Grupos de Pesquisa

Laboratório de Política, Comportamento e Mídia

Grupos de Pesquisa

Atenção: as inscrições estão abertas para o segundo semestre de 2021. Todos os candidatos deverão ler as informações sobre o grupo de interesse, escrever uma carta de apresentação e mandar para o email do coordenador.

1) Ateísmo e Apologética  

Coordenação: Ricardo Mantovani

Pós-doutorando em Filosofia pelo LABÔ/PUC-SP, licenciado, bacharel, mestre e doutor em Filosofia pela FFLCH-USP. Especialista em Filosofia da Religião e Filosofia Política, coordenador e professor do curso de pós-graduação em Ética e Filosofia Política da Faculdade Paulo VI, coordenador do Núcleo de Apologética e Ateísmo do Laboratório de Política Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – LABÔ e membro do Núcleo de Estudos Agostinianos do Laboratório de Política Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – LABÔ.

Ementa

Propõe-se o estudo sistemático de obras que versam, crítica ou apologeticamente, sobre questões tais como a existência de deus(es), a relação homem-divindade e a confiabilidade das narrativas e tradições religiosas. Deve-se notar, aqui, que entendemos por ateísmo algo muito mais específico do que sugere a mera etimologia da palavra (ἄθεος = sem deus), o termo denotando, para nós, a postura e a proposta teórica de todo aquele que, desacreditando da veracidade de alguma importante tese “religiosa”, dá-se ao trabalho de organizar e expor as razões de sua descrença. Por outro lado, por apologética entendemos o discurso racional daqueles que se põem a estruturar e/ou defender (απολογία = defesa verbal) determinados pontos de sua fé.

Breve histórico

Como é sabido, a filosofia, quando de seu surgimento, colocou-se como uma explicação alternativa àquela proporcionada pelos mitos. Dali em diante, o homem não contaria somente com as narrativas dos poetas para explicar o mundo em que vivia, mas também teria à mão os ensaios racionais dos primeiros pensadores. Disto seria errado, todavia, concluir que a filosofia nascente foi eminentemente ateia – uma vez que Tales e a maior parte dos “físicos” que o sucederam não negavam a existência dos deuses.
Faltaríamos com a verdade, no entanto, caso afirmássemos que, ao longo de seu desenvolvimento, a filosofia não viria a influenciar as crenças religiosas do ocidente. Inicialmente, vê-se que os filósofos se engajaram num processo de desantropomorfização das divindades – processo este bem ilustrado pela tese de Xenófanes (570 – 475 a.C.) segundo a qual os deuses teriam forma de animais caso estes últimos tivessem o dom da pintura. Na sequência, se pode constatar, na proposta dos sofistas, o soerguimento do relativismo, do ceticismo e de um consequente agnosticismo que, aos poucos, vai se espalhando por todos seguimentos da sociedade grega: como dirá o grande Protágoras (490 – 415 a.C.), sobre os deuses é temerário assegurar tanto sua existência quanto sua inexistência. Por fim, ainda no âmbito da antiguidade greco-romana, vê-se o florescimento do atomismo que, se, em Demócrito, já constituía uma explicação totalmente materialista do cosmos e bastava para “naturalizar” as divindades (uma vez que também elas seriam compostas por átomos), em Epicuro e Lucrécio vai vir atrelado à tese de que os homens, caso queiram ser felizes, não devem se preocupar com os deuses e com a tão propalada “vida após a morte”.
Contudo, a relação filosofia-religião viria a tomar outra forma após o advento do cristianismo. Se, com raras exceções, a filosofia greco-romana exercera um papel crítico relativamente às tradições religiosas, os pensadores da antiguidade tardia e do período medieval, em sua grande maioria, puseram suas habilidades argumentativas a serviço - respectivamente - da defesa e da estruturação dos dogmas da fé cristã.
Ora, este estado de coisas mudaria drasticamente a partir do século XVI, quando a retomada e difusão massiva das filosofias helênica e (sobretudo) helenística - somadas às incertezas causadas pela reforma protestante, pela descoberta das américas e pela revolução astronômica - causariam uma verdadeira crise espiritual no continente europeu, da qual Michel de Montaigne e os chamados “libertinos barrocos” foram os primeiros porta-vozes - ainda que, certamente, não os últimos.
Doravante, o que se observará será um questionamento progressivo: i) da autoridade e das “conquistas” da Escolástica (posto em marcha ao longo do século XVII); ii) da própria religião cristã (em prol do deísmo onipresente do século XVIII); e iii) da própria noção de Deus que, pretensamente posta em cheque, abriria as portas para o ateísmo que, nos séculos XIX e XX, tanto proliferou em meio às classes pensantes.
É óbvio, entretanto, que este não é um processo de “mão única”. Afinal, enquanto Saint-Évremond desafia o catolicismo, Voltaire aponta para a irracionalidade dos milagres e Feuerbach e Nietzsche tentam, cada um a seu modo, enterrar Deus, do outro lado tem-se os esforços charronianos e pascalianos para demonstrar a veracidade e a superioridade da religião de Roma, William Paley indicando que a complexidade da “máquina do mundo” é, em si mesma, um milagre e Chesterton denunciando o quanto de supersticioso pode haver no abandono das divindades.
Note-se que a(s) polêmica(s) aqui apenas esboçadas encontram-se, ainda hoje, em aberto. Pois, se atualmente contamos com os famosos “quatro cavaleiros do ateísmo”, quais sejam, Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Daniel Dennett e Sam Harris, contamos também com um verdadeiro exército de apologetas - mormente estadunidenses como, por exemplo, William Lane Craig, William Dembski e Alvin Plantinga - que, com notável conhecimento lógico, filosófico e científico, mantêm renhida uma batalha que só os desavisados poderiam dar por finalizada.
Nossas atividades serão às quintas, das 19:30 às 21:30. As obras a serem trabalhadas sistematicamente serão “A ESSÊNCIA DO CRISTIANISMO”, de Ludwig Feuerbach e “O ESPÍRITO DO ATEÍSMO”, de André Comte-Sponville. No entanto, o núcleo sempre está aberto a apresentações diversificadas de membros pesquisadores ou de convidados externos. Em princípio, as datas de encontro serão:

Primeiro semestre
Fevereiro: dias 3 e 17
Março: dias 3, 17 e 31
Abril: dias 14 e 28
Maio: dias 12 e 26
Junho: dias 9 e 23

Segundo Semestre
Agosto: dias 4 e 18
Setembro: dias 1, 15 e 29
Outubro: dias 13 e 27
Novembro: dias 10 e 24
Dezembro: dia 8

As reuniões acontecerão online, através de link do Google Meet disponibilizado via WhatsApp.

Critério de pertencimento: carta de apresentação, presença (e participação) nos encontros, leitura dos textos básicos, apresentação de seminários e eventual produção de textos para o Off-Lattes.

Ficou com dúvida? Entre em contato com o coordenador através do e-mail:  zorgoborim@hotmail.com

2) Ética da Tecnologia  

Entrar em contato com o coordenador através do e-mail: davi.pereira.lago@gmail.com

3) A Crise do Amadurecimento na Contemporaneidade  

Profa. Danit Falbel Pondé é psicanalista, mestre e doutora em filosofia da psicanálise, professora e supervisora do IBPW.

Bibliografia:
100 years of identity crisis – culture war over socialization – de Frank Furedi

Datas dos encontros:
A serem informadas posteriormente

Compromissos do GP:
Produção de textos para offlattes.com, apresentações nos seminários, produção de ensaios para publicação pelo LABÔ.  

Ficou com dúvida? Entre em contato com o coordenador através do e-mail danitponde@hotmail.com

4) A Experiência Mística e o Conhecimento: Amor, Desejo, Sofrimento e Êxtase  

Coordenação: Maria José Caldeira do Amaral e Maruzânia Soares Dias.

 A realização do Grupo de Pesquisa ‘A Experiência Mística e O Conhecimento - Amor, Desejo, Sofrimento e Êxtase’ -tem como objetivo principal a possibilidade de produção e ampliação do conhecimento em torno das pesquisas desenvolvidas pelas Ciências Humanas e da atenção dada por estas em torno da experiência de Deus. A Ciência das Religiões, por definição, abarca os horizontes relacionados à experiência do mistério com um extrato sui generis concentrado na apreensão humana em perspectivas consistentes e afins. A afinidade com a Filosofia, Teologia, Psicologia, Literatura, Arte, Antropologia e Sociologia e suas perspectivas movidas por seus fundamentos conceituais, suas fontes e princípios, propõe um campo aberto e amplo de pesquisa cujo objeto implica sempre na experiência de suas indagações próprias, suas rupturas, seus ruídos e sua própria instabilidade fundamental. Nesse enfrentamento epistêmico de si mesmas intercedem e são intercedidas pela perspectiva da experiência extática, instintual, aniquiladora, nostálgica, exilada, violenta, plena, transcendente e infinita da experiência mística e espiritual humana e, nesse lugar de fronteira e afinidade o elemento místico torna-se presença ontológica e compõe o sentido da contingência e finitude nos campos da linguagem e da escuta nos quais o diálogo com o que transcende a razão e seus fundamentos se instala necessariamente. Em síntese, o objetivo desse GRUPO DE PESQUISA é reunir e desenvolver conteúdos cujo objeto de pesquisa transita em torno da experiência direta de Deus e suas vicissitudes e que estejam dialogando com as ciências humanas e suas fontes epistêmicas na construção e produção do conhecimento.

O desenvolvimento do Grupo de Pesquisa A Experiência Mística e O Conhecimento propõe, então, uma perspectiva de acesso à discussão da experiência direta de Deus a partir do acesso aos textos, obras e manuscritos de místicos e místicas  em diálogo com o campo de estudo das Ciências Humanas; um grupo que reuniria, na medida do possível, pesquisas e suas atualizações metodológicas e conceituais dentro de um espaço formativo para a pesquisa, entendendo que a atividade de pesquisa exige uma formação contínua envolvendo e ampliando o debate e a contribuição de conteúdos que possam sustentar esse debate, tanto em termos da atenção necessária às controvérsias epistemológicas, como na ampliação da análise de objetos de pesquisa, obedecendo e ampliando a demanda e o perfil da pesquisa em mística e espiritualidade


1.  PRIMEIRO SEMESTRE DE 2022.

Datas: Primeiras e terceiras sextas-feiras de cada mês: Das 16h as 18hs.

MARÇO: 04/03 e 18/03

ABRIL: 01/04 e 22/04

MAIO: 06/05 e 20/05

JUNHO: 03/06 e 17/06

 

2. Critérios para a participação:

2.1. Interesse e disponibilidade para a participação presencial/virtual quinzenal  no GP [on line pela plataforma zoom] de acordo com as datas estabelecidas.

2.2. Interesse e disponibilidade para o desenvolvimento de pesquisa, publicações e apresentações no LABO (Biblioteca Labo, Seminário Interno do GP, Seminário Labo [semestral], uma publicação semestral no off lattes por pesquisador e outros espaços a serem viabilizados).

2.3. Solicitamos o envio de uma carta livre de interesse do pesquisador para o email do LABO (labo@pucsp.br), com cópia para as coordenadoras do GRUPO DE PESQUISA mjc.doamaral@gmail.com [Maria José C. do Amaral] e maruzania@yahoo.com.br [Maruzania Soares Dias] elencando as principais motivações para o desenvolvimento da pesquisa em referência, assim como, a área de formação e/ou atuação profissional e conhecimento, já desenvolvidas ou em desenvolvimento. 

3. No primeiro semestre de 2022 estaremos dando continuidade à leitura de uma narrativa mística (O Espelho das Almas Simples e aniquiladas e que permanecem somente na vontade e no desejo do Amor, de Marguerite Porete), elencando autores clássicos da pesquisa sobre a experiência mística, com o objetivo de ampliar as discussões e reflexões acerca do conteúdo teórico, como suporte para a compreensão das análises, fundamentos e controvérsias teológicas, filosóficas e Psicológicas em diálogo com a experiência em si. Os pesquisadores do grupo podem contribuir com seu próprio universo de pesquisa e atuação, com suas reflexões, teses e interesses no desenvolvimento do conteúdo em foco.


Bibliografia básica:

AMARAL, M.J.C. & MARIANI, Ceci M.C.B., A Mística como Crítica nas Narrativas de Mulheres Medievais. In Revista de Cultura Teológica. v.23, São Paulo, 2015, pp. 85-107.

DIAS, Maruzânia, O GOZO DE DEUS: Uma análise lacaniana da experiência mística na obra de Marguerite Porete. Dissertação de Mestrado em Ciências da Religião CRE/PUC/SP, 2010.

MARIANI, Ceci M.C.B., Marguerite Porete, Teóloga do Século XIII: Experiência Mística e Teologia Dogmática em O Espelho das Almas Simples de Marguerite Porete. Tese de doutorado em Ciência da Religião CRE/ PUCSP, em 2008.

McGINN, B., As Fundações da Mística: das Origens ao Século V. I: A Presença de Deus: Uma História da Mística Cristã Ocidental. São Paulo: Paulus, 2012.

McGINN, Bernard, O Florescimento da Mística: Homens e Mulheres da Nova Mística (1200-1350) v. III: A Presença de Deus: Uma História da Mística Ocidental. São Paulo, Paulus ,2017.

PORETE, M., O Espelho das Almas Simples. Petrópolis: Vozes, 2008.

UNDERHILL, Evelyn,  La Mistica. Estudio de la naturaleza y desarrollo de la conciencia spiritual. Prólogo de Juan Martín Velasco, Traducción de Carlos Martín Ramírez,  Madrid, Editorial Trotta, 2006.

OBS. A Bibliografia disponibilizada no site do LABO no Grupo de Pesquisa ‘A Experiência Mística e o Conhecimento’ pode e deve ser consultada de acordo com o interesse do pesquisador.

 

Ficou com dúvida? Entre em contato com o coordenador através do e-mail zezeamaral@uol.com.br e maruzania@yahoo.com.br

5) A Filosofia em Hannah Arendt: Significado e Experiência Viva  

Coordenação: Adriana Novaes.
Possui graduação em Filosofia, mestrado em Ciências da Comunicação e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo. Fez estágio de pesquisa para o doutorado na New School for Social Research. É pós-doutoranda do Departamento de Filosofia da FFLCH da Universidade de São Paulo. Autora dos livros O canto de PerséfoneHannah Arendt no século XXI: a atualidade de uma pensadora independente e Cultivar a vida do espírito: Hannah Arendt e o significado político do pensamento.

Ementa: A filosofia começa com o espanto ou com o maravilhamento. É a busca de significado a partir de nossa experiência viva. Foi assim que Hannah Arendt compreendeu a filosofia e o pensamento. O Grupo de Pesquisa Hannah Arendt e a filosofia: significado e experiência viva, do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da PUC-SP, busca, por um lado, esclarecer a investigação empreendida por Arendt da história dos conceitos, grandes temas, teorias e argumentos que compõem nosso repertório de conhecimento, especulação e ação, para elucidar os modos pelos quais os significados – por exemplo, de poder, estado-nação, política, liberdade, pensamento e julgamento – aparecem e estabelecem nossa relação com o mundo. Por outro lado, o grupo busca estimular a compreensão dos desafios atuais no mesmo espírito, ou seja, a investigação das origens e dos elementos constitutivos da realidade, destacando a importância de compreender o que há de particular nos acontecimentos para vislumbrar novas perspectivas.
Em seus exercícios de pensamento, Arendt se apropriou de vários autores numa retomada não nostálgica do passado, para compreender suas tentativas de fazer do mundo um lugar não tão inóspito e sem sentido. Os acertos e erros, perdas e excessos desses autores são reconsiderados por Arendt numa atitude de recuperação, especialmente de causas perdidas, seguindo versos da obra Farsália, de Lucano, muitas vezes citados por ela: “agradou aos deuses a causa vencedora, a vencida a Catão”. 
Os textos estudados serão principalmente de Arendt, mas, por sua característica indicada de se servir de um conjunto de conceitos tendo por horizonte a filosofia, também serão abordados autores como Platão (e Sócrates), Santo Agostinho, Nicolau Maquiavel, Montesquieu, Alexis de Tocqueville, Thomas Jefferson, Immanuel Kant, Karl Marx, Martin Heidegger e Karl Jaspers.

Critérios de pertencimento
Os interessados devem enviar carta contendo um resumo de sua formação e explicação do motivo pelo qual se interessam em estudar a obra de Hannah Arendt.

Leitura do primeiro semestre de 2022:
Livro Pensar sem corrimão: Compreender 1952-1975. Organização Jerome Kohn. Tradução Beatriz Andreiuolo, Daniela Cerdeira, Virginia Starling e Pedro Duarte. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.

Dia e horário (mantidos): terças-feiras, das 16h às 18h

Datas:
8 e 22 de fevereiro
8 e 22 de março
5 e 19 de abril
3, 17 e 31 de maio
14 e 28 de junho

Ficou com dúvida? Entre em contato com o coordenador através do e-mail adriananovaes@usp.br

6) Arte Sacra Contemporânea: Religião e História  

  • Reuniões quinzenais às terças-feiras, das 16h às 18h.
  • Fevereiro: 08 e 22
  • Março: 08 e 22
  • Abril: 12 e 26
  • Maio: 10 e 24
  • Junho: 07 e 21
  • Agosto: 09 e 23
  • Setembro: 13 e 27
  • Outubro: 04 e 18
  • Novembro: 08 e 22

 

LEITURA INICIAL

  • TOMMASO, Wilma Steagall De. O Cristo Pantocrator: da origem às igrejas no Brasil, na obra de Cláudio Pastro. São Paulo: Paulus, 2017.
  • MARTOS, Emilio Delgado. La transfiguración del espacio litúrgico mediante la iconografia de Marko Ivan Rupnik.  Madrid: Publicaciones de la Fundación Universitaria Española, 2018.

 

Profa. Dra. Wilma Steagall De Tommaso

Doutora em Ciências da Religião pela PUC-SP. Coordenadora do Grupo de Pesquisa sobre Arte Sacra do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – LABÔ. Pesquisadora e palestrante de arte sacra e religião. Prof.ª do Museu de Arte Sacra de São Paulo. Membro Pesquisadora da Sociedade Brasileira de Teologia e Ciências da Religião (SOTER). Membro Pesquisadora da Associação Latino Americana de Literatura e Teologia (ALALITE). Autora dos livros O Cristo Pantocrator: da origem às igrejas no Brasil na obra de Cláudio Pastro (2017) e Maria Madalena: história, tradição e lendas (2020), ambos pela Editora Paulus.

 Ficou com dúvida? Entre em contato com o coordenador através do e-mail wilmatommaso@me.com

7) Comportamento Político  

A pesquisa em Comportamento Político tem se desenvolvido nos Laboratórios das principais universidades do mundo (Princeton, Oxford, MIT, etc.) e é fácil perceber o porquê: a participação intensa nas mídias sociais criou um novo tipo de animal político. A partir do estudo e da análise do que se fala nas redes sociais, fica cada vez mais claro que o afeto vai tomando o lugar da ideologia. Resta dizer que hoje nos remetemos a este cenário como sendo de polarização afetiva e não ideológica. Assim, as definições mais clássicas de participação ou engajamento político vão sendo preteridas por ações e atitudes que são tomadas levando em consideração outros marcadores, tais como raça e gênero, além do ressentimento, da inveja ou do ódio. As análises do Comportamento Político pretendem nos habilitar a mensurar e melhor compreender o que pode estar por detrás das escolhas nas eleições bem como melhor entender o cenário de polarização que aparentemente veio para ficar.
A pesquisa neste campo de estudos tem se pautado pela empiria, assim, não se trata de produzir dados que deem suporte para um espectro político ou outro, mas de propor questões que venham a elucidar, a matizar e nuançar, posições que se configuram em políticas, mas que originalmente podem ser regidas por outros impulsos.
O Grupo de Pesquisa em Comportamento Político pretende se deter na análise, no estudo e na discussão das mais recentes pesquisas realizadas neste campo. A partir deste exame, a proposta é que o Grupo possa remeter estes modelos de pesquisa para o cenário político brasileiro, uma das mais intensas e robustas democracias do mundo.
Além da sistemática de discussão com encontros quinzenais, o Grupo de Pesquisa em Comportamento Político pretende apresentar marcadores de produção que possam vir a balizar as reflexões contemporâneas sobre a democracia no Brasil, levando em consideração aspectos que se remetam às motivações nas escolhas políticas, aos indicadores heterodoxos de preferência política (raça, gênero, afetos como ódio, ressentimento ou inveja), percepção de injustiça, costumes e religião.
Faz parte então desta proposta a produção – de papers, posts, artigos, promoção de debates, palestras, inserções em vídeo, etc. visando o provimento de dados interpretados que sinalizam a compreensão do Comportamento Político do Brasil contemporâneo.
A produção do Grupo de Pesquisa em Comportamento Político almeja oferecer balizas concretas – interpretação de dados, pesquisa empírica, identificação de novas práticas e comportamentos remetidos à política - para a reflexão política que se faz no Brasil e neste sentido está plenamente em sintonia com a proposta do Labô, o Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da PUC de São Paulo.
O cronograma dos encontros bem como a sistemática da produção serão dispostos e apresentados nos primeiros encontros do Grupo de Pesquisa. O mesmo ocorrerá em relação às leituras que serão realizadas num primeiro momento. Da mesma forma, iremos apresentar modelos e referências para a pesquisa de dados, bem como para a elaboração de textos que devem ser ágeis, de leitura fácil, porém com profundidade.

Obra a ser lida no primeiro semestre de 2022:
AVELAR, Idelber. Eles em nós: retórica e antagonismo político no Brasil do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2021.

Dias e horários dos encontros:
Segundas-feiras, das 14:30 as 16:30.
Datas dos encontros:
Fevereiro: 7 e 21.
Março: 7 e 21.
Abril: 4 e 18.
Maio:  2, 16 e 30.
Junho: 13 e 27.

Bibliografia introdutória:
ACHEN, Christopher H., BARTELS, Larry M. Democracy for Realists: why elections do not produce responsive government. Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 2017.
ALTER, Adam. Irresistível: por que você é viciado em tecnologia e como lidar com ela. São Paulo: Objetiva, 2008.
BRENNAN, Jason. Against Democracy. Princeton University Press: Princeton & Oxford, 2017.
DALTON, Russell J. and KLINGEMANN, Hans-Dieter. The Oxford Handbook of Political Behavior. Oxford: Oxford University Press, 2009.
EMPOLI, Giuliano Da. Os engenheiros do caos: como as Fake News, as teorias da conspiração e os algoritmos estão sendo utilizados para disseminar ódio, medo e influenciar eleições. São Paulo: Vestígio, 2019.
FRATINI, Juliana (org). Campanhas Políticas nas Redes Sociais: como fazer comunicação digital com eficiência. São Paulo: Matrix, 2020.
HAIDT, Jonathan. The righteous mind: why good people are divided by politics and religion. New York: Vintage Books, 2012.
INGLEHART, Ronald e WELZEL, Christian. Modernização, Mudança Cultural e Democracia: a sequência do desenvolvimento humano. São Paulo: Francis, 2009.
McClendon, Gwyneth H. Envy in Politics. New Jersey: Princeton University Press, 2018.
STEPHENS-DAVIDOWITZ, Seth. Todo mundo mente: o que a internet e os dados dizem sobre quem realmente somos. São Paulo: Alta Books Editora, 2018.

Coordenador: Prof. Dr. Fernando Amed, Historiador pela FFLCH da USP, professor da Faap de São Paulo e do curso de Artes Visuais da Belas Artes de São Paulo, autor de livros e artigos acadêmicos. Coordenador do Grupo de Pesquisa em Comportamento Político no Labô, Laboratório de Política, Comportamento e Mídia, Labô, da Fundação São Paulo, PUC-SP.

Ficou com dúvida? Entre em contato com o coordenador através do e-mail joseah@terra.com.br

8) Cultura do Consumo, Sociedade e Tendências  

 Datas dos encontros

22/02 - 15/03 - 05/04 - 26/04 - 17/05 - 31/05
Das 14 às 16 h.

BIBLIOGRAFIA
1. Lucia Santaella & Winfried Nöth. Estratégias semióticas da publicidade. São Paulo: Cengage Learning, 2010.
2. Lucia Santaella, Clotilde Perez e Bruno Pompeu.  Publicidade de causa nas relações de consumo: os vínculos de sentido entre acaso, causação eficiente e propósito em campanhas publicitárias.  São Paulo: COMPÓS, 2020. Disponível em: https://www.e-compos.org.br/e-compos/article/view/2128/2009
3. Lucia Santaella. Leitura de Imagens. São Paulo: Melhoramentos, 2012.
4. Lucia Santaella. Temas e dilemas do pós-digital: a voz da política. São Paulo: Ed. Paulus, 2016.
5. Edgar Morin. Introdução ao Pensamento Complexo. 5. ed. Lisboa: Instituto Piaget, 2008.Critério de pertencimento: envio de e-mail com carta de apresentação.   

Coordenação: Rogério Tineu
Doutor em Ciências Sociais PUC-SP. Mestre em Ciências da Comunicação USP. Especialista em Docência no Ensino Superior Universidade Cidade de S. Paulo. Bacharel em Ciências Econômicas Fundação Santo André. Licenciado em Ciências Sociais Faculdade de Educação Paulistana. Professor da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação – FAPCOM e da Universidade de Mogi das Cruzes. Coordenador do grupo de pesquisa Cultura do Consumo, Sociedade e Tendências no Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP - LABÔ.

Ficou com dúvida? Entre em contato com o coordenador através do e-mail tineu@bol.com.br

9) Estudos Sobre Morte e Pós-morte  

Coordenação: Andréa Kogan e Maria Cristina Mariante Guarnieri

Andréa Kogan: é Formada em Letras, doutora em Ciências da Religião pela PUC-SP, pós-doutoranda em Ciências da Religião pela PUC-Minas, autora do livro “Espiritismo Judaico”, assistente acadêmica do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – LABÔ,

Maria Cristina Mariante Guarnieri, psicóloga, Mestre e Doutora em Ciências da Religião (PUC-SP), docente do IJEP (Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa), nos cursos de Especialização Lato-sensu em Psicologia Junguiana, Psicossomática e Arteterapia e Expressões Criativas, pesquisadora e também foi coordenadora do grupo de Judaísmo Contemporâneo do LABÔ. Autora dos livros “Do fim ao começo: falando de morte e luto para adolescente” (Editora Paulinas) e “Angústia e Conhecimento: uma reflexão a partir dos pensadores religiosos” (Editora Reflexão).

EMENTA/JUSTIFICATIVA:
A experiência real da morte é individual e solitária. O ser humano é o único que pode antever a morte e filosofar sobre ela. É o único que tem consciência da morte e por isso a teme, dado que a experimenta como uma aniquilação do eu, dos nossos desejos, de nossa afirmação, de quem somos e o que queremos, do que fizemos, de quem amamos, de tudo aquilo que acreditamos que nos pertence e, portanto, constrói e legitima a nossa existência.
O ser humano percebe a si mesmo subjetivamente; seu próprio corpo, o mundo objetivo será descoberto por este eu subjetivo. Ele vive a temporalidade e sabe de sua presença finita no tempo e, ao mesmo tempo, também reconhece a sucessão das gerações e a indicação da infinitude. A morte como a expressão maior da temporalidade da vida, que é captada pela consciência humana através da fisiologia do próprio corpo humano, causa uma ruptura em nossa atitude natural, pois supostamente nossa vida cotidiana nega a questão da morte. Percebendo as transformações que ocorrem no próprio corpo, os obstáculos e também as perdas que enfrenta, o ser humano observa a temporalidade da existência. Esta temporalidade é percebida por meio da existência do outro, que ao morrer legitima a realidade da morte. O “estar presente” nestas situações (doenças, mortes, rituais do pós-morte) traz concretude a um pensamento que talvez “não é bom nem pensar”. A consciência da mortalidade é o que revela a verdade da vida. Não por acaso vivemos um momento no qual a morte é algo que desperta ou uma curiosidade mórbida – geralmente quando esta se dá no outro – ou experimentamos uma total negação dessa realidade.
Todo mortal vive a angústia da morte. Por mais que tenhamos certeza dela, ou mesmo que possamos construir elaborações sobre o além-morte que facilitam nosso enfrentamento do que com certeza nos cabe como destino, a realidade continua sendo o nosso diálogo é com o desconhecido. Nossa razão tenta entender o que não possui representação na linguagem, nossa razão tenta escolher quais das representações do pós-morte melhor nos convêm – de acordo com religião, filosofia, experiências, etc.
Ressaltamos que nosso objetivo neste grupo é a pesquisa teórica e não trabalho terapêutico de assistência aos enlutados.

Primeiro semestre de 2022

  • O pesquisador que entrar no grupo neste semestre deverá ter lido: “O homem diante da morte” de P. Ariés, “A negação da morte” de E. Becker, “Morte e Alteridade” de Byung-Chul Han e “Variedades da Experiência Anômala” de E. Cardeña et al. (para se inteirar das discussões e tomar conhecimento das leituras passadas que o grupo já fez);
  • Leituras principais para o primeiro semestre de 2022: “O mundo assombrado pelos demônios” de Carl Sagan e “Uma questão de vida e morte” de Irvin D. Yalom e Marilyn Yalom (4 encontros para uma obra, 4 encontros para a outra). Começando por “Uma questão de vida e morte”

TODOS OS PARTICIPANTES NESTE SEMESTRE DEVEM CUMPRIR OS SEGUINTES OBJETIVOS:

  1. Durante todos os encontros, um pesquisador trará um livro sobre o tema do grupo (literário ou acadêmico, etc.) para apresentar aos demais. O pesquisador deverá pensar o porquê está escolhendo este material, qual o objetivo, por que interessou, etc.

E/OU

  1. Escrever um texto para o offlattes sobre as discussões;

E

  1. Apresentação oral no SEMINÁRIO INTERNO DO GRUPO DE MORTE E PÓS-MORTE a ser realizado no mês de junho/2022 – tema a ser considerado para o seminário – A MORTE NA LITERATURA UNIVERSAL.

DINÂMICA DOS ENCONTROS
1 hora – apresentação, discussão e debate de um dos livros (Sagan ou Yalom)
1 hora – apresentação e discussão do livro apresentado pelo pesquisador

Datas
Sextas-feiras, das 16h às 18h, dentro do seguinte calendário:
18 e 25/fev; 18 e 25/mar;  29/abr; 20 e 27/mai; 24/jun
Os encontros serão pela plataforma Zoom. O link será enviado no momento oportuno

Ficou com dúvida? Entre em contato com o coordenador através do e-mail crisguarnieri@uol.com.br e andreakogan18@gmail.com

10) Isaiah Berlin: Pluralismo e Liberdade  

Coordenação: Leandro Bachega. Licenciatura em Filosofia pela Faculdade de São Bento. Mestre em Filosofia pela PUC-SP. Doutorando em Filosofia pela USP. Membro do grupo de Filosofia Patrística, Medieval Latina e Árabe da PUC-SP.

Ementa:
Isaiah Berlin nasceu em 1909, na cidade Riga, então pertencente ao império russo. Era de família judia, e ainda criança foi morar com os pais na Inglaterra, onde fez toda a sua formação intelectual. Essa pluralidade de culturas perpassaria todo o seu pensamento, assim como as noções de liberdade, colocadas em risco nos eventos políticos do século XX. Contudo, como historiador das ideias que se tornaria, Berlin investigaria as origens da mentalidade totalitária na intelectualidade europeia, abordando desde o Iluminismo até o Romantismo; o otimismo com as ciências naturais às promessas utópicas nas ciências humanas, e a esperança nutrida pela maioria dos filósofos de encontrar as respostas acerca do comportamento humano.
O Grupo Isaiah Berlin: pluralismo & liberdade pretende compreender os caminhos do pensamento desse brilhante filósofo, ainda pouco estudado no Brasil, e propor leituras, a partir de sua obra, que nos auxiliem na interpretação política de nosso próprio tempo, utilizando para isso as obras de Berlin, seus intérpretes, críticos e herdeiros, bem como os diversos autores que moldaram sua formação filosófica.

Bibliografia:
BERLIN, Isaiah. As Raízes do Romantismo. São Paulo: Três Estrelas, 2015 (em inglês, The Roots of Romanticism. Princeton University Press

Datas: Datas
Fevereiro: 9 e 23
Março: 9 e 23
Abril: 6 e 27
Maio: 11 e 25
Junho: 8 e 22

(das 15h às 17h)

Ficou com dúvida? Entre em contato com o coordenador através do e-mail bachega@gmail.com

11) Judaísmo Contemporâneo - Filosofia Política Judaica  

LABÔ

Grupo Judaísmo Contemporâneo

Tema do semestre: indivíduo, autoridade e poder na tradição judaica

Agenda do Semestre 2022.1

O nosso semestre está normalmente dividido em 10 reuniões (quartas, das 16h às 18h)

Calendário:

- Fevereiro 2022

02.02.2022
16.02.2022

- Março 2022

09.03.2022
23.03.2022

- Abril 2022

06.04.2022
20.04.2022

-Maio 2022

04.05.2022
18.05.2022

- Junho 2022

01.06.2022
15.06.2022

Critérios de admissão no grupo de pesquisa:

  • Conhecimento da biblioteca judaica
  • Conhecimento da história judaica
  • Familiaridade com a história do pensamento ocidental
  •  Familiaridade com temas e conceitos da filosofia política
  • Leitura prévia de pensadores como Maimônides, Spinoza, Martin Buber e Emmanuel Lévinas
  • Conhecimento de inglês ou outra língua estrangeira

Seleção de novos membros:

Os candidatos devem enviar carta de apresentação e currículo para o e-mail judaismocontemporaneo@gmail.com até o dia 15 de janeiro de 2022. Após a seleção de currículos, os candidatos serão entrevistados pelos coordenadores do grupo. Neste semestre, abriremos 3 (três) vagas para novos pesquisadores.

Critérios de pertencimento e permanência no grupo de pesquisa:

- A frequência é obrigatória e as faltas devem ser justificadas,
- A ocorrência de duas faltas não justificadas acarretará desligamento do grupo de pesquisa,
- Os integrantes do grupo de pesquisa devem ler e preparar intervenções de no máximo 20 (vinte) minutos sobre o material a ser discutido durante o semestre.

Leituras do semestre:

- Emmanuel Lévinas, Para Além do Versículo (1994):

  • O Contexto de Spinoza
  • O Estado de César e o Estado de David
  • Política depois!

-David Biale, Power and Powerlessness in Jewish History (1986):

  • Prefácio
  • Introdução: The Crisis of Jewish Ideology
  • Capítulo 2: The Political Theory of the Diaspora
  • Capítulo 3: Coorporate Power in the Middle Ages
  • Capítulo 4: Absolutism and Enlightenment
  • Capítulo 5: Between Haskalah and Holocaust
  • Epílogo: The Political Legacy of Jewish History

- Michael Walzer, Menachem Lorberbaum & Noam J. Zohar (2000): The Jewish Political Tradition, Vol. I.

  • Capítulo 7: Controversy and Dissent
    1. Majority & Minority
    2. The Individual: Knowledge and Responsibility
    3. Rebelious Elder: Institutional Authority
    4. Living with Disagreement
    5. Medieval Arguments: The Value of Uniformity
    6. Modern Disputes: The Problem of Authority

Coordenação:
Ruben Sternschein
É bacharel em Educação e mestre em Filosofia Judaica pela Universidade Hebraica de Jerusalém, e também mestre em Ciências Judaicas pelo Hebrew Union College, onde recebeu sua ordenação rabínica. É doutor em Filosofia Judaica pela USP, e é rabino da Congregação Israelita Paulista desde 2008.

Juliana de Albuquerque é doutoranda em filosofia e literatura alemã pela University College Cork (Irlanda) e mestre em filosofia pela Universidade de Tel Aviv (Israel) com estágio de pesquisa e ensino na Universidade de Konstanz (Alemanha). 

Critérios de pertencimento: mandar carta de apresentação para os coordenadores

Ficou com dúvida? Entre em contato com o coordenador através do e-mail  ruben@cip.org.br e juliana.albuquerque@gmail.com

12) Jung e a Filosofia da Religião  

Coordenação: Dra. Lilian Wurzba e Dra. Maria Cristina Mariante Guarnieri

Lilian Wurzba, psicóloga, Mestre e Doutora em Ciências da Religião (PUC-SP), docente do IJEP (Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa), nos cursos de Especialização Lato-sensu em Psicologia Junguiana, Psicossomática e Arteterapia e Expressões Criativas, pesquisadora do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia (LABÔ-PUCSP), autora do livro Natureza Irreal ou Fantástica Realidade: reflexões sobre a melancolia religiosa e suas expressões simbólicas na obra de Hieronymus Bosch (Eleva Cultural).

Maria Cristina Mariante Guarnieri, psicóloga, Mestre e Doutora em Ciências da Religião (PUC-SP), docente do IJEP (Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa), nos cursos de Especialização Lato-sensu em Psicologia Junguiana, Psicossomática e Arteterapia e Expressões Criativas, pesquisadora e coordenadora do grupo de Judaísmo Contemporâneo do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia (LABÔ-PUCSP), autora dos livros Do fim ao começo: falando de morte e luto para adolescente (Editora Paulinas) e Angústia e Conhecimento: uma reflexão a partir dos pensadores religiosos (Editora Reflexão).

Ementa:
Ainda que o psiquiatra e psicólogo suíço Carl Gustav Jung seja considerado persona non grata na academia, como fora outrora, não é possível isolá-lo das correntes de pensamento do século 20, principalmente no que concerne a uma perspectiva religiosa na vida humana. Sua psicologia não se restringe ao campo da psicopatologia, pois as questões que o nortearam estavam muito além do campo exclusivamente médico e diante das quais a “ciência médica é de todo insatisfatória”: o propósito da vida humana, o significado espiritual da vida, a realidade da alma, o problema do mal, a relação do humano com o numinoso, questões, aliás, com as quais se ocupa a filosofia da religião. A partir de sua experiência clínica, Jung percebeu que “a causa de inúmeras neuroses está principalmente no fato de as necessidades religiosas da alma humana não serem mais levadas a sério, devido à paixão infantil do entendimento racional” (Objetivos da psicoterapia, 1929). Apoiado em pensadores como Kant, Schopenhauer, Edward Von Hartman, Carl Gustav Carus, Meister Eckhart, entre outros, e tomando como seu dever a máxima de Terêncio (190-159 a.C) – “nada que é humano é alheio a mim” –, Jung incursionou por todos os campos das questões humanas, pois lhe interessava compreender a situação espiritual do homem moderno e o que ele denominava de “neurose geral de nosso tempo”: um sentimento de inutilidade acompanhado, muitas vezes, de um sentimento de vazio religioso. Neste sentido, o objetivo do grupo é trazer à discussão a contribuição de Jung para a compreensão da realidade contemporânea, elucidando as convergências entre seu pensamento e as reflexões desenvolvidas pela filosofia da religião, além de aprofundar a pesquisa e os estudos da própria psicologia analítica.

Bibliografia:
JUNG, Carl Gustav. Civilização em transição. v. X/3 Obras Completas
______ Interpretação Psicológica do Dogma da Trindade. V. XI/2 Obras Completas

Datas dos Encontros:

Sextas-feiras, das 14h às 16h, dentro do seguinte calendário:
18 e 25/fev; 18 e 25/mar;  29/abr; 20 e 27/mai; 24/jun
Os encontros serão pela plataforma Zoom. O link será enviado no momento oportuno

Critérios de pertencimento ao grupo: ter conhecimento dos conceitos básicos da Psicologia Junguiana (leitura obrigatória: as Conferências de Tavistock, que estão no v. XVIII/1 das Obras Completas, O eu e o inconsciente, v. VII/2 ; Psicologia e Religião, v. XI/1; Presente e Futuro, v. X/1, que já foram discutidos; ter tempo disponível para as leituras, pois será cobrada a participação ativa nas discussões; escrever um artigo por semestre para o Offlattes; apresentar comunicação no Seminário Interno e, a critério da coordenação, nos Seminários do Labô de Inverno e de Verão.

Inscrição: enviar carta de apresentação, com um mini curriculum, e justificativa para participar do grupo de pesquisa até 15/fev/2022 para labo@pucsp.br Será comunicado via e-mail o aceite até 04/mar/2022.

OBS.: Leitura obrigatória para 18/mar: cap 7 e 8 de Civilização em Transição

Critérios de pertencimento ao grupo: ter conhecimento dos conceitos básicos da Psicologia Junguiana (leitura obrigatória: as Conferências de Tavistock, que estão no v. XVIII/1 das Obras Completas, O eu e o inconsciente, v. VII/2 ; Psicologia e Religião, v. XI/1; Presente e Futuro, v. X/1, que já foram discutidos; ter tempo disponível para as leituras, pois será cobrada a participação ativa nas discussões; escrever um artigo por semestre para o Offlattes; apresentar comunicação no Seminário Interno e, a critério da coordenação, nos Seminários do Labô de Inverno e de Verão.

Inscrição: enviar carta de apresentação, com um mini curriculum, e justificativa para participar do grupo de pesquisa até 20/jul/2021 para labo@pucsp.br Será comunicado via e-mail o aceite até 06/ago/2021.

OBS.: Leitura obrigatória para 20/ago: cap 1 e 2 de Civilização em Transição

Ficou com dúvida? Entre em contato com o coordenador através do e-mail  lilianwurzba@gmail.com e crisguarnieri@uol.com.br

13) Nelson Rodrigues: Literatura, Filosofia e Religião  

Coordenação – Profa. Me. Daniele Batagin
Ementa: O começo de qualquer partida é uma janela aberta para o infinito. Ao soar o apito inicial, todas as possibilidades passam a ser válidas. Nelson Rodrigues em A Pátria de Chuteiras.

Nelson Rodrigues é um escritor que demonstra inúmeras de suas obsessões e paixões em sua escrita. Desejo, amor e morte são combustíveis criativos do autor e vemos nestas obsessões uma estrutura tragicômica que permite ao leitor ter muitas experiências sensoriais e reflexivas em sua obra. Nelson, produziu contos, crônicas, romance e peças que foram classificadas por Sábato Magaldi como “psicológicas e míticas” e como “tragédias cariocas”. Assim, esse semestre terá como objetivo refletir essa tensão tragicômica existente no autor fazendo um comparativo de dois pontos distintos de sua obra que são as crônicas que Nelson escreve sobre o futebol e o romance Asfalto Selvagem: Engraçadinha e seus amores e pecados. Desta leitura de dois gêneros diversos, iremos refletir se as características rodriguianas estarão presentes no romance, se apresentam nas crônicas de futebol e o quanto a paixão de Nelson pelo futebol pode ter constituído nestas crônicas especificas uma natureza mais cômica do que a tragicômica encontrada em sua obra. 

Bibliografia
RODRIGUES, Nelson. A Sombra das chuteiras imortais. Companhia das Letras, 1993.
RODRIGUES, Nelson. Asfalto Selvagem: Engraçadinha seus amores e seus pecados. Harper Collins, 2021. 

Bibliografia Complementar
MAGALDI, S. Teatro da obsessão. Nelson Rodrigues. Globo livros, 2004.
MARQUES, José Carlos. O futebol em Nelson Rodrigues. O óbvio ululante, o sobrenatural de almeida e outros temas. Editora PUC-SP, 2012.
RODRIGUES, Nelson. O melhor de Nelson Rodrigues: Teatro, contos e crônicas. Nova Fronteira, 2018.
SEFFRIN, A. Só os profetas enxergam o óbvio. Nova Fronteira, 2020.

Reuniões – sextas-feiras, das 14h às 16h.
11 e 25/02/2022 – 11 e 25/03/2022 – 08 e 29/04/2022 – 13 e 27/05/2022 e 10 e 17/06/2022

Organização dos encontros:
Continuaremos com a dinâmica de nosso grupo de Estudos, com leitura prévia das obras referenciadas, assistir a filmografia indicada e discussão nas datas pré-agendadas com o Labô (Laboratório de Política, Comportamento e Mídia na PUC-SP, coordenado por Luiz Felipe Pondé).

Compromissos do GP
⁃ Produção: textos para blog; e
⁃ Apresentações nos seminários LABÔ (1º/2022):

Mini-biografia:
Daniele Batagin é psicóloga clínica, mestre em Ciências das Religiões pela PUC-SP, especialista em psicologia da religião. Atua como psicóloga e professora de psicologia em mosteiros e institutos religiosos. Pesquisadora dos grupos de estudos Morte e Pós Morte e   Nelson Rodrigues: Literatura, filosofia e Religião no Labô.

Ficou com dúvida? Entre em contato com o coordenador através do e-mail  danielebatagin@hotmail.com

14) Núcleo de Estudos Agostinianos  

Coordenação: Andrei Venturini Martins
É doutor em Filosofia, professor no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), membro da Associação Brasileira de Filosofia da Religião e pesquisador do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia (PUC/SP). É autor das seguintes obras: Comentário e Tradução da obra Discurso da Reforma do Homem Interior, de Cornelius Jansenius (Ed. Filocalia, 2016), Do Reino Nefasto do Amor-Próprio: a origem do mal em Blaise Pascal (Ed. Filocalia, 2017), A Verdade é Insuportável” (Filocalia, 2019) e Joaquim Nabuco: um abolicionista liberal do Brasil (É Realizações Editora, Biblioteca Crítica Social, no prelo)

Justificativa da pesquisa
Santo Agostinho (354-430) foi um dos grandes pensadores do ocidente. Em sua vastíssima obra, filosofia e teologia estão muito próximas, como “duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade” (João Paulo II. Fides et Ratio). Ao buscar reunir o Deus de Abraão Isaac e Jacó e o Deus dos filósofos e dos sábios, aproximando fé e razão, o bispo de Hipona deparou-se com inúmeros temas que perpassaram pela história da Filosofia e da Teologia: o corpo, a imaginação, a memória, os sonhos, o conhecimento, o mal, o livre-arbítrio, a liberdade, a natureza, a graça, a lei, a predestinação, a interioridade, a sabedoria e Deus. A maior parte de seus livros foram escritos a partir de controvérsias com as mais variadas doutrinas de sua época, entre as quais encontram-se o maniqueísmo e o pelagianismo. O mérito de Agostinho foi dar forma àquilo que poder-se-ia chamar de ortodoxia da Igreja Católica. Como pensador paradigmático da antiguidade tardia, ganhou um lugar relevante na tradição cristã, sendo considerado um Padre da Igreja, ou seja, uma testemunha autorizada da fé. Por esse motivo, sua obra era uma leitura comum entre reformadores e contrarreformadores nas controvérsias teológicas da modernidade: Lutero era um monge agostiniano; Calvino era um leitor assíduo de Agostinho; Jansenius, apesar de dizer que não apresentava nenhuma novidade teológica, gabava-se de seguir as pegadas do “Doutor da Graça”; os Molinistas e Dominicanos citavam inúmeras passagens das obras do Bispo de Hipona no debate sobre a graça no século XVII. Porém, tais pensadores, apesar de beberem da mesma fonte, divergiam quanto às interpretações da obra de Agostinho, dando origem às mais variadas e controvertidas linhas teológicas. Hoje, apesar dos inúmeros estudos voltados aos grandes temas agostinianos, sabe-se que estamos diante de uma obra ainda em aberto, capaz de oferecer os recursos necessários para todos aqueles que desejam refletir o conturbado século XXI.

segundas-feiras, 15h às 17h

7 de fevereiro.
14 março.
11 abril.
25 abril.
16 maio.
13 junho.

Obra que será estudada: "A natureza e a graça" de Santo Agostinho. 

Critérios de pertencimento – solicitar o formulário para inscrição no grupo pelo email labo@pucsp.br

Ficou com dúvida? Entre em contato com o coordenador através do e-mail dreivm@hotmail.com

15) Núcleo de Filosofia Política  

Coordenador: Prof. Dr. Luiz Bueno
Bacharel e Mestre em Filosofia, Doutor em Ciências da Religião. Professor de Filosofia da FAAP. Membro da Associação Brasileira de Filosofia da Religião. Autor do livro Gertrude Himmelfarb - Modernidade, Iluminismo e as virtudes sociais (É Realizações, 2015)

Justificativa da Pesquisa:
Dado o ambiente de conflito e mal-estar no pensamento político contemporâneo, especialmente no Brasil, percebe-se a necessidade de recuperar ou mesmo desenvolver instrumentos teóricos ainda pouco presentes na reflexão da filosofia política nacional. Assim, o Núcleo de Filosofia Política se propõe pesquisar formas de pensamento filosófico político derivados particularmente da grande tradição anglo-saxônica que poderiam constituir-se em instrumentos noéticos capazes de produzir uma melhor compreensão destes desafios do presente.

O escopo de pesquisa do Núcleo inclui:

  1. A fundação da modernidade a partir das transformações na filosofia política moderna em relação ao mundo pré-moderno e suas consequências na forma das crises contemporâneas
  2. A noção de virtudes sociais desenvolvida pelos iluministas britânicos como forma fundamental de pensar a vida pública; a questão posta pela sua ausência no ambiente das sociedades do presente. A distinção entre a sociologia das virtudes dos britânicos e a política da liberdade dos americanos.
  3. Também dos iluministas britânicos, abordar na pesquisa os conceitos: de sentimentos morais que sustenta, segundo eles, a política, mas também os demais vínculos nas relações sociais; da imaginação moral e a capacidade de empatia em uma sociedade; de ordem, hábito, experiência e seu papel no pensamento político
  4. A crítica cética às ideologias racionalistas e utópicas, pois esta base epistemológica é o que fundamenta a postura de pesquisa que propomos, reconhecendo suas raízes no pensamento de David Hume.
  5. A relação ambígua entre pensamento conservador e liberal
  6. A relação entre a invenção do estado de bem-estar-social e o esgarçamento dos vínculos sociais e da ordem moral nas sociedades políticas contemporâneas
  7. A problema derivado da relação entre a ordem moral e a ordem jurídica
  8. As críticas às fragilidades das democracias liberais


Dentre os autores compreendidos no escopo de pesquisa do grupo, pode-se destacar alguns: Aristóteles, David Hume, Adam Smith, Edmund Burke, Alexis de Tocqueville, Michael Oakeshott, Russel Kirk, Leo Strauss, Gertrude Himmelfarb, Thomas Sowell, Roger Scruton, Theodore Dalrymple, John Kekes.
Também se adequam ao escopo de pesquisa as obras que traçam o caminho histórico de desenvolvimento destas ideias no campo da filosofia política no mundo anglo-saxônico.

Objetivos para 2022
1. Como atividade principal do Núcleo de Filosofia Política, prosseguir as reuniões de pesquisa e discussão da obra do filosófico britânico Michael Oakeshott.
2. Produzir conhecimento a partir destes estudos, na forma de artigos originais, traduções de artigos de especialistas internacionais, resenhas, seminários e outros formatos possíveis
3. Publicar livros com material produzido por especialistas convidados do Núcleo e por pesquisadores do Labô, que discutam o pensamento de Oakeshott, bem como oordenar a produção de tradução de obras de importantes especialistas no pensamento do filósofo.
4. Organizar eventos, nacionais e internacionais, que discutam o autor, sua obra e também temas derivados de seu pensamento, especialmente os que tratem de questões da filosofia política contemporânea e das práticas políticas observáveis.

Metas de produção do Núcleo:
Todo semestre, teremos a produção de artigos sobre a temática estudada, tanto dos temas abordados em cada encontro como sobre a discussão desenvolvida durante todo o semestre. Esta produção se dará na forma tanto de textos breves bem como de artigos de maior extensão e profundidade. Serão organizados seminários internos ao grupo para discussão da produção. Também serão realizados eventos públicos para apresentação das temáticas, como seminários e conferências. Outras formas de divulgação também serão desenvolvidas, como material para mídias sociais, podcasts, dentre outros.

Sala Michael Oakeshott
Em Junho de 2020, o Núcleo de Filosofia Política inaugurou a Sala Michael Oakeshott, uma área no site OffLattes.com, do Labô, cuja meta é a de tornar-se um ponto de referência no Brasil sobre a obra do filósofo e um lugar de convergência para pesquisadores e interessados na obra oakeshottiana.
Portanto, o Núcleo de Filosofia Política tem como uma de suas tarefas principais incrementar constantemente a Sala Michael Oakeshott com informações e materiais relacionados ao filósofo, produzidos no Brasil ou no exterior, em língua portuguesa ou qualquer outro idioma, em forma de textos ou outros formatos, como vídeos, podcasts, etc.

Bibliografia de Michal Oakeshott:
Rationalism in Politics and Other Essays (New and Expanded Edition). Indianapolis: Liberty Fund, 1991.
Hobbes on Civil Association. Indianapolis: Liberty Funda, 1975
The Voice of Liberal Learning. New Haven: Yale Univ. Press, 1989
Sobre a História e Outros Ensaios. Rio de Janeiro: Topbooks, 2003.
A Política da Fé e a Política do Ceticismo. São Paulo: É Realizações, 2018.
Morality and Politics in Modern Europe. New Haven and London: Yale Univ. Press, 1993.
Religion, Politics, and the Moral Life. New Haven and London: Yale Univ. Press, 1993.

Esta lista corresponde apenas às obras em foco nos estudos atuais. Outras obras e textos de Oakeshott, e mesmo de outros autores, serão indicados à medida em que os estudos avançam.
Para o primeiro semestre de 2021, as obras de estudo obrigatórias para todos os pesquisadores são:
Rationalism in Politics (este livro é referência fundamental a todas as discussões produzidas no Núcleo)
- Hobbes on Civil Association
The Voice of Liberal Learning.

Para os próximos semestres, as obras de Michael Oakeshott a seguir serão objeto de pesquisa, em ordem ainda a ser definida:
- A Política da Fé e a Política do Ceticismo
- On Human Conduct
- Lectures in the History of Political Thought
- Sobre a História e outros Ensaios
- Experience and Its Modes
- Morality and Politics in Modern Europe.
- The Concept of a Philosophical Jurisprudence

Recomenda-se, como material de pesquisa, as obras de especialista no pensamento de Oakeshott, dentre os quais pode-se apontar:
ALMEIDA, Carlos Marques de. O Esplendor da Liberdade no Enigma Conservador: sobre a teoria política de Michael Oakeshott. Coimbra: Almedina, 2019.
ESPADA, João Carlos. Liberdade como Tradição. São Paulo: Távola, 2019.
FRANCO, Paul. Michael Oakeshott: An Introduction. Yale Univ. Press, 2004.
ABEL, Corey; FULLER Timothy. The Intellectual Legacy of Michael Oakeshott. US & UK: Imprint Academic, 2005.
QUINTON, Anthony. Politics of Imperfection - The religious and secular traditions of conservative thought in England from Hooker to Oakeshott. London: Faber and Faber, 1978.
COREY, Elizabeth Campbell. Michael Oakeshott on Religion Aesthetics and Politics. Columbia: Univ. of Missouri Press, 2006.
NARDIN, Terry (ed.). Michael Oakeshott's Cold War Liberalism. New York: Palgrave, 2015.
PLOTICA, Luke Philip. Michael Oakeshott and the Conversation of Modern Political Thought. New York: SUNY Press, 2015.

Outros autores e livros ainda serão indicados oportunamente.

Requisitos para os pesquisadores:
- Todos os pesquisadores têm como exigência de apresentar semestralmente no mínimo uma produção para o Núcleo de Filosofia Política, em qualquer uma destas formas: um artigo para publicação no site do Labô, apresentar a discussão de um capítulo de livro nas reuniões do Núcleo, produzir o relato de uma discussão de capítulo, apresentar um texto de produção própria sobre a temática do Núcleo para publicação no site do Labô.
TODOS os pesquisadores apresentarão uma comunicação no seminário do Núcleo ao final de cada semestre.
- Os pesquisadores devem ter frequência assídua nas reuniões do Núcleo. Qualquer ausência deverá ser justificada ao coordenador. Duas ausências seguidas implicarão na remoção do pesquisador, que poderá voltar em outro semestre, desde que possa cumprir com os requisitos
- Enquanto os encontros forem remotos, via Zoom ou equivalente, todos os pesquisadores participam com câmeras abertas durante toda a reunião

Pré-requisito para os novos pesquisadores que ingressarem em 2021:

- estudo da obra Rationalism in Politics, de Michael Oakeshott, estando em dia com a leitura dos capítulos já abordados durante o ano de 2021.
- ler os artigos dos pesquisadores do Núcleo publicados na Sala Michael Oakeshott para acompanhar as discussões.

- enviar email para o coordenador do Núcleo especificando:
. seus interesses de pesquisa e a razão para participar do Núcleo de Filosofia Política
. formação acadêmica (Graus e Instituições),
. produção acadêmica/literária/cultural mais relevante,
. cidade/estado de residência.
. declaração de que leu o projeto acima e concorda com a proposta do núcleo e com as condições de participação

Calendário de reuniões no segundo semestre de 2021:
Fevereiro: 04, 18
Março: 11, 25
Abril: 08, 29
Maio: 13, 27
Junho : 10

Ficou com dúvida? Entre em contato com o coordenador através do e-mail: luizbueno@msn.com

16) O Vazio Existencial na Contemporaneidade e as Possibilidades de Realizar Sentido  

Coordenação: Francisco Carlos Gomes

Psicólogo clínico e Logoterapeuta. Mestre em Psicologia Social pela PUC-SP. Fundador e Diretor clinico do Núcleo de Logoterapia AgirTrês. Coordenador do Grupo de Pesquisa “O Vazio Existencial na contemporaneidade e as possibilidades de realizar Sentido” do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – LABÔ.

Justificativa

O grupo de pesquisa tem como objetivo analisar a questão do vazio existencial na contemporaneidade, a forma como o comportamento humano tem se modificado a partir da segunda guerra, com o holocausto até os dias atuais. Afinal, existe sentido na vida? Como educar para o sentido? Curar ou cuidar? Como lidar com a contingência na vida? Como abordar a religiosidade e a espiritualidade? Qual o sentido do amor? Sofrimento, culpa e morte – como lidar com a tríade trágica. Questões como estas serão abordadas a partir da perspectiva da teoria da logoterapia que identifica a busca de sentido na vida, como a principal força motivadora do ser humano.

Objetivos

Publicação de artigos no OffLattes – Biblioteca LABÔ – Podcast – LABÔ de Verão e Inverno. Participação em seminários discutindo os temas abordados no grupo.

Bibliografia

Frankl, Viktor E. Em busca de Sentido: Um psicólogo no campo de concentração. Editora vozes. Petrópolis, 1985 RJ.
Frankl, Viktor E. Sincronización em Birkenwald: 1 ed. 1 reimpr. Buenos Aires: San Pablo. 2006.
Greyson, Bruce. Batthyány,Alexander. Psychology of Consciousness: Theory, Research, and Pratice.  Spontaneous remission of dementia before death: results from a study on paradoxical lucidity. American Psycological Association. 2020.
Oro, Oscar Ricardo. Epistemología y Psicología. Um aporte desde la psicologia compreensiva y la Logoterapia. Fundación Argentina de Logoterapia.– 2002 – Argentina.
Pacciolla, Aureliano. Ganucci, Uberta. Carcione, Antonino.  II significato del sintomo e il significayo dela vita: interdipendenza tra senso dela vitta, metacognizione e resilienza. Revista Cognitivo Clinico – 2014 – 11,1. Academia – Accelerating the world’s reserarch.
Rodrigues, Roberto. Tese de Doutorado. Noodinamismos de carência valorativa – Universidad Argentina John F Kennedy .1993,Argentina - AR
Sinay. Sergio.. “La Sociedad que No Quiere Crecer (cuando los adultos se niegan a ser adultos)”  https://holossanchezbodas.com/wp-content/uploads/2021/03/La-sociedad-que-no-quiere-crecer-Sinay.pdf. Argentina AR. 2010.

Datas dos encontros

Sextas-feiras, das 14hs as 16hs, dentro do seguinte calendário – 7 encontros – 1 semestre de 2022.
11/03/2022: Rodrigues, Roberto. Tese de Doutorado. Noodinamismos de carência valorativa – Universidad Argentina John F Kennedy .1993,Argentina - AR
25/03/2022: Frankl, Viktor E. Em busca de Sentido: Um psicólogo no campo de concentração. Editora vozes. Petrópolis, 1985 RJ.
08/04/2022: Pacciolla, Aureliano. Ganucci, Uberta. Carcione, Antonino.  II significato del sintomo e il significayo dela vita: interdipendenza tra senso dela vitta, metacognizione e resilienza. Revista Cognitivo Clinico – 2014 – 11,1. Academia – Accelerating the world’s reserarch.
22/04/2022: Frankl, Viktor E. Sincronización em Birkenwald: 1 ed. 1 reimpr. Buenos Aires: San Pablo. 2006.
 06/05/2022: Oro, Oscar Ricardo. Epistemología y Psicología. Um aporte desde la psicologia compreensiva y la Logoterapia. Fundación Argentina de Logoterapia.– 2002 – Argentina.
 20/05/2022: Sinay. Sergio. “La Sociedad que No Quiere Crecer (cuando los adultos se niegan a ser adultos)”  https://holossanchezbodas.com/wp-content/uploads/2021/03/La-sociedad-que-no-quiere-crecer-Sinay.pdf. Argentina AR. 2010.
 03/06/2022: Greyson, Bruce. Batthyány, Alexander. Psychology of Consciousness: Theory, Research, and Pratice.  Spontaneous remission of dementia before death: results from a study on paradoxical lucidity. American Psycological Association. 2020.

Ficou com dúvida? Entre em contato com o coordenador através do e-mail: franciscocarlosgomesagir3@gmail.com

17) Teologia Cristã e Religião Contemporânea  

Entrar em contato com os coordenadores através do e-mail andre.aneas@gmail.com e lucas@teologica.net

 

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