Linguagem e Subjetividade
Página Inicial
Linguagem e Subjetividade
Linguagem e Subjetividade
Banco de Dados de Fala e Escrita
Banco de Dados de Fala e Escrita
Cadastro para acesso ao banco de dados
Alfabetização e Seus Avatares
Laboratório de Observação de Linguagem
Parcerias
Eventos
Coluna “Fonoaudiologia em Questão”
biblioteca_novo
Links
Contato


   

Página inicial >Coluna "Fonoaudiologia em Questão"

Alfabetização e letramento

Sabemos que: ALFABETIZAÇÂO – aquisição do código escrito - está ligada ao processo de LETRAMENTO - uso da leitura e da escrita em nossa sociedade. Quando considerada, essa relação torna as propostas de trabalho mais significativas para as crianças e, portanto, mais produtivas para o desenvolvimento das habilidades linguísticas. O processo de alfabetização pede reflexões e propostas diferenciadas das que pede o de letramento. Não se espera que uma leitura cotidiana de textos para e com a turma (uma proposta de letramento também de extrema importância) seja suficiente para que as crianças saibam como se escreve as palavras ou que letras devam usar (alfabetização).

Expor as crianças aos mais diversos tipos de portadores de textos é um passo para a aprendizagem da escrita, mas não é suficiente para a aprendizagem do código escrito. É preciso criar condições para que as crianças reflitam diante desse objeto de estudo (código) e formulem teorias a seu respeito, mesmo que provisórias.

As crianças, enquanto lêem ou escrevem, preocupam-se com o ato de ler e escrever: porque e para que as pessoas o realizam, que efeitos produzem as palavras, que idéias e imagens sugerem. Enquanto lêem, a busca do sentido não permite refletir sobre como as palavras são escritas, como são usados os sinais de pontuação, etc..., mesmo que façam uso da escrita de algumas palavras (ex: como as do título), ou dos sinais (travessão, indicando a fala de um personagem) para levantar indícios importantes para construir sentidos.

É preciso garantir espaço em sala de aula para que as crianças possam aprender sobre os usos da leitura e da escrita ( lendo e escrevendo autonomamente ou com o professor fazendo o papel de escriba e leitor nos anos iniciais) ao refletir sobre as palavras e os textos para descobrir as regularidades do sistema de escrita: seus símbolos, o papel dos espaços, como os símbolos e os espaços se relacionam, as possibilidades de estabelecer relações entre sons e símbolos escritos, etc...

Para que aprendam, as crianças precisam enfrentar propostas desafiadoras que as levem a agir e a pensar sobre o que fazem e criar e recriar suas hipóteses.

Há tempos sabemos que a aprendizagem do código escrito não antecede, necessariamente, as possibilidades de ler e escrever das crianças e que, por viverem em um ambiente letrado, elas não chegam à escola sem informações sobre os usos da linguagem escrita. Sabemos que, quando um adulto é leitor do texto para a criança ou serve de escritor para ela, a criança, está sim, em situação verdadeira de leitura e escrita.

Alfabetização e letramento são, portanto, processos que estão ligados e permanecem para toda a vida; os alunos dos anos iniciais precisam vivê-lo integralmente, não como um momento de imperfeição, nem como uma etapa em que sejam deixados ao sabor de seus ritmos e interesses, numa espera de prontidão; de insigth; mas como um momento de intensa produção e aprendizagem.

_______________________________
1-Secretaria de Estado da Educação
Ler e escrever : Guia de orientações e orientações didáticas;

Professor alfabetizador- 1º ano/ Secretaria da Educação, Fundação para o Desenvolvimento da Educação; concepção e a elaboração, Claudia Rosenberg Aranfagy. Ed. São Paulo: FDE, 2012.

2- Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa.Brasilia: SEF,1997.

3- Almeida,Geraldo Peçanha de Práticas de alfabetização e letramento.São Paulo:Cortez,2007.

4- Braggio, Silvia Lucia Bigonjal. Leitura e alfabetização- Da concepção mecanicista à sociopsicolinguística. Porto Alegre: Artmed,1992.

5- Collelo, Silvia M. Gasparian. Alfabetização em questão. São Paulo: Paz e terra,2004.

6- Ferreiro, Emilia. Alfabetização em processo. São Paulo: Cortez, 2008, reflexões sobre a alfabetização. São Paulo: Cortez,1996.

7- Soares, Magda Becker. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto,2003,_____________,letramento. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.

8- Experiências de aprendizagem no 1º ano- Coleção aprendendo sempre. Editora Ática. São Paulo. 2010.

 


Autor Data Título
Silze Costa 04-2017 A intervenção psicanalitica na clínica com bebês
Keila Balbino 10-2016 Como o filme “Quando tudo começa” colabora com a reflexão sobre a gestão escolar na escola pública
Ivana Corrêa Tavares Oliveira 09-2016 A interlocução saúde e educação e a inclusão de estudantes com deficiência no ensino regular
Keila Balbino 07-2016 Como o filme “Quando tudo começa” colabora com a reflexão sobre a gestão escolar na escola pública
Janaina Venezian 04-2016 Deve-se trabalhar com leitura e escrita na educação infantil?
Amanda Monteiro Magrini 03-2016 A inclusão dos AASI na rotina dos professores na educação especial
Bruna de Souza Diógenes 12-2015 Programa de Estudos Pós-graduados em Fonoaudiologia da PUC-SP: análise da produção de quatro décadas
Profa. Dra. Regina Maria Ayres de Camargo Freire 11-2015 Algumas considerações sobre a Fonoaudiologia
Ivana Corrêa Tavares Oliveira 10-2015 O projeto Jogos da Cultura Popular como ferramenta de Inclusão
Keila Balbino 09-2015 O papel do professor no momento da alfabetização
Ezequiel Chassungo Lupassa 08-2015 O Marco Histórico da Alfabetização no Brasil
Adriana Gaião Martins 07-2015 O lúdico e a aprendizagem: Um recorte teórico
Janaina Venezian 06-2015 Educação impossível
Gisele Gouvêa da Silva 05-2015 O retorno à Demóstenes
Sofia Nery Liber 04-2015 O Filme "A Família Bélier" e a Psicanálise
Ivana Corrêa Tavares Oliveira, Sofia Lieber, Keila Balbino, Regina Freire 03-2015 “Contribuições da legislação para mudanças políticas na educação inclusiva no atual cenário educacional brasileiro”
Bruna de Souza Diógenes 01-2015 O Trabalho Grupal: Vislumbrando novos olhares/fazeres no processo de alfabetização
Michele Picanço do Carmo 12-2014 Leitura e movimentos oculares
Sofia Nery Lieber 11-2014 Linguagem e subjetivação: sobre a natureza dessa relação
Bruna de Souza Diógenes 10-2014 Indicadores de Risco para os sintomas de linguagem: Interface Fonoaudiologia e Saúde Pública
Dayane Lotti e Adriana Gaião 09-2014 A leitura: cotidiana e motivacional
Ezequiel Lupassa 08-2014 Manifestações dos Distúrbios de Linguagem e da Aprendizagem
Regina Freire 07-2014 1ª Jornada Fonoaudiologia, Educação e Psicanálise
Juliana Mori 06-2014 Uma experiência na inclusão escolar de pessoas com autismo
Silvana Soares 05-2014 Mudanças na formação do professor: efeitos sobre a educação infantil e as séries iniciais
Manoela Piccirilli 04-2014 Uma reflexão sobre queixas escolares
Janaina Venezian 03-2014 Educação Infantil e Fonoaudiologia
Sofia Nery  Lieber 12-2013 A voz não se confunde com o som

Dayane Lotti, Isabela Leito Concílio

10-2013 Serviço de Apoio Pedagógico Especializado (SAPE): reflexões acerca da Sala de Recursos a partir de uma experiência em uma escola da rede pública da zona norte do Estado de São Paulo
Cinthia Ferreira Gonçalves 09-2013 A posição do aprendiz no discurso dos professores.
Keila Balbino 08-2013 Aluno: sujeito com conhecimentos que devem ser considerados no processo de alfabetização.
Vera Ralin 05-2013 Aparatos tecnológicos em questão
Ivana Tavares 04-2013 A escrita como sistema de representação.
Gisele Gouveia 03-2013 Semiologia Fonoaudiológica: os efeitos da sanção sobre o falante, a língua e ao outro
Dayane Lotti; Isabela Leite Concílio 11-2012 Queixa escolar e seus fenômenos multideterminados
Alcilene F. F. Botelho, Eliana Campos, Enéias Ferreira, Maria Elisabete de Lima 10-2012 Alfabetização e letramento
Wladimir Alberti Pascoal de Lima Damasceno 08-2012 A Clínica da Gagueira
Cinthia Ferreira Gonçalves 06-2012 A Análise de Discurso e a Fonoaudiologia: possibilidades de um diálogo
Manoela de S. S. Piccirill 04-2012 A Inibição na Produção da Escrita
Regina Maria Ayres de Camargo Freire 03-2012 Uma segunda língua, para quem?
Manoela de S. S. Piccirilli 01-2012 A Inibição na Produção da Escrita
Juliana Mori 12-2011 A escola e o bebê: é possível educar?
Gisele Gouvêa 11-2011 A questão da estrutura clínica em Fonoaudiologia
Christiana Martin 10-2011 Inclusão Escolar
Treyce R. C. V De Lucca 09-2011 Retardo de Linguagem: Questões Norteadoras
Kivia Santos Nunes 08-2011 O Silência e a Clínica Fonoaudiológica
Vera Lúcia de Oliveira Ralin 06-2011 Atuação fonoaudiológica na Educação - Um fazer possível
Cláudia Fernanda Pollonio 04-2011 Linguagem e Subjetividade: Sobre a natureza desta relação
Juliana Cristina Alves de Andrade 03-2011 O Sujeito e a Linguagem
Regina Maria Freire 12-2010 A Alfabetização e seus Avatares – CAPES/INEP
Giuliana Bonucci Castellano 11-2010 Prancha de Comunicação Suplementar e/ou Alternativa: o uso do diário como possibilidade de escolha dos símbolos gráficos
Beatriz Pires Reis 10-2010 Demanda para perturbações de Leitura e Escrita, há um aumento real?
Fabiana Gonçalves Cipriano 08-2010 Sintomas vocais em trabalhadores sob o paradigma da Saúde do Trabalhador
Vera Lúcia de Oliveira Ralin. 06-2010 Atuação Fonoaudiológica na Educação – Um fazer possível
Maria Rosirene Lima Pereira 04-2010 A clínica fonoaudiológica e o reconhecimento do falante
Hedilamar Bortolotto 03-2010 Transtornos Invasivos do Desenvolvimento: a clínica fonoaudiológica em questão
Fábia Regina Evangelista 01-2010 Indicadores Clínicos de Risco Para a Fonoaudiologia
Gisele Gouvêa 09-2009 Coluna "Fonoaudiologia em Questão"
Cláudia Fernanda Pollonio 08-2009 A clínica fonoaudiológica: sua relação de escuta à fala
Apresentação da Coluna 06-2009 Coluna "Fonoaudiologia em Questão"


 
 
 
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Desenvolvido por DTI- Núcleo de Mídias Digitais