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Quaresma: tempo de pensar e mudar
Este tempo que se inicia na Quarta Feira de Cinzas e que termina na Quinta Feira da Semana Santa nós chamamos de “Quaresma”, pois perfaz quarenta dias.
O número quarenta nos remete à memória do total de anos que o Povo de Israel caminhou pelo deserto a buscando a Terra Prometida, fugindo da escravidão do Egito.
O número nos lembra, também, os dias que Jesus passou no deserto antes do início da sua vida pública.
Nas duas lembranças nos deparamos com um elemento comum: o deserto.
Na tradição bíblica o deserto é o lugar, por excelência, da manifestação de Deus.
Estar ali, experimentar os próprios limites, o silêncio, os perigos, o calor e o frio, é abrir espaço interior para ouvir o Deus que nos fala, mas que muitas vezes não conseguimos ouvir, ofuscado pelos ruídos exteriores e interiores.
Nós devemos fazer da Quaresma um tempo de escuta, um tempo de “retirada” dos atropelos diários e de voltar o nosso olhar para dentro e para o redor de nossas vidas e ouvir o Deus que fala!
A Igreja nos propõe três práticas fundamentais para a Quaresma: a Oração, mais intensa, a Caridade, mais comprometida e o Jejum, mais solidário.
Com estas três práticas buscamos a Conversão, que é o direcionar a nossa vida para aquilo que, realmente, tem valor. A Fé, a Fraternidade, a Verdade, o cuidado com a Vida do Planeta (tema da Campanha da Fraternidade deste ano), o compromisso com os Pobres e os Fracos, a construção do Reino do Deus da Vida!
Ao final dos quarentas anos o Povo de Israel entrou na Terra. Ao final dos quarenta dias, Jesus se apresentou no Jordão, diante de João o Batista, e deu início ao seu ministério. Ao final da nossa Quaresma celebraremos a Ressurreição de Jesus, a Páscoa e com Ele vamos ressurgir para um viver mais denso, mais humano e mais divino.
José Rodolpho Perazzolo
Secretário Executivo
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