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Data da defesa
Dia 19/05/2006 às 14:00h |
Sebastião Lázaro Pereira
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| De fazendeiros a agronegocistas: aspectos do desenvolvimento capitalista em Goiás. |
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| Banca Examinadora |
Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida (Orientador) [PUC/SP], Cesar Roberto
Leite da Silva [PUC/SP], Edilson José Graciolli [UFU], Edimilson Antonio Bizelli
[PUC/SP], Jair Pinheiro [UNESP/MAR], Antonio Carlos de Moraes (Suplente) [PUC/SP],
Cassia Chrispiniano Adduci (Suplente) [FSA] |
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Resumo
A dinâmica de uma sociedade regional é conformada a partir de uma
configuração estabelecida pela evolução social do
país. Isto significa que a moldagem social de uma região é
resultado de um espraiamento maior, que a condiciona e lhe determina o nível
de desenvolvimento e das transformações. O que não quer
dizer que não existam internamente às próprias sociedades
capitalistas, existentes nas sociedades regionais, fatores condicionantes que
possam promover – ou retardar – mudanças na ordem
socioeconômica.
Ao analisar uma dada região, buscaremos interpretar como a dinâmica
do processo de acumulação capitalista da sociedade goiana foi
afeiçoada pelas peculiaridades temporais, espaciais e institucionais.
Este amoldamento está interligado a um processo maior de desenvolvimento
capitalista do país – que, por sua vez, está condicionado aos
fatores existentes na região, tais como as relações de
produção, o regime de apropriação fundiária, a
natureza da produção, os recursos naturais, a localização
e a própria ocupação demográfica do território.
Examinaremos as transformações que ocorreram no interior do bloco
no poder regional e como a classe dominante goiana foi se adaptando às
mudanças ocorridas, em seu processo de transição ao capitalismo,
em virtude de sua inserção à dinâmica capitalista nacional.
De fazendeiros e agronegocistas, o modo de produção se alterou
profundamente, juntamente com as relações sociais de produção.
Neste processo de transformação, muito do passado permaneceu, como
o latifúndio e a forte concentração de renda na agropecuária.
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