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Disciplina: Processos de criação e produção do conhecimento em hipermídia e em redes fixas e móveis: imagem e imaginário nas mídias digitais
Área de Concentração: Signo e Significação nas Mídias
Linha de Pesquisa: Processos de Criação nas Mídias
Professora: Drª. Lucia Isaltina Clemente Leão (cód. 7253)
Dia e horário: 5ª feira, das 15:45h às 18:45h
Semestre: 1º/2012
Nível: Mestrado/Doutorado
Créditos: 03
Carga Horária: 225 horas
Ementa e objetivos
A disciplina analisa as condições de possibilidade de produção de conhecimento em hipermídia na área de comunicação. A hipermídia, neste contexto, deve ser o resultado do encontro entre referenciais teóricos da comunicação e a lide criativa realizada por meio dos recursos tecnológicos digitais. A abordagem explora a historicidade da relação entre criação/produção de conhecimento e as particularidades das experiências na Internet (fixa e móvel). Analisa o impacto institucional dos mecanismos de compartilhamento, sampleagem e distribuição da arte em rede e as formas pelas quais opera a absorção e a crítica das teorias da comunicação. Discute a emergente crítica de interface, analisando estratégias do design e da arquitetura de informação e o tecido discursivo das diferentes linguagens de programação. Apresenta novas conceituações, terminologias e tipologias criativas específicas das ações em redes fixas e móveis, como teleintervenções, processos de cibridização (interpenetração entre redes on e off-line), artivismo, mídia tática e mídias locativas, entre outras, alargando o horizonte conceitual, crítico e analítico da hipermídia, em geral, e da net arte e da cultura da mobilidade, em particular.
Diferentes tipos de imagens e imaginários povoam o universo midiático digital, possibilitando processos comunicacionais de naturezas diversas. A disciplina aborda quatro tipos de processos de criação em mídias digitais, de acordo com as características do imaginário e das imagens que permeiam os projetos: visualização de dados (1); experimentações com mídias móveis e/ou mídias locativas (2); transcriações, hibridizações e remixagens (3) e games e ciber-narrativas (4). No primeiro caso, a discussão se concentra em projetos que desenvolvem maneiras visuais de representação de um grande número de dados gerando cartografias do conhecimento. No segundo grupo, o foco são projetos nômades, que operam em interfaces móveis e/ou agregam informações geográficas em seus processos. A terceira categoria aborda projetos que exploram o potencial transformativo dos arquivos digitais e se utilizam de procedimentos como colagem, remixagem, apropriação e transcriação. E finalmente, o curso discute a estética dos jogos digitais, a “dramaturgia da hipermídia” (Grau, 2011), a natureza do imaginário nas narrativas compartilhadas e interativas e o processo de design de games como metodologia colaborativa híbrida interdisciplinar.
Os objetivos do curso são fundamentar o aluno na reflexão conceitual e no desenvolvimento de processos criativos em hipermídia. O método de trabalho da disciplina é composto por aulas expositivas, exercícios escritos de reflexão em aula, discussão de textos e seminários. A avaliação é processual e compreende: atividades em classe, participação em discussões, leituras, exercícios, freqüência e pontualidade (1); apresentação de seminário (2); e monografia individual a ser entregue no final do curso (3).
Bibliografia básica:
GRAU, Oliver (2011). Imagery in the 21st century. Cambridge, MA: The MIT Press.
LEÃO, Lucia (2002). O chip e o caleidoscópio: reflexões sobre as novas mídias. São Paulo: Senac.
LUNENFELD, Peter (2000). Snap to grid: a user's guide to Digital Arts, Media, and Cultures. Cambridge, MA: The MIT Press.
ZIELINSKI, Siegfried (2006). Arqueologia da mídia: em busca do tempo remoto das técnicas do ver e do ouvir. São Paulo: AnnaBlume.
Bibliografia complementar:
FLUSSER, Vilém (2008). O universo das imagens técnicas: elogio da superficialidade. São Paulo: Annablume.
LOVINK, Geert (2004). Uncanny networks: dialogues with the virtual intelligentsia. Cambridge, MA: The MIT Press.
MACHADO, Arlindo (2007). O sujeito na tela: modos de enunciação no cinema e no ciberespaço. São Paulo: Paulus.
MAFFESOLI, Michel et Moisés de Lemos Martins (2011). « À propos de l'imaginaire des médias ». In : Revue Sociétés, 2011/1 n°111, p. 5-9. DOI : 10.3917/soc.111.0005. Disponível em: http://www.cairn.info/revue-societes-2011-1-page-5.htm. Acesso em 30/09/2011.
SALLES, Cecília A. (2010). Arquivos de criação: arte e curadoria. Vinhedo: Horizonte.
SANTAELLA, Lucia (2007). Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus.
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