Grupos de Pesquisa

Laboratório de Política, Comportamento e Mídia

Grupos de Pesquisa

1) Judaísmo Contemporâneo: 2020 – Philip Roth como Pensador do Contemporâneo  

Coordenação – Isadora Goldberg Sinay

Mestre em Ciências da Religião pela PUC-SP e doutoranda em Estudos Judaicos pela USP, onde pesquisa a obra de Philip Roth. Trabalha como professora, tradutora e escritora.

Justificativa:
Philip Roth é considerado um dos grandes escritores da segunda metade do século XX e talvez o maior escritor americano contemporâneo. Sua obra investiga de forma séria e profunda questões centrais para se pensar a contemporaneidade e a relação entre os indivíduos e seu tempo, entre os temas abordados por Roth estão a sexualidade e o corpo em sua relação com o envelhecimento e as estruturas de poder; os desencontros entre indivíduos e eventos históricos; a formação e transformação das identidades. Ao nos debruçarmos sobre suas obras sob a ótica desses temas, serão realizadas discussões fundamentais para a compreensão de como o homem se relaciona com a História. Além disso, Roth traça um retrato fundamental do judaísmo secular atual, permitindo discussões acerca de identidade judaica, secularismo e identidade religiosa, legado e memória.

Objetivos:
Discussão profunda das obras de Philip Roth que produza trabalhos críticos como ensaios, artigos e apresentações.

Bibliografia geral:

Adeus, Columbus e Cinco Contos, Philip Roth ( tradução de Paulo Henriques Britto, Companhia das Letras, 2006)

Data dos Encontros:
Quintas-feiras, das 15h às 17h, dentro do seguinte calendário: 06/02; 20/02; 05/03;19/03; 23/04; 07/05; 21/05; 04/06

Obs.: a leitura obrigatória para este primeiro semestre de 2020 é a obra citada acima – Adeusm Columbus

2) Núcleo de Filosofia Política  

Plano de trabalho para o 1º Sem 2020

Linha de Pesquisa: Política do Contemporâneo

1. Coordenador: Prof. Dr. Luiz Bueno
Bacharel e Mestre em Filosofia, Doutor em Ciências da Religião. Professor de Filosofia da FAAP.

2. Justificativa da Pesquisa:

Dado o ambiente de conflito e mal-estar no pensamento político contemporâneo, especialmente no Brasil, percebe-se a necessidade de recuperar ou mesmo desenvolver instrumentos teóricos ausentes na reflexão da filosofia política nacional. Assim, o Núcleo de Filosofia Política se propõe pesquisar formas de pensamento filosófico político derivados particularmente da grande tradição anglo-saxônica que poderiam constituir-se em instrumentos noéticos capazes de produzir uma melhor compreensão destes desafios do presente.
O escopo de pesquisa do Núcleo inclui:

  1. A fundação da modernidade a partir das transformações na filosofia política moderna em relação ao mundo pré-moderno e suas consequências na forma das crises contemporâneas
  2. A noção de virtudes sociais desenvolvida pelos iluministas britânicos como forma fundamental de pensar a vida pública; a questão posta pela sua ausência no ambiente das sociedades do presente. A distinção entre o sociologia das virtudes dos britânicos e a política da liberdade dos americanos.
  3. Também dos iluministas britânicos, abordar na pesquisa os conceitos: de sentimentos morais que sustenta, segundo eles, a política mas também os demais vínculos nas relações sociais; da imaginação moral e a capacidade de empatia em uma sociedade;
  4. Estudar a obra de Edmund Burke em sua crítica à prática política moderna revolucionária
  5. A crítica cética às ideologias racionalistas e utópicas, pois esta base epistemológica é o que fundamenta a postura de pesquisa que propomos, começando pelo pensador David Hume.
  6. A relação conflituosa entre pensadores conservadores e liberais
  7. A relação entre a invenção do estado de bem-estar-social e o esgarçamento dos vínculos sociais e da ordem moral nas sociedades políticas contemporâneas
  8. A problema derivado da relação entre a ordem moral e a ordem jurídica
  9. As críticas às fragilidades das democracias liberais
  10. O desafio às democracias modernas advindo dos conflitos culturais no ambiente dos estados nacionais

Dentre os autores compreendidos no escopo de pesquisa do grupo, pode-se destacar alguns: Aristóteles, David Hume, Adam Smith, Edmund Burke, Alexis de Tocqueville, Russel Kirk, Leo Strauss, Gertrude Himmelfarb, Thomas Sowell, Michael Oakeshott, Roger Scruton, Theodore Dalrymple.
Também se adequam ao escopo de pesquisa as obras que traçam o caminho histórico de desenvolvimento destas ideias no campo da filosofia política no mundo anglo-saxônico.

 

3. Objetivos para 2019

Dando prosseguimento às pesquisas iniciadas, que em 2018 e 2019 se debruçaram sobre a obra da historiadora norte-americana Gertrude Himmelfarb, concentrando-se nos grandes conceitos de "virtudes sociais” e “imaginação moral" presentes em sua obra, em 2020, o Núcleo de filosofia Política passará a estudar a obra do importante filósofo político inglês Michael Oakeshott. As pesquisas visarão, dentre outros temas, entender como ele fundamenta uma filosofia política cética, que é a base filosófica de seu conservadorismo político. Importa ressaltar que a postura cética (antiga e moderna) é um fundamento importante para os que se interessam por este campo de pesquisa, e aqui teremos espaço para estes aprofundamentos.
A partir destes estudos, o Núcleo de Filosofia Política pretende produzir reflexões não apenas sobre a obra do filósofo mas, sobretudo, sobre a realidade política brasileira e eventualmente, também no âmbito mundial, a partir do repertório obtido nos estudos sobre Oakeshott, contribuindo com uma produção de nível acadêmico mas que visa ser acessível ao público leitor brasileiro.

3.1 Metas de produção do Núcleo:

Todo semestre, teremos a produção de artigos sobre a temática estudada, tanto dos temas abordados em cada encontro como sobre a discussão desenvolvida durante todo o semestre. Esta produção será na forma tanto de textos breves como de artigos de maior extensão e profundidade. Serão organizados seminários internos ao grupo para discussão da produção. Também serão realizados eventos públicos para apresentação das temáticas, como seminários e conferências. Outras formas de divulgação também serão desenvolvidas, como material para mídias sociais, podcasts, dentre outros.

Os Núcleo de Filosofia Política desenvolverá ainda outras atividades de fundamentação para os pesquisadores, como, por exemplo, orientação para produção de artigos acadêmicos, estudos de temas específicos como ceticismo, ou de autores, como David Hume.

3.2 Graduandos
O Núcleo de Filosofia Política manterá sempre alguns lugares reservados para graduandos de áreas afins que tenham interesse na temática de pesquisa desenvolvida. O objetivo é contribuir com a formação intelectual e acadêmica de nossos jovens estudantes. Os graduandos terão acompanhamento especial, coordenado pelo Prof. Ms. Fabiano Mina, e terá regras e objetivos específicos para este grupo visando uma aproximação acadêmica com estes que se interessam por tais temáticas, e ao mesmo tempo se encontram dispersos no mundo acadêmico.

 

4. Bibliografia:

Obras de Michael Oakeshott a serem estudadas:

- Rationalism in Politics and Other Essays. Editora: Liberty Fund.
As leituras começarão pelos capítulos: Rationalism in Politics, Rational Conduct, On Being Conservative, The Masses and Representative Democracy.

- Política da Fé e Política do Ceticismo. Editora: É Realizações.

Outras obras e textos de Oakeshott e outros autores serão ser indicados no decorrer dos estudos.

5. Datas dos encontros – Sextas-feiras, das 14h às 16h

Fevereiro: 7, 14
Março: 6, 20
Abril: 3, 24
Maio: 8, 22
Junho: 5, 19

3) Nelson Rodrigues: Literatura, Filosofia e Religião  

Coordenação Carla Cristine Souza de Almeida

Carla Cristine Souza de Almeida é psicanalista lacaniana, mestre em Ciências da Religião pela PUC-SP e especialista em Educação e Religião. Coordena o grupo de pesquisa sobre Nelson Rodrigues no Labô (Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da FUNDASP/PUC-SP, coordenado por Luiz Felipe Pondé. Estuda os diversos comportamentos humanos na literatura de Nelson Rodrigues, empregando Jacques Lacan como aporte teórico.

ALMEIDA, Carla Cristine Souza de. O pecado contemporâneo na Obra de Nelson Rodrigues: uma análise das peças Álbum de família, Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas ordinária e Toda nudez será castigada. 1ª Edição – São Paulo: É realizações, 2019.

 

Ementa:
“Não se apresse em perdoar. A misericórdia também corrompe.” Nelson Rodrigues em sua escrita confessional teceu letras, peças e crônicas com tintas trágicas e misericordiosas. Pensar a Misericórdia em sua obra será nossa tarefa neste primeiro semestre de 2020. Como podemos pensar no homem contemporâneo e sua leitura nos dias de hoje e tentar fazer com que leia o não declarado, o não evidente. A Graça e a Misericórdia estão na Obra de Nelson de maneira sutil e até mesmo velada. Que tal desvendarmos a Misericórdia Rodrigueana? Trabalho árduo e provocativo. Esperamos você em fevereiro para este belo trabalho.

Bibliografia:
RODRIGUES, Nelson. Não se pode amar e ser feliz ao mesmo tempo: o consultório sentimental de Nelson Rodrigues. 2ª Edição – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013.
RODRIGUES, Nelson. Teatro Completo Nelson Rodrigues: tragédias cariocas. 3ª Edição – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. – “Peça a ser trabalhada: Perdoa-me por me traíres”.

Bibliografia Complementar:
ALMEIDA, Carla Cristine Souza de. O pecado contemporâneo na Obra de Nelson Rodrigues: uma análise das peças Álbum de família, Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas ordinária e Toda nudez será castigada. 1ª Edição – São Paulo: É realizações, 2019.

Datas dos Encontros:
Sextas-feiras, das 14h às 16h00, dentro do seguinte calendário: 14/02; 13 e 27/03; 24/4; e, 8 e 22/05.

Organização dos Encontros:

Continuamos com a dinâmica de nosso grupo de Estudos, com leitura prévia da sobras e discussão nas datas pré-agendadas com o Labô (Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da FUNDASP/PUCSP, coordenado por Luiz Felipe Pondé.

Compromissos do GP
Produção: textos para blog;
2 Ensaio dos Cadernos Rodrigueanos (final do primeiro semestre 2020); e
Apresentações nos seminários LABÔ (2020):

4) Núcleo de Estudos Agostinianos  

Coordenação: Andrei Venturini Martins

É doutor em Filosofia, professor no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), membro da Associação Brasileira de Filosofia da Religião e pesquisador do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia (PUC/SP). É autor das seguintes obras: Comentário e Tradução da obra Discurso da Reforma do Homem Interior, de Cornelius Jansenius (Ed. Filocalia, 2016), Do Reino Nefasto do Amor-Próprio: a origem do mal em Blaise Pascal (Ed. Filocalia, 2017), A Verdade é Insuportável” (Filocalia, 2019) e Joaquim Nabuco: um abolicionista liberal do Brasil (É Realizações Editora, Biblioteca Crítica Social, no prelo)

Justificativa da pesquisa
Santo Agostinho (354-430) foi um dos grandes pensadores do ocidente. Em sua vastíssima obra, filosofia e teologia estão muito próximas, como “duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade” (João Paulo II. Fides et Ratio). Ao buscar reunir o Deus de Abraão Isaac e Jacó e o Deus dos filósofos e dos sábios, aproximando fé e razão, o bispo de Hipona deparou-se com inúmeros temas que perpassaram pela história da Filosofia e da Teologia: o corpo, a imaginação, a memória, os sonhos, o conhecimento, o mal, o livre-arbítrio, a liberdade, a natureza, a graça, a lei, a predestinação, a interioridade, a sabedoria e Deus. A maior parte de seus livros foram escritos a partir de controvérsias com as mais variadas doutrinas de sua época, entre as quais encontram-se o maniqueísmo e o pelagianismo. O mérito de Agostinho foi dar forma àquilo que poder-se-ia chamar de ortodoxia da Igreja Católica. Como pensador paradigmático da antiguidade tardia, ganhou um lugar relevante na tradição cristã, sendo considerado um Padre da Igreja, ou seja, uma testemunha autorizada da fé. Por esse motivo, sua obra era uma leitura comum entre reformadores e contrarreformadores nas controvérsias teológicas da modernidade: Lutero era um monge agostiniano; Calvino era um leitor assíduo de Agostinho; Jansenius, apesar de dizer que não apresentava nenhuma novidade teológica, gabava-se de seguir as pegadas do “Doutor da Graça”; os Molinistas e Dominicanos citavam inúmeras passagens das obras do Bispo de Hipona no debate sobre a graça no século XVII. Porém, tais pensadores, apesar de beberem da mesma fonte, divergiam quanto às interpretações da obra de Agostinho, dando origem às mais variadas e controvertidas linhas teológicas. Hoje, apesar dos inúmeros estudos voltados aos grandes temas agostinianos, sabe-se que estamos diante de uma obra ainda em aberto, capaz de oferecer os recursos necessários para todos aqueles que desejam refletir o conturbado século XXI. Diante disso, a PUC-SP, por meio da Cátedra Santo Agostinho, ocupada pelo Prof. Dr. Luiz Felipe Pondé, promove o Núcleo de Estudos Agostinianos, um espaço de leitura e reflexão voltado para todos aqueles que desejam investigar a obra de Santo Agostinho e seus ecos históricos.

Objetivos:
Preparação e submissão de Artigo sobre Santo Agostinho, por Cauê Fogaça.
Publicação da obra Joaquim Nabuco: um abolicionista liberal do Brasil, por Andrei Venturini Martins.
Comunicações (Seminário Labô).
Palestra em evento: “Predestinação em tensão: Agostinho e a história da crítica à providência divina no protestantismo”. Diálogo com o núcleo de pesquisa de Teologia Cristã e Religião Contemporânea.

Bibliografia geral e leituras programadas para os primeiros encontros (já com título da obra/capítulo, link para papers, etc);
AGOSTINHO, Santo. Confissões. trad. do latim e prefácio de Lorenzo Mammì. São Paulo: Peguim Classics Companhia das Letras, 2017.
BRACHTENDORF, Johannes. Confissões de Agostinho. trad. Milton Camargo Mota. São Paulo: Edições Loyola, 2008.

Datas dos Encontros:
Segundas-feiras, das 15h às 17h, dentro do seguinte calendário: 10/02; 30/03; 6 e 27/04; 11/05; e, 8 de junho e Seminário do Labô (a definir).

5) A imagem de Deus: Religião, História e Arte  

Coordenação: Wilma Steagall De Tommaso

Doutora em Ciências da Religião pela PUC-SP. Coordenadora do Grupo de Pesquisa sobre Arte Sacra do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – LABÔ. Pesquisadora e palestrante de arte sacra e religião. Profª. do Museu de Arte Sacra de São Paulo. Membro Pesquisadora da Sociedade Brasileira de Teologia e Ciências da Religião (SOTER). Membro Pesquisadora da Associação Latino Americana de Literatura e Teologia (ALALITE). Autora do livro O Cristo Pantocrator, Editora Paulus, 2017.

Ementa:
O curso tem como objetivo geral fundamentar uma nova percepção de beleza artística, dentro dos limites de uma metodologia histórica, para que os alunos possam identificar sinais de uma realidade invisível que está também presente no nosso cotidiano social (igrejas, museus, exposições públicas, monumentos históricos, etc.). Visa também desenvolver com os alunos uma distinção conceitual entre a função moral da arte sagrada e a função meramente estética da arte após o Renascimento – e exercitar a sensibilidade de um olhar peculiar para restaurar a unidade entre esses dois polos que ajudará na identificação do que habitualmente conhecemos como “obras-primas”.

Bibliografia básica:
BELTING, Hans. Image et culte: une histoire de l´image avant l´époque de l´art. Paris : Les Editions du Cerf, 2007.
BURCKHARDT, Titus. A arte sagrada no Oriente e no Ocidente. São Paulo: Attar Editorial, 2004.
EVDOKIMOV, Paul. L’art de l’icône: théologie de la beauté. Paris: Desclée de Brouwer, 1972.
PASTRO, Cláudio. Arte Sacra: o espaço sagrado hoje. São Paulo: Edições Loyola, 1993.
PASTRO, Cláudio. Guia do espaço sagrado. 4. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2007.
PASTRO, Cláudio. A arte no cristianismo: fundamentos, linguagem, espaço. São Paulo: Paulus, 2010.
RUPNIK, Marko Ivan. Via della bellezza sapienza di vita. Museu della Basilica, Santa Maria delle Grazie, Quaderni 5. Firenze. Edizione Feeria, 2007.
TOMMASO, Wilma Steagall De. O Cristo Pantocrator: da origem às igrejas no Brasil, na obra de Cláudio Pastro. São Paulo: Paulus, 2017.
SPIDLÍK, Tomás; RUPNIK, Marko Ivan. La fede secondo le icone. Roma: Lipa Edizione, Terza edizione, 2017.

Bibliografia complementar:
ANTUNES, Otavio Ferreira. A beleza como experiência de Deus. São Paulo: Paulus, 2010.
BESANÇON, Alain. L´ image interdite : uns histoire intellectuelle de l´iconoclasme. Paris : Gallimard, 2000. (Collecttions Folio/ Essais).
BOESPFLUG, François; BAYLE, Françoise. Les monothéismes en images: judaïsme, christianisme, islam. Montrouge: Bayard, 2014.
GHARIB, Georges. Os ícones de Cristo: história e culto. Trad. José Raimundo Vidigal. São Paulo: Paulus, 1997.
TREVISAN, Armindo. O rosto de Cristo : a formação do imaginário e da arte cristã. Porto Alegre: Editora AGE, 2003.

Datas dos Encontros:
Terças-feiras, das 16h às 18h, sendo:

Fevereiro: 11
Março: 3, 17, 31
Abril: 7 ou 14, 28 (devido a Semana Santa)
Maio: 5, 19, 26
Junho: 2, 16, 30

6) Teologia Cristã e Religião Contemporânea  

Coordenação: André Anéas, Petterson Brey e Lucas Merlo

André Anéas é doutorando e mestre em Teologia pela PUC SP (bolsista CAPES) e bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica Batista de SP, na qual também é docente. É autor do livro “Protestantismo e Mística - razão e experiência mística no protestantismo histórico”, além de artigos relacionados à temática do protestantismo, religião, experiência de Deus, mística e espiritualidade. Atualmente trabalha em sua tese o diálogo entre teologia fundamental, mística cristã e fenomenologia.

Lucas Merlo é bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo e mestre em Ciências da Religião com ênfase em Literatura e religião no mundo bíblico pela Universidade Metodista de São Paulo.

Petterson Brey é doutorando e mestre em Teologia – PUC SP. Especialista (Lato-Senso) em Interpretação e Ensino da Bíblia e Bacharel em Teologia – SALT (Seminário Adventista Latino-americano de Teologia).

Ementa:

O grupo de Teologia Cristã e Religião Contemporânea (TCRC) tem por objetivo realizar pesquisas que analisem o fenômeno religioso contemporâneo, em especial o evangelicalismo brasileiro, a partir de um horizonte teológico. Sempre dialogando com as ciências humanas, em especial a filosofia e sociologia da religião, os membros desenvolvem estudos para fornecer subsídios aos ministros religiosos, membros de comunidades cristãs e sociedade de modo geral pensarem as manifestações da fé cristã no Brasil e suas intersecções políticas, sociais, intra-denominacionais, inter-denominacionais e inter-religiosas. Os fundamentos teóricos da reflexão do grupo priorizam o saber teológico.

Compromissos:

30/3 – Evento: “Predestinação em tensão: Agostinho e a história da crítica à providência divina no protestantismo” – diálogo com o Núcleo de Estudos Agostinianos.

Curso com Caio Fábio (provavelmente mais de dois encontros e servirá como etapa do projeto de historiografar o evangelicalismo brasileiro);

Produção: textos para blog;

Apresentações nos seminários LABÔ (2020):

Podcast e aulas abertas: vamos continuar lideranças religiosa para interagir conosco nestes dois modelos.

Bibliografia expandida

ALTER, Robert. A Arte da Narrativa Bíblica. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

ALVES, Rubem. Por uma teologia da libertação. São Paulo: Editora Recriar, 2019.

ALVES, Rubem. Protestantismo e repressão. São Paulo: Ática, 1979.

BAR-EFRAT, Shimon. Narrative Art in the Bible. New York: T&T Clark, 2008.

BARTH, Karl. Introdução à Teologia Evangélica. São Leopoldo: Sinodal, 1996.

BASTIDE, Roger. O sagrado selvagem e outros ensaios. 1. ed. São Paulo: Companhia Das Letras, 2006.

BERGER, Peter L.. O imperativo herético. Possibilidades contemporâneas da afirmação religiosa. Petrópolis: Vozes, 2017.

BERLIN, Adele. Poetics and Interpretation of Biblical Narrative. Winona Lake: Eisenbrauns, 2005.

BONHOEFFER, Dietrich. Reflexões sobre a Bíblia a resposta às nossas perguntas. São Paulo: Edições Loyola, 2008.

BUBER, Martin. The Prophetic Faith. New York: Harper & Row, 1960.

CHILDS, Brevard S.. Biblical Theology of the Old and New Testaments: theological reflection on the Christian Bible. Minneapolis: Fortress Press, 1993.

__________. Old Testament Theology in a Canonical Context. Philadelphia: Fortress Press, 1989.

COMBLIN, José. A Força da Palavra. Petrópolis: Vozes, 1986.

COX, Harvey. O futuro da fé. São Paulo: Paulus, 2015.

DURKHEIM, Émile. As Formas Elementares da Vida Religiosa. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

FOKKELMAN, Jan P.. Reading Biblical Narrative: an introductory guide. Louisville: Westminster John Knox Press, 1999.

GARCIA LÓPEZ, Félix. Pentateuco: introducción a la lectura de los cinco primeros libros de la Biblia. Estella (Navarra): Editorial Verbo Divino, 2016.

RAHNER, Karl. O cristão do futuro. São Paulo: Fonte Editorial.

HASEL, Gerhard. Teologia do Antigo e Novo Testamento: questões básicas no debate atual. São Paulo: Academia Cristã, 2012.

HESCHEL, Abraham J.. Deus em busca do homem. São Paulo: Edições Paulinas, 1975.

MARGUERAT, Daniel; BOURQUIN, Yvan. Pour Lire les Récits Bibliques. 4 ed. Paris: Les Éditions du Cerf, 2009. (Para Ler as Narrativas Bíblicas: iniciação à análise narrativa. São Paulo: Edições Loyola, 2009. Traduzido da 1ª ed. de 1998).

MCGRATH, Alister. A Revolução Protestante – Uma provocante história do protestantismo contada desde o século 16 até os dias de hoje. Brasília: Editora Palavra, 2012.

__________. A vida de João Calvino. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.

__________. Teologia sistemática, histórica e filosófica – uma introdução à teologia cristã. São Paulo: Shedd Publicações, 2010.

MENDONÇA, Antônio G.. A experiência religiosa e a institucionalização da religião. In: Revista de estudos avançados. p. 29-46, 2004.

__________. De novo o sagrado selvagem: variações. In: Estudos de Religião, Ano XXI, p. 22-33, 2007.

__________. O celeste porvir – a inserção do protestantismo no Brasil. São Paulo: ASTE, 1995.

NIETZSCHE, Friedrich. O anticristo. Porto Alegre: L&PM, 2011.

OSBORNE, Grant R.. A Espiral Hermenêutica: uma nova abordagem à interpretação bíblica. São Paulo: Vida Nova, 2009.

OTTO, Rudolf. O sagrado. 2. ed. São Leopoldo: Sinodal, 2011.

PADILLA, René C.. Missão Integral - Ensaios sobre o Reino e a Igreja. São Paulo: Temática Publicações, 1992.

PONTIFÍCIA COMISSÃO BÍBLICA. O Povo Judeu e as suas Sagradas Escrituras na Bíblia Cristã. São Paulo: Paulinas, 2012.

RIBEIRO, Claudio de O.. Pluralismo e libertação. Edição Kindle: Paulinas, 2015.

RICOEUR, Paul. A Hermenêutica Bíblica. São Paulo: Edições Loyola, 2006.

RÖMER, Thomas; MACCHI, Jean-Daniel; NIHAN, Christophe. Introduction à L’Ancien Testament. Genève: Editions Labor et Fides, 2009. (Antigo Testamento: história, escritura e teologia. São Paulo: Edições Loyola, 2010. Traduzido da 1ª ed. de 2004).

SCHLEIERMACHER, Friedrich. Sobre a religião. São Paulo: Novo Século, 2000.

SCHMID, Konrad. Literaturgeschichte des Alten Testaments: eine einführung. Darmstadt: Wissenschaftliche Buchgesellschaft, 2014.

SKA, Jean-Louis. A Palavra de Deus nas Narrativas dos Homens. São Paulo: Edições Loyola, 2005.

__________. Antigo Testamento 1: introdução. Petrópolis: Vozes, 2018.

__________. Antigo Testamento 2: temas e leituras. Petrópolis: Vozes, 2018.

__________. Our Father Have Told Us: introduction to the analysis of Hebrew Narratives. Roma: Editrice Pontificio Istituto Biblico, 2000.

SMITH, James K.. Desejando o reino: culto, cosmovisão e formação cultural. São Paulo: Vida Nova, 2018.

TILLICH, Paul. História do Pensamento Cristão. São Paulo: ASTE, 2015.

__________. Perspectivas da Teologia Protestante nos Séculos XIX e XX. São Paulo: ASTE, 2010.

WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Martin Claret, 2013.

Datas dos Encontros:

Segundas-feiras, das 13h às 15h, dentro do seguinte calendário: 03 e 10/02; 16 e 30/03; 6 e 27/04; 11 e 25/05; e, 08/06.

Organização dos encontros [neste semestre iremos nos aprofundar no pensamento alvesiano, especificamente sua tese doutoral com título original “A Theology of Human Hope”, para pensar a relação da igreja cristã contemporânea com a atual conjuntura política brasileira]:

ALVES, Rubem. Por uma teologia da libertação. São Paulo: Editora Recriar, 2019.

7) Jung e a Filosofia da Religião 


Coordenação: Lilian Wurzba e Maria Cristina Mariante Guarnieri

Lilian Wurzba, psicóloga, Mestre e Doutora em Ciências da Religião (PUC-SP), docente do IJEP (Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa), nos cursos de Especialização Lato-sensu em Psicologia Junguiana, Psicossomática e Arteterapia e Expressões Criativas, pesquisadora do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia (LABÔ-PUCSP), autora do livro Natureza Irreal ou Fantástica Realidade: reflexões sobre a melancolia religiosa e suas expressões simbólicas na obra de Hieronymus Bosch (Eleva Cultural).

Maria Cristina Mariante Guarnieri, psicóloga, Mestre e Doutora em Ciências da Religião (PUC-SP), docente do IJEP (Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa), nos cursos de Especialização Lato-sensu em Psicologia Junguiana, Psicossomática e Arteterapia e Expressões Criativas, pesquisadora e coordenadora do grupo de Judaísmo Contemporâneo do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia (LABÔ-PUCSP), autora dos livros Do fim ao começo: falando de morte e luto para adolescente (Editora Paulinas) e Angústia e Conhecimento: uma reflexão a partir dos pensadores religiosos (Editora Reflexão).

Ementa:

Ainda que o psiquiatra e psicólogo suíço Carl Gustav Jung seja considerado persona non grata na academia, como fora outrora, não é possível isolá-lo das correntes de pensamento do século 20, principalmente no que concerne a uma perspectiva religiosa na vida humana. Sua psicologia não se restringe ao campo da psicopatologia, pois as questões que o nortearam estavam muito além do campo exclusivamente médico e diante das quais a “ciência médica é de todo insatisfatória”: o propósito da vida humana, o significado espiritual da vida, a realidade da alma, o problema do mal, a relação do humano com o numinoso, questões, aliás, com as quais se ocupa a filosofia da religião. A partir de sua experiência clínica, Jung percebeu que “a causa de inúmeras neuroses está principalmente no fato de as necessidades religiosas da alma humana não serem mais levadas a sério, devido à paixão infantil do entendimento racional” (Objetivos da psicoterapia, 1929). Apoiado em pensadores como Kant, Schopenhauer, Edward Von Hartman, Carl Gustav Carus, Meister Eckhart, entre outros, e tomando como seu dever a máxima de Terêncio (190-159 a.C) – “nada que é humano é alheio a mim” –, Jung incursionou por todos os campos das questões humanas, pois lhe interessava compreender a situação espiritual do homem moderno e o que ele denominava de “neurose geral de nosso tempo”: um sentimento de inutilidade acompanhado, muitas vezes, de um sentimento de vazio religioso. Neste sentido, o objetivo do grupo é trazer à discussão a contribuição de Jung para a compreensão da realidade contemporânea, elucidando as convergências entre seu pensamento e as reflexões desenvolvidas pela filosofia da religião, além de aprofundar a pesquisa e os estudos da própria psicologia analítica

Bibliografia:

JUNG, Carl Gustav. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. V. IX/1 Obras Completas

___________ Civilização em transição. V. X Obras Completas

___________ Psicologia e Religião. V. XI Obras Completas

___________ Conferências de Tavistock in: Vida Simbólica. V. XVIII/1

Datas dos Encontros:

Sextas-feiras, das 14h às 16h, dentro do seguinte calendário: 28/02; 13 e 27/03; 17 e 24/04; e, 22 e 29/05.


8) Hiper-Religiosidade: A Prisão da Fé na Era das Liberdades  

Coordenação: Davi Lago e Tiago Pavinatto

Objetivos/Ementa:

O objetivo do grupo de pesquisas é estudar o fenômeno contemporâneo da hiper-religiosidade, nome técnico para as diversas formas de fanatismo religioso e político. Em plena era das liberdades, quando os direitos ditos fundamentais parecem ter atingido o máximo de seus desdobramentos devemos nos atentar para os limites de cada um e cuidar para que não exista dano, para que, por exemplo, a religiosidade de um não fira a individualidade do outro. Nesse contexto, um agente representa uma tensão e obstáculo para a pretendida harmonia entre os direitos fundamentais: o fanático. O grupo propõe uma reflexão multidisciplinar para uma clara identificação dos limites entre o idealismo ou a devoção e o fundamentalismo (religioso ou político). Afinal, ao sair dos domínios da fé, um cuidado se apresenta: separar o fanatismo, joio, do idealismo, trigo. A diferença entre eles, ensina Amós Oz, é a distância entre a dedicação e a obsessão: “Para o fanático, mas não para o idealista, ‘o fim justifica todos os meios’”.

Breve Histórico:

Iniciamos nossas atividades no segundo semestre de 2019 com o estudo de obras-chave sobre três questões: (1) o que é tolerância?; (2) o que é uma crença religiosa?; e (3) o que é violência? Revisamos a bibliografia essencial destes assuntos percorrendo obras de Locke, Voltaire, Marcuse, Popper, Bobbio, Walzer, Berger, Eliade, Dworking, Habermas, Schlegel e Oz. Foram destacados conceitos fundamentais como: paradoxo da tolerância; fundamentalismo, integrismo e fanatismo; sociedade plural; intolerância religiosa; dano; terrorismo; fanatismo político-religioso; laicidade estatal. Ao término, cada coordenador também pode apresentar sua respectiva obra sobre o assunto: Brasil polifônico (MC) e a A condição do Fanático Religioso (Lumen Juris).

Atividades:
São duas propostas para o primeiro semestre de 2020:

(1) a primeira é estudar o tema da hiper-religiosidade na sociedade brasileira contemporânea a partir do conjunto de conceitos estudados no semestre anterior: realizaremos levantamento bibliográfico da produção científica produzida em 2019 no Brasil sobre o tema. O objetivo é fornecer um arcabouço consistente para aprofundamentos específicos e futuras pesquisas;

(2) a segunda proposta é nteragir com pesquisadores especializados em temas contíguos ao estudo da hiper-religiosidade:i estão programados três encontros sobre os temas “intolerância e infância”, “conflito Israel x Palestina” e “religião e bioética”.

Compromissos do grupo:

Levantamento bibliográfico atualizado da produção científica brasileira em 2019 sobre o tema da hiper-religiosidade com atenção primária nas teses de doutoramento, dissertações de mestrado e capítulos de livros; atenção secundária em papers acadêmicos e ensaios na grande mídia;

Levantamento das pesquisas estatísticas de 2019 envolvendo religião e violência no Brasil;

Aula aberta sobre intolerância religiosa e o conflito Israel x Palestina com o Prof. Dr. Magno Paganelli (USP);

Aula aberta sobre intolerância e infância com o Prof. Dr. Pedro Hartung (USP).

Aula aberta sobre religião e bioética com a Profa. Moira Maxwell Faculdade de Medicina da USP.

Produção de artigo para a Revista Acadêmica do Labô;

Produção de textos informativos para o blog;

Participação dos seminários do Labô em 2020;

Gravação de Podcast.

Produção de ensaio sintetizador das pesquisas realizadas em 2019 no grupo de pesquisa.

Bibliografia:

ATWOOD, Margaret. O conto da aia. Trad. Ana Deiró. Rio de Janeiro: Rocco, 2017.

BARRETO, Tobias. Crítica de religião. Rio de Janeiro: Solomon; Sergipe: Editora Diário Oficial, 2012 (Obras Completas de Tobias Barreto; V. 10).

BARROZO, Victor Breno Farias. Modernidade religiosa: memória, transmissão e emoção no pensamento de Danièle Hervieu-Léger. São Paulo: Fonte Editorial, 2014.

BECK, Ulrich. O Deus de cada um. Trad. Celeste Aida Galeão; Johannes Augel. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2016.

BERGER, Peter Ludwig. O dossel sagrado: elementos para uma teoria sociológica da religião. 5ª ed. São Paulo: Paulus, 1995.

BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Trad. Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

BUBER, Martin. Do diálogo e do dialógico. Trad. Marta Ekstein de Souza Queiroz e Regina Weinberg. São Paulo: Perspectiva, 2014.

CASTELLS, Manuel. Ruptura: a crise da democracia liberal. Trad. Joana Angélica d’Avila Melo. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.

CATROGA, Fernando. Entre deuses e Césares: secularização, laicidade e religião civil: uma perspectiva histórica. 2. ed. Coimbra: Almedina, 2010.

CROATTO, José Severino. As linguagens da experiência religiosa: uma introdução à fenomenologia da religião. São Paulo: Paulinas, 2001.

DUNKER, Christian. Reinvenção da intimidade: políticas do sofrimento cotidiano. São Paulo: Ubu, 2017.

DURKHEIM, Émile. As formas elementares da vida religiosa: o sistema totêmico na Austrália. Trad. Paulo Neves. São Paulo: Martins Fontes, 1996 (Coleção Tópicos).

______. O problema religioso e a dualidade da natureza humana. Debates do NER-Núcleo de Estudos de Religião da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, ano 13, nº 22, p. 27-61, jul.-dez. 2012.

DWORKIN, Ronald. Religion without God. Cambrige: Harvard University Press, 2013.

ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano. Trad. Rogério Fernandes. São Paulo: Martins Fontes, 1992 (Tópicos).

EPALZA, Mikel de. Pluralismo e tolerância, um modelo toledano? In: CARDAILLAC, Louis (Org.). Toledo, séculos XII-XIII: muçulmanos, cristãos e judeus: o saber e a tolerância. Trad. Lucy Magalhães. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1992. p. 213-222. (Coleção Memória das Cidades)

FEUERBACH, Ludwig. Preleções sobre a essência da religião. Trad. José da Silva Brandão. Petrópolis: Vozes, 2009. (Coleção Textos Filosóficos)

GALILEI, Galileu. Ciência e fé. Trad. Carlos Arthur R. do Nascimento. São Paulo: Editora UNESP, 2009.

GROS, Frédéric. Desobedecer. Trad. Célia Euvaldo. São Paulo: Ubu, 2018.

GUYAU, Jean-Marie. A irreligião do futuro: estudo sociológico. Trad. Regina Schöpke e Mauro Baladi. São Paulo: Martins Fontes, 2014.

GUERREIRO, Sara. As fronteiras da tolerância: liberdade religiosa e proselitismo na convenção europeia dos direitos do homem. Coimbra: Almedina, 2005.

HABERMAS, Jürgen. Entre naturalismo e religião: estudos filosóficos. Trad. Flávio Bento Siebeneicher. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2007. (Biblioteca Colégio do Brasil, 14)

______. Fé e saber. Trad. Fernando Costa Mattos. São Paulo: Editora UNESP, 2013.

______. O ocidente dividido: pequenos escritos políticos X. Trad. Bianca Tavorali. São Paulo: Unesp, 2016.

HAN, Byung-Chul. Topologia da violência. Trad. Enio Paulo Giachini. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.

HIRSI ALI, Ayaan. Herege: por que o islã precisa de uma reforma imediata. Trad. Laura Teixeira Motta; Jussara Simões. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

______. A virgem na jaula: um apelo à razão. Trad. Ivan Weizs Kuck. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

HOFFER, Eric. Fanatismo e movimentos de massa. Trad. Sylvia Jatobá. Rio de Janeiro: Lidador, 1968.

HUME, David. História natural da religião. Trad. Jaimir Conte. São Paulo: Editora UNESP, 2005.

IHERING, Rudolf von. A luta pelo direito. Trad. Edson Bini. Bauru, SP: Edipro, 2001.

JAPPE, Anselm. Violência, mas para quê? Trad. Robson J. F. de Oliveira. São Paulo: Hedra, 2013.

KANT, Immanuel. A religião nos limites da simples razão. Trad. Artur Morão. Lisboa: Edições 70, 2008. (Textos Filosóficos, 34)

KIERKEGAARD, Søren. Temor e tremor. Trad. Torrieri Guimarães. São Paulo: Hemus, 2008.

LA BOÉTIE, Etienne de. Discurso da servidão voluntária. Trad. Gabriel Perissé. São Paulo: Nós, 2016.

LAGO, Davi. Brasil Polifônico: os evangélicos e as estruturas de poder. São Paulo: Mundo Cristão, 2018.

LILLA, Mark. The stillborn God: religion, politics, and the modern West. New York: Vintage Books, 2007.

LLOSA, Mario Vargas. O véu que não é um mero véu. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 7 out. 2007, p. A22.

LOCKE, John. Carta acerca da tolerância. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Os Pensadores)

LOTUFO NETO, Francisco. Psiquiatria e religião: a prevalência de transtornos mentais entre ministros religiosos. Tese (Livre-docência em Psiquiatria). Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1997.

MACFARQUHAR, Larissa. A vida pelos outros: escolhas altruístas no limite da ética. Trad. Liliana Negrello e Christian Schwartz. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

MARCUSE, Herbert. Repressive tolerance. Disponível em: . Acesso em: 3 set. 2015.

OZ, Amós. Como curar um fanático: Israel e Palestina: Entre o certo e o certo. Trad. Paulo Geiger. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

PAVINATTO, T. L.. A Condição do Fanático Religioso. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2019.

RANCIÈRE, Jacques. O ódio à democracia. Trad. Mariana Echalar. São Paulo: Boitempo, 2014.

RIVERO, Jean; MOUTOUH, Hugues. Liberdades públicas. Trad. Maria Ermantina de Almeida Prado Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

ROMANO, Roberto. Sobre o Estado laico. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 18 jan. 2019, p. A2.

SCHLEGEL, Jean-Louis. A lei de Deus contra a liberdade dos homens. Trad. Eduardo Brandão. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.

SCRUTON, Roger. Tolos, fraudes e militantes: pensadores da Nova Esquerda. Trad. Alessandra Bonrruquer. Rio de Janeiro: Record, 2018.

SLOTERDIJK, Peter. O desprezo das massas: ensaio sobre lutas culturais na sociedade moderna. Trad. Claudia Cavalcanti. São Paulo: Estação Liberdade, 2016.

TERRA, Kenner Roger Cazotto. Teorias da linguagem e estudos do discurso: apontamentos metodológicos para uma análise do discurso religioso. In: Horizonte, Belo Horizonte, v.16, n,51, p.1085-1106, set./dez/2018.

TODOROV, Tzvetan. La paura dei barbari: oltre lo scontro delle civiltà. Milano: Elefanti Saggi, 2016.

______. Os inimigos íntimos da democracia. Trad. Joana Angélica d’Ávila Melo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

VOLTAIRE. Tratado sobre a tolerância: a propósito da morte de Jean Calas. 2. ed. Trad. Paulo Neves. São Paulo: Martins Fontes, 2000. (Coleção Clássicos)

WALZER, Michael. Da tolerância. Trad. Almiro Pisetta. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

WITTE JR, John. The Reformation of Rights: Law, Religion, and Human Rights in Early Modern Calvinism. Cambridge: Cambridge University Press, 2010.

WITTGENSTEIN, Ludwig. Luz e sombras: uma experiência (onírica) noturna e um fragmento de carta. Trad. Edgar da Rocha Marques. São Paulo: Martins Fontes, 2012.

WRIGHT, Lawrence. A prisão da fé: Cientologia, celebridades e Hollywood. Trad. Laura Motta; Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

ZAGREBELSKY, Gustavo. A crucificação e a democracia. Trad. Monica de Sanctis Viana. São Paulo: Saraiva, 2011.

ZIZEK, Slavoj. O absoluto frágil, ou Por que vale a pena lutar pelo legado cristão? Trad. Rogério Bettoni. São Paulo: Boitempo, 2015.

Datas dos encontros:

Das 16h às 18h, dentro do seguinte calendário: 05 e 12/02; 04 e 11/03; 01 e 08/04; e, 06 e 13/05.

Cronograma:

5/2: Close reading do texto:
“Violência no Brasil: do homem cordial ao ódio cibernético” in: AVRITZER, Leonardo. O pêndulo da democracia. São Paulo: Todavia, 2019.

12/2: Aula aberta “Intolerância e Infância” com Prof. Dr. Pedro Hartung.

4/3: Close reading dos textos:
“Como dialogar com quem discorda de você” in: AMPARO, Thiago. Como dialogar com quem discorda de você. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/thiago-amparo/2019/07/como-dialogar-com-quem-discorda-de-voce.shtml
“Fé democrática” In: AMPARO, Thiago. Fé democrática. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/thiago-amparo/2019/09/fe-democratica.shtml

11/3: Aula aberta “Conflito Israel x Palestina” com Prof. Dr. Magno Paganelli.

1º/4: Discussão sobre a obra “Sobre o autoritarismo brasileiro”: SCHWARCZ, Lilia Moritz. Sobre o autoritarismo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

8/4: Aula aberta “Religião e bioética” com Profa. Moira Maxwell.

6/5: Apresentação dos levantamentos bibliográficos.

13/5: Treino para apresentações no seminário do Labô.

9) Estudos sobre morte e pós morte 

Coordenação: Andréa Kogan e Maria Cristina Mariante Guarnieri

Andréa Kogan: é formada em Letras (Português/Inglês) e é Doutora em Ciência da Religião pela PUC de São Paulo. Sua tese de doutorado foi transformada no livro “Espiritismo Judaico” (Editora Labrador). Desde então vem desenvolvendo pesquisas acadêmicas em relação à morte e ao pós-morte (representações destes momentos e o que é chamado de “sobrenatural”). Coordenou e desenvolveu pesquisas sobre judaísmo contemporâneo nos últimos 7 anos e, além de professora, tradutora e revisora, é assistente acadêmica do Labô.

Maria Cristina Mariante Guarnieri, psicóloga, Mestre e Doutora em Ciências da Religião (PUC-SP), docente do IJEP (Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa), nos cursos de Especialização Lato-sensu em Psicologia Junguiana, Psicossomática e Arteterapia e Expressões Criativas, pesquisadora e também foi coordenadora do grupo de Judaísmo Contemporâneo do LABÔ. Autora dos livros “Do fim ao começo: falando de morte e luto para adolescente” (Editora Paulinas) e “Angústia e Conhecimento: uma reflexão a partir dos pensadores religiosos” (Editora Reflexão).

EMENTA/JUSTIFICATIVA:

A experiência real da morte é individual e solitária. O ser humano é o único que pode antever a morte e filosofar sobre ela. É o único que tem consciência da morte e por isso a teme, dado que a experimenta como uma aniquilação do eu, dos nossos desejos, de nossa afirmação, de quem somos e o que queremos, do que fizemos, de quem amamos, de tudo aquilo que acreditamos que nos pertence e, portanto, constrói e legitima a nossa existência.

O ser humano percebe a si mesmo subjetivamente; seu próprio corpo, o mundo objetivo será descoberto por este eu subjetivo. Ele vive a temporalidade e sabe de sua presença finita no tempo e, ao mesmo tempo, também reconhece a sucessão das gerações e a indicação da infinitude. A morte como a expressão maior da temporalidade da vida, que é captada pela consciência humana através da fisiologia do próprio corpo humano, causa uma ruptura em nossa atitude natural, pois supostamente nossa vida cotidiana nega a questão da morte. Percebendo as transformações que ocorrem no próprio corpo, os obstáculos e também as perdas que enfrenta, o ser humano observa a temporalidade da existência. Esta temporalidade é percebida por meio da existência do outro, que ao morrer legitima a realidade da morte. O “estar presente” nestas situações (doenças, mortes, rituais do pós-morte) traz concretude a um pensamento que talvez “não é bom nem pensar”. A consciência da mortalidade é o que revela a verdade da vida. Não por acaso vivemos um momento no qual a morte é algo que desperta ou uma curiosidade mórbida – geralmente quando esta se dá no outro – ou experimentamos uma total negação dessa realidade.

Todo mortal vive a angústia da morte. Por mais que tenhamos certeza dela, ou mesmo que possamos construir elaborações sobre o além-morte que facilitam nosso enfrentamento do que com certeza nos cabe como destino, a realidade continua sendo o nosso diálogo é com o desconhecido. Nossa razão tenta entender o que não possui representação na linguagem, nossa razão tenta escolher quais das representações do pós-morte melhor nos convêm – de acordo com religião, filosofia, experiências, etc.>

Ressaltamos que nosso objetivo neste grupo é a pesquisa teórica e não trabalho terapêutico de assistência aos enlutados.

Objetivos:

Apresentações e discussões sobre os livros mencionados na bibliografia;

Produção de pequenos textos para o blog Offlattes.com;

Produção de artigos para a Revista Laboratório;

Comunicações orais nos seminários do Labô.

Bibliografia:

Obs: os títulos sublinhados são os escolhidos para os primeiros encontros.

ARIÈS, Philippe. O Homem Diante da Morte. São Paulo: Editora Unesp, 2014.

BAYARD, Jean-Pierre. Sentido oculto dos ritos mortuários: morrer é morrer? São Paulo: Paulus, 1996.

BECKER, Carl B. Paranormal Experience and Survival of Death. New York: State University Press, 1993.

BECKER, Ernest. A Negação da Morte. Rio de Janeiro: Record, 1973.

BOWKER, John. Os sentidos da morte. São Paulo: Paulus, 1995.

CORDEIRO, José Luis, WOOD, David. A morte da morte: a possibilidade científica da imortalidade. São Paulo: LVM Editora, 2019.

DANTICAT, Edwidge. The art of Death – writing the final story. Minneapolis: Graywolf Press, 2017.

GAWANDE, Atul. Mortais: nós, a medicina e o que realmente importa no final. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.

GRAY, John. A busca pela imortalidade – A obsessão humana em ludibriar a morte. Rio de Janeiro: Record, 2014.

GUARNIERI, Maria Cristina M. Morte no corpo, vida no espírito: o processo de luto na prática espírita da psicografia. Dissertação de mestrado. Disponível em: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/1892?mode=full

HESCHEL, Abraham Joshua. A morte como uma volta ao lar. In: O Último dos Profetas. São Paulo: Manole, 2002.

JOHNSON, Christopher Jay, McGEE, Marsha. How Different Religions View Death and Afterlife. 2.ed. Philadelphia: The Charles Press, 1988.

KESSLER, David. Finding Meaning: the sixth stage of grief. New York: Scribner, 2019.

KIERKEGAARD, Soren. A obra de amor que consiste em recordar uma pessoa amada já falecida. In: As Obras do Amor. São Paulo: Vozes, 2013.

KJAER-HANSEN, Kai. The Death of Messiah. Baltimore: Lederer Publications, 1994.

KÜBLER-ROSS, Elisabeth. A Roda da Vida. Rio de Janeiro: Sextante, 2017.

KÜBLER-ROSS, Elisabeth. Sobre a Morte e o Morrer. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017.

LAMM, Maurice. The Jewish Way in Death and Mourning. New York: Jonathan David Publishers, 2000.

MACEDO, João Carlos G. Martins. Educar para a Morte: uma abordagem a partir de Elisabeth Kübler-Ross. Coimbra: Grupo Almedina, 2011.

MANNIX, Kathryn. Precisamos falar sobre a morte – histórias e reflexões sobre a arte de viver e morrer. Rio de Janeiro: Sextante, 2019.

NULAND, Sherwin. How we die – reflections on life’s final chapter. New York: Alfred A. Knopf, 1994.

RIEMER, Jack (ed.). Jewish Reflections on Death. New York: Schocken Books, 1974.

Datas dos Encontros:

Sextas-feiras, das 16h às 18h, dentro do seguinte calendário: 28/02; 13 e 27/03; 17 e 24/04; e, 22 e 29/05.

10) $aúde 4.0 

Coordenação: Sharmila Sousa
É biomédica, especialista em Medicina Farmacêutica, mestre em Medicina (Endocrinologia, Genética do Câncer), doutora em Medicina (Endocrinologia, Medicina Translacional e Bioética) pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, mestre em Medicina, Ciência e Sociedade pelo King's College London, pesquisadora associada à Escola Fiocruz de Governo da Fiocruz/Brasília, embaixadora no Brasil da Research Impact Academy e participou de bate-papos sobre divulgação científica no Pint of Science de Brasília em 2018 e 2019. Trabalhou no projeto Rising Powers II do Departamento de Política Econômica do King’s College London (2013/14), e na Rede ePORTUGUESe da Organização Mundial da Saúde (Genebra, 2014). Hoje, traduz conhecimentos para aprimorar os processos de participação social na gestão da incorporação de tecnologias ao SUS, e apoia a tomada de decisão e formulação de políticas informadas por evidência para o Ministério da Saúde do Brasil.


Justificativa da pesquisa:

Dentro da linha de pesquisa sobre ‘Biotecnologias, Mídia e Comportamento’, o grupo $aúde4.0 tem por objetivo discutir conteúdos sobre as rupturas causadas pela mídia, tecnologias e comportamentos devido à sociedade das redes sociais e pelos avanços em biotecnologia e da ciência (medicina de precisão, big data e inteligência artificial) para identificar questões candentes e de interesse dos participantes do grupo de pesquisa, como representantes da sociedade brasileira para a produção de textos/conteúdos criativos e/ou proposição de projetos e/ou pautas para produção de white papers – como documentos de informação ou guia sobre assuntos que considerarmos chave, evidenciando estratégias sobre como abordá-los para educar parlamentares, tomadores de decisões em níveis municipal, estadual e federal, além de cidadãos e instituições de saúde públicas e privadas sobre qual caminho queremos traçar para a resolução de questões complexas em Saúde. Como think tank, buscamos aproximar pensamentos teórico-filosóficos, com uma breve introdução a alguns conceitos da literatura dos estudos sociais de ciência e tecnologia, das vozes de cidadãos qua usuários, pesquisadores, gestores e tomadores de decisões dos setores público e privado para a co-produção (Jasanoff, 2004) de narrativas brasileiras sobre a $aúde4.0, hoje, democratizando o debate para chegarmos à Saúde que queremos para o amanhã!


Organização:

Cada encontro contará com uma entrada no Lab Journal/Caderno de Campo no off-lattes com um conjunto de fontes no formato de vídeos (reportagens da mídia formal, filmes, documentários, vídeos de especialistas e/ou think tanks), textos acadêmicos (livros, artigos indexados), documentos para fins de formulação de políticas e tomada de decisão informada por evidências (relatórios e sínteses para políticas, white papers), e conteúdos diversos (intervenções artísticas, exposições, manifestações socioculturais) com exemplos ilustrativos sobre os seguintes temas.


Ementa:

Acesse a ementa completa.


Datas dos Encontros:

O grupo começará suas atividades em março de 2020.
Reuniões – quintas-feiras, das 14h às 16h.
Datas: 05 e 26/03/2020, 16/04/2020, 07 e 28/05/2020, 18/06/2020.


• Encontro #1 [05/03/2020] – Coletivos Biomédicos
Verdades custosas, mentiras baratas
Consumo de tecnologias e informações em saúde: queremos chegar à ciência de cidadania ou continuar com os coletivos biomédicos?

• Encontro #2 [26/03/2020] – Ciência de Cidadania
Citizen $cience: DIY (Social Technology) Revolution
Do biocidadão ao biohacker: como saímos do quadro negro com giz branco, passando pelo quadro branco com canetas coloridas, até chegarmos ao PowerPoint?

• Encontro #3 [16/04/2020] – Ferramentas Disruptoras em Biotecnologia
To CRISPR/Cas or HGP-Write? Slow-Medicine!
Zeitgeist?

• Encontro #4 [07/05/2020] – Saúde Digital
$aúde 4.0: Big Data Analytics + Genômica + Cultura + [auto]Regulação?
« bien informés, les hommes sont citoyens ; mal informés ils deviennent des sujets » (Alfred Sauvy)

• Encontro #5 [28/05/2020] – DNA & Fa$hion & You
O que é luxo em saúde para você hoje?
lux·u·ry | \ ˈlək-sh(ə-)rē | significa ‘bem-estar’ ou itens de luxo (tradicionalmente) sobre desejo, abundância, indulgência, prazer, satisfação e conforto?

• Encontro #6 [18/06/2020] – $aúde4.0
Da $aúde4.0 hoje para o amanhã: onde queremos chegar no Brasil?
Oficina

11) Comportamento Político 

Coordenação: Fernando Amed
Historiador pela FFLCH da USP, professor da Faculdade de Comunicação da Faap e do curso de Artes Visuais da Belas Artes de São Paulo, autor de livros e artigos acadêmicos. Pesquisador do Labô, Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da PUC-SP.

Justificativa da pesquisa:

A pesquisa em Comportamento Político tem se desenvolvido nos Laboratórios das principais universidades do mundo (Princeton, Oxford, MIT, etc.) e é fácil perceber o porquê: a participação intensa nas mídias sociais criou um novo tipo de animal político. A partir do estudo e da análise do que se fala nas redes sociais, fica cada vez mais claro que o afeto vai tomando o lugar da ideologia. Resta dizer que hoje nos remetemos a este cenário como sendo de polarização afetiva e não ideológica. Assim, as definições mais clássicas de participação ou engajamento político vão sendo preteridas por ações e atitudes que são tomadas levando em consideração outros marcadores, tais como raça e gênero, além do ressentimento, da inveja ou do ódio. As análises do Comportamento Político pretendem nos habilitar a mensurar e melhor compreender o que pode estar por detrás das escolhas nas eleições bem como melhor entender o cenário de polarização que aparentemente veio para ficar.

A pesquisa neste campo de estudos tem se pautado pela empiria, assim, não se trata de produzir dados que deem suporte para um espectro político ou outro, mas de propor questões que venham a elucidar, a matizar e nuançar, posições que se configuram em políticas mas que originalmente podem ser regidas por outros impulsos.

Objetivos:

O Grupo de Pesquisa em Comportamento Político pretende se deter na análise, no estudo e na discussão das mais recentes pesquisas realizadas neste campo. A partir deste exame, a proposta é que o Grupo possa remeter estes modelos de pesquisa para o cenário político brasileiro, uma das mais intensas e robustas democracias do mundo.

Além da sistemática de discussão com encontros quinzenais, o Grupo de Pesquisa em Comportamento Político pretende apresentar marcadores de produção que possam vir a balizar as reflexões contemporâneas sobre a democracia no Brasil, levando em consideração aspectos que se remetam às motivações nas escolhas políticas, aos indicadores heterodoxos de preferência política (raça, gênero, afetos como ódio, ressentimento ou inveja), percepção de injustiça, costumes e religião.

Faz parte então desta proposta a produção – de papers, posts, artigos, promoção de debates, palestras, inserções em vídeo, etc. visando o provimento de dados interpretados que sinalizam a compreensão do Comportamento Político do Brasil contemporâneo.

A produção do Grupo de Pesquisa em Comportamento Político almeja oferecer balizas concretas – interpretação de dados, pesquisa empírica, identificação de novas práticas e comportamentos remetidos à política - para a reflexão política que se faz no Brasil e neste sentido está plenamente em sintonia com a proposta do Labô, o Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da PUC de São Paulo.

O cronograma dos encontros bem como a sistemática da produção serão dispostos e apresentados nos primeiros encontros do Grupo de Pesquisa. O mesmo ocorrerá em relação às leituras que serão realizadas num primeiro momento. Da mesma forma, iremos apresentar modelos e referências para a pesquisa de dados, bem como para a elaboração de textos que devem ser ágeis, de leitura fácil, porém com profundidade.

O primeiro texto para ser lido será: Todo mundo mente de Seth Stephens-Davidowitz.

Bibliografia:

ACHEN, Christopher H. and BARTELS, Larry. Democracy for Realists: why elections do not produce responsive government. Princeton University Press: Princeton & Oxford, 2017.

ALTER, Adam. Irresistível: por que você é viciado em tecnologia e como lidar com ela. São Paulo: Objetiva, 2008.

BRENNAN, Jason. Against Democracy. Princeton University Press: Princeton & Oxford, 2017.

DALTON, Russell J. and KLINGEMANN, Hans-Dieter. The Oxford Handbook of Political Behavior. Oxford: Oxford University Press, 2009.

McClendon, Gwyneth H. Envy in Politics. New Jersey: Princeton University Press, 2018;

STEPHENS-DAVIDOWITZ, Seth. Todo mundo mente: o que a internet e os dados dizem sobre quem realmente somos. São Paulo: Alta Books Editora, 2018.

Datas dos Encontros:

Segundas-feiras, das 14h30 às 16h30, dentro do seguinte calendário: 03 e 17/02; 02, 16 e 30/03; 13 e 27/04; 11 e 25/05; e 08/06.

12) Cultura Política no Brasil 

Coordenação: Bruno Garschagen
Doutorando e mestre em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa (IEP-UCP) e Universidade de Oxford (visiting student), pesquisador do Centro de Investigação do IEP (CIEP), autor dos livros best-sellers Pare de Acreditar no Governo - Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e Amam o Estado (Editora Record, 2015) e Direitos Máximos, Deveres Mínimos – O Festival de Privilégios que Assola o Brasil (Editora Record, 2018).

Ementa:

O grupo de estudos pretende investigar a Cultura Política no Brasil de hoje com base na nossa experiência histórica. Para que haja uma compreensão adequada do fenômeno político contemporâneo, usaremos como parâmetro a cultura política do século XIX com base na atuação de saquaremas e (conservadores) e luzias (liberais).

A partir da cultura política comparada, pretendemos contextualizar, descrever e analisar no Brasil de hoje o exercício da política formal/endógena (políticos, partidos, instituições) e não-formal/exógena (intelectuais públicos, acadêmicos, escritores, jornalistas, organizações sociais). Dessa forma, poderemos desenvolver uma perspectiva mais adequada sobre o que está acontecendo no nosso país.

Objetivos:

Produzir artigos, ensaios, livros.

Realizar/participar de palestras e seminários do Labô.

Produzir material para o blog, podcast e revista acadêmica do Labô.

Bibliografia (recomendada):

19 de fevereiro (século XIX)

LYNCH, Christian Edward Cyril. Cultura política brasileira. Revista da Faculdade de Direito da UFRGS, Porto Alegre, n. 36, p. 4-19, ago. 2017. Disponível em: https://www.academia.edu/34570054/Cultura_Pol%C3%ADtica_Brasileira

18 de março (século XIX)

CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a elite política imperial. Teatro das Sombras: a política imperial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011. (Capítulos 1 a 5)

15 de abril (século XX)

TORRES, João Camilo de Oliveira. A democracia coroada: teoria política do Império do Brasil. Brasília: Edições Câmara, 2019. (Capítulos III e IV)
____________________________. Interpretação da Realidade Brasileira. Brasília: Edições Câmara, 2019. (“Parte 1 - Capítulo I – De ciência e poder absoluto”)

13 de maio (século XIX)

LYNCH, Christian Edward Cyril. Saquaremas e luzias: a sociologia do desgosto no Brasil. Insight Inteligência, out.-dez. 2011. Disponível em: https://www.academia.edu/10344754/Saquaremas_e_luzias_a_sociologia_do_desgosto_com_o_Brasil

3 de junho (século XIX)
LYNCH, Christian Edward Cyril. O conservadorismo caleidoscópico: Edmund Burke e o pensamento político do Brasil oitocentista. Disponível em: https://www.academia.edu/33252442/CONSERVADORISMO_CALEIDOSCÓPICO_EDMUND_BURKE_E_O_PENSAMENTO_POLÍTICO_DO_BRASIL_OITOCENTISTA

24 de junho (século XX)
LYNCH, Christian Edward Cyril. Da monarquia à oligarquia. São Paulo: Alameda, 2014. (Capítulos 4, 5 da Parte I e capítulo 3 da Parte II)

12 de agosto (século XX)
SCHWARTZMAN, Simon. As bases do autoritarismo brasileiro. Rio de Janeiro: Campus, 1982. Disponível em: https://www.academia.edu/29918299/BASES_DO_AUTORITARISMO_BRASILEIRO_4a_Edição. (Capítulos 5 e 6)

16 de setembro (século XX)

PAIM, Antonio. A querela do estatismo. Edição revista e ampliada. Salvador: Centro de Documentação do Pensamento Brasileiro (CDPB), 1999a. Disponível em: http://www.institutodehumanidades.com.br/arquivos/quereela%20do%20estatismo.pdf. (Capítulo V)

SOUSA, José Pedro Galvão de. O Estado tecnocrático. São Luís: Livraria Resistência Cultural Editora, 2018. (Capítulo IV: A tecnocracia no Brasil)

14 de outubro (século XX)

GARSCHAGEN, Bruno. Pare de Acreditar no Governo - Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e Amam o Estado. Rio de Janeiro: Record, 2015. (Capítulos 6 e 7)

11 de novembro (século XXI)

GARSCHAGEN, Bruno. Pare de Acreditar no Governo - Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e Amam o Estado. Rio de Janeiro: Record, 2015. (Capítulo 8)

___________________. Direitos máximos, deveres mínimos – O festival de privilégios que assola o Brasil. Rio de Janeiro: Record, 2018. (Parte 4)

2 de dezembro (século XXI)

BRAGANÇA, Luiz Philippe de Orleans. Por que o Brasil é um país atrasado? 2ª ed. revista e ampliada. São Paulo: Maquinaria Studio, 2019. (Capítulo 13 e Conclusão)

16 de dezembro (século XXI)

OAKESHOTT, Michael. A política da fé e a política do ceticismo. São Paulo: É Realizações, 2018. (Capítulo 5)

Datas dos Encontros:

Quartas-feiras, das 15h às 17h, dentro do seguinte calendário: 19/02; 18/03; 1504; 13/05; e, 3 e 24/06

13) Cultura do Consumo, Sociedade e Tendências 

Coordenação: Rogério Tineu
Doutor em Ciências Sociais PUC-SP. Mestre em Ciências da Comunicação ECA-USP, especialista em Docência no Ensino Superior UNICID, especialista em Economia do Turismo ECA/FIPE-USP e graduado em Ciências Econômicas pela Fundação Santo André.

Justificativa:

O grupo de pesquisa em CULTURA DO CONSUMO, SOCIEDADE E TENDÊNCIAS visa realizar pesquisas, cursos, análises e discussões a cerca da vida para o consumo no mudo contemporâneo e suas perspectivas de cenários futuros. A cultura do consumo é o ponto central e está inserido no sistema inovação-produção-consumo-desperdício. A partir dos estudos sobre consumo, tendências e cenários as empresas estabelecem suas estratégias de negócios e de marketing. Assim, o grupo de pesquisa divide-se em dois eixos temáticos: a)Cultura e comportamento de consumo, estilo de vida e estratégias de marketing sob uma perspectiva multidisciplinar, que leve em consideração a diversidade dos grupos sociais e suas regionalidades; b)Discussão, pesquisa, elaboração e análise de cenários e identificação de tendências do mercado.

Compromissos:

Produção de textos para o blog;

Apresentação nos seminários LABÔ (2020);

Podcast e aulas abertas.

Bibliografia:

AUGÉ, Marc. Não-lugares: uma introdução a uma antropologia da supermodernidade. Campinas: Papirus, 2004.

BAUDRILLARD, Jean. A sociedade de consumo. Rio de Janeiro: Elfos, 1995.

______ Simulacros e simulações. Lisboa: Relógio d’Água, 1991.

BAUMAN, Zygmunt. Vida para o consumo: a transformação das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.

______ Modernidade e ambivalência. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.

BLACKWELL, R. D.; MINIARD, P. W.; ENGEL, J. F. Comportamento do consumidor. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005.

CECHIN, Andrei. A natureza como limite da economia: a contribuição de Nicholas Georgescu-Roegen. São Paulo: Senac, 2010.

LIPOVETSKY, Gilles; SERROY, Jean. A estetização do mundo: viver na era do capitalismo artista. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

LIPOVETSKY, Gilles. O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

MCCRACKEN, Grant. Cultura & Consumo: novas abordagens ao caráter simbólico dos bens e das atividades de consumo. Rio de Janeiro: MAUAD, 2003.

b. ______ Cultura e consumo: uma explicação teórica da estrutura e do movimento do significado cultural dos bens de consumo. Rev. Adm. Empresas [online]. 2007, vol.47, n.1, pp. 99-115. Disponível em: . ISSN 0034-7590. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-75902007000100014 . Acessado em: 04/11/2019. PEIRANO, Mariza. Rituais ontem e hoje. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. SLATER, Don. Cultura do consumo & modernidade. São Paulo: Nobel, 2001. TRINDADE, Eneus; PEREZ, Clotilde. Os rituais de consumo como dispositivos midiáticos para a construção de vínculos entre marcas e consumidores. Disponível em: http://revistaalceu-acervo.com.puc-rio.br/media/artigo%2010%20alceu%202… Acessado em: 04/11/2019.

Datas dos Encontros:
Segundas-feiras, das 14h às 16h, dentro do seguinte calendário: 17/02; 09 e 30/03; 13 e 27/04; e, 11 e 25/05.

14) O vazio existencial na contemporaneidade e as possibilidades de realizar sentido 

Coordenação: Francisco Carlos Gomes dos Santos
Psicólogo Clínico e Logoterapeuta, mestre em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSP e fundador e diretor clínico do Núcleo de Logoterapia AgirTrês – Psicologia, credenciamento e acreditação do Instituto Viktor Frankl de Viena, coordenador e docente dos Curso de Introdução a Logoterapia, grupos de estudo e workshops do Núcleo.

Justificativa:

O grupo de pesquisa tem como objetivo analisar a questão do vazio existencial na contemporaneidade, a forma como o comportamento humano tem se modificado a partir da segunda guerra, com o holocausto até os dias atuais. Afinal, existe sentido na vida? O ser humano é capaz de criar novos holocaustos? Qual a condição humana na atualidade? O amor será sempre uma forma de agonia? Qual o sentido da morte? É possível se curar? Questões como estas serão abordadas partir da perspectiva da teoria da Logoterapia que identifica a busca de sentido na vida, como a principal força motivadora do ser humano.

Objetivos:

Seminário sobre temas abordados no grupo e publicação de artigo no blog do Labô.

Bibliografia:

Arendt, Hanna. A condição Humana: fundamentos. Rio de Janeiro.2003.

Frankl, Viktor E. Em busca de Sentido: Um psicólogo no Campo de Concentração. Editora Vozes. Petrópolis. RJ.

___, O que não está escrito nos meus livros – Memórias. São Paulo. É Realizações. 2010.

Freud, Sigmund. O Futuro de uma Ilusão. Imago. Rio de Janeiro. 2001.

Harari, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. Companhia das Letras..São Paulo. 2018.

Pondé, Luiz Felipe. Amor para Corajosos. São Paulo. Planeta do Brasil,2017.

Tolstói, Lev. A morte de Ivan Ilitch.. Rio de Janeiro.2010.

Yalom, Irvin D. A cura de Schopenhauer. Rio de Janeiro. 2016.

Datas dos Encontros:
Sextas-feiras, das 14h às 17h, dentro do seguinte calendário: 14/02; 06 e 27/03; 17/04; 08 e 29/05; e, 19 e 26/06

1º Semestre – 2020 – 8 encontros

14/02: Os dias atuais: 21 lições para o século 21. Cap. 20 – Sentido (pags331 a 377)

06/03: Vida e obra de Viktor Frankl: Livro: O que não está escrito nos meus livros.

27/03: Holocausto, o Experimentum Crucis: Livro: Em busca de Sentido. Parte 1 (pags. 13 a 116).

17/04: O vazio Existencial e a desumanização do humano: Livro: A condição Humana. Capitulo V – Açao. (pags. 188 a 255).

08/05: A questão da Contemporaneidade: Livro: O Futuro de uma Ilusão

29/05: O Sentido do Amor e da Sexualidade: Livro: Amor para Corajosos. Capitulo 7 – Os protocolos dos afetos: É possível amar e ser feliz? (pags 51 a 56).

19/06: O Otimismo Trágico: Livro: A cura de Schopenhauer

26/06: Reflexões sobre a Vida: Livro: A Morte de Ivan Ilitch

15) A crise do amadurecimento na contemporaneidade 

Coordenação: Profa. Danit
Psicanalista, mestre e doutora em filosofia da psicanálise e pesquisadora do Labô.

Ementa:
A interpretação Winnicottiana entende os fenômenos da contemporaneidade como sendo da ordem de problemas maturacionais, portanto associados etiologicamente a rupturas, distorções ou congelamento na linha temporal do amadurecimento. Está-se concentrando os estudos no fenômeno da infantilização fazendo uma interlocução entre o quadro de resultados trazidos pela pesquisa longitudinal de Twenge e a perspectiva psicanalítica inovadora de Winnicott. Continuar-se-á no primeiro semestre de 2020 a refletir sobre o impacto de aspectos integradores ou desintegradores do ambiente cuidador como centrais neste processo maturacional.

Bibliografia:

WINNICOTT, D.W. Tudo começa em casa.
TWENGE, J. M.  I.Gen.

Bibliografia Complementar:

WINNICOTT, D.W. Familia e desenvolvimento individual
TWENGE, J.M. Generation me.
TWENGE,J.M. The Narcissism Epidemic.

Data dos encontros:
Sextas-feiras, das 16:00 às 18:00, dento do seguinte calendário: 14/02, 06/03 e 20/03,24/04, 08/05 e 22/05.

Organização dos Encontros:

Continuamos com a dinâmica de nosso grupo de estudos, com leituras prévias e discussões nas datas pré-agendadas.

Compromissos do GP:
Produção de textos para blog, apresentações nos seminários LABÔ 2020, produção de ensaios para publicação pelo LABÔ.  

16) Indivíduo, Democracia e Liberdade 

Coordenação: Eduardo Wolf
Doutor em Filosofia pela USP, tendo sido pesquisador visitante na Universidade Ca'Foscari (Veneza, Itália), Eduardo Wolf é colaborador da revista Veja e editor da plataforma multimídia "O Estado da Arte" no jornal O Estado de S. Paulo. Editou, entre outros, os volumes Pensar a Filosofia e Pensar o Contemporâneo, lançados pela Arquipélago Editorial. Traduziu os ensaios de T. S. Eliot (Notas para uma Definição de Cultura e A Ideia de uma Sociedade Cristã e Outros Ensaios - É Realizações) e diversos títulos de filosofia (A Filosofia Antes de Sócrates, de Richard Mckirahan, A invenção da Filosofia, de Néstor-Cordero, entre outros). É professor e pesquisador do Laboratório de Política, Mídia e Comportamento da Fundação São Paulo (PUC-SP) e pesquisador do programa de Filosofia Antiga da FFLCH-USP. Foi Secretário-Adjunto de Cultura de Porto Alegre (2017) e curador-assistente do Fronteiras do Pensamento.

Data dos encontros:
quartas-feiras, das 14h às 16h, dentro do seguinte calendário: 19/02; 04 e 18/03; 08 e 29/04; 13 e 27/05; e, 10/06.

Menu
PUC-SP
J.PUC-SP
Sou PUC