Resumos de Comunicações

Resumos de Comunicações

SIMPÓSIO 15

Silvia Inês Coneglian Carrilho de Vasconcelos - UFSC – Experiências pedagógicas no ensino de português como Língua Materna e não Materna

TROCAS ORTOGRÁFICAS DE CONSOANTES OCLUSIVAS E FRICATIVAS DIFERENCIADAS PELO TRAÇO DE SONORIDADE ENTRE ALUNOS DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Aline Moraes Lima
Joselice da Rocha Leal
Universidade Federal de Santa Catarina – PROFLETRAS

Neste trabalho, observa-se como as trocas ortográficas de segmentos oclusivos e fricativos permanecem nas produções escritas de alunos dos anos finais do ensino fundamental e como se relacionam ao processo de alfabetização, destacando a ação do professor na condução desse processo. Para tanto, parte-se de um levantamento bibliográfico, embasado nas proposições de CagliarI (2009), Simões (2006) e Silva (2009) a fim de apresentar a relação entre o domínio dos conhecimentos linguísticos pelo professor e uma mediação mais eficaz nas aulas de português desde os anos iniciais do ensino fundamental. Além disso, também foram coletados dados de escrita de quatro alunos dos anos finais do ensino fundamental, mostrando a persistência das trocas ortográficas e algumas propostas de atividades para auxiliar os alunos em suas “dificuldades”. Os resultados apontam que as melhores estratégias de superação das dificuldades são o ditado, a produção textual, a releitura e reescrita de textos, o treino ortográfico e os exercícios com listas de pares mínimos.

PALAVRAS-CHAVE: Trocas ortográficas; Traços de sonoridade; Alfabetização.


JOGOS PEDAGÓGICOS E AUTOBIOGRAFIA: SUPERANDO MARCAS DE ORALIDADE NA ESCRITA DE ALUNOS DE 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

Aline Suzana de Freitas Vaz
Universidade Federal de Santa Catarina – PROFLETRAS

As questões que norteiam esta comunicação são: Como os jogos pedagógicos podem afetar no aprimoramento da escrita de alunos do 6º ano do ensino fundamental ?Qual a função dos jogos pedagógicos no ambiente escolar? Como desenvolver jogos que efetivamente proporcionem melhorias na escrita dos alunos de 6º ano do ensino fundamental? Partindo dessas questões,foi desenvolvida uma pesquisa-ação, na qual se identifica um problema, planeja-se um conjunto de atividades e vivencia-se uma intervenção, cujo objetivo geral é contribuir para o aperfeiçoamento da escrita dos alunos participantes da pesquisa por meio de jogos pedagógicos desenvolvidos a partirde um mapeamento dos desvios referentes às marcas de oralidade na escrita de textos registrados em diários pessoais. O primeiro passo metodológico se concentrou na análise da escrita dos diáriosdos alunos do 6º ano do ensino fundamentale na categorização - em quatro categorias morfofonêmicas - das marcas de oralidade presentes nesses textos, as quais se constituem em desvios da grafia oficial. O segundo passo consistiu na elaboração de estratégias de enfrentamento desses desvios por meio de jogos pedagógicos. Após a vivência com os jogos pedagógicos, foram propostas atividades de escrita autobiográfica cujos resultados iniciais indicam a superação de certas marcas como a escrita de vogais anteriores e posteriores de sílabas não-tônicas.

Palavras-chave: Jogos pedagógicos; Marcas de oralidade na escrita; Autobiografia.


LITERATURAS DE HORROR-HUMOR NA EDUCAÇÃO BÁSICA: O RISO COMO CONTRADISPOSITIVO DO MEDO

Carolina Severo Figueiredo
PIBIC - Universidade Federal de Santa Catarina

Nesta apresentação, pretendo discutir como o medo e o riso se articulam na literatura infanto-juvenil, no contexto do ensino de Português nos anos finais da educação básica. O objetivo principal será verificar se, através do acesso à literatura de humor que se apropria de elementos do horror, como monstros, bruxas, fantasmas e a abordagem da morte, o leitor poderá desenvolver uma maior compreensão e/ou expurgo de seus medos através do riso catártico (PROPP, 1992). A partir de uma breve revisão bibliográfica de bases teórico-pedagógicas e pesquisas no nicho das literaturas de horror-humor, podemos perceber que histórias que envolvem a morte e criaturas pretensamente assustadoras estão no mainstream, e, aparentemente, sempre estiveram no imaginário infanto-juvenil. Acreditando ser o medo um dispositivo biopolítico (MANSANO; NALLI, 2018; FOUCAULT, 1999; AGAMBEN, 2005), supõe-se, então, que o riso possa ser um contradispositivo, e que a exposição a situações de morte ou medo na literatura permitem ao aluno vivenciar ritualisticamente esses processos. A partir de uma perspectiva fundada na pedagogia pós-crítica, algumas questões serão levantadas: Quais as consequências da vivência de uma arte que inverte os papéis da homogeneização social, colocando as crianças em contato com o que, em outros tempos, deveria amedrontá-las? Ri de (e com) os monstros que nos aterrorizam, poderá ajudar na formação de um futuro adulto autoconsciente, crítico de si e de seu meio?

Palavras-chave: Literatura infanto-juvenil. Horror. Humor.


LEITURA LITERÁRIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: A PERSPECTIVA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA A PARTIR DA LEITURA DE TEXTOS CANÔNICOS

Elizete Soares Geraldi
Universidade Federal de Santa Catarina – PROFLETRAS

Esta comunicação traz os resultados de uma proposta de trabalho desenvolvida em uma turma de 9º ano da Educação de Jovens e Adultos de uma escola de São José (SC). A prática pedagógica na EJA precisa do uso de uma metodologia que seja adequada às necessidades desse público. A sequência didática “Leitura literária na Educação de Jovens e Adultos: a perspectiva da aprendizagem significativa a partir da leitura de contos canônicos” traça novas estratégias com a finalidade de estimular o gosto e o hábito pela leitura, possibilitando a leitura compartilhada de alguns contos canônicos, permitindo a interação entre eles com discussão das ideias presentes nos textos e sua relação com a vida e o momento atual, a partir da seleção de duas narrativas ficcionais: o Conto em prosa “A Carteira” (de Machado de Assis) e o Conto em verso “Papai Noel às avessas” (de Carlos Drummond de Andrade). A proposta apresentada seguiu as orientações definidas por Cosson (2018) em sua sequência básica: motivação, introdução, intervalos e interpretação. Os resultados obtidos foram: a) promoção de uma reflexão coletiva sobre questões que norteiam a vida dos estudantes como: amor, paixão, namoro, casamento, fidelidade, amizade verdadeira, lealdade, desemprego, desigualdade social, família; b) discussão em defesa de um ponto de vista na perspectiva dos gêneros masculino e feminino.

Palavras-chave: Elaboração didática. Metodologia. Leitura literária. Contos canônicos.


REFLEXÔES SOBRE A TROCA ORTOGRÁFICA DE ALUNOS DO 6° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL PÚBLICO

Éllen L. M.Ribeiro
Eloise A. Santos
Universidade Federal de Santa Catarina – PROFLETRAS

Os desafios da escola contemporânea numa sociedade cada vez mais grafocêntrica intensificam-se quando os alunos apresentam distorções entre leitura e escrita. Essa peculiaridade não é recente na disciplina de Língua Portuguesa, logo, muitos estudos e pesquisas nas áreas da fonologia, morfologia, alfabetização e ensino, retratam possibilidades de práticas metodológicas que favorecemao processo de ensino-aprendizagem, amenizando o distanciamento dos padrões convencionais de escrita dos alunos.Esse artigo partiu do problema: Quais estratégias de ensino podem ajudar nas trocas ortográficas correspondentes aos sons surdos [f], [t] por sonoros [v], [d]? Assim, o objetivo foi descrever sobre esse câmbio contextual, explicando o uso previsível de determinada letra sob a ótica dos estudos da fonologia, da alfabetização e do ensino de Língua Portuguesa para então apontar estratégiasde atividades para a superação dessas trocas.Trata-se de um estudo de reflexão teórica-metodológica, desenvolvido por meio de uma pesquisa bibliográfica, atendo-se principalmente ao pensamento de autores como Lemle (2009), Cagliari (1995), Capovilla&Capovilla (2000), Morais (1998), Bisol (1983), de onde se partiu dos contextos ortográficos recorrentes na produção de textos dos alunos do 6° ano do ensino Fundamental IIde uma escola pública. (Apoio Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001)

Palavras-chave: trocas ortográficas, ensino fundamental, consciência fonológica.


A CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA E SUA INFLUÊNCIA NO PROCESSO DE ESCRITA NO APAGAMENTO DO -R FINAL DOS VERBOS NO INFINITIVO

Jace Mari Costa
Yara de Oliveira Marcomini
Universidade Federal de Santa Catarina – PROFLETRAS

O presente trabalho tem como objetivo apresentar uma análise das ocorrências dos alunos do ensino fundamental II a respeito do apagamento do -r nos finais dos verbos infinitivos, fenômeno percebido amplamente na fala que vêm ocorrendo também na escrita e as formas de superação dessa dificuldade a partir da elaboração de estratégias diversificadas de atividades de consciência fonológica. Para tanto a metodologia a ser seguida é apresentar conceitos teóricos acerca dessa temática, descrição do problema identificado na escrita dos alunos e por fim uma proposta de intervenção baseada na elaboração prática de exercícios. Os resultados indicam que as melhores estratégias são o ditado de palavras com trocas de correções e o bingo de verbos. (Apoio Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001)

Palavras-chave: Consciência fonológica; Escrita; Variação.


  ANÁLISE DO PROGRAMA GESTÃO DA ALFABETIZAÇÃO

Maria Gabriela Abreu
Universidade Federal de Santa Catarina - PROFLETRAS

Esta comunicação é resultado de uma investigação acadêmica que teve como foco a análise do Programa Gestão da Política de Alfabetização, do Instituto Ayrton Senna, organização brasileira de iniciativa privada sens fins lucrativos, à luz do referencial teórico do campo da educação, da linguística e da linguística aplicada, ancorado em Brito (2012), Duarte (2001), Kleiman (2007) e Street (2003), relacionando as concepções do programa de alfabetização com as noções de universalização do ensino, ideologia, letramento e alfabetização, discutidas pelos autores anteriormente mencionados. A análise se refere a um recorte de parte do material do Instituto Ayrton Senna, visto que não é possível esgotar aqui todas as possibilidades de discussão dada a extensão do material ou dos documentos relacionados ao programa de gestão dessa instituição. A metodologia da investigação ficou centrada na análise documental e na bibliográfica. Os resultados obtidos das análises de parte do material selecionado indicam que: a) o programa do Instituto Ayrton Senna propõe uma solução geral, que não leva em consideração as especificidades locais, as singularidades das comunidades atendidas, organizado de cima para baixo, não do local para o global; e b) há ausência de pressupostos teóricos sólidos na sua proposta que possam subsidiar tanto o investimento em estudo quanto em aplicação metodológica das atividades propostas.

Palavras-chave: Gestão pública; Alfabetização; Letramento


  DIFERENTES FORMAS VERBAIS DE FUTURO EM TEXTOS DE ALUNOS DE LÌNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL

Maria Denize Carniel da Silva
Michelli Marchi Oss-Emer
Universidade Federal de Santa Catarina – PROFLETRAS

Esta proposta de comunicação tem por objetivo apresentaros resultados de uma investigação que teve por foco explicitar de que forma o futuro do presente do modo indicativo é tratado nas situações de uso real da língua por alunos do ensino fundamental e pelos livros didáticos. Para tanto, foram levantados alguns dados a partir dos textos de alunos de sétimo e nono anos de escolas públicas, bem como dados sobre a forma verbal do futuro do presente do indicativo presentes no livro didático utilizado pelas professoras. O embasamento teórico foi fundamentado em gramáticas (normativa, descritiva e pedagógica), artigos científicos e concepções de língua, linguagem e gramática de estudiosos da área, Faraco (2008), Franchi (2006), Possenti (1996) e Travaglia (1996). Como resultado, constatou-se que, apesar de o livro didático não abordar diferentes formas de expressão do tempo futuro, nas produções textuais dos alunos percebe-se o uso diferenciado dessas formas, como, por exemplo, a forma analítica e a forma verbal do presente do indicativo no lugar do futuro do presente do indicativo. Essas formas foram as mais contempladas nas produções textuais dos alunos. O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.

Palavras-chave: Gramática; Futuro do presente; Uso real da língua; Língua Portuguesa.


ELABORAÇÃO DIDÁTICA DE LEITURA LITERÁRIA DE “UM CAMINHO ALEMÃO”

Paulo Henrique Lohn
Universidade Federal de Santa Catarina - PROFLETRAS

Nesta comunicação apresentamos os resultados de um projeto de pesquisa-ação intitulado “Letramento Literário numa Perspectiva Humanizadora: a Literatura como Alicerce de Valorização Cultural na Formação de Estudantes-Cidadãos”, do programa de pós-graduação doPROFLETRAS/UFSC, desenvolvido com estudantes de uma turma de 8º ano do Ensino Fundamental de São Pedro de Alcântara, primeira colônia alemã do estado de Santa Catarina, que, em 2019, completou 190 anos de imigração, o que deu também relevância ao estudo. Buscou-se: a) estimular o resgate histórico e cultural da e pela cidade; b) evidenciar a literatura como essencial para o processo de ensino e aprendizagem; c) contribuir para a humanização dos indivíduosenquanto sujeitos históricos e sociais. Optou-se por trabalhar com o livro de Luiz Claudio Stähelin: “Um Caminho Alemão”(2017),por tratar-se de um escritor alcantarense. A sequência didática básica desenvolvida por RildoCosson(2018)foi o suporte metodológico para as atividades propostas. Aliás, ele colabora teoricamente com o projeto ao abordar o letramento literário no espaço escolar. Além de Cosson, Antonio Candido(2004), Tzvetan Todorov (2009), Mikhail Bakhtin (2012) e Joana Cavalcante (2002) fundamentaram a pesquisa. Como resultados, foram elaborados sonetos e anúncios publicitários. Houve declamação encenada para a comunidade escolar da obra “Um Caminho Alemão” e, na semana de comemoração do aniversário do município, os estudantes foram à Câmara de Vereadores apresentar o projeto e ler, na tribuna, algumas de suas produções escritas.

Palavras-chave: Literatura; Valorização; Humanidade.

Menu
PUC-SP
J.PUC-SP
Sou PUC