PaginaInicial Objetivos Links FaleConosco
 
   
     
 

VOCAÇÃO

O estudo da América Latina e Caribe se faz cada vez mais necessário não apenas para compreender a complexidade advinda da diversidade existente no continente, seus embates e resistências, mas porque hoje urge pensar os países que o compõem como parte integrante de um mundo, cuja opção neoliberal mostrou-se como descaminho. Nesta diversidade sem perspectiva para as classes de trabalhadores, urge a necessidade do aprofundamento de estudos críticos que, a partir de uma ontologia histórico-imanente, procedam no reconhecimento das especificidades que historicamente se põe na região e que constituem a sua particular forma de ser social nas relações internas a cada país, nas intercontinentais e nas internacionais.

O cunho ditatorial e os arremedos de democracia que configuram as repúblicas latinas se reiteram ao longo do século XX e denotam, a nosso ver, uma dada natureza da forma de ser social inerente ao desenvolvimento de cada país na região.

A renovação conservadora implementada via ditaduras nas décadas de 60 a 80, a restauração democrática de caráter autocrático corroboram o desenvolvimento hiper tardio que vem caracterizando a região e que culminam agora com as reformas neoliberais a partir da reformulação do papel do Estado (de provedor a regulador), do novo perfil da subordinação na lógica capitalista.

O estudo da realidade latino-americana é, sem dúvida, um grande desafio, principalmente se relacionado ao período da segunda metade do século XX e objetivar os componentes de sua historicidade é o que se propõe o CEHAL. Uma historicidade que não se recupera sem o estudo, é evidente, de suas gêneses no período colonial e nos processos independentistas. Assim como não é possível tal aprofundamento sem se atentar para as múltiplas dimensões que configuram tais realidades, expressas nas mais diversas manifestações da atividade humana.