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TERREMOTO: um sentido na tragédia

Artigo publicado no jornal eletrônico Ilsussidiario.net
PíerLuigi Colognezi

PíerLuigi Colognezi é jornalista, com passagem por vários veículos de comunicação na Itália. Atualmente colabora nas páginas de cultura de vários jornais e revistas italianos

 

Diante das catástrofes naturais, ficamos pasmos e muitas vezes incapazes de ver a presença de Deus. Essa é uma experiência que se repete por ocasião dos terremotos que periodicamente assolam a Itália. Mas a luz do amor e da solidariedade pode ajudar-nos a ver um sentido mesmo nessas ocasiões dolorosas.

“Oh! Nós não queremos falar demais diante do luto e de ruínas de dimensões trágicas, que parecem superar qualquer medida e refutar qualquer conforto. Queremos compreender e recolher em silêncio reverente o grito inefável desta dor exacerbada. Mas não podemos não dizer uma palavra para os corações fortes, para as almas boas: não se desesperem! Não se deixem cegar! A nossa incapacidade de dar uma explicação, dentro dos esquemas habituais de nossa lógica breve e míope, não anula a nossa confiança superior na misteriosa, mas sempre providencial e paterna presença da bondade divina, que sabe solucionar a nossa favor até mesmo as mais graves e incompreensíveis desgraças. Nossa Senhora restitua, com o seu Fiat, a paciência, a esperança e até o Aleluia pascal em nossos lábios e em nossos corações”. São palavras de Paolo VI, pronunciadas em 9 de maio de 1976, poucos dias depois do devastador terremoto de Friuli.
O que acrescentar? Talvez apenas aquilo que o mesmo Papa Montini disse na mesma ocasião, que nesse “mal que nos fere” possamos entrever uma luz: “o primeiro bem é a solidariedade, a dor nos torna comunitários e, tirnado-nos de nosso habitual desinteresse, de nossas disputas egoístas, nos faz experimentar um amor desconhecido. Nos sentimos irmãos, nos tornamos cristãos, compreendemos os outros, exprimimos finalmente o amor desinteressado, solidário e social. E aprendemos a ‘vencer o mal com o bem’, isto é, a fazer nascer energias positivas de bem das próprias desventuras que nos afligem”.
Dois dias depois do terremoto em Irpina em 1980, João Paulo II foi visitar o local pessoalmente. Ele também ficou atônito diante da tragédia: “Eis os sentimentos, as palavras que me vem ao coração. Como vêem, elas vêm com dificuldade, porque a comoção é maior que a possibilidade de falar e de formular bem as idéias”. Mas ele também estava cheio de esperança: “Eu venho, caríssimos irmãos e irmãs, para dizer-lhes que estamos com vocês para dar-lhes um sinal de esperança, que um homem deve ser para o outro homem. Para o homem sofredor, o homem são; para um ferido, um médico; um auxiliar, um enfermeiro; para um cristão, um sacerdote. Assim um homem deve ser para o outro homem. E quando tantos homens sofrem, são necessários tantos outros homens, muitos homens para estarem próximos daqueles que sofrem. Não posso dar-lhes nada mais que essa presença, mas com essa presença se exprime tudo”. Com ela, de fato, “se realiza a presença de Cristo. E, com a presença de Cristo, também o mundo estigmatizado pela cruz carrega em si a esperança da ressurreição”.

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