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Palavra nos 65 anos da PUC–SP

Senhoras e senhores, funcionárias e funcionários, alunas e alunos, professoras e professores, senhores e senhoras pró-reitores, senhor reitor, demais autoridades aqui presentes: Há 65 anos, no coração de um intelectual servidor do povo, habitou uma grande alegria: o surgimento da Universidade Católica paulista. Sua primeira intenção era criar um centro de estudos que pudesse não apenas informar, mas formar mulheres e homens capazes de criar uma sociedade mais justa, menos violenta, mais humana. O quadro era o pós-guerra, as paisagens ainda estavam destruídas, as cicatrizes abertas!

Este intelectual era, também, PASTOR, homem sensível às necessidades do povo mais simples, do povo mais pobre... Para ele estas mulheres e homens simples também deveriam ter espaço na nova Universidade. A Universidade deveria ouvi-los e ajudá-los a tomar CONSCIÊNCIA da sua dignidade de seres humanos, cidadãos, filhos de Deus!

Este intelectual, SERVO e PASTOR era o Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, primeiro Cardeal Arcebispo de São Paulo, primeiro Grão-Chanceler desta Universidade.

Este sábio homem impôs um lema à Universidade nascente: "CUM SCIENTIA, CONSCIENTIA" – com a ciência, consciência!

Os anos foram passando, as pessoas se sucedendo, a PUC crescendo, os desafios sempre presentes:

1.A ditadura militar: enfrentada com galhardia, PUC bastião da liberdade e da luta pela democracia! Os encontros estudantis, a invasão pelas tropas da repressão política, o incêndio criminoso do TUCA. Machucou, sim, mas formou caráter, criou uma identidade, forjou valores – cum scientia, conscientia!

2. Anos 80 e 90, redemocratização, expansão da pós-graduação, hora de se estabelecer definitivamente como centro de produção do saber! Muito trabalho, muito debate, a volta do exílio, cursos de verão, formação de militância, nos tornamos centro de excelência acadêmica. Foi duro, cansativo, mais reafirmamos valores – cum scientia, conscientia!

3. Anos 2000, a sustentabilidade, publicização?, novos cursos, novos campi, o forte ajuste, as dores, os medos, as indefinições, que PUC queremos? A autonomia acadêmica. Amadureceu, nasceu o ORGULHO de sermos membros desta comunidade, que chamamos com carinho, puquiana, abriram-se novos horizontes – cum scientia, conscientia!

4. Iniciamos a segunda década deste século 21, os desafios são enormes para as ciências. Conceitos são repensados, a sociedade muda como nunca, a velocidade se faz presente em toda atividade humana, as últimas ditaduras caem, novas economias emergem, liberdade é a palavra de ordem! Os valores, os valores humanos mais do que nunca se fazem necessários, para que não percamos o rumo nesta trajetória frenética de início de um século novo! A Universidade Católica deve ENSINAR E VIVER a VERDADE, a JUSTIÇA, a LEGALIDADE, a TRANSPARÊNCIA, a DEDICAÇÃO, a HONESTIDADE, a ESPIRITUALIDADE! – cum scientia, conscientia! Mais do que nunca, neste tempo, CONSCIENTIA !

Assim celebramos os 65 anos da nossa PUC, com aquela mesma alegria do seu nascimento, aquela alegria que habitou o coração daquele intelectual, pastor e santo! Que os 65 se repitam muitas vezes e os SANTOS também !

(Seria proferido na sessão de 23 de agosto, no TUCA).

Pe. José Rodolpho Perazzolo
Secretário Executivo