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Data da defesa
Dia 9/11/2006 às 13:00 h |
Celso Noburo Uemori
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| Explorando em campo minado: a sinuosa trajetória intelectual de Manoel Bomfim em busca da
identidade nacional |
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| Banca Examinadora |
Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida (orientador) [PUC/SP], Elias Thomé
Saliba [USP], André Botelho [UFRJ], Pedro Roberta Ferreira [UEL], Márcia Mansor
D’Aléssio [PUC/SP], Antônio Pedro Tota (Suplente) [PUC/SP}, Tânia Regina
de Luca (Suplente) [UNESP/Assis]. |
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Resumo
Manoel Bomfim (1868-1932) foi, por diversas vezes, um autor relegado, como afirmaram vários
intérpretes. Saiu do “ostracismo” graças a iniciativas de intelectuais
vinculados ao Estado Novo, que viram em seu pensamento inspiração para a busca das
raízes da brasilidade e para a exortação do nacionalismo. Mais tarde,
intelectuais de esquerda enxergaram a originalidade e a coragem de um pensador da Primeira
República que se contrapôs radicalmente aos adeptos do racismo científico,
que analisou a história do país revelando o papel do colonialismo ibérico
na formação da mentalidade conservadora da classe dominante e revelou os fundamentos
econômicos e políticos do atraso do país, afastando-se, assim, da voga do
determinismo racial e climático.
Hoje, sua obra volta a ser objeto de interesse de pesquisadores acadêmicos e de profissionais
da imprensa. As idéias de Bomfim ainda interessam porque sua batalha pela educação
popular e o seu esforço para compreender as raízes do fracasso do país como
nação permanecem atuais.
Este trabalho gira em torno desses eixos temáticos: 1) como Bomfim se apropriou de idéias
e conceitos elaborados, na Europa, com finalidades conservadoras, e os retrabalhou para criticar os
dominantes e, também, para pensar a “servidão voluntária” dos
dominados; 2) a importância das idéias de Darwin para a elaboração de
noções centrais do pensamento de Bomfim, como a solidariedade, a crítica ao racismo
e ao etnocentrismo ocidental e sua posição antibelicista; 3) as ambigüidades do
discurso de Bomfim sobre a formação da nacionalidade, frisando que a nação
tal qual é descrita no livro A América Latina (1905) não é a mesma que
aparece no livro O Brasil na América (1929); 4) a relação dicotômica entre
o Estado parasita e sua “hospedeira”, a nação.
À guisa de conclusão, destaco a originalidade de um pensamento que foi se construindo no
interior do complexo entrelaçamento entre as opções pessoais do autor e a
influência do contexto político e cultural de sua época. |
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