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Oscar Angel Cesarotto
Formação:
Psicanalista.
Doutor em Comunicação & Semiótica pela PUC-SP, com a tese Gira gira - O lunfardo como língua paterna dos argentinos, em 1998.
Autor de:
- O que é psicanálise - 2da. Visão (com M. P. de Souza Leite) - Ed. Brasiliense - 1984.
- Jacques Lacan - Através do espelho (com M. P. de Souza Leite) - Ed. Brasiliense - 1985.
- No olho do Outro - Ed. Max Limonad - 1987 /Ed. Iluminuras - 1996.
- Um affair freudiano - Ed. Iluminuras - 1989.
- Jacques Lacan - Uma biografia intelectual (com M. P. de Souza Leite) - Ed. Iluminuras - 1992.
- Idéias de Lacan (org) - Ed. Iluminuras - 1994.
- Contra natura - Ed. Iluminuras - 1999.
- Tango malandro - Ed. Iluminuras - 2003.
- O verão da lata - Ed. Iluminuras - 2005.
Temáticas gerais de pesquisa
A Semiótica Psicanalítica aponta, como linha de pesquisa, às manifestações do inconsciente na contemporaneidade. Seu objeto de estudo são os sintomas da cultura. Esta compreende os processos de produção, de circulação e de consumo de significações na vida cotidiana, segundo o estilo de recalcamento próprio da presente época histórica. Os sintomas seriam os aspectos contraditórios do capitalismo global, que podem ser lidos, escutados e interpretados com o auxílio da semiótica aplicada e da psicanálise em extensão.
Temáticas específicas de pesquisa
A onipresença das mídias afeta a subjetividade, individual e coletivamente. O “ser-no-mundo” atual decorre da mediatização da existência, a ser entendida como um fenômeno irreversível, onde a tecnologia permite estruturar os processos sociais, culturais, políticos, econômicos e psíquicos de grande parte da população planetária. Assim sendo, a realidade social construída pelos meios de comunicação define um campo de investigação privilegiado, pois ali se cruzam os aspectos simbólicos e imaginários da ideologia.
Dentro das produções da indústria cultural, tem especial importância um tema abrangente, porém, específico. A sexualidade e suas representações, até pouco tempo atrás censuradas no Ocidente, fazem parte hoje das paisagens urbanas, de forma aberta. Tamanha visibilidade, rapidamente integrada no dia a dia, na propaganda, na televisão, no cinema, na internet, se apresenta como um fato consumado, ao ponto de parecer banal. Mas nunca foi, nem poderia ser.
Com o intuito de recensear algumas das conseqüências da superexposição de conteúdos de apelo sexual, propõe-se como tema de pesquisa Sexo nas mídias. A finalidade da mesma atenta para o levantamento de hipóteses, conjecturas e diagnósticos sobre as causas e os efeitos da presença explícita da temática do desejo na comunicação de massas, e suas incidências na sociedade.
Referências teórico-metodológicas
O ponto de partida para uma colaboração epistemológica entre a psicanálise e a semiótica encontra-se na obra de Sigmund Freud.. Em primeiro lugar, na Psicopatologia da vida cotidiana, considerando os exemplos das formações do inconsciente à luz da teoria geral dos signos. Em segundo, no Mal-estar na cultura, na análise dos impasses da civilização.
Na seqüência, o conhecimento paranóico, formulado por Jacques Lacan, fornecendo a chave para o entendimento da cognição humana, suas condições e sobredeterminações.
Seu correlato, a paranóia crítica, de Salvador Dalí, funcionando como instrumento de análise das criações da imaginação.
Por último, o paradigma indiciário, de Carlo Guinsburg, como a mola mestra de uma metodologia de amplo alcance, que pode ser utilizada nas mais diversas áreas de interesse. |