Semiotica da Cultura

 

CAMPO INTERDISCIPLINAR DA SEMIÓTICA DA CULTURA

CIBERNÉTICA
TEORIA DA INFORMAÇÃO
TEORIA LITERÁRIA
LINGÜÍSTICA ESTRUTURAL
SEMIÓTICA
CRÍTICA DA ARTE
NEUROLINGÜÍSTICA
NEUROBIOLOGIA
BIOLOGIA MOLECULAR
ANTROPOLOGIA

TEORIA LITERÁRIA - ciência cujo objeto de estudo são a literariedade (JAKOBSON) e o procedimento (CHKLÓVSKI). A literatura é considerada uma variante dentre os sistemas de signos que usam a linguagem de modo a produzir estranhamento.

LINGÜÍSTICA ESTRUTURAL - parte do conceito de estrutura e das relações dinâmicas entre partes e funções num todo. Estrutura concebida como um conjunto de diferenças, por exemplo, o signo lingüístico. É a partir da estrutura que se pôde chegar à compreensão da estruturalidade entre sistemas.

SEMIÓTICA - teoria que trata de semiosis como propriedade do signo. Um signo só pode ser compreendido à luz de outro signo. A semiose está na raiz do conceito de modelização. Além de ser núcleo fundamental para as ciências do homem, a Semiótica sistematizou aspectos de uma teoria geral dos signos.

CIBERNÉTICA - apresenta o conceito de sistema como um conjunto de invariáveis dentro de variações capazes, portanto, de regular comportamentos. Institui a noção de controle como mecanismo de eficácia das mensagens no sentido de impedir a entropia.

TEORIA DA INFORMAÇÃO - valoriza o processo comunicativo como troca interativa de códigos na produção de mensagens. Explora a possibilidade de medir quantitativamente a informação de uma mensagem para ulterior análise de seu significado. Apresenta o código, bem como o processo de codificação / decodificação / recodificação como chave para a análise semiótica.

ANTROPOLOGIA - valoriza o homem e suas manifestações culturais (formas ritualísticas de comportamento social) como conjuntos heterogêneos e interelacionados. Daí a noção de homem como sistema de signos (BAKHTIN).

CRÍTICA DA ARTE - exercício de compreensão da arte como linguagem, ou melhor, como conjunto de várias linguagens. A experimentação aproxima arte, ciência, técnica como esferas interligadas na cultura. Destaque para a noção de arte como máquina perfeita (LOTMAN) e como convencionalidade (USPÊNSKI).

BIOLOGIA MOLECULAR - noção de vida como código: a proximidade entre o código genético e o código verbal se deve à noção de seus constituintes como componentes discretos que servem para a construção das significações. Compreensão semiótica do fenômeno da hereditariedade e da cultura como memória não-hereditária.

NEUROLINGÜÍSTICA - NEUROBIOLOGIA - classificação das afasias segundo mapeamento das lesões nos hemisférios cerebrais, de onde surge a noção de afasia como distúrbio de comunicação. Importância da estrutura da linguagem, dos processos de seleção e de combinação, para a topografia do cérebro e relações entre simetria e assimetria.

(Disponível na rede desde 12/98)


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