Nossa História

Nossa História

Em outubro de 2001 nascia um projeto que seria pioneiro no ensino universitário paulistano: a inclusão de indígenas na PUC-SP.

Foi o fruto dos esforços conjuntos do jovem Xavante Hiparindi Top’tiro, que trazia a demanda de 36 jovens que faziam o Cursinho Pré-Vestibular da Poli, do empenho das professoras da PUC-SP – a psicóloga Profa. Ana Maria Battaglin e da antropóloga Profa. Lúcia Helena Rangel –, e do coordenador da Pastoral Indigenista da Arquidiocese de São Paulo, Prof. Benedito Antônio Prezia.


Nossos parceiros

No início contou com o apoio da Pastoral Indigenista, que solicitou à Mitra Arquidiocesana de São Paulo o valor para as inscrições do vestibular e da Associação Indígena S.O.S. Comunidade Indígena Pankararu, que ajudou na seleção dos candidatos. No lançamento do Projeto, em abril de 2002, a PUC-SP recebeu o apoio do Colégio Santa Cruz, que ofereceu duas bolsas integrais, que foram repassadas durante oito anos.


Parceiros Atuais

  • Pastoral Indigenista e CIMI, que ajudam na realização do evento Retomada Indígena e em despesas eventuais de alunos com transporte, foto copias e livros.
  • PAC (Programa de Atendimento Comunitário), que auxilia com a bolsa-alimentação e orientação psicológica em casos específicos.
  • Núcleo de Gênero, Raça e Etnia, do Curso de Serviço Social.

O primeiro vestibular

O resultado do 1º vestibular surpreendeu a própria reitoria, que prometera bolsa a todos que tivessem sido aprovados, matriculando-se, em 2002, 26 estudantes de três etnias:

  • 22 Pankararu
  • 03 Guarani Mbyá
  • 01 Xavante

A partir de 2003 a PUC-SP passou a oferecer 12 bolsas integrais aos primeiros indígenas classificados na 1ª e 2ª chamada do vestibular.


Transformação

Após seis anos, em 2008, o projeto tornou-se Programa Pindorama.

Em 2006, num congresso mundial das universidades católicas, em Roma, a PUC-SP foi destaque por ser a única a possuir um programa para alunos indígenas.


Nosso diferencial

  • O acompanhamento individual e em grupo, tanto na parte acadêmica, quanto em problemas pessoais de menor relevância, sendo os casos mais complexos enviados ao PAC ou à Clínica Psicológica da PUC.
  • Visitas às aldeias, participação em eventos locais e regionais comemorativos, como: Dia dos Povos Indígenas; visita a museus temáticos e outros.
  • Os alunos são estimulados a participar da política indigenista local, tanto da CAPISP-Comissão de Articulação dos Povos Indígenas de São Paulo, como dos Conselho Indígenas (estadual e municipal) e associações indígenas.

Destaque

Ao longo dos 18 anos passaram pelo Programa 203 alunos de 16 etnias, tendo se formado 89 jovens.

Alguns de nossos alunos formam-se em cursos mais exigentes: uma Pankararu em Direito, um Terena e um Pankararu em Engenharia Elétrica, três Pankararu (dois rapazes e uma moça) em Medicina (sendo dois formados em Cuba e um terceiro, após a Enfermagem, ingressou na Universidade Federal de São Carlos). Um aluno Potiguara concluiu o mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (em 2016 e sem bolsa) e no momento faz doutorado na mesma área, também pela PUC-SP.

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