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O Papel do Coral

Quando se fala de expressões artísticas, o canto coral comparado à dança, ao teatro, aos grupos instrumentais, geralmente é relegado ao segundo plano. No entanto, o canto coral vem crescendo no Brasil e cada vez mais é reconhecido do ponto de vista cultural e de desenvolvimento da musicalidade, além de exercer o papel de melhoria do trato individual físico e psicológico dos indivíduos que cantam, funciona também como um facilitador de relacionamentos interpessoal em comunidades empresariais, universitárias e independentes.

O CUCA tem muitas marcas positivas nestes 37 anos de trabalho. Segundo Renato Teixeira, as pessoas que passaram por aqui sempre foram do bem, que se ajudaram, que se ajudam, que se tornam amigas e que buscam no coral uma coisa que é maior que o próprio coral, que é antes de tudo, uma aula de vida, de convivência com seus semelhantes. Segundo ele, todo coral funciona como um fator de desenvolvimento pessoal e coletivo, ou seja, as pessoas se aperfeiçoam como seres humanos, mas o grupo todo sente um crescimento a cada espetáculo que se torna público.
O canto coral cumpre o papel de agregar, unindo pessoas com interesses, formações e idades muito diversas. E é aí que está o encanto da formação desses grupos.

Grupo Atual
Grupo 2009
Os coralistas mais antigos no grupo
Grupo de 2003
Antonio Estevam, Rafaela Renna, Renato Mateus e Albano Faustino
 

''Foi uma agradável surpresa entrar em contato com a dinâmica de um coral.
Há muitos anos vinha trabalhando com as artes cênicas, onde geralmente há uma enorme predisposição para individualidades exacerbadas e mergulhos solitários em busca de qualidades específicas de interpretação.
E de repente, lá estava eu, na direção de um espetáculo de canto coral. Encontrei um coletivo de pessoas de diferentes classes socio-econômicas, harmoniosamente integradas naquelas horas de convívio durante os ensaios. Dispostas a perder a noção de individualidade para construir a beleza e a magia da produção vocal coletiva. Que lindo foi ver nos narcísicos dias de hoje essa renúncia em prol da coletividade, essa participação quase que anônima na construção de uma sonoridade coletiva. Lindo porque é através dessa mesma renúncia que se constitui verdadeiramente uma individualidade sadia, integrando cada coralista na comunidade e valorizando a alegria do fazer artístico.
Foram três espetáculos emocionantes: Quixotes, Macunaíma e Trinta anos cantando História.
Obrigada pela oportunidade de experimentar a maravilha de coesão que a música pode proporcionar!
Parabéns, Cuca!''
Lúcia Merlino