Conhecemos as regras da comunidade; conhecemos o efeito reparador da comunidade em termos das existências individuais. Se conseguíssemos de alguma forma harmonizar os nossos conhecimentos, não teriam estas regras um efeito reparador sobre o mundo? É frequente dizer-se que nós seres humanos, somos animais sociais. Mas não somos ainda seres de comunidade. Somos compelidos a relacionar-mos uns com os outros por necessidades de sobrevivência. Não nos relacionamos ainda com a inclusividade, o realismo, a autoconsciência, a vulnerabilidade, o compromisso, a abertura, a liberdade, a igualdade e o amor caractrísticos da verdadeira comunidade. É por de mais evidente que não basta sermos apenas animais sociais, que tagarelam uns com os outos nas festas e lutam uns com os outros a propósito de negócios ou de fronteiras. Temos por dever – um dever essencial, central e crucial – transformarmo-nos de meros seres sociais em seres comunitários, pois essa é a única maneira de a evolução humana poder continuar.
m. Scott Peck
The Different Drum: Community-Making and Peace
It is not the strongest of the species that survive, nor the most intelligent, but the one most responsive to change.
Charles Darwin