Apresentação

Desde a segunda metade do século passado vivemos um momento histórico que pensadores tem denominado como Modernidade Tardia ou Pós Maternidade. Nele, com crescente intensidade, assistimos a uma exacerbação de valores que tem incentivado o individualismo, a competição e o consumismo. Como consequência, é possível constatar o distanciamento físico e afetivo entre as pessoas e particularmente entre as gerações. Além da falta de diálogo, presenciamos até mesmo hostilidades, atitudes preconceituosas recíprocas e outras formas de intolerância entre jovens e velhos, tanto na família, quanto em diferentes espaços públicos.
A compreensão sobre a atual situação das relações entre as gerações e o assim chamado preconceito etário, passa por um exame do comportamento de jovens e velhos dos séculos mais recentes para cá, destacando alguns momentos históricos mais representativos. Por exemplo, segundo o historiador Philippe Ariès, durante a idade Média, não havia uma noção clara de infância e tampouco das etapas do ciclo vital, crianças e adultos misturavam-se no ambiente de trabalho e nas festas da comunidade. Em outro momento interessante para a história das gerações testemunhamos na década de 1960 a eclosão das rebeliões juvenis em várias partes do mundo, concretizadas nas comunidades hippies e nos movimentos estudantis na Europa e nas Américas. Nesse período o tema do conflito de geração envolveu intensamente educadores, psicólogos, sociólogos e outros especialistas.
Para entendermos melhor tais relações é importante se interrogar a respeito do significado da idade da nossa cultura e quais as expectativas que temos da infância, da adolescência e da maturidade. Igualmente é preciso refletir sobre nossa percepção da passagem do tempo. Afinal, o que significa ser criança, adolescente ou idoso no mundo contemporâneo? Na correria do dia a dia pouco tempo sobra para a conversa entre pais e filhos ou entre avós e netos. Vivemos um momento histórico no qual imperam valores que conduzem à competição, ao individualismo e ao consumismo. Como consequência desse modo de viver perde-se a riqueza das trocas de experiências entre velhos e moços na família, na escola, na empresa e nos demais espaços sociais. Por isso, de alguns anos para cá, programas intergeracionais tem se multiplicado em inúmeros países, incluindo o Brasil, buscando fomentar a coeducação e a solidariedade entre pessoas de diferentes idades.


Objetivos

Diante desse preocupante quadro social, governos e organizações da sociedade civil se veem no dever de adotar iniciativas para aproximar as gerações com objetivo de otimizar o diálogo e as trocas de experiências, fomentando um processo de coeducação e o estabelecimento de vínculos afetivos e de amizade. O presente curso tem a intenção de, a partir de bases teóricas e empíricas sobre o tema, instrumentalizar profissionais para o planejamento, a execução e a avaliação de programas intergeracionais em Instituições públicas e privadas voltadas para a educação, a cultura e o lazer.

Sobre o Curso
  • Categoria: Extensão
  • Público-alvo:

    Profissionais de qualquer área de formação superior, que direta ou indiretamente trabalham ou tem a intenção de trabalhar com grupos intergeracionais em projetos que envolvam atividades culturais, de lazer socioeducativo e voluntariado. Profissionais que pretendam aperfeiçoar a qualidade dos vínculos e a produtividade entre trabalhadores jovens e maduros de empresas e instituições públicas e privadas.

  • Duração: 40 horas
  • Local: Vila Mariana
  • INSCREVA-SE
Professor em Destaque

Beltrina da Purificação da Côrte Pereira

Formada em Jornalismo pela Unisantos, fez Especialização e Mestrado em Planejamento e Administração do Desenvolvimento Regional, na Universidad de los Andes, Bogotá/ Colômbia. Concluiu o doutorado (1997) e o pos.doc (2007) em Ciências da Comunicação pela USP. Atualmente é professora assistente doutor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, na Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde. Coordena o grupo de pesquisa Longevidade, Envelhecimento e Comunicação. Atua na área da gerontologia social e na divulgação científica com o Web site Portal do Envelhecimento, Revista Longeviver, editora Portal Edições e Espaço Longeviver. Em suas atividades acadêmicas interage com diversos colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos. Integra desde 2005, a Rede Iberoamericana de Psicogerontologia (Redip). Como também a Red Iberoamericana Interdisciplinar de Investigación en Envejecimiento y Sociedad (RIIIES), desde 2015. Integrou o banco de avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - Basis (2006-2018). Em suas atividades sociais, foi associada fundadora do OLHE - Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (2006-2013).

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