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A FUNDAÇÃO E A ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES
Desde que a Fundação São Paulo - FUNDASP se fez novamente presente junto à sua Mantida, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, na grande crise de 2005, ela tem feito do diálogo sua marca principal.
Atravessamos momentos de grande dificuldade, como as demissões em 2006, as mudanças do Estatuto e do Regimento Geral da Universidade, sempre em clima de respeito e de conversa franca.
Lembro-me de uma reunião com uma comissão do Consun, na sala da Reitoria, em que discutimos o novo Estatuto durante mais de seis horas!
Neste ano tivemos que enfrentar a questão do dissídio docente de 2005, que não fora aplicado por absoluta falta de recursos financeiros.
Fizemos reuniões infindáveis, com a presença da Reitoria, que se mostrou sempre sensível e preocupada com o futuro da PUC-SP, na pessoa esclarecida do Reitor, experiente jurista e administrador.
Após termos demonstrado de todas as maneiras a impossibilidade persistente de incorporarmos o percentual do dissídio no salário docente, até porque os números não mentem, chegamos ao impasse com a Associação e com o Sindicato dos Professores – SINPRO, então compondo a mesa.
A Associação decidiu impetrar a medida judicial trabalhista competente e a Fundação decidiu propor aos docentes um Acordo, pela Universidade.
A resposta dos docentes foi imediata. Hoje, mais de 80% deles já se acordaram com a FUNDASP.
Enquanto isso, a Associação e o Sindicato partiram para o ataque pessoal contra a Fundação, inclusive atribuindo-lhe prática de ação criminosa, por ter proposto o Acordo!
A Universidade está aí, funcionando a todo o vapor e mais uma vez bem avaliada pelo MEC, em recentíssima visita institucional.
A ação movida pela Associação dos Docentes e o SINPRO aguarda audiência inicial em fevereiro de 2011.
Agora, nos deparamos com o pleito formulado pela Associação de renovação do Acordo Interno de Trabalho.
Como dialogar com quem lhe acusa de crime e não se retrata desta afirmação? Como dialogar com quem acredita na nossa “incapacidade de gestão”?
A Fundação não reconhece a direção da Associação como mediadora qualificada para desenhar um novo Acordo Interno.
Impasse?
Vamos descobrir um caminho de superação...
José Rodolpho Perazzolo
Secretário Executivo
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