Apresentação

Desde meados dos anos 80 do século passado, o mundo empresarial – dentro e fora do Brasil - vem sendo influenciado por uma nova ordem ou desordem resultante dos fortes impactos da globalização em suas dimensões social, política, cultural e econômica. Novos fluxos de imagens, valores e símbolos dentre uma multiplicidade de signos e significados compõem o caldeirão de mudanças culturais que impulsiona a dinâmica estrutural do capitalismo no século XXI. Esses tempos “líquidos” agravados pelo o esvaziamento das grandes narrativas e mitos da modernidade, tornaram obsoletos tanto os modelos de organização focalizados exclusivamente na racionalidade econômica como o discurso institucional de sustentação do Laissez-faire. Por outro lado, as formas de controle de condutas baseadas apenas em regras coercitivas perderam sentido e eficácia no contexto de novos padrões de relacionamento, inclusive virtuais, alimentadas pelas redes sociais. Em meio a essa complexidade, as empresas em geral tiveram que se reconfigurar e instituir novas formas de relacionamento com os sujeitos envolvidos em suas práticas de negócios, os stakeholders. Grandes corporações nacionais e transnacionais têm buscado se apoiar em novas representações socioculturais que contemplem um repertório de linguagem mediado pelo simbólico. A cultura tornou-se central para instituir esse novo modus operandi capaz de produzir e reproduzir pluralidade e a flexibilidade no interior das organizações. Através dela são construídas e difundidas tecnologias de gestão que buscam relativizar conflitos e internalizar atitudes e comportamentos com vistas a transformar as diferenças em capital social. Trata-se de um ativo invisível que vem se tornando cada vez mais estratégico para fomentar e difundir o conhecimento como motor da economia globalizada, rompendo fronteiras e movimentando bilhões de dólares em moeda escritural. Para acompanhar o ritmo dessas transformações, as empresas vêm ressignificando culturalmente sua visão de mundo e de negócio, adaptando suas estruturas e processos para consolidar suas posições no novo mapa de consumo mundial, regional e local. O mundo dos bens demanda organizações mais leves e dotadas de uma espécie de sétimo sentido capaz de captar e transformar a práxis da cultura em um indutor de novos hábitos e desejos. Em suas mais variadas abordagens ela transforma-se também em regulador do ciclo de vida cada vez mais curto dos bens materiais e simbólicos, cujas representações estruturam a antropologia do consumo. 


Objetivos

O curso visa difundir conhecimentos básicos e extracurriculares sobre cultura corporativa aos profissionais interessados em trabalhar em empresas modernas, que vêm ressignificando sua reputação e modelo de negócio de acordo com as novas dimensões culturais da globalização.

Sobre o Curso
  • Categoria: Extensão
  • Público-alvo:

    Recomenda-se essa extensão a todos os graduados que tenham interesse em agregar um diferencial qualitativo a seus currículos através do acesso a conteúdos relacionados à antropologia, com foco em cultura organizacional. A grade curricular facilita e amplia o aprendizado tanto de alunos que buscam seu primeiro emprego quanto o dos que já atuam no mundo do trabalho. Esses, em particular, poderão ampliar seus horizontes visando oportunidades de ascensão vertical na empresa, como liderança, ou até mesmo alçar voos mais ousados, empreendendo seu próprio talento no mercado de trabalho. 

  • Duração: 32 horas
  • Local: Vila Mariana - Cogeae
  • INSCREVA-SEna lista de interesse
Professor em Destaque

Profa. Dra. Eliane Hojaij Gouveia

Possui graduação em Ciências Sociais pela Pontifícia universidade católica de São Paulo (1970), mestrado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1987) e doutorado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atualmente é Professora Assistente Doutora do Departamento de Antropologia e do Programa de Estudos Pós Graduados em Ciências Sociais, Líder do Núcleo de Pesquisa Religião e Sociedade e Editora Responsável da revista eletrônica www.pucsp.br/revistanures - ISSN1981156X da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Religião e Mídia atuando, principalmente, nos seguintes temas: religião, mulher, catolicismo, pentecostalismo e cultura.

 

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Professor em Destaque

Prof. Dr. Maroni João da Silva

Maroni J. Silva é Mestre e Doutor em Ciências Sociais, com especialização em Cultura Organizacional, Técnico em Contabilidade e professor convidado de pós-graduação lato sensu das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), no curso de Comunicação Organizacional e Marketing e Mercado. Autor do livro Magazine Luiza Negócio & Cultura, fruto de sua dissertação de mestrado, foi também professor de Jornalismo Econômico da Faculdade Cásper Líbero, editor-assistente de economia da Folha de São Paulo, repórter de economia e política do Jornal da Tarde, colaborador da Agência Estado e correspondente no Brasil da empresa inglesa de comunicação e negócios Steel Business Briefing. Atualmente coordena a Revista Digital ABM, escreve como colaborador na revista Gestão RH e é sócio-diretor da Textocon, Comunicação & Cultura Organizacional.

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