Selecione abaixo a informação que deseja visualizar.

Página Inicial
Curso da UAM
História do Jornal
Quem Somos
Crônicas
Aspectos Biopsicossociais
Com a Palavra o Professor
Gente Notável
Entrevista
Eventos & Notícias
Palavra Poética
Sabor & Saber
Turismo
Curiosidades
Caça-palavras
Cultura & Lazer
Carta do Leitor
Edições Anteriores
Videoteca
Galeria de Imagens
Fale Conosco
  Cadastre-se

 

 

  Página inicial  

A Arte do Encontro


Por Marilu Martinelli

A comunicação verdadeira com o semelhante se estabelece através dos fios sutis das emanações do coração e da escuta compassiva. Tenho observado que muita gente não sabe ouvir o seu interlocutor. Enquanto a outra fala, nota-se que não vê a hora de dar uma opinião ou falar de si mesmo. A escuta compassiva é fundamental na comunicação e acontece quando ouvimos o outro e o acolhemos no coração, sem pré-julgamentos. É uma maneira de demonstrar para alguém que você se importa e que ele é especial para você.

Cada vez nos detemos menos uns nos outros, preferimos imaginar e julgar a conhecer quem ele realmente é. Pertencemos à mesma Vida e somos todos portadores de força, fragilidades, defeitos, qualidades, talentos e incapacidades. Porém, nossa atitude perante a pessoa que encontramos pela primeira vez, por mais bem-intencionados que sejamos, vem acompanhada de pré-julgamento e avaliação. Isso vem à tona como resultado do medo do desconhecido e, surpreendentemente, é também uma forma de se sentir no controle.

Não percebemos que com isso dificultamos a nossa comunicação, nossos relacionamentos. Além do mais, partimos do princípio de que já sabemos quem ela é, e ela quem somos nós, por isso, existem tantos desencontros pela vida afora.

Nós, seres humanos, somos multifacetados, verdadeiros enigmas a serem decifrados. Penso que viver é uma aventura de autodescoberta e a vida, a arte do encontro. Cada pessoa nos vê, percebe e sente sob diferentes ângulos, constrói uma imagem e um pressuposto sobre quem somos. E nós fazemos o mesmo com relação a elas. Mas precisamos estar atentos para não cairmos nesse erro, nessa armadilha. É só baixar as nossas defesas e interagirmos naturalmente, sem preconceitos, nem ideias preconcebidas que tudo muda e, a comunicação acontece de forma espontânea. Assim passa a existir abertura afetuosa para acolher um ao outro, ouvir, compreender, e ir além do que é dito, deixar surgir a amizade. Julgar e rotular as pessoas à primeira vista é um vício de comportamento mental que distancia, enquanto a simpatia, a compreensão e a solidariedade aproximam os corações.

Atualmente todo mundo tem opinião sobre tudo e todos e se acreditam cheios de razão. Alguém já disse que temos que escolher entre ter razão e ser feliz.

Para terminar, gostaria de lembrar que emitir opinião sobre algo ou alguém é externar uma crença pessoal, passível de questionamento, enfim, uma certeza subjetiva. Afinal de contas, somos todos buscadores da verdade e não os donos dela.

 
 
Edições Anteriores
Edição Nº 29

 

* Os artigos publicados no jornal Maturidades são de inteira responsabilidade dos autores
(que exprimem suas opiniões e assinam seus artigos) devendo ser encaminhada
a estes toda e qualquer sugestão, crítica ou pedido de retratação.
       
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo • PUC-SP - Design DTI•NMD - 2016