graduação.

Por meio da autoavaliação, esses colegiados monitoram a implantação do PPC dialogando com as demandas advindas do cotidiano e com as informações construídas por meio de escutas periódicas. Para tanto são utilizados instrumentos específicos:

a) avaliação contínua do aluno;

b) avaliação das condições de ensino (infraestrutura, equipamentos e gestão acadêmico-administrativa);

c) avaliação dos aspectos didático-pedagógicos do corpo docente, realizada por meio da autoavaliação do professor e da docência pelo aluno.

Envolve também diferentes parcerias da universidade que, direta ou indiretamente, contribuem para a qualidade da formação dos alunos, especialmente os departamentos.

Esse processo articula-se internamente à Autoavaliação Institucional, coordenada pela Comissão Própria de Avaliação (CPA), situando o curso no contexto da Universidade e, externamente, com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Essa articulação externa leva em conta os resultados do Enade, as Avaliações in loco e os indicadores de qualidade do MEC, como o Conceito Preliminar de Curso (CPC).
Competência e habilidades 

As Diretrizes Curriculares do curso de Filosofia propõem o seguinte: “Os cursos deverão formar bacharéis e/ou licenciados em Filosofia. O bacharelado deve caracterizar-se pela pesquisa, em geral direcionada aos programas de Pós-graduação em Filosofia, bem como ao magistério superior. A licenciatura estaria orientada, sobretudo, para o ensino da Filosofia no nível médio. Ambas as graduações devem oferecer substancialmente a mesma formação básica, em termos de conteúdo e de qualidade, com uma sólida formação de História da Filosofia, que capacite para a compreensão e a transmissão dos principais temas, problemas e sistemas filosóficos, assim como para a análise e reflexão crítica da realidade social em que se insere. Bacharelado e Licenciatura diferenciam-se antes pelas suas finalidades, sendo que do licenciado se espera uma vocação pedagógica que o habilite para enfrentar com sucesso os desafios e as dificuldades inerentes à tarefa de despertar os jovens para a reflexão filosófica, bem como transmitir aos alunos do Ensino Médio o legado da tradição e o gosto pelo pensamento inovador, crítico e independente. O bacharel deverá estar credenciado para a pesquisa acadêmica e eventualmente para a reflexão trans-disciplinar.” Os egressos podem contribuir profissionalmente também em outras áreas, no debate interdisciplinar, nas assessorias culturais etc.

O que pode distingue o profissional formado na PUC-SP dos formados em outros cursos é a formação humanista proporcionada pela Universidade, e que confere ao formado uma concepção mais ampla dos problemas a serem enfrentados tanto na prática da pesquisa quanto no ensino. Acreditamos ainda que a própria Filosofia propicie essa amplitude de olhar. As atividades propostas no projeto do curso que promovem a formação desse perfil são aquelas que colocam o aluno em contato com a problemática da realidade do ensino, e também aquelas que representam os últimos desenvolvimentos da Filosofia, pois estas indicam também que a pesquisa na área se desenvolve somente na perspectiva do trabalho de pesquisa dos pensadores clássicos, mas em contato com questões atuais com as quais a Filosofia se alimenta. Cabe ainda ressaltar que um importante diferencial do curso de Filosofia da PUCSP é a possibilidade de o aluno egresso do curso de graduação completar a sua formação acadêmica nos outros graus do estrito senso (Mestrado e Doutorado) na própria instituição. Essa articulação é favorecida, como já indicado anteriormente, pela existência das Linhas de Pesquisa e dos Grupos de Pesquisa a elas atrelados, que integram o aluno, desde a Graduação, na pesquisa acadêmica.

Áreas de atuação 

Educacional, Pesquisa Acadêmica, Editorial, Complementação de outras atividades profissionais.

Vagas turnos e campi 
Histórico 
CURSO DE FILOSOFIA DA PUC-SP – 100 ANOS
 
Por Antonio José Romera Valverde*
 
Em 2008, o Curso de Filosofia da PUC-SP completou 100 anos de existência. A celebração ocorreu durante a primeira semana do mês de maio de 2009. Em cerimônia oficial realizou-se a abertura do evento, com a presença das autoridades da Universidade, seguida de conferências, cujas temáticas incluíram os temas memória, cultura, arte e ensino de Filosofia.
 
Fundado entre os dias 13 de junho e 22 de julho de 1908, como resultado do esforço conjunto da Arquidiocese de São Paulo e do Mosteiro de São Bento, nas figuras do Arcebispo Metropolitano, D. Duarte Leopoldo e Silva, e do Abade D. Miguel Kruse, a “sessão de abertura” oficial do curso ocorreu no dia 15 de julho e aula inaugural, a 22 de julho de 1908. Marco qualificado dos estudos e das pesquisas em Filosofia no Brasil, ao constituir-se como o primeiro curso regular de Filosofia no país, após ondas sucessivas de tentativas de sistematização. Tempos depois, o conjunto dos primeiros professores do curso identificava-se com nome de “Missão Belga”, pois vieram da Universidade Católica de Louvain.
 
Se a criação de um curso regular de tal envergadura era inédita, porém o ensino de Filosofia no Brasil acontecia desde a chegada dos jesuítas, em 1549, para educação e catequese, sob as orientações pedagógicas da Ratio Studiorum. Após a expulsão dos jesuítas, ao tempo do iluminista Marquês de Pombal, o ensino filosófico esteve embalado pela vaga romântica – na literatura, sob a necessidade de fundar a brasilidade e a inventar a alma brasileira. Na sequência, o ensino de Filosofia incorporou a novidade do ecletismo espiritualista de Victor Cousin, que teve em Frei Francisco Montalverne a expressão mais alta de assimilação, e também parte do idealismo alemão, identificável, sobremaneira, pelos apontamentos sobre a filosofia de Kant, operados pelo Pe. Antonio Feijó. Posteriormente, ocorreu a entrada em cena do positivismo de Comte, de fácil assimilação e inspirador ideológico da nascente República brasileira, sem esquecer a Escola do Recife, de Tobias Barreto e Sílvio Romero, que produziram uma revista de Filosofia em alemão. Também as faculdades de Direito criadas em 1827, em São Paulo e no Recife, receberam um ensino de Filosofia de segunda linha. É o caso dos cursos preparatórios às faculdades de Direito a ensinarem a filosofia panenteísta de Krause, um filósofo intermediário entre Kant e Hegel, porém com larga entrada no pensamento espanhol a meados do século XIX, e, por extensão, nas antigas colônias espanholas. Contudo, a filosofia de Krause tornou-se doutrina, - krausismo -, em Espanha, e forneceu seiva nova para o processo de secularização, de par com o interesse pelos ideais republicanos e para o universo do Direito.
 
Em verdade, com a entrada assistemática nos domínios da Filosofia pelos séculos anteriores, não se estudou Filosofia com rigor, método e acuidade, como o operado na Europa desde o século XII, nem se analisava os textos originais de Filosofia. Prof. Cruz Costa nomeia aqueles estudiosos da área de “filosofantes” e sua produção de “fumaças filosóficas”, sob um cenário pouco promissor. Porém, para sanar tais dificuldades é que o curso centenário, a Faculdade de Filosofia São Bento**, foi criado. O que deu-se ao caso com a chegada da Missão Belga, composta de professores com formação votada ao neotomismo. Durante estes cem anos de existência, houve o interregno de alguns anos, devido à Primeira Guerra Mundial, entre 1917 e 1922, pois alguns professores retornam para combater.
 
Vinte e cinco anos após o surgimento do curso de Filosofia do São Bento, foi fundado o curso de Filosofia da Faculdade “Sedes Sapientiae” pela Ordem das Cônegas de Santo Agostinho, o primeiro curso de Filosofia reconhecido oficialmente pelo Estado brasileiro, a 15 de março de 1933.
 
Em 1946, é fundada a Universidade Católica de São Paulo, elevada a condição de Pontifícia, em 1947, resultado da incorporação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Bento e da Faculdade Paulista de Direito, e mais quatro faculdades agregadas: a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras “Sedes Sapientiae”, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Campinas, a Faculdade de Ciências Econômicas de Campinas e a Faculdade de Engenharia Industrial.
 
Em 1970, com a implantação da Reforma Universitária, sob exigência de lei federal, a PUC-SP fundiu definitivamente os cursos de Letras e de Filosofia, do São Bento e do “Sedes Sapientia”, surgindo desta fusão a atual Faculdade Comunicação e Filosofia, em que o curso de Filosofia encontra-se desde então.
 
A partir da década de 70, o curso de Filosofia da PUC-SP abriu-se para o estudo da Filosofia para além do neotomismo. Consolidou-se em várias as áreas do estudo e da pesquisa atinentes à Filosofia. Em 1979 criou e consolidou o mestrado em Filosofia e, em 2001, o doutorado, e tem mantido três linhas de pesquisa: História da Filosofia, Filosofia das Ciências Humanas e Lógica e Teoria do Conhecimento. Ao menos duas teses doutorais, produzidas por orientandos do Programa de Estudos Pós Graduados em Filosofia da PUC-SP, merecem destaque, pelo ineditismo da pesquisa de autores nunca antes estudados no Brasil, em tal nível: Giambattista Vico e Guy Debord.
 
Atualmente os professores do curso de Filosofia da PUC-SP editam três revistas: Hypnos, votada aos estudos de Filosofia Antiga, Cognitio, ao pragmatismo e Aurora, editada conjuntamente com a PUCPR, dedicada à Filosofia Contemporânea. Todas reconhecidas, academicamente, pelo mérito de suas publicações.
 
Como a perplexidade frente ao espetáculo do mundo não é dado a todos os homens, mesmo que todos possam desenvolvê-la, espera-se que os estudantes de Filosofia estejam a demover aos poucos a fina percepção de Sérgio Buarque de Hollanda, ao tratar de um aspecto do homem brasileiro, o de “que somos um povo pouco especulativo.” (Raízes do Brasil. Cia. das Letras, 2006, p. 202)
 
Vida longa ao Curso de Filosofia da PUC-SP!

* Professor do Departamento de Filosofia da PUC-SP e do Departamento de Fundamentos Sociais e Jurídicos da EAESP-FGV. valverde@pucsp.br
** Cf. MUCHAIL, S. T. “Um passado revisitado – O curso de Filosofia da PUC/SP: 80 anos”. In: MUCHAIL, Salma Tannus (Org.). Um passado revisitado. 80 anos do curso de Filosofia da PUC-SP. São Paulo: Educ, pp. 127- 133.
Grau 
Bacharelado
Licenciatura
Regime de matrícula 
Semestre
Campus 
Campus Perdizes
Modalidade 
Presencial
Coordenação 
  • Coordenadora
    Profa. Yolanda Gloria Muñoz

  • Vice-coordenador
    Prof. Jonnefer Francisco Barbosa
    E-mail: jfbarbosa@pucsp.br

Contato 

Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes - FAFICLA Campus Perdizes
Endereço: Rua Monte Alegre, 984 – Perdizes – Sala T-38
Contato: 3670-8217 e 3670-8506 (Todos os Cursos)
Horário de atendimento: das 13 às 22 horas

Revistas 

Cognitio-Estudos: revista eletrônica de filosofia ISSN 1809-8428
 
A Cognitio-Estudos, editada pelo Centro de Estudos do Pragmatismo do Programa de Estudos Pós-Graduados em Filosofia, da PUC-SP, é direcionada a temas relacionados ao Pragmatismo, em campos diversos da filosofia. A revista publica comunicações apresentadas nos Encontros Internacionais sobre o Pragmatismo, realizados anualmente, além de artigos, resenhas e traduções inéditas de estudantes, professores e pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Contribui, desta forma, para manter o diálogo entre a comunidade filosófica nacional e internacional.
 
 
Cognitio: Revista de Filosofia ISSN 1518-7187 
 
COGNITIO é uma Revista de Filosofia editada pelo Centro de Estudos do Pragmatismo, do Programa de Estudos Pós-Graduados em Filosofia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). COGNITIO é uma revista com foco em temas relacionados principalmente ao Pragmatismo clássico e publica artigos, ensaios e comunicações de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, funcionando assim como espaço para um fértil diálogo e debate de idéias entre a comunidade filosófica nacional e internacional.
 http://revistas.pucsp.br/cognitio
 
 
Hypnos. Revista do Centro de Estudos da Antiguidade ISSN 2177-5346
 
A Hypnos é, qualitativa e quantitativamente, uma revista de Filosofia Greco-romana. Busca ampliar, também, o diálogo com outros saberes da Antiguidade Clássica, hoje bem delineados em nossas Universidades: Literatura Clássica, História Greco-romana, História das Religiões, Línguas Clássicas etc. Acreditamos que a cultura Greco-romana deve ser assumida pelos estudiosos em Filosofia com o máximo de abrangência. A Editoria persegue esse objetivo e procurará publicar, sempre que possível, não só os textos sobre Filosofia Greco-romana mas as pesquisas literárias, linguísticas, históricas, psicológicas, antropológicas e outras condizentes com esse período histórico. A extensão da cultura grega e romana antigas faz com que as atuais divisões acadêmicas sejam uma necessidade, mas não uma regra que venha a limitar o investigador, filósofo ou não. Por isso, a Hypnos apresenta largos limites para a recepção desses estudos. Basicamente, esta revista é um veículo de auxílio para a interação dos estudos Greco-romanos brasileiros e não brasileiros.
http://revistas.pucsp.br/hypnos
 
 
Paralaxe: Revista de Estética e Filosofia da Arte
 
A Paralaxe é uma revista eletrônica com periodicidade semestral. Tem como objetivo promover e divulgar pesquisas produzidas no campo dos estudos em Estética e Filosofia da Arte e assim incentivar estudos bem como formar pesquisadores nessa área. Está aberta a outras áreas que têm como foco as diversas produções artísticas.
http://revistas.pucsp.br/index.php/paralaxe


Revista Poliética
 
A Revista Polietica é uma revista eletrônica, semestral, do Grupo de Pesquisa em Ética e Filosofia Política da PUC-SP, constituído a partir da necessidade interna ao Departamento de Filosofia da PUC-SP de implementar uma de suas linhas de pesquisa – Filosofia das Ciências Humanas – comum à Graduação e à Pós-Graduação, buscando criar uma outra vertente de reflexão voltada para a Ética e a Filosofia Política.

http://revistas.pucsp.br/PoliEtica


Revista Aurora (Em convênio com a PUC-PR)
 
A Revista de Filosofia Aurora é uma publicação semestral realizada em conjunto pelos Cursos de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Com tiragem de 500 exemplares e disponível online, vem divulgando desde 1998 resultados de pesquisas com o intuito de colaborar com a formação e atuação de filósofos e demais profissionais das áreas afins.
 http://www2.pucpr.br/reol/index.php/rf

 

Situação 
Matrículas encerradas
Depoimento 
 

depoimento


Mario Sergio Cortella
ID Curso Totvs 
212
ID Filial Totvs 
1
Matriz Curricular 
Última atualização: 25/9/2017

Conecte-se à PUC-SP