Superior de Tecnologia em Conservação e Restauro

Guia do Estudante

Grau

Tecnólogo 

Modalidade

Presencial

Apresentação

O curso de graduação em Conservação e Restauro situa-se em um contexto histórico-cultural marcado, cada vez mais, por uma crescente consciência da importância dos bens culturais para a vida social, política e cultural em âmbito nacional e mundial. No Brasil, essa consciência tem proporcionado ações diversas na busca da preservação do patrimônio cultural artístico por parte dos órgãos governamentais, da iniciativa privada e de várias ONGS. O patrimônio nacional constitui um tema importante, do ponto de vista da sua construção social como conceito e valor, do ponto de vista da cartografia histórico-cultural e da construção das condições técnicas e profissionais para a conservação e gestão dos bens culturais.

A diversidade de bens culturais historicamente acumulados em nosso país desenha quadros complexos e situações diferenciadas, a saber, como patrimônio reconhecido cultural e legalmente, como patrimônio reconhecido culturalmente e como patrimônio anônimo. Em todos os casos, se impõe a necessidade e urgência do resgate, da preservação, do restauro e da gestão patrimoniais. A riqueza do patrimônio artístico-cultural não tem contado com recursos materiais e humanos proporcionais, capazes de garantir a sua conservação e subsistência, bem como políticas mais orquestradas e ousadas de visibilidade sócio-política.

Essa conjuntura tem configurado um quadro de necessidades e potencialidades culturais revertidos em políticas e mercados de bens culturais. As políticas de preservação e gestão desses bens, em franca expansão no país, se traduzem em demandas profissionais especializadas, em ambientes e objetos turísticos, em interesses de investimentos empresariais, em programas e agendas de divulgação e em legislações de incentivo á cultura e preservação nas esferas da administração pública. Constata-se, hoje, a emergência e, em muitos casos, a consolidação de uma verdadeira Economia de bens culturais.

De fato, a cultura pode ser vista como um valor em duplo sentido. É um bem em si mesmo a ser produzido, difundido e preservado por todas as instâncias responsáveis pela coisa pública, pelas academias e pelo setor privado. Para tanto se desenham as políticas públicas de preservação e legislação patrimoniais. É também um valor mercadológico que se torna negócio, gerando investimentos, circulação de riquezas e mercado de trabalho. Esses são valores não excludentes que podem garantir a sustentabilidade do patrimônio artístico-cultural mediante a parceria dos setores público e privado em projetos concretos. A consolidação de uma Economia dos bens culturais está, certamente, relacionada a esses empreendimentos, mas também à capacidade de produção de novos bens culturais por meio de uma atuação de profissionais qualificados para o resgate, classificação e divulgação de bens anônimos, habilitados tecnicamente para as atividades de conservação e restauro, assim como para a gestão patrimonial e a curadoria artística.

A geografia do patrimônio no Brasil e no Estado de São Paulo compõe hoje um campo expressivo que demanda profissionais especializados. Em nível nacional, contamos com 5.000 edifícios tombados, com 2.106 museus e com inúmeros acervos com os mais variados objetos. Segundo dados do IPHAN, o Brasil tem 17 bens reconhecidos pela UNESCO com Patrimônio Mundial. A atual cidade de São Paulo, embora erguida sobre a destruição de ao menos duas cidades anteriores, guarda resquícios dos tempos coloniais e do apogeu da economia cafeeira, o que, na quase totalidade, goza de alguma forma de reconhecimento de seu valor patrimonial. A cidade conta com um número expressivo de museus e de acervos, ligados na sua maioria aogoverno estadual e municipal e à própria igreja católica. Também são expressivos os patrimônios anônimos que sofrem das mais variadas formas de ameaça, por fatores ambientais e sócio-culturais. Nesse segmento podemos incluir as igrejas, os cemitérios, monumentos em praças públicas, sem falar dos acervos privados.

É nesse cenário complexo e promissor que se inscreve o propósito de um Curso focado em conservação e restauro. A carência desse profissional qualificado e habilitado é visível no mercado, ficando muito aquém das necessidades acima descritas.

A oferta do Curso de Conservação e Restauro na PUC-SP vem, antes de tudo, contribuir com a construção de uma área de conhecimento no país e com a formação de quadros profissionais habilitados para a conservação e o restauro. A universidade reproduz a incipiência da área em âmbito nacional e local e deverá contar com profissionais ligados a áreas consolidadas como História, Antropologia, Arte, Semiótica e Teologia. São disciplinas que possuem experiências acumuladas sobre algum ângulo do objeto em questão e que podem contribuir na construção interdisciplinar do próprio curso. O projeto, além do investimento inédito na área de artes plásticas e de restauro, deverá contar com o apoio de competências reconhecidas na preservação, restauração e gestão de patrimônio artístico-cultural: Museu de Arte Sacra de São Paulo, Museu do Vaticano e outras instituições de reconhecida competência técnica e científica. Trata-se de apoios técnico-científicos bem como de infra-estrutura e logística, sobretudo para as disciplinas técnicas.

A PUC-SP poderá assim contribuir de maneira competente, com sua tradição acadêmica e com sua marca reconhecida, para a formação de profissionais que respondam a demandas da área e contribuam com a construção desta área de conhecimento no país e, especialmente, na cidade de São Paulo. A ausência de um Curso dessa natureza na cidade permite à PUC-SP exercer seu pioneirismo com a oferta de um Curso inédito. A universidade exerce, assim, sua vocação de serviço à comunidade local, sua identidade humanista, bem como de aglutinar seu potencial artístico-cultural em um projeto concreto que deverá inaugurar um objeto e várias abordagens capazes de produzir outros cursos, publicações e serviços num futuro imediato.

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