Resumos de Palestrantes

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A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Ana Luiza Marcondes Garcia
Egon Rangel – PUC-SP

O objetivo deste Simpósio é refletir sobre a Base Nacional Comum Curricular, homologada pelo Ministério da Educação no final de 2018, em quatro perspectivas: a) natureza e pressupostos — teórico-metodológicos e político-ideológicos — desse novo marco regulatório de nossa Educação Básica; b) implicações do documento para a concepção e elaboração de currículos de Língua Portuguesa dos sistemas e redes de ensino de escolas públicas e privadas; c) impactos da Base no planejamento docente e nas práticas de ensino de línguas e linguagens; d) processos de formação inicial e continuada de professores de Língua Portuguesa norteados pela Base.

CIRCULAÇÃO, FORMULAÇÃO E SÉRIE: COMO PENSAR O TEXTO PELO DIGITAL?

Cristiane Pereira Dias – UNICAMP

Um dos aspectos centrais da Análise de Discurso, desde o projeto da Análise Automática (Pêcheux), é a compreensão do texto para além da sua superfície linguística, para além das suas regras de estilo, retórica ou gramática. Compreender o texto discursivamente, ou seja, saber como ele significa e não mais o que ele quer dizer, considerar o texto com suas margens, buscando compreender como o discurso se textualiza, é um desafio que nunca deixou de ser enfrentado pelos analistas de discurso. Ao lado disso, também nunca se deixou de questionar no campo dessa teoria, que tem o discurso como objeto teórico, a construção dos seus objetos de análise, a partir dos quais o discurso pode ser observado em seu funcionamento. O texto é, pois, a unidade de análise do discurso e as formas textuais são aquelas onde podemos observar a incidência da discursividade. Desse modo, tenho buscado compreender os desdobramentos teóricos da Análise de Discurso, a partir da discursividade digital, como ela incide no texto e como ela o modifica em sua forma material. O que a metaforização das tecnologias digitais no viver e no fazer da vida cotidiana, política, científica, afetiva, profissional etc. coloca como questão para a Análise de Discurso, no que diz respeito aos seus dispositivos de interpretação? Assim, proponho pensar o momento da formulação do discurso por meio do que tenho chamada textualidade seriada e os desdobramentos dessa noção para o campo teórico e analítico da Análise de Discurso e tecnologia.

EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS EM TEMPOS DE TRANSFORMAÇÕES

Dieli Vesaro Palma (PUC-SP)
Doutorando Cassiano Butti (PUC-SP)
Doutoranda Nívea Eliane Farah (PUC-SP)

O presente simpósio tem por objetivo reunir investigadores, professores e estudantes para debater resultados parciais ou finalizados de pesquisas em Educação Linguística. Pretende-se ainda promover um diálogo sobre novas perspectivas teórico-metodológicas para fomentar o ensino significativo de língua portuguesa em diferentes contextos educacionais. A Educação Linguística tem por meta o desenvolvimento da competência comunicativa, nela implicadas outras competências, como a linguística, a textual-discursiva, a literária, a semiológica, a digital. Nesse sentido, são bem-vindos trabalhos que busquem contribuir para melhorias das práticas de ensino na perspectiva das pedagogias do oral, da leitura, da escrita, da literatura, do digital e também da léxico-gramatical. Considerando as transformações socioculturais e político-educativas que emergem no mundo moderno, serão priorizados trabalhos que contemplem a temática principal do evento. Como resultados, espera-se deste simpósio trabalhos que ampliem conhecimentos sobre o ensino de Língua Portuguesa nas diferentes pedagogias, por meio de inovações metodológicas.

A LÍNGUA PORTUGUESA NO CONTEXTO DAS TECNOLOGIAS EMERGENTES

Izilda Maria Nardocci – PUC-SP

As tecnologias, à medida que avançam, vão se integrando às práticas sociais e educacionais. Assim, a escola deve considerar, na construção de seus currículos, que os estudantes também aprendem com as redes de comunicação e colaboração, com as formas e estímulos da multimídia, com os desafios impostos pela Robótica, com o desenvolvimento de interfaces interativas para projetos de Inteligência Artificial, com os conteúdos disponíveis sem engessamento de tempo e espaço. Tendo em vista tal cenário, o objetivo, neste simpósio, é compartilharmos pesquisas, em Língua Portuguesa, que versem sobre gêneros digitais, gêneros aplicados à documentação de projetos em tecnologias, em especial àqueles aplicados à educação básica como, por exemplo, aos dedicados à área de Robótica e Computação; sobre estratégias de comunicação em interfaces gráficas interativas ou em interfaces orais interativas para projetos em Inteligência Artificial, entre outras.

Trata-se de um cenário que deve ser considerado pela escola na elaboração de seus currículos.

Assim, neste simpósio, o objetivo é compartilharmos pesquisas que versem sobre práticas de linguagem integradas às tecnologias emergentes: gêneros de discurso digitais, gêneros aplicados à documentação de projetos em tecnologias, em especial àqueles aplicados à educação básica como, por exemplo, aos dedicados à área de Robótica e Computação; sobre estratégias de comunicação em interfaces gráficas interativas, entre outras.

LEITURA COMO PRÁTICA SOCIAL EM LÍNGUA PORTUGUESA

Jarbas Vargas NASCIMENTO (PUC-SP)
Ramon Silva CHAVES (Colégio Santa Amália)

O Simpósio trata da leitura como prática discursiva em Língua Portuguesa e objetiva propor discussões sobre o ato de ler, levando em consideração o sujeito leitor como coprodutor de efeitos de sentido, com base na Análise do Discurso de linha francesa em diálogo com outras perspectivas que abordem a língua em sua dimensão sociocultural.

Entendida como um processo de negociação de efeitos de sentido, a prática da leitura torna-se diferenciada daquela de outros tempos, na medida em que as inovações culturais e tecnológicas configuram um novo tipo de texto e, por conseguinte, novos modos de pensar o ato de ler. Por isso, neste Simpósio, colocaremos em foco a questão da leitura de materialidades escritas em Língua Portuguesa, o papel do sujeito leitor, as condições sócio-histórico-culturais de recepção e negociação de efeitos de sentido em diferentes textos, inclusive, os da mídia. Diante desta abordagem, tomando como pressupostos teórico-metodológicos perspectivas discursivas, com base em Maingueneau, queremos refletir sobre a leitura e a maneira como o sujeito-leitor e a história se instalam numa relação de ligação interdiscursiva para mediá-la. Por isso, ler torna-se uma prática social em que se mobilizam fatores cognitivos, a memória social, os posicionamentos e a interdiscursividade, levando o leitor, enquanto sujeito histórico, a inscrever-se em um processo de discursivização e negociar efeitos de sentido. Frente a essas reflexões, o Simpósio, reconfigurando um conceito social de leitura, quer propor novas discussões sobre essa prática em função das transformações sociais impostas à contemporaneidade.

Palavras-Chave: Análise do Discurso, Leitura, Língua Portuguesa, efeitos de sentido.

LÍNGUA PORTUGUESA: MATERIAIS E MÉTODOS LÚDICOS DE ENSINO EM MÚLTIPLOS AMBIENTES DE APRENDIZAGEM

João Hilton Sayeg-Siqueira,
Lílian Maria Ghiuru Passarelli,
Luiz Antonio Ferreira – PUC-SP

O processo de ensino-aprendizagem encontra cada vez mais formas diversificadas de configurações didático-pedagógicas, ricas em possibilidades de propostas inovadoras e lúdicas destinadas à elaboração de materiais e métodos meritórios de divulgação e de compartilhamento. O simpósio pretende propor uma reflexão entre os estudos discursivos feitos na academia e a transposição didática possível para o trabalho de leitura e escrita com alunos do ensino fundamental e médio.

A EMERGÊNCIA DO SENTIDO E DA COMPREENSÃO NA CONVERSA

José Gaston Hilgert
Débora Cristina Longo Andrade
Lara Oleques de Almeida - UPM

As noções de construção da compreensão e de construção do sentido na conversa se enraízam no fazer colaborativo dos interlocutores, no qual a ação do falante é conduzida e determinada pelo fazer interpretativo do ouvinte. Falante e ouvinte não são apenas os sujeitos da enunciação, mas, enquanto tais, são também os sujeitos da compreensão. Se enunciar é construir sentidos, então compreender também o é, o que implica assumir que, compreender é um incessante vir a ser, num trabalho interativo de busca de compreensão na produção do sentido. No simpósio, pretende-se mostrar e discutir essa busca do ponto de vista da metaenunciação, do parafraseamento e das estratégias de solução de problemas de compreensão.

A PROPOSTA DO PROFLETRAS PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NA ESCOLA PÚBLICA: LINGUAGENS, GÊNEROS, (MULTI)LETRAMENTOS E TECNOLOGIAS

Luciano Magnoni Tocaia,
Jairo Carvalhais
Henrique Leroy - UFMG

Este simpósio tem por objetivo reunir professores-pesquisadores que promovam o debate a partir de pesquisas iniciais, em andamento ou finalizadas, desenvolvidas no âmbito do Mestrado Profissional em Letras (ProfLetras). O ProfLetras, programa constituído de uma única área de concentração, linguagens e letramentos, é uma modalidade de mestrado associada à CAPES, gerida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), oferecida em diversas instituições de ensino superior no país. Seus objetivos principais são qualificar o professor de Língua Portuguesa para trabalhar com os multiletramentos exigidos no mundo globalizado com a presença da internet, desenvolver pedagogias que efetivem a proficiência em letramentos compatível aos nove anos cursados durante o ensino fundamental, indicar os meios adequados para o trabalho com diferentes gêneros discursivos nas práticas de ensino/aprendizagem da escrita, da leitura e da produção textual em suportes digitais e não digitais e instrumentalizar os docentes de ensino fundamental com vistas à elaboração de materiais didáticos inovadores e condizentes com as novas tecnologias educacionais. Dessa forma, aceitam-se propostas de comunicação, tanto de professores do programa quanto de alunos-pesquisadores, relacionadas ao trabalho com os gêneros discursivos/textuais nos moldes da teoria bakhtiniana e/ou do Interacionismo Sociodiscursivo, além de estudos sobre práticas de letramento e de pesquisas concernentes às novas tecnologias. Além desses aspectos, é desejável que as apresentações possam, em alguma medida, refletir sobre os desafios da educação na contemporaneidade e discutir o papel do Programa de Mestrado Profissional em Letas na formação de professores da educação básica no Brasil.

A LITERATURA DE AUTORIA FEMININA

Marlise Vaz Bridi (DLCV – USP)
Mirian Gado Fernandes Costa (DTLLC – USP)

Dado o crescente interesse pela literatura escrita por mulheres, ou seja, pela literatura de autoria feminina, composta por mulheres da atualidade em variados gêneros literários e pela também crescente atenção que se vem dando às escritoras do passado, muitas vezes inteiramente esquecidas ou relegadas a um segundo plano apesar de sua qualidade e , ainda, pelo apagamento quase completo da produção literária de mulheres no cânone literário, propomos um simpósio para que se junte às muitas iniciativas de dar visibilidade, através de uma crítica competente, à obra de tais escritoras, quer do passado, quer nossas contemporâneas. Portanto, aceitamos comunicações que contemplem autoras mulheres de hoje ou do passado, para que melhor as conheçamos e melhor possamos avaliar o que têm a oferecer como contraponto à literatura consagrada e plenamente acolhida pelas instituições literárias e acadêmicas.

BNCC, CULTURA DIGITAL E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: UM NOVO DESAFIO

Maria Lucia M. Carvalho Vasconcelos
Valéria Bussola Martins - UPM

Com a promulgação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), trazendo múltiplos estímulos à tarefa dos milhares de professores da educação básica brasileira, novos desafios lhes foram apresentados. O objetivo deste Simpósio é refletir, com docentes de Língua Portuguesa, acerca das possibilidades de trabalho com os gêneros textuais da cultura digital. Algumas estratégias de ensino, principalmente aquelas que utilizam os suportes tecnológicos, são, ainda, pouco utilizadas e o desafio é utilizá-las de modo crítico, como recursos auxiliares ao trabalho docente.

ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: IDENTIDADE, PRECONCEITO E INTOLERÂNCIA

Clézio Roberto Gonçalves (UFOP)
Maria Teresa Nastri de Carvalho (FA)
Wagner Luiz Cabelho da Silva (FA)

Ensino, identidade, preconceito e intolerância são termos recorrentes e contemporâneos na literatura pertinente, a partir da segunda metade do século XX. Relacionados com aspectos sociais da linguagem, esses termos surgiram em diferentes momentos, cada um constituindo uma área de interesse diverso, mas compartilhando pontos comuns enquanto conceitos e práticas para as quais se orientam. Diante disso, este Simpósio propõe-se a: (i) congregar trabalhos que versem sobre discussões teórico-metodológicas e sobre o tratamento e a análise qualitativa e quantitativa de dados da língua em uso em suas modalidades oral e/ou escrita, seja do ponto de vista sincrônico, seja do ponto de vista diacrônico; (ii) discutir conceitos de identidade, preconceito, intolerância e ensino, como subsídios para discussão de propostas alternativas para o ensino de língua materna. São bem-vindas, portanto, as comunicações, as práticas investigativas e as práticas pedagógicas que abordem discussões teórico-metodológicas nos campos da Língua Portuguesa, da Linguística Aplicada e da Educação, como também trabalhos que apresentem resultados de análises empíricas de dados linguísticos do ensino de Língua Portuguesa. Tendo em vista que o Simpósio objetiva reflexões sobre propostas de ensino de língua materna, a discussão dos conceitos levará em conta, na medida do possível, aspectos relacionados a questões educacionais e culturais de questões relacionadas à identidade, ao preconceito, à intolerância e ao ensino.

Palavras-chave: Língua Portuguesa. Linguística Aplicada. Ensino. Preconceito.

AS NOVAS TECNOLOGIAS, O VIRTUAL E A EAD – RELAÇÕES DISCURSIVAS

Monica Pernalber – Doutoranda - UPM
Caio Catalano – Doutorando UPM

Em tempos de ciberespaço, o termo Virtual tem trazido reflexões profundas sobre as mudanças que têm ocorrido na sociedade desde a década de 1970. Mas o que é ser virtual quando o contexto é o educacional? E quais as relações desse termo com as novas tecnologias? E ainda, quais os impactos dessa relação com a EaD? Para encontrar essas respostas, retomamos o conceito de comunidades discursivas apresentadas por Maingueneau (2000) e também o de Virtual apresentado por Levy (2011) criando, assim, o recorte necessário ao entendimento e uso do termo virtual, hoje, no contexto da EaD. Vale ressaltar que tais reflexões convergem para a construção de uma nova relação com o saber, conforme postulado por Levy(1999). Temos aí um tripé – EaD, Virtualização e Novas tecnologias – que precisa ser entendido em sua plenitude para que de fato o processo de ensino-aprendizagem se construa de forma a atender as mudanças pelas quais a sociedade como um todo, vem passando. Neste estudo, entendemos que o conceito de virtual é regulado pela comunidade discursiva e nossas investigações se debruçam no campo da EaD.

Palavras-chave: EaD. Virtual. Discurso. Tecnologias

DISCURSO E ENSINO: MULTILETRAMENTOS, NOVAS TECNOLOGIAS E MÍDIAS

Sandro Luis da Silva
sandro.luis2602@gmail.com
Universidade Federal de São Paulo

Na sociedade atual, a inserção das tecnologias digitais está cada vez mais presente no dia a dia dos sujeitos. Cabe à escola, também, o desenvolvimento de diferentes competências do aluno, dentre elas a leitora e a de escrita, valendo-se dos recursos midiático-tecnológicos. Para que seja atingido esse objetivo, faz-se necessário um trabalho efetivo com os diferentes tipos de textos e, consequentemente, com os discursos que eles trazem em seu bojo. É preciso ultrapassar os limites do código linguístico e considerar as diferentes modalidades de linguagem como produtoras de sentido de discurso(s). Este simpósio acolherá reflexões de como estão presentes (discursivamente) alguns conceitos da pedagogia dos multiletramentos, assim como o trabalho com as tecnologias e as mídias em materiais didáticos, pelo viés da Análise de Discurso, em especial os de língua portuguesa do Ensino Fundamental II e Ensino Médio.

Palavras-chave: Multiletramentos; Discurso; Novas Tecnologias.; Material Didático.

EXPERIÊNCIAS PEDAGÓGICAS NO ENSINO DE PORTUGUÊS COMO LÍNGUA MATERNA E NÃO MATERNA

Silvia Ines Coneglian Carrilho de Vasconcelos - UFSC

Este Simpósio Temático tem por objetivo congregar pesquisadores e professores de língua portuguesa como língua materna e não materna (englobando língua estrangeira, segunda língua, língua adicional, língua de herança e língua de acolhimento) para problematizar as práticas pedagógicas analisadas em seus percursos de investigação fundamentada em contribuições teóricas e metodológicas variadas bem como possibilitar a troca de experiências nesse campo. Espera-se que cada proposta a ser apresentada explicite a metodologia utilizada, a fundamentação teórica e os resultados obtidos.

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