Linguagem e Subjetividade
Página Inicial
Linguagem e Subjetividade
Linguagem e Subjetividade
Banco de Dados de Fala e Escrita
Banco de Dados de Fala e Escrita
Cadastro para acesso ao banco de dados
Alfabetização e Seus Avatares
Laboratório de Observação de Linguagem
Parcerias
Eventos
Coluna “Fonoaudiologia em Questão”
biblioteca_novo
Links
Contato


   

Página inicial >Coluna "Fonoaudiologia em Questão"

Uma experiência na inclusão escolar de pessoas com autismo

A inclusão de crianças com deficiência na escola regular é um desafio atual e que exige atenção de todos.

Neste escrito, falaremos da inclusão de pessoas com autismo que, desde 27 de Dezembro de 2012, segundo a LEI Nº 12.764*, estão inseridas no campo das pessoas com deficiências, colocadas nas mesmas diretrizes de funcionamento nas políticas públicas, o que inclui o processo de escolarização.

No início da década de 90, surgiu nos EUA um movimento que propõe a inclusão de todas as crianças com necessidades educacionais especiais nas escolas regulares. No Brasil, este processo iniciou-se com a Constituição de 1988 e foi reafirmado com “Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais”, realizada em Salamanca, em 1994. Desde então, o tema da Inclusão foi incorporado pelo Ministério da Educação e pela Secretaria de Educação Especial.

No entanto, este discurso que sustenta um princípio, indiscutível, de que todas as crianças têm o direito e devem ter acesso à escolarização e a uma educação de qualidade, por outro, cria dificuldades, quando se propõe definir o que seria ou como deveria se dar esta escolarização.

Para além disso, sabemos que a escola que temos hoje está longe de se apresentar como um espaço público que possa ser identificado como democrático e, apesar de receber quase a totalidade das crianças que estão em idade escolar, ainda não é capaz de oferecer um ensino de qualidade. Observamos facilmente o despreparo de nossas escolas para atender os seus alunos, sendo eles classificados como alunos de inclusão ou não.

Diversos centros de especialidades têm projetos de apoio à inclusão escolar que visam dar sustentação para que esta proposta aconteça, apesar das dificuldades.

O CRIA - Centro de Referência da Infância e Adolescência - é um Serviço do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP com atividades na área de Ensino, Assistência e Pesquisa na área da Saúde Mental. Ele é composto por uma equipe multiprofissional que trata de crianças e adolescentes com transtornos psíquicos graves e que vivem algum tipo de exclusão social. Por conta disto e pelos princípios que sustentam sua clínica, o trabalho de inclusão escolar de crianças e adolescentes com autismo é um eixo de intervenção.

Nesta instituição, tem-se como objetivo, promover experiências que ampliem o repertório de relações da criança com o ambiente, privilegiando intervenções nos primeiros anos de vida.

Os projetos terapêuticos são construídos de acordo com a singularidade de cada criança, nos diferentes momentos do tratamento, por meio de atendimentos individuais ou grupais.

Para exercer este olhar abrangente e integrado aos problemas de saúde mental, considera-se essencial expandir o diálogo para outros contextos nos quais a população atendida também circula. Por isso, a escola é um espaço fundamental.

A escola, nesta conjuntura, é mais do que aprendizagem de conteúdos formais, mas também desencadeadora de subjetivação, de estruturação psíquica, circulação social, convivência com outras crianças.

Nesta instituição foram criados alguns dispositivos que sustentam o trabalho de inclusão escolar:

  • Projeto Terapêutico Singular – cada caso é pensado individualmente;
  • Reuniões: realizadas tanto nas escolas e como com as famílias, de acordo com a necessidade;
  • Uso do AEE (Atendimento educacional especializado);
  • AT (acompanhante terapêutico), mediante indicação clínica;
  • Apoio do CEFAI – Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão; Fóruns de discussão entre os clínicos e as escolas.
Realizar a inclusão sempre que for possível para a criança, sem torná-la um imperativo, e realizando junto à escola o trabalho conjunto necessário tem possibilitado importantíssimos efeitos constituintes para diversas crianças que,em outra proposta, ficariam depositadas em escolas especiais sem sugestão alguma de reinserção no social. Deste modo, no CRIA, é preconizado que aconteça a inclusão escolar de crianças com autismo em escolas alinhadas aos princípios da inclusão, da diversidade e da circulação social, com o apoio de uma rede interdisciplinar e intersetorial, que articule o diálogo entre saúde e educação, a fim de considerar a singularidade de cada criança.

* Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e estabelece diretrizes para sua consecução.


Juliana de Souza Moraes Mori
Fonoaudióloga do CRIA/UNIFESP – Centro de Referência da Infância e Adolescência
Integrante do Grupo Gestor (2013 e 2014) do MPASP – Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública
Integrante do Grupo de pesquisa “A Alfabetização e seus Avatares” – PUC/SP.

 

 

 


Autor Data Título
Silze Costa 04-2017 A intervenção psicanalitica na clínica com bebês
Keila Balbino 10-2016 Como o filme “Quando tudo começa” colabora com a reflexão sobre a gestão escolar na escola pública
Ivana Corrêa Tavares Oliveira 09-2016 A interlocução saúde e educação e a inclusão de estudantes com deficiência no ensino regular
Keila Balbino 07-2016 Como o filme “Quando tudo começa” colabora com a reflexão sobre a gestão escolar na escola pública
Janaina Venezian 04-2016 Deve-se trabalhar com leitura e escrita na educação infantil?
Amanda Monteiro Magrini 03-2016 A inclusão dos AASI na rotina dos professores na educação especial
Bruna de Souza Diógenes 12-2015 Programa de Estudos Pós-graduados em Fonoaudiologia da PUC-SP: análise da produção de quatro décadas
Profa. Dra. Regina Maria Ayres de Camargo Freire 11-2015 Algumas considerações sobre a Fonoaudiologia
Ivana Corrêa Tavares Oliveira 10-2015 O projeto Jogos da Cultura Popular como ferramenta de Inclusão
Keila Balbino 09-2015 O papel do professor no momento da alfabetização
Ezequiel Chassungo Lupassa 08-2015 O Marco Histórico da Alfabetização no Brasil
Adriana Gaião Martins 07-2015 O lúdico e a aprendizagem: Um recorte teórico
Janaina Venezian 06-2015 Educação impossível
Gisele Gouvêa da Silva 05-2015 O retorno à Demóstenes
Sofia Nery Liber 04-2015 O Filme "A Família Bélier" e a Psicanálise
Ivana Corrêa Tavares Oliveira, Sofia Lieber, Keila Balbino, Regina Freire 03-2015 “Contribuições da legislação para mudanças políticas na educação inclusiva no atual cenário educacional brasileiro”
Bruna de Souza Diógenes 01-2015 O Trabalho Grupal: Vislumbrando novos olhares/fazeres no processo de alfabetização
Michele Picanço do Carmo 12-2014 Leitura e movimentos oculares
Sofia Nery Lieber 11-2014 Linguagem e subjetivação: sobre a natureza dessa relação
Bruna de Souza Diógenes 10-2014 Indicadores de Risco para os sintomas de linguagem: Interface Fonoaudiologia e Saúde Pública
Dayane Lotti e Adriana Gaião 09-2014 A leitura: cotidiana e motivacional
Ezequiel Lupassa 08-2014 Manifestações dos Distúrbios de Linguagem e da Aprendizagem
Regina Freire 07-2014 1ª Jornada Fonoaudiologia, Educação e Psicanálise
Juliana Mori 06-2014 Uma experiência na inclusão escolar de pessoas com autismo
Silvana Soares 05-2014 Mudanças na formação do professor: efeitos sobre a educação infantil e as séries iniciais
Manoela Piccirilli 04-2014 Uma reflexão sobre queixas escolares
Janaina Venezian 03-2014 Educação Infantil e Fonoaudiologia
Sofia Nery  Lieber 12-2013 A voz não se confunde com o som

Dayane Lotti, Isabela Leito Concílio

10-2013 Serviço de Apoio Pedagógico Especializado (SAPE): reflexões acerca da Sala de Recursos a partir de uma experiência em uma escola da rede pública da zona norte do Estado de São Paulo
Cinthia Ferreira Gonçalves 09-2013 A posição do aprendiz no discurso dos professores.
Keila Balbino 08-2013 Aluno: sujeito com conhecimentos que devem ser considerados no processo de alfabetização.
Vera Ralin 05-2013 Aparatos tecnológicos em questão
Ivana Tavares 04-2013 A escrita como sistema de representação.
Gisele Gouveia 03-2013 Semiologia Fonoaudiológica: os efeitos da sanção sobre o falante, a língua e ao outro
Dayane Lotti; Isabela Leite Concílio 11-2012 Queixa escolar e seus fenômenos multideterminados
Alcilene F. F. Botelho, Eliana Campos, Enéias Ferreira, Maria Elisabete de Lima 10-2012 Alfabetização e letramento
Wladimir Alberti Pascoal de Lima Damasceno 08-2012 A Clínica da Gagueira
Cinthia Ferreira Gonçalves 06-2012 A Análise de Discurso e a Fonoaudiologia: possibilidades de um diálogo
Manoela de S. S. Piccirill 04-2012 A Inibição na Produção da Escrita
Regina Maria Ayres de Camargo Freire 03-2012 Uma segunda língua, para quem?
Manoela de S. S. Piccirilli 01-2012 A Inibição na Produção da Escrita
Juliana Mori 12-2011 A escola e o bebê: é possível educar?
Gisele Gouvêa 11-2011 A questão da estrutura clínica em Fonoaudiologia
Christiana Martin 10-2011 Inclusão Escolar
Treyce R. C. V De Lucca 09-2011 Retardo de Linguagem: Questões Norteadoras
Kivia Santos Nunes 08-2011 O Silência e a Clínica Fonoaudiológica
Vera Lúcia de Oliveira Ralin 06-2011 Atuação fonoaudiológica na Educação - Um fazer possível
Cláudia Fernanda Pollonio 04-2011 Linguagem e Subjetividade: Sobre a natureza desta relação
Juliana Cristina Alves de Andrade 03-2011 O Sujeito e a Linguagem
Regina Maria Freire 12-2010 A Alfabetização e seus Avatares – CAPES/INEP
Giuliana Bonucci Castellano 11-2010 Prancha de Comunicação Suplementar e/ou Alternativa: o uso do diário como possibilidade de escolha dos símbolos gráficos
Beatriz Pires Reis 10-2010 Demanda para perturbações de Leitura e Escrita, há um aumento real?
Fabiana Gonçalves Cipriano 08-2010 Sintomas vocais em trabalhadores sob o paradigma da Saúde do Trabalhador
Vera Lúcia de Oliveira Ralin. 06-2010 Atuação Fonoaudiológica na Educação – Um fazer possível
Maria Rosirene Lima Pereira 04-2010 A clínica fonoaudiológica e o reconhecimento do falante
Hedilamar Bortolotto 03-2010 Transtornos Invasivos do Desenvolvimento: a clínica fonoaudiológica em questão
Fábia Regina Evangelista 01-2010 Indicadores Clínicos de Risco Para a Fonoaudiologia
Gisele Gouvêa 09-2009 Coluna "Fonoaudiologia em Questão"
Cláudia Fernanda Pollonio 08-2009 A clínica fonoaudiológica: sua relação de escuta à fala
Apresentação da Coluna 06-2009 Coluna "Fonoaudiologia em Questão"


 
 
 
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Desenvolvido por DTI- Núcleo de Mídias Digitais