Apresentação

Recentes avanços na manufatura aditiva têm permitido a impressão 3D de materiais biocompatíveis, células e componentes de suporte em complexos tecidos biológicos. Hoje em dia, o processo de bioimpressão 3D pode ser adaptado para produzir tecidos em uma variedade de formatos e complexidades estruturais, além de obter específicas propriedades químicas, biomecânicas e biológicas, visando a criação de biomodelos que mimetizem tecidos próximos dos reais. 


A tecnologia de bioimpressão possui 3 etapas principais, além da interdisciplinaridade de conhecimento. Na primeira fase há a que necessita de um projeto do tecido ou órgão (blueprint) que se pretende produzir, sendo o blueprint projetado por meio da associação de softwares para o tratamento de imagens biológicas, de projetos auxiliados por computador e engenharia de simulação. Em seguida, necessita de um processamento dos biocomponentes, e essa etapa é realizada por meio de bioimpressoras – equipamentos que utilizam a tecnologia de impressão 3D e materiais biológicos. Ainda nessa fase, o uso das biotintas se faz necessário -  formulações de células e materiais sintéticos e/ou orgânicos – para a construção de estruturas biológicas tridimensionais. Enfim, na terceira fase, também chamada de pós-processamento, o uso de biorreatores é requerido. Os biorreatores são sistemas fechados e controlados, necessários para a maturação da estrutura biológica bioimpressa.


Os tecidos biológicos são sistemas complexos e devem ser compreendidos cuidadosamente, a fim de orquestrar adequadamente os diversos processos existentes, tais como adesão, proliferação e diferenciação celular, além dos mecanismos de transporte presentes intrinsecamente nestes eventos (difusão de moléculas, transporte ativo e passivo, entre outros).  A interdisciplinaridade presente nessa área tem o potencial de desenvolver uma série de habilidades, e muitas dessas, são necessárias para um próspero e emergente mercado de trabalho. O conhecimento interdisciplinar traz uma diversidade significativa ao conhecimento científico, e geralmente insere criatividade e inovação na forma como o problema é identificado. Indubitavelmente, tecnologias exponenciais, como a impressão 3D, e consequentemente a bioimpressão, serão protagonistas da revolução 4.0 na indústria e na saúde, sendo imprescindível a capacitação de novos profissionais.
Questões éticas, sociais, econômicas e de público em geral também devem ser incluídas na área da biofabricação de tecidos e órgãos, a fim de conscientizar a população sobre essa abordagem promissora para a medicina, bem como para incentivar o apoio ao seu uso. Isso significa fornecer educação extensiva, não apenas para os profissionais de áreas correlatas, mas também para a sociedade em geral, permitindo o amadurecimento e o avanço nas pesquisas, no mercado e em aplicações da tecnologia em áreas médicas.

Sobre o Curso
  • Categoria: Extensão
  • Público-alvo:

    Professores, pesquisadores, universitários e profissionais interessados na concepção, desenvolvimento, gestão e avaliação de projetos de bioimpressão de tecidos e órgãos.

  • Duração: 24 horas
  • Local: Campus Consolação - Marquês de Paranaguá
  • INSCREVA-SE
Professor em Destaque

Janaina de Andréa Dernowsek

Pesquisadora colaboradora do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer e USP, além de trabalhar como CEO na startup BioEdTech, focada na capacitação e no desenvolvimento em bioimpressão de tecidos. Tem experiência de 5 anos em projetos de bioimpressão de tecidos e 8 anos em projetos e ensino de genética, biologia celular e molecular, atuando nos setores público e privado, em instituições de médio e pequeno porte.

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