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Você sabia que a respiração tem uma relação direta com produção vocal?

Denisse Iturra Marambio, Léslie Piccolotto Ferreira e Marta Assumpção de Andrada e Silva

Você já viveu a experiência de falar muito rápido e a respiração falhar? Ou cantar e a voz "quebrar" ou não emitir o agudo com qualidade porque o ar terminou? Ou mesmo respirar pela boca sem parar e ao final sentir uma sensação de secura que dificulta a emissão da voz? Já percebeu o quanto fica difícil falar quando a respiração está curta ou "apertada no peito" por conta de nervosismo, ansiedade ou tensão? Certamente ao responder essas perguntas de forma afirmativa você concluiu que a respiração é o combustível que mantém vivo o ser humano!

Nascemos com ela e morremos sem ela, e na maioria das vezes nem percebemos que ela está em nós, dando sinais de sua existência. Existem diferentes formas de respirar: pode ser pelo nariz ou pela boca; com elevação do tórax ou expansão da região do diafragma (próximo ao umbigo); de forma rápida ou lenta; com ritmo regular ou não; com perda de ar antes de começar a falar ou cantar; ou ainda ficar sem ar ao final da emissão ou do canto... enfim cada um tem uma forma de respirar própria e essa deve ser conhecida e, quando necessário, trabalhada para que aconteça de forma coordenada com a fala ou com o canto, para que possamos ter um domínio sobre ela.

Na atividade do canto, na grande maioria dos gêneros e estilos musicais, a respiração deve ser entendida, nos seus limites e necessidades. Só dessa forma a respiração se torna mais ativa e eficaz, permitindo um controle do seu instrumento vocal. A respiração é a base principal da técnica vocal e essa precisa acontecer de maneira adequada e natural para cada indivíduo e gênero musical. O modo e tipo respiratório dependem de características anatômicas e fisiológicas do organismo de cada sujeito, pois sabemos que a voz é um instrumento único e que a respiração faz parte dessa singularidade.

Trabalhar a voz significa trabalhar o corpo como um todo, inclusive e principalmente a respiração. Concluímos que o conhecimento da forma, do modo como respiramos em diferentes contextos e estados emocionais é o caminho para dominarmos e conhecermos nossa voz e nosso corpo. Assim, se consegue a harmonia e o equilíbrio na forma e na maneira de nos comunicarmos.



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